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Denúncia aceita: Justiça do Acre torna sete réus pela morte de ex-prefeito Gedeon Barros

Empresário Carmélio da Silva Bezerra, é apontado como um dos mandantes da morte de Gedeon Barros.
O ex-secretário de esportes de Plácido de Castro Liomar de Jesus Mariano, o Mazinho e o empresário Carmélio da Silva Bezerra, apontados como mandantes da morte de Gedeon Barros, passaram a ser réus no processo.
A decisão foi do Juiz da 1ª Vara do Tribual do Júri Daniel Bonfim, que recebeu a denúncia do Ministério Público do Acre.
Além dos mandantes do crime, a Justiça do Acre também tornou réus Clebson Rodrigues do Nascimento, o “Polaco” e Weveron Monteiro Oliveira, “Bolacha”.
A dupla foi responsável pela contratação dos executores do crime.

ex-secretário de esportes de Plácido de Castro Liomar de Jesus Mariano.
Antônio Severino de Souza, o “Pirata”, encarregado de repassar aos comparsas informações sobre a vítima e as instruções finais para a trama criminosa.
Enquanto, João da Silva Cavalcante Junior, o “Joãozinho”, foi o condutor da motocicleta usada no homicídio e Sairo Gonçalvez Petronilio, o executou direto.
João da Silva Cavalcante e Sairo Gonçalvez vão responder ação penal, por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e por meio de emboscada.
Já Liomar de Jesus Mariano, Carmélio Bezerra, Antônio Serverino, Clebson Rodrigues e Wverton Monteiro Oliveira, além do homicídio triplamente qualificado, também vão responder por coação no curso do processo, ou seja, por ameaçar um dos envolvidos.
Consta na investigação da Delegacia de Homicídios, que após um desentedimento João da Silva Cavalcante, passou a ser ameaçado pelos comparsas. Ele ainda teria sofrido duas tentativas de assassinatos, um delas, no presídio de Senador Guiomard.
Uma dívida de R$ 220 mil, que Gedeon teria com Liomar de Jesus Mariano, o Mazinho, foi o que motivou o cirme.
O assassinato do ex-prefeito Gedeon de Souza Barros, foi um dos casos de maior repercussão dos últimos dez anos no estado.
A investigação da Delegacia de Homicídios, descobriu que a vítima, que estava em um carro ao lado de um assessor, começou a ser monitorada, ainda no interior de uma empresa, na região do segundo distrito da cidade.
Quando Gedeon e o assessor seguiram com destino a Rio Branco, pela BR-364, João da Silva Cavalcante e Sairo Gonçalvez, que estavam em uma motocicleta de cor vermelha, começaram a acompanhar o automóvel do ex-prefeito.
No trajeto Gedeon Barros, estacionou o carro no pátio da SUFRAMA para atender uma ligação telefônica.
Foi neste momento, que os executores se aproximaram. Sairo desceu da moto, e sem dar qualquer chance de defesa, fez oito disparos contra a vítima.
O crime aconteceu na manhã de 20 de março de 2021. A intenção dos bandidos, era simular um latrocínio, o roubo seguido de morte.
O caso só foi completamente esclarecido em dezembro do ano passadao, com a prisão dos dois mandantes do crime.
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Imunização de Assis Brasil é destaque no Alto Acre e celebra resultados em reunião de alinhamento para 2026
A Coordenação Municipal de Imunização de Assis Brasil realizou, nesta semana, uma importante reunião de agradecimento e alinhamento estratégico com a equipe de vacinadores e profissionais da rede municipal de saúde. O encontro marcou o encerramento do ciclo de ações de 2025 e deu início ao planejamento das estratégias de imunização para o ano de 2026.
O principal objetivo da reunião foi reconhecer o empenho e a dedicação dos profissionais que garantiram ao município o título de maior cobertura vacinal do Alto Acre em 2025, alcançando e, em diversos imunobiológicos, superando as metas estabelecidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Graças ao trabalho integrado da equipe, Assis Brasil obteve resultados expressivos em vacinas estratégicas do calendário nacional, como:
•BCG
•Pneumo 10
•Meningo C
•Tríplice viral (1ª dose)
•DTP
•Pólio VIP
•HPV
Esses avanços representam mais proteção à população, fortalecem a prevenção de surtos e garantem maior segurança sanitária para o município.
Durante a reunião, o Diretor Municipal de Imunização, Missias da Costa, destacou que os resultados alcançados são fruto de um trabalho que vai além da sala de vacina, contando com o apoio de diversos setores da Secretaria Municipal de Saúde. O diretor ressaltou o papel fundamental dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e das equipes que atuam diariamente nas unidades de saúde do município, contribuindo de forma direta para o alcance das metas.
A Prefeitura de Assis Brasil, por meio da Secretaria Municipal de Saúde de Assis Brasil, tem sido peça-chave nesse avanço, garantindo apoio institucional, planejamento estratégico e melhores condições de trabalho às equipes. O compromisso da gestão municipal com a saúde pública reflete-se nos investimentos contínuos em ações preventivas e na valorização dos profissionais, resultando em uma cobertura vacinal de excelência.
O encontro também foi um momento de alinhamento das metas para 2026, com foco no fortalecimento de estratégias como:
•Vacinação nas escolas, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE);
•Ações extramuros;
•Busca ativa de faltosos;
•Intensificação da vacinação em áreas rurais;
•Ampliação da cobertura da vacina contra o HPV em adolescentes.
A reunião reforçou ainda o compromisso da gestão municipal com a valorização dos profissionais da imunização, reconhecendo que o sucesso do programa é resultado direto do trabalho técnico, humano e responsável de cada servidor.
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Defesa Civil de Rio Branco já retirou 18 famílias de áreas de risco desde janeiro
Alagamentos, desmoronamentos e chuvas intensas mantêm capital em alerta; rios nas cabeceiras devem influenciar nível do Rio Acre nos próximos dias

Foto: ac24horas
O coordenador da Defesa Civil Municipal de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, informou que 18 famílias já foram removidas de áreas de risco desde o início de janeiro em razão de alagamentos e desmoronamentos provocados pelas fortes chuvas na capital acreana. A declaração foi feita em entrevista ao repórter David Medeiros, do ac24horas Play, nesta quarta-feira (14).
As famílias foram encaminhadas para aluguel social transitório, por meio de ação conjunta entre a Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Assistência Social, após a constatação de que não havia condições seguras de permanência nos imóveis atingidos.
“São famílias impactadas por alagamentos de igarapés e por desmoronamentos, consequência direta do excesso de chuvas”, explicou Falcão.
Segundo o coordenador, o encaminhamento segue critérios técnicos rigorosos. Inicialmente, a família indica um local para moradia temporária; em seguida, o imóvel de origem passa por vistoria da Defesa Civil, que avalia a impossibilidade de retorno; por fim, é realizada avaliação socioeconômica pela Assistência Social. “Muitas dessas casas, mesmo após a vazante, ficam estruturalmente comprometidas e com risco iminente de desmoronamento”, afirmou.
Os desmoronamentos foram registrados principalmente nos bairros Preventório, Aeroporto Velho, Mocinha Magalhães e Parque das Palmeiras. Em outras áreas, embora não tenha ocorrido colapso total, o risco permanece elevado, exigindo monitoramento constante.
Falcão também atualizou a situação dos abrigos emergenciais construídos no Parque de Exposições a partir de dezembro de 2025. Ao todo, foram construídos 74 abrigos pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. Durante o período mais crítico, 156 famílias foram retiradas de áreas de risco, sendo 103 acolhidas em escolas devido às enxurradas.
“Restou um saldo de 53 famílias, e por isso construímos pelo menos 20 abrigos a mais do que o necessário naquele momento. Caso o Rio Acre volte a atingir a cota de transbordamento, de 15,40 metros, ainda teremos estrutura para atender a população”, garantiu.
Segundo o coordenador, em situação de emergência, é possível construir até 50 abrigos em 24 horas, seguindo orientação do prefeito Tião Bocalom.
Chuvas nas cabeceiras elevam preocupação
A Defesa Civil segue atenta ao comportamento dos rios nas cabeceiras. Em Brasiléia, o nível subiu 3,5 metros nas últimas 24 horas, situação semelhante à registrada em Xapuri, além da elevação do Rio Xapuri e do Riozinho do Rola, considerado um dos mais perigosos para a capital.
Apesar de Brasiléia já apresentar vazante, a preocupação é com o volume de água que ainda deve chegar a Rio Branco. “Essa água leva cerca de 60 horas para chegar e pode elevar ainda mais o nível do Rio Acre”, explicou Falcão.
A previsão da Defesa Civil é de que o impacto mais significativo ocorra a partir de sexta-feira, considerando o tempo de deslocamento das águas: Assis Brasil (72h), Brasiléia (60h), Xapuri (48h), Capixaba (24h) e Riozinho do Rola (3h).
Solo saturado agrava cenário
O coordenador destacou ainda que o solo de Rio Branco está cerca de 90% saturado, o que agrava a situação. “As chuvas intensas, como os 20,8 milímetros registrados na terça-feira, fazem com que a água escoe diretamente para os igarapés e para o rio, impedindo a vazante”, concluiu.














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