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‘Cuidar das pessoas é a marca da nossa gestão’, diz governador Gladson Camelí ao empossar mais de 730 profissionais da Educação Especial

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Eternizando seu nome na educação pública do Acre, o governador Gladson Camelí, ao lado da vice-governadora Mailza Assis, empossou nesta sexta-feira, 27, mais 737 novos profissionais para atender à demanda da Educação Especial no estado. A cerimônia representa um ato histórico, por ser a primeira vez que o governo realiza concurso e convoca servidores especificamente para essas vagas.

Mais de 700 profissionais da Educação básica foram empossados nesta sexta-feira, 27, em todo o estado. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

A solenidade foi realizada no auditório do Departamento de Trânsito, em Rio Branco, e transmitida simultaneamente para todos os municípios do Acre. Dos 737 profissionais empossados, 707 atuarão no atendimento educacional especializado, nove na área de Braille e 21 na de Libras, fortalecendo a inclusão e o suporte pedagógico em toda a rede estadual.

Com esta quarta etapa de nomeações, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) passa a contabilizar 2.614 novos servidores incorporados ao quadro, resultado do maior concurso já realizado pela pasta, totalizando um investimento de R$ 221.816.719,40 por ano.

O governador Gladson Camelí afirmou, em seu discurso, sentir-se feliz e realizado por participar da quarta posse do maior concurso público da história do Acre para professores e servidores administrativos.

“Estamos nomeando profissionais que trabalharão com educação especial nas escolas da nossa rede. Professores e professoras que terão a responsabilidade de garantir o aprendizado e a inclusão de alunos com necessidades especiais. Uma missão que certamente enriquecerá as carreiras pedagógicas de quem está assumindo seus cargos”, declarou.

Governador aposta na educação como ponte e ferramenta para reduzir desigualdades em todo o estado. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Ele parabenizou os novos servidores, destacando que eles atuarão na garantia de um direito básico de todo ser humano, que é o acesso ao conhecimento. Também relembrou avanços recentes na área.

“Neste início do ano letivo de 2026, adquirimos 15 mil novos tablets, chips de internet, novos laboratórios de informática, kits de telas interativas, internet de fibra e satélite, projetores, fardamento, material escolar, livros paradidáticos e garantiremos a alimentação dos nossos alunos com o prato extra, no qual investimos R$ 80 milhões neste ano.”

O Estado também investiu R$ 71 milhões em serviços de manutenção predial das escolas, além de R$ 77 milhões destinados à construção de quadras esportivas, auditórios, reformas e novas unidades educacionais urbanas, rurais e indígenas.

Camelí ressaltou ainda a importância da atuação conjunta com o Legislativo.

“Quero citar a importância dos nossos parlamentares para seguirmos em frente, ajudando e gerando oportunidades para aqueles que mais precisam, nossos deputados estaduais, federais e senadores. E tenho certeza de que a Mailza, quando assumir o governo em abril, será uma gestora que terá a educação como uma de suas principais prioridades.”

Ele reforçou que o compromisso da gestão é fortalecer a união entre os poderes e reduzir desigualdades.

“Quero desejar a todos uma jornada produtiva, de muito trabalho e realizações, sempre com a perspectiva de que nós, como servidores, temos que ter o mais alto propósito de servir com amor ao nosso povo.”

Governador e vice renovam compromisso da gestão com a qualificação de profissionais para avançar na educação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

A vice-governadora Mailza Assis destacou a relevância do momento para o Estado. “Hoje é um marco importante para a educação. É a primeira vez que o Estado contrata efetivamente professores para a Educação Especial, além de servidores em geral. Nosso compromisso é continuar o trabalho pela boa educação, pela formação de qualidade e pelo acolhimento”, disse.

Camelí ressaltou ainda que o momento representa o cumprimento de compromissos assumidos em sua campanha. “Estamos cumprindo nossas promessas de planejamento. A equipe da Educação, sob a liderança do secretário Aberson, tem feito um trabalho de excelência. Hoje damos posse a 736 convocados, referentes ao último concurso de 3 mil vagas”, afirmou.

Márcia foi empossada após prestar serviços à Educação com contrato temporário. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Equidade

Ele destacou que a iniciativa marca a história da educação no Acre, fortalecendo a rede pública e garantir igualdade em relação às escolas particulares.

“Isso é colocar o Estado mais presente. Vamos entregar também o kit escolar, que não virá apenas com papel e caneta, mas recheado de materiais que os alunos têm direito. Essa é a prova do meu compromisso com a sociedade”, disse.

O governador lembrou ainda os investimentos em infraestrutura escolar e em políticas de alimentação. Para ele, essas ações contribuem para reduzir desigualdades.

“Cuidar das pessoas é a marca do meu governo. Sei que temos dificuldades, mas é dessa forma que vamos continuar. E tenho certeza de que a vice-governadora Mailza dará conta do recado quando assumir o Palácio Rio Branco”, declarou.

Joice diz que governo fez história na educação especial, valorizando servidores e enaltecendo o trabalho dos mediadores. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Valorização, segurança e inclusão

O concurso deu segurança há muitos servidores da Educação Especial que cumpriam contratos temporários, alguns com mais de 20 anos sem a segurança que a efetivação traz.

Recém-empossada no maior concurso da história da Educação do Acre, a professora Joice de Moura Bernardino celebrou a conquista como um marco pessoal e coletivo. “Esse concurso é um momento muito especial, porque batalhamos muito. Foi um processo difícil, mas com certeza será um passo para melhorar a educação do nosso estado”, afirmou.

Ela destacou a relevância da iniciativa por incluir, pela primeira vez, vagas específicas para a Educação Especial. “É uma área que precisa muito de nós. Hoje é um dia de alegria e emoção, e agradecemos a Deus por esse momento”, disse.

Joice contou que trouxe o esposo, Paulo, os três filhos e amigos para acompanhá-la na cerimônia. Segundo ela, o apoio da família foi fundamental. “Minha família recebeu essa notícia com muita felicidade. Tenho certeza de que vim para contribuir com o Acre”, declarou.

A professora Márcia Costa destacou a paixão que a move a trabalhar na Educação Especial. “É uma área apaixonante, porque não lidamos apenas com os alunos da educação especial, mas com todos. Hoje, dentro da sala de aula, vemos crianças ajudando umas às outras, e isso mostra como a inclusão transforma o ambiente escolar”, afirmou.

Para Márcia, as vagas voltadas para a educação especial representam não apenas valorização profissional, mas também estabilidade. “Antes havia sempre a preocupação: vamos passar ou não? Agora temos estabilidade, o que nos motiva a buscar cada vez mais aprimoramento. É um marco, porque até então a Educação Especial não tinha esse status dentro dos concursos”, explicou.

A professora comemorou a conquista ao lado da família. Netas, nora e o esposo estiveram presentes na cerimônia. “A família é quem dá o apoio para enfrentar a rotina de trabalho e estudo. Por isso, esse momento é também de celebração coletiva. Vieram todos para compartilhar essa vitória comigo”, disse emocionada.

Gladson Camelí diz que cumpre uma de suas promessas mais importantes, que é cuidar das pessoas por meio da educação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Educação continuada

O professor Elizeu Souza destacou, durante a cerimônia de posse, a importância da estabilidade conquistada com o concurso público para a Educação Especial. “Muitos de nós conhecemos bem o chão da escola e vivemos por muito tempo uma luta invisível com contratos temporários. A educação especial é feita, acima de tudo, de vínculos. Sem vínculo, não há inclusão real”, afirmou.

Segundo ele, a efetivação dos profissionais garante continuidade no atendimento especializado e evita prejuízos no desenvolvimento dos alunos. “Agora, nossos estudantes, tanto da zona rural quanto da urbana, das escolas centrais às mais distantes, não sofrerão mais com interrupções. Onde houver um aluno que precise de nós, haverá um professor efetivo para atender”, disse.

Ele lembrou ainda o rigor do processo seletivo, que contou com quatro etapas exaustivas. “Foi um concurso muito difícil. Das 2,5 mil vagas ofertadas para professores, apenas 2.116 candidatos foram aprovados. Isso mostra a seriedade e a exigência do processo”, ressaltou.

Elizeu relembrou etapas do concurso e diz que momento é a realização dos sonhos de diversos profissionais. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Acolhimento e ponte

O secretário de Estado de Educação, Aberson Carvalho, pontuou que 8% dos alunos da rede pública precisam do apoio dos mediadores, sendo o estado com maior diagnóstico, proporcionalmente, de alunos que precisam de alguma atenção especial nas escolas públicas.

Hoje, com os investimentos, a inclusão é uma realidade nos 22 municípios do estado.

O secretário de Estado de Educação, Aberson Carvalho, destacou que 8% dos alunos da rede pública necessitam do apoio de mediadores, o que coloca o Acre como o estado com maior proporção de diagnósticos de estudantes que demandam atenção especial nas escolas. Segundo ele, os investimentos realizados têm garantido que a inclusão seja hoje uma realidade nos 22 municípios acreanos.

Semana terminou com festa para mais de 730 profissionais da Educação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Ele lembrou que a primeira iniciativa voltada para a inclusão ocorreu em 1984, com a criação da Escola Dom Bosco, mas ressaltou que somente agora o Acre realiza um concurso efetivo para a Educação Especial.

“É a primeira vez na história que o Estado convoca profissionais concursados especificamente para essa área. Isso mostra que o Acre é pioneiro na Federação ao garantir professores efetivos, especialistas em Educação Especial, assegurando direitos e uma educação inclusiva”, disse emocionado.

Segundo Carvalho, o concurso representa não apenas a valorização dos profissionais, mas também a continuidade do atendimento aos estudantes que necessitam de apoio diferenciado. “Durante anos, esses profissionais atuaram com contratos provisórios. Hoje, realizamos o maior concurso da história e, ao mesmo tempo, o primeiro voltado para a Educação Especial. É um marco para nossos alunos e para toda a rede”, concluiu.






































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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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Símbolo da transição de um território provisório para um Acre definitivo, Palácio Rio Branco é entregue após a recuperação do espaço e ampliação da acessibilidade

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Um dos símbolos mais imponentes e históricos do Acre passou por um amplo processo de recuperação, com o objetivo de preservar o patrimônio cultural do estado, modernizar a estrutura do prédio e valorizar as praças que compõem o entorno do Palácio Rio Branco. A obra foi entregue na manhã desta sexta-feira, 20, com a presença do governador Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Assis.

Ao lado da vice-governadora, espaço foi entregue recuperado à população. Foto: Diego Gurgel/Secom

Com investimento superior a R$ 3,8 milhões, provenientes de emendas parlamentares da vice-governadora Mailza Assis, ainda no período em que era senadora, a intervenção buscou aprimorar a funcionalidade do espaço para servidores e visitantes, garantindo melhores condições de uso do prédio público e fortalecendo seu valor cultural e turístico, já que o Palácio é um dos principais cartões-postais do Acre.

Rampas garantem mais acessibilidade ao Palácio e reforça compromisso do governo com a pauta. Foto: Diego Gurgel/Secom

Também passaram por recuperação as praças que ficam no entorno do Palácio Rio Branco, Eurico Gaspar Dutra e a dos Seringueiros, ambas localizadas entre a Avenida Getúlio Vargas e a Rua Arlindo Porto Leal. O espaço agora conta com rampas de acesso, garantindo maior acessibilidade, além da retomada do elevador e climatização das salas do Museu.

Governador destaca que Palácio Rio Branco é símbolo da democracia. Foto: Diego Gurgel/Secom

Símbolo da democracia

Ao relembrar que o local estava desativado em 2019, quando assumiu seu primeiro mandato como governador, Gladson Camelí destacou que se sente emocionado por poder contribuir para a conservação de um espaço que não é apenas a sede do Poder Executivo, mas também preserva a história de lutas e liberdade do povo acreano.

“Em meu coração, decidi que retomaria a agenda governamental deste lugar como forma de resgatar um dos patrimônios públicos mais importantes para o povo acreano. Deixo escritas aqui, no Palácio Rio Branco, algumas das páginas mais importantes da minha história como homem público e cidadão acreano. Considero a recuperação deste lugar um legado que ficará para a posteridade, onde outros governadores e governadoras poderão trabalhar em benefício da nossa população.”

Palácio Rio Branco faz parte da memória afetiva dos acreanos, destaca o governador. Foto: Diego Gurgel/Secom

No ato, o governador agradeceu pelos recursos empregados e pela dedicação de cada servidor público que faz parte da engrenagem que mantém o Estado funcionando. Para finalizar, disse esperar que os governantes reconheçam e preservem um local tão importante para a história do Acre.

“O Palácio Rio Branco pertence ao nosso povo. Que este lugar, agora restaurado, siga sempre como um símbolo de democracia, progresso e soberania do povo acreano”, frisou.

Historiadora diz que recuperação impacta no serviço público. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Marco histórico

Ítalo Facundes, chefe do Departamento do Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour (FEM), diz que o Palácio Rio Branco tem um papel político-administrativo na história do estado do Acre no século 20.

“Essa estrutura representou o esforço de Hugo Carneiro para inserir o Acre na modernidade brasileira, rompendo com a arquitetura de madeira e estabelecendo uma sede de alvenaria que resistisse ao tempo. Foi a casa onde se consolidou a identidade política do estado”, destacou.

 

Salas estão climatizadas por todo o Museu do Palácio Rio Branco. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Ao longo dos últimos 100 anos, as revitalizações e reformas realizadas no Palácio Rio Branco seguiram o princípio da baixa intervenção, preservando ao máximo o projeto original. Assim, elementos históricos foram restaurados, como os pisos de taco e os lustres do segundo pavimento, enquanto novas inserções foram feitas de forma claramente identificável, a exemplo do piso de granito no térreo e do mosaico indígena instalado no pátio.

Espaço é aberto para visitação durante a semana. Foto: Diego Gurgel/Secom

Além da recuperação estrutural, o prédio passou por um processo de democratização do acesso, com a instalação de rampas e elevadores, e recebeu um novo sistema de iluminação contemporânea, pensado para valorizar sua volumetria e reforçar a importância arquitetônica e simbólica do edifício.

Foi decisão do governador retomar a presença do governador e vice no Palácio Branco. Foto: Diego Gurgel/Secom

Mais acesso

A historiadora do Museu do Palácio Rio Branco, Vitória Souza, destacou a importância das recentes reformas realizadas no prédio. Segundo ela, a acessibilidade foi uma das maiores conquistas: “Antigamente tínhamos dificuldades em receber cadeirantes e crianças em visitas ao Palácio. Hoje, graças às melhorias, conseguimos proporcionar uma experiência completa a todos os visitantes”, afirmou.

Local resgata a história do estado e é um espaço de cultura e identidade. Foto: Diego Gurgel/Secom

Vitória também ressaltou o ambiente de convivência criado entre os profissionais que atuam no espaço. “O Palácio é um lugar de troca e integração. Passamos grande parte do nosso tempo juntos, o que fortalece nossas relações. Me sinto realizada em trabalhar aqui, preservando a história e vivendo esse convívio tão especial”, concluiu.

Edvânio destacou cuidado do governo com acessibilidade. Foto: Diego Gurgel/Secom

Justiça social e cuidado com a história

A obra no Palácio Rio Branco contou com recursos destinados pela vice-governadora e atual secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, por meio de emenda parlamentar quando ainda exercia o mandato de senadora.

Entre as melhorias realizadas estão a instalação de rampas de acesso, garantindo maior acessibilidade ao espaço, a retomada do funcionamento do elevador e a climatização das salas do museu que funciona no local.

Palácio Rio Branco fica no coração da capital. Foto: Diego Gurgel/Secom

Durante a solenidade, Mailza destacou o compromisso de preservar a memória e a identidade cultural do estado.

“Aqui fica a memória de todas as crianças. A nossa história vai permanecer neste espaço. É o compromisso de reforço da nossa cultura e da valorização da nossa história, e é assim que vamos trabalhar durante todo o mandato”, afirmou.

Ela também ressaltou que a revitalização do Palácio faz parte de um conjunto de ações voltadas para a cultura, incluindo a recuperação da Biblioteca Pública, do Teatro Municipal e outros equipamentos culturais. “Nenhuma obra pode ser pensada sem inclusão. A acessibilidade é parte fundamental da justiça social e da garantia de direitos”, completou.

Local é símbolo da democracia do estado. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Direito de ir e vir

O presidente do Centro de Apoio as Pessoas com Deficiência Física do Acre (Capedac), Edvânio Silva, destacou a importância das melhorias realizadas no Palácio. Para ele, a revitalização representa um avanço significativo na inclusão social e cultural.

Edvânio relembrou que, anos atrás, um grupo de associados, em sua maioria cadeirantes, não conseguiu visitar o espaço devido à falta de acessibilidade.

“Infelizmente, quando chegamos na porta, recebemos a notícia de que não havia acessibilidade nas salas, nem no elevador. Tivemos que voltar dali mesmo. Hoje é diferente: vou combinar com eles para que todos venham conhecer a história bonita que esse prédio guarda”, afirmou.

Praças do entorno do Palácio também foram restaurados. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Ele ressaltou que intervenções como essa garantem o direito de acesso a espaços públicos e históricos.

“Normalmente, a pessoa cadeirante enfrenta essa dificuldade e isso nos entristece, porque é um direito barrado: o direito de ir e vir, de participar da sociedade. Quando o governo pauta a acessibilidade, isso é muito bom. O governador Gladson Camelí e a vice-governadora Mailza Assis estão de parabéns, junto com a equipe, por fazer esse projeto dar certo”, concluiu.

Obras no Estado avançam com acessibilidade. Foto: Diego Gurgel/Secom

Preservação da estrutura e da história

O secretário de Estado de Obras, Ítalo Lopes, ressaltou a relevância da intervenção realizada no Palácio, considerado por ele o prédio mais importante da história do Acre.

A obra garantiu melhorias estruturais e de acessibilidade, preservando a memória e a identidade cultural do estado.

Mailza também ressaltou que a revitalização do Palácio faz parte de um conjunto de ações voltadas para a cultura. Foto: Neto Lucena/Secom

“Recuperamos o Palácio, tornando-o mais acessível e seguro para que a população possa utilizar. Foi feita a troca da parte elétrica, climatização e outras adequações, tudo isso sem desconstruir nada da história. Preservamos o patrimônio e, ao mesmo tempo, ampliamos o acesso”, afirmou.

Lopes destacou, ainda,, que a revitalização integra uma política do governo Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Assis voltada para a recuperação de espaços culturais e históricos. “É um trabalho sensacional, muito gratificante para nós servidores da Seop, e é apenas mais uma de muitas entregas nesse sentido”, disse.

Foram R$ 3,8 milhões investidos na melhoria estrutural do Palácio Rio Branco. Foto: Diego Gurgel/Secom

Além do Palácio, o secretário lembrou das intervenções realizadas nas praças do entorno, como a recuperação das placas, da fonte e do espelho d’água, que contribuem para a valorização do centro histórico de Rio Branco.

“Essas ações mostram o cuidado com o espaço e se integram muito bem ao cenário urbano. A revitalização do Palácio fortalece inclusive parcerias com a iniciativa privada, que ajudam a revitalizar o centro da cidade e disponibilizar mais conforto e cultura para a população acreana”, concluiu.

História

O presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, destacou que a entrega do Palácio revitalizado representa um marco na história do Acre. Kinpara aproveitou para agradecer à vice-governadora Mailza Assis, que destinou recursos por meio de emenda parlamentar de quando ainda era senadora.

A obra no Palácio Rio Branco contou com recursos destinados pela vice-governadora e atual secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, por meio de emenda parlamentar de quando ainda exercia o mandato de senadora. Foto: Neto Lucena/Secom

“Graças a essa iniciativa, conseguimos revitalizar não apenas o Palácio, mas também a Biblioteca da Floresta, que será entregue em breve, e o Teatro Palácio de Castro. Isso demonstra o compromisso com a cultura”, afirmou.

Segundo ele, o Palácio é mais do que uma construção: é símbolo da luta e da independência do povo acreano.

“Quando cuidamos desses espaços, demonstramos respeito, carinho e admiração pela nossa história, pela nossa cultura e pela nossa identidade. O próprio prédio já é um espaço cultural, com salas que contam a trajetória dos povos originários e dos seringueiros”, destacou.

Tombado desde 2005, intervenção mantém estrutura e preserva o patrimônio do estado. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Resgate

O governador Gladson Camelí ressaltou a importância histórica do prédio e explicou sua decisão de manter o gabinete no espaço. Segundo ele, o Palácio representa não apenas a sede administrativa, mas também um símbolo da presença do governo junto à população.

“Despacho a maioria das vezes aqui no Palácio. Escolhi este espaço porque, nos estudos técnicos realizados no início da gestão, foi identificado um sentimento da população de ausência da figura do governador. Então, decidi permanecer aqui, em Rio Branco, para reforçar essa proximidade e atender esse desejo”, afirmou.

Foi decisão do governador retomar o despacho no Palácio Rio Branco. Foto: Diego Gurgel/Secom

Camelí destacou ainda que a revitalização devolve ao Palácio condições adequadas de funcionamento, preservando sua estrutura histórica e garantindo acessibilidade.

“O prédio é parte da memória do Acre e precisava ser cuidado. Agora, além de mais seguro e acessível, volta a ser um espaço vivo da nossa história e da nossa gestão”, completou.

Palácio Rio Branco é um dos principais cartões-postais do estado, com arquitetura grega. Foto: Diego Gurgel/Secom

Traço cultural

Em sua origem, segundo Ítalo Facundes, chefe do Departamento do Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour (FEM), o Palácio Rio Branco não foi concebido para refletir a cultura local, mas para superá-la. Como exemplar da arquitetura eclética com forte influência Art Déco, o edifício nasceu com a missão de funcionar como um “farol de civilidade” às margens do Rio Acre.

“Com o passar das décadas, porém, a compreensão sobre o que constitui o patrimônio acreano amadureceu. Se inicialmente o foco era alinhar o estado aos padrões arquitetônicos globais, as revitalizações mais recentes, especialmente a partir de 1999, buscaram corrigir esse distanciamento, trazendo a identidade cultural e histórica da região para o centro do projeto”, destaca.

Vice-governadora destaca importância do Palácio Rio Branco para identidade do estado. Foto: Neto Lucena/Secom

Ela explica que a ideia era clara: o Palácio só seria verdadeiramente representativo se dialogasse com as mãos que o ergueram e com os povos que já habitavam a região. Ela acrescenta ainda que essa mudança de perspectiva se consolidou com intervenções que aproximaram o erudito do ancestral.

“O exemplo mais emblemático é o mosaico instalado no pátio interno, composto por desenhos geométricos inspirados em grafismos indígenas regionais. Ausente do projeto original de 1930, o elemento tornou-se fundamental para ‘acreanizar’ o prédio. Ao integrar referências étnicas à estrutura de mármore e alvenaria, a restauração uniu o modernismo da fachada às raízes amazônicas, transformando o Palácio em um monumento que celebra, ao mesmo tempo, o passado administrativo do Acre e sua herança cultural.”

Recuperação de espaços históricos tem objetivo de chamar mais o público para conhecer o Acre. Foto: Diego Gurgel/Secom

Construção e tombamento

Localizado no coração da capital acreana, o Palácio Rio Branco é um dos maiores símbolos do poder político e da autonomia do Acre, além de ser um cartão-postal que atrai turistas e pesquisadores interessados no rico passado da região.

A ideia de construir o Palácio Rio Branco surgiu no início do século XX, em um período de profundas transformações na região. À época, o governo do Território Federal do Acre funcionava em um grande casarão de madeira, situado no mesmo local onde hoje está o palácio. Embora funcional, o casarão já não atendia às necessidades administrativas e apresentava sinais de desgaste, evidenciando a urgência de um novo prédio que representasse a crescente importância política e social do território.

O projeto arquitetônico do Palácio Rio Branco foi concebido pelo arquiteto alemão Gustav Massler, que incorporou influências do estilo eclético e do movimento Art Déco — tendências que marcavam a arquitetura dos grandes centros urbanos do Brasil e do mundo naquele período. A construção previa um edifício imponente, com elementos sofisticados, como escadas de mármore de Carrara, pisos de parquet feitos com madeira de lei do Pará e tetos ornamentados em estuque. Essa visão ambiciosa refletia não apenas o desejo de modernizar a sede do governo, mas também de posicionar o Acre como uma região de destaque no cenário nacional.

Palácio Rio Branco é um marco histórico. Foto: Diego Gurgel/Secom

Em 15 de junho de 1929, sob o governo de Hugo Carneiro, foi lançada a Pedra Fundamental do Palácio Rio Branco. A construção, no entanto, enfrentou diversos desafios ao longo dos anos, incluindo limitações financeiras e mudanças de governo. Apenas um ano depois, em 15 de junho de 1930, parte do prédio foi inaugurada, permitindo que começasse a ser utilizado, mesmo sem apresentar todo o requinte originalmente planejado.

A ideia de construir o Palácio Rio Branco surgiu no início do século XX, em um período de profundas transformações na região. Foto: Neto Lucena/Secom

O Palácio Rio Branco permaneceu inacabado por quase duas décadas. Durante esse período, vários governadores se sucederam no comando do Território Federal do Acre, mas nenhum conseguiu concluir as obras. Somente no governo de Guiomard Santos, iniciado em 1946, a construção foi retomada com vigor.

Guiomard Santos, conhecido por seu espírito empreendedor, deu início a uma importante fase de urbanização em Rio Branco e em outras cidades do território. Além de finalizar o Palácio Rio Branco, promoveu a reforma da Praça Eurico Dutra, situada em frente ao edifício, incluindo a instalação da famosa fonte luminosa, que até hoje é uma das principais atrações do local. Nos fundos do palácio, foi construído um belo jardim, que se tornou um espaço de convivência para a população.

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Prefeitura inaugura elevado Mamédio Bittar e amplia mobilidade em Rio Branco

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Nova estrutura integra complexo viário com o elevado Beth Bocalom e promete reduzir congestionamentos em área de grande fluxo

A Prefeitura de Rio Branco inaugurou, no início da noite desta sexta-feira (20), o elevado Mamédio Bittar, uma das obras de maior impacto recente na infraestrutura urbana da capital acreana. A estrutura passa a integrar, junto ao elevado Beth Bocalom, um complexo viário em uma das regiões mais movimentadas da cidade.

A entrega representa um avanço significativo na mobilidade urbana, com reflexos diretos no dia a dia de motoristas e pedestres. O projeto foi concebido para melhorar o fluxo de veículos, reduzir congestionamentos e aumentar a segurança no trânsito, especialmente em cruzamentos considerados críticos.

Com a nova estrutura, a expectativa é de redução no tempo de deslocamento, principalmente nos horários de pico, além de maior fluidez no tráfego.

Impacto econômico e valorização da região

Além dos benefícios na mobilidade, a obra já começa a gerar impactos positivos na economia local. Comerciantes da região relatam aumento no movimento e apostam na valorização do entorno para atrair novos clientes e investimentos.

Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito Tião Bocalom destacou o sentimento de dever cumprido ao entregar mais uma grande obra na capital.

“Mostramos que, se quisermos fazer, dá pra fazer. Boa parte desses elevados foi construída com recursos próprios e com apoio importante do senador Márcio Bittar. Geramos emprego e renda e hoje estamos felizes com a conclusão de mais essa obra”, afirmou.

O gestor também ressaltou o potencial econômico do estado e a importância de atrair investimentos. “Temos uma terra rica e com grande potencial. Precisamos estimular o desenvolvimento e mostrar que é possível avançar com trabalho e planejamento”, pontuou.

Tecnologia e eficiência na iluminação

Outro destaque do projeto é o sistema de iluminação pública com tecnologia de telegestão. Segundo o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, o modelo permite controle remoto da intensidade luminosa, garantindo maior eficiência energética e economia.

“Estamos implantando um sistema moderno, totalmente controlado por tecnologia. É possível ajustar a iluminação conforme o fluxo de pessoas e veículos, trazendo mais eficiência e segurança”, explicou.

De acordo com a prefeitura, o projeto contempla mais de 170 postes ao longo do trecho, sendo cerca de 50 apenas no elevado, com investimento estimado em aproximadamente R$ 4 milhões na iluminação.

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Reconhecimento político

O presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, também destacou a atuação da gestão municipal, afirmando que o prefeito tem mantido um ritmo de obras semelhante ao período em que administrou o município de Acrelândia.

A entrega do elevado Mamédio Bittar reforça o pacote de obras estruturantes da Prefeitura de Rio Branco, com foco na melhoria da mobilidade urbana e no desenvolvimento ordenado da capital.

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Em Brasileia, vice-governadora Mailza recebe representantes das universidades bolivianas

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Durante agenda na regional do Alto Acre, nesta sexta-feira, 20, a vice-governadora Mailza Assis se reuniu com o prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, para tratar sobre a parceria entre o governo do Estado e a gestão municipal, com foco na ampliação de investimentos e melhorias para a população.

O encontro, realizado na sede da Prefeitura de Brasileia, contou com a participação de representantes de universidades de medicina que atuam na cidade de Cobija, na Bolívia, entre elas a Universidad Privada Domingo Savio (UPDS), a Universidad Técnica Privada Cosmo (Unitepc) e a Universidad Amazónica de Pando (UAP).

“Nos honra muito receber a vice-governadora aqui e poder realizar esse encontro com os representantes das universidades bolivianas”. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Segundo o prefeito Carlinhos do Pelado, a presença da vice-governadora fortalece a atuação do Estado junto aos estudantes brasileiros que cursam medicina no país vizinho, além de impulsionar a economia da região de fronteira.

“Nos honra muito receber a vice-governadora aqui e poder realizar esse encontro com os representantes das universidades bolivianas. Brasileia hoje é uma cidade universitária, com mais de 8 mil estudantes que atravessam a fronteira diariamente para cursar medicina e medicina veterinária. Isso é motivo de alegria, porque esses investimentos permanecem no município. Agora reforçamos o compromisso do governo do Acre com os futuros internos, para que possam aprender nas nossas unidades de saúde e garantir um atendimento cada vez melhor à população”, destacou o prefeito.

Ao chegar à sede do município, Mailza Assis foi recepcionada por estudantes brasileiros em um ato de agradecimento pela aprovação da Lei nº 4.775, sancionada em 13 de fevereiro de 2026 e publicada no dia 19 do mesmo mês, que autoriza a realização do internato no sistema estadual de saúde do Acre.

“Nada melhor do que, como governo, município e em diálogo com o país vizinho, avançarmos nessas tratativas, formalizando um termo de cooperação”. Foto: Ingrid Kelly/Secom

“Hoje fico muito feliz em voltar a Brasileia e ser tão bem recebida pelo prefeito Carlinhos, sua equipe e todos esses estudantes. Aproveitamos esse momento para tratar de uma proposta de integração entre Brasil e Bolívia, especialmente no que diz respeito às universidades de medicina. Temos muitos alunos brasileiros aqui, vindos de toda a região Norte e de diversas partes do país, vivenciando a cultura boliviana junto com a realidade da nossa fronteira no Alto Acre, realizando o sonho de cursar medicina, que também é uma necessidade para o nosso estado. Nada melhor do que, como governo, município e em diálogo com o país vizinho, avançarmos nessas tratativas, formalizando um termo de cooperação. A lei já está aprovada, permitindo que esses estudantes realizem o internato no Brasil e contribuam com a saúde da nossa população”, enfatizou Mailza Assis.

Ainda durante sua atuação como senadora da República, Mailza Assis destinou mais de R$ 10 milhões em emendas parlamentares para o município de Brasileia, contemplando áreas essenciais como saúde, infraestrutura, mobilidade urbana, segurança e apoio à produção rural.

Ato de agradecimento pela aprovação da Lei nº 4.775, sancionada em 13 de fevereiro de 2026 e publicada no dia 19 do mesmo mês. Foto: Ingrid Kelly/Secom

A vice-governadora também esteve presente em momentos críticos enfrentados pelo município, como durante as cheias de 2023 e 2024, garantindo apoio à gestão municipal por meio de ações emergenciais, incluindo a doação de cestas básicas e kits de limpeza às famílias atingidas, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

 

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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