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Um mês após morte de bióloga por linha com cerol em Cruzeiro do Sul, investigações não têm avanços concretos
Caso Jéssica Souza, de 33 anos, completa 30 dias sem respostas sobre quem empinava pipa com material cortante; MP-AC havia dado prazo para conclusão do inquérito

Jéssica morreu no dia 19 de julho, após ter o pescoço atingido por uma linha cortante enquanto trafegava pela ladeira da Rua do Purus, no bairro João Alves. Foto: captada
Um mês após a morte da bióloga Jéssica Souza, de 33 anos, vítima de uma linha com cerol que atingiu seu pescoço enquanto pilotava uma motocicleta em Cruzeiro do Sul, as investigações policiais não apresentaram avanços significativos. A falta de informações oficial tem mantido familiares e a comunidade local em estado de angústia e expectativa por justiça.
O crime ocorreu no dia 19 de julho, quando Jéssica trafegava pela Rua do Purus, nas proximidades da Escola Dom Henrique Ruth, no bairro João Alves. A vítima foi mortalmente atingida pelo material cortante – uma mistura proibida de cola com vidro moído conhecida como cerol. Seu marido, o policial militar Kelvin Vieira, confirmou que recebeu algumas informações sigilosas da corporação, mas mantém esperança de que a polícia consiga elucidar o caso.
A Polícia Civil instaurou inquérito com determinação do Ministério Público do Acre para conclusão em 30 dias, incluindo perícia no local, coleta de imagens de segurança, oitiva de testemunhas e análise do material utilizado. O principal desafio, segundo fontes investigativas, é identificar quem empinava a pipa no momento do acidente – que possivelmente seria menor de idade, o que demandaria apuração sob as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O uso de cerol ou linha chilena é proibido no Acre desde 2024 (Lei Estadual nº 4.394), com vedação de uso, posse, comercialização e fabricação. O Código Penal ainda prevê pena de detenção para quem coloca outrem em risco (artigo 132). Enquanto a família aguarda respostas, o caso reforça o alerta sobre os perigos letais desses materiais cortantes, transformados de brinquedo em ameaça real em todo o país.
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Acusados de homicídio no Parque da Maternidade se tornam réus

O juiz Fábio Costa, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e tornou réus Ronocley de Souza Figueiredo e Acir Moreira Pereira Tomás no processo que apura a morte do morador em situação de rua Alan Victor da Silva, assassinado a tiros no Parque da Maternidade, no início deste ano.
Ao fundamentar a decisão, o magistrado destacou que “a materialidade delitiva e os indícios de autoria estão evidenciados pelos depoimentos e demais elementos de prova colhidos na fase investigatória”. Apesar disso, o juiz negou o pedido de prisão preventiva de Acir Moreira Pereira Tomás, apontado como o suposto autor dos disparos, que permanece em liberdade.
O crime ocorreu na tarde do dia 6 de janeiro, conforme mostram imagens do sistema de monitoramento do programa Rio Branco Mais Segura, da Prefeitura da capital. As gravações registram o momento em que Alan Victor caminhava pelo Parque da Maternidade, nas proximidades do Terminal Urbano, quando um veículo se aproxima e, de seu interior, são efetuados vários disparos.
Mesmo gravemente ferido, a vítima ainda conseguiu correr por alguns metros antes de cair na grama. Quando a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local, Alan Victor já estava morto.
Investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) atuaram rapidamente e, poucas horas após o crime, apreenderam o carro utilizado no ataque e prenderam Ronocley de Souza Figueiredo, que confessou participação no homicídio. Em depoimento, ele afirmou que o autor dos disparos teria sido seu amigo Acir Moreira Pereira Tomás, alegando que o crime teria sido motivado por um suposto furto cometido pela vítima.
Acir Moreira permaneceu foragido por vários dias e se apresentou posteriormente à DHPP acompanhado de um advogado. Durante o depoimento, exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio, informando que só se manifestaria em juízo. Como não estava mais em situação de flagrante, ele foi liberado.
Na denúncia, o MP pediu a prisão preventiva do acusado, mas o juiz entendeu que, até o momento, o único elemento que o aponta como autor dos disparos é o depoimento de Ronocley, o que, segundo a decisão, não é suficiente para justificar a prisão cautelar nesta fase do processo.
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Homem é preso por tráfico de drogas em Sena Madureira

Foto: PMAC
Uma ação da Polícia Militar resultou na prisão de um homem por tráfico de drogas na noite desta terça-feira, 3, em Sena Madureira. A ocorrência foi registrada no bairro Eugênio Areal, em uma residência localizada na Travessa Rua Avestruz.
A operação foi realizada por equipes do 8º Batalhão da PM após denúncia anônima apontar que o imóvel estaria sendo usado para a comercialização de entorpecentes. Segundo a informação, o suspeito contava com o apoio de um adolescente para realizar as vendas.
Durante a verificação no local, os policiais constataram movimentação característica do tráfico e flagraram o manuseio de uma substância semelhante à maconha. Na abordagem, foram apreendidas 36 porções da droga, além de outra quantidade enterrada nas proximidades da casa, somando cerca de 310 gramas.
Também foram encontrados três cartuchos de arma de fogo calibre 16, uma balança de precisão, material utilizado para embalo, R$ 50 em dinheiro e dois aparelhos celulares.
O suspeito assumiu a posse do entorpecente e dos materiais apreendidos. Ele e o adolescente foram encaminhados à unidade policial para os procedimentos cabíveis.
Com informações da PMAC
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Polícia Civil indicia três pessoas por divulgação de conteúdo íntimo em Sena Madureira

A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Sena Madureira, indiciou, na última terça-feira, 3, três pessoas, entre elas dois empresários, pelo crime de divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia, tipificado no artigo 218-C do Código Penal.
Conforme apurado no inquérito, a vítima havia encaminhado vídeos de caráter íntimo a um dos indiciados, que, sem autorização, repassou o material a terceiros. Uma das investigadas, motivada por sentimento de vingança, disseminou o conteúdo em grupos de WhatsApp da cidade e também o enviou a pessoas do convívio social e familiar da vítima.
Após tomar conhecimento dos fatos, a Polícia Civil instaurou procedimento investigativo e passou a rastrear os vestígios digitais deixados pelos envolvidos. As diligências realizadas, aliadas à perícia técnica, confirmaram a autenticidade dos vídeos e afastaram a hipótese de manipulação do material.
Com a conclusão das investigações e a reunião de elementos probatórios suficientes, os responsáveis foram formalmente indiciados. O Inquérito Policial foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis e a continuidade da persecução penal.
“A divulgação não autorizada de conteúdo íntimo constitui crime e acarreta graves consequências às vítimas, além de sujeitar os autores às sanções previstas em lei”, ressaltou a delegada Rivânia Franklin.

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