Brasil
Governo brasileiro recomenda cancelamento de viagens ao Irã e a Israel

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), recomendou que brasileiros cancelem suas viagens ao Irã e a Israel.
A recomendação acontece em meio aos ataques dos Estados Unidos contra bases no Irã, neste sábado (28/2).
Além dos países envolvidos, o governo também recomendou evitar viagens para as seguintes nações:
- Catar
- Kuwait
- Emirados Árabes Unidos
- Bahrein
- Jordânia
- Iraque
- Líbano
- Palestina
- Síria
Aos que já se encontram nesses países, o MRE recomendou sejam tomadas as seguintes precauções: em caso de ataques ou bombardeios, é necessário se dirigir ao abrigo mais próximo.
“Caso esteja na rua, procure estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos. Se estiver em casa, priorize cômodos com, pelo menos, duas paredes entre você e a parede externa do edifício, como salas no térreo, escadas do porão, corredores internos e áreas sem janelas. Mantenha as portas dos corredores fechadas e, caso haja janelas, conserve-as fechadas”, disse o comunicado do MRE.
Segundo as instruções, ao buscar abrigo, é preciso seguir os seguintes princípios:
• Evitar permanecer na linha de visão do céu;
• Quanto mais ao interior da estrutura, melhor;
• Garantir ao menos duas paredes entre você e as áreas com maior risco de estilhaços;
• Procurar abrigo antes de utilizar aplicativos de mensagens ou realizar chamadas telefônicas.
“Adicionalmente, encha a banheira ou recipientes grandes com água fria, a fim de dispor de reserva em caso de eventual escassez”.
Recomendações Gerais de Segurança:
• Acompanhar os sites e mídias sociais das embaixadas brasileiras na região e seguir suas orientações;
• Seguir rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais;
• Evitar multidões e protestos;
• Monitorar a mídia local;
• Não deixar seus locais de residência sem se certificar de que as condições de segurança o permitem;
• Caso seu voo tenha sido cancelado, procurar a companhia aérea para remarcação dos bilhetes;
• Verificar se seus documentos de viagem estão em dia e com ao menos seis (6) meses de validade.
Os dados de contato dos plantões consulares das repartições diplomáticas brasileiras na região são os seguintes:
- Embaixada em Teerã: +98(0)912-148-5200
- Embaixada em Tel Aviv: +972 54 803 5858. Recomenda-se, ainda, baixar o aplicativo do Home Front Command (https://www.oref.org.il/en) e manter-se atento aos seus alertas.
- Embaixada em Doha: (974) 66126585
- Embaixada no Kuwait: (+965)6684.0540
- Embaixada em Abu Dhabi: +971 50 668 3258
- Embaixada em Manama: +973 3364 6483
- Embaixada do Brasil em Amã: +962 7 7558 4460
- Embaixada em Bagdá: +964 780 929 1396
- Embaixada em Beirute: +961 70 108 374 e Canal WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VarNJEqJUM2gCsrVNj0i
- Escritório de Representação em Ramala: +972 59 205 5510
- Embaixada em Damasco: +963 933 213 438.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Presidente da CPMI notifica Coaf sobre quebra de sigilo de Lulinha

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse, nesta sexta-feira (27/02), que já notificou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.
Na quinta-feira, o colegiado aprovou a transferência de informações bancárias e telemáticas do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A cúpula da CPMI disse ter notificado o Coaf no mesmo dia da votação. Ainda segundo o senador, o prazo de envio é de cinco dias úteis.
A votação foi contestada pela base do governo, que alegou se tratar de uma manobra fraudulenta da oposição na comissão. O pleito se deu em votação simbólica e em bloco, ou seja, vários requerimentos foram votados de uma única vez.
Governistas alegam que tinham 14 parlamentares em pé se manifestando contra os requerimentos que estavam sendo votados, enquanto Viana diz que contou somente sete e deu os requerimentos por aprovados. A votação acabou em uma briga generalizada.
A palavra final, porém, deverá ser do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que foi acionado pelo governo sobre a suposta fraude. Nesta sexta, o senador amapaense solicitou as imagens do colegiado para tomar uma decisão.
“Todos os requerimentos aprovados foram formalizados e encaminhados ainda ontem, sem qualquer atraso ou postergação. A CPMI cumpre rigorosamente suas decisões e seguirá executando cada medida aprovada pelo colegiado, com transparência, responsabilidade e estrita observância legal”, disse Carlos Viana em publicação nas redes sociais.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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STF determina cumprimento imediato de decisões sobre penduricalhos

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira (27/2), que todos os Ministérios Públicos estaduais cumpram de imediato as decisões da ADI 6.606 que limitam o pagamento de verbas retroativas, chamadas de “penduricalhos”. Além disso, ele pediu especificamente ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informações sobre descumprimento das decisões dadas por ele.
O decano destacou a proibição expressa de qualquer tipo de adiantamento de verbas. A decisão diz que apenas podem ser pagos valores retroativos já reconhecidos administrativamente e que estivessem previamente programados no cronograma original, respeitando as disponibilidades orçamentárias existentes.
Gilmar Mendes requisitou, , informações do MPRJ, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre o cumprimento das ordens judiciais.
O despacho reforça que as instituições estão proibidas de realizar reprogramações financeiras que visem concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos. Também não é permitida a inclusão de novas parcelas ou de beneficiários que não constasse no planejamento original.
O ministro Gilmar Mendes alertou que qualquer desobediência será considerada ato atentatório à dignidade da Justiça. O descumprimento poderá acarretar investigações nas esferas administrativa, disciplinar e penal, além da obrigação de devolução imediata dos valores pagos indevidamente.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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CPI vai “enfrentar” decisão de Gilmar sobre empresa ligada a Toffoli

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), disse nesta sexta-feira (27/2) que irá “enfrentar” a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que inutilizou eventuais dados enviados ao colegiado sobre a Maridt, empresa ligada ao colega Dias Toffoli.
“O Brasil recebe com grande preocupação a decisão do ministro Gilmar Mendes que anulou a quebra de sigilo da Maridt, empresa dos irmãos Toffoli. Como relator da CPI do Crime Organizado, informo que vamos enfrentar esta decisão em todas as instâncias possíveis”, declarou o senador em nota enviada à imprensa.
As quebras dos sigilos bancário, fiscal e telemático haviam sido aprovadas pela CPI na última quarta-feira (25/2). Segundo Vieira, a empresa “evitou o relator e a livre distribuição, optando por peticionar diretamente Mendes nos autos de um mandado de segurança arquivado desde março de 2023”.
O parlamentar afirmou que o processo foi desarquivado, a petição foi aceita e a quebra de sigilo determinada pela CPI acabou anulada, com posterior arquivamento do caso. “Trata-se de flagrante absurdo”, diz ele.
O relator acrescentou que o conjunto de decisões judiciais e movimentações financeiras levanta suspeitas relevantes e exige o aprofundamento das investigações. “Desse emaranhado de decisões judiciais consideradas atípicas e de movimentações financeiras milionárias e suspeitas, impõe-se uma conclusão: este escândalo é grande demais para ser empurrado para debaixo do tapete”, disse.
Entenda a decisão
Entre as medidas da decisão de Gilmar, determina-se a “imediata inutilização/destruição do conteúdo; subsidiariamente, que se determine a custódia do material sob sigilo, com restrição de acesso e vedação de qualquer compartilhamento interno ou externo, sob pena de sujeitar os responsáveis às sanções penais, administrativas e cíveis cabíveis”.
A medida foi determinada em um recurso apresentado pela empresa ao Supremo. Para Gilmar, a CPI descumpriu e extrapolou o escopo da investigação definido no ato de criação do colegiado.
A Maridt aparece como intermediária na relação entre familiares do ministro Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, alvo de investigação por suspeita de fraude financeira.
De acordo com investigações, a empresa ligada à família do magistrado negociou a venda de participações no resort Tayayá, situado em Ribeirão Claro (PR), para fundos de investimento associados ao banco.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
