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Educação digital passa a ser obrigatória nos municípios em 2026

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Cidades que recebem ou querem receber os recursos do VAAR precisam ter a BNCC da Computação do ensino infantil ao fundamental 2

As cidades que recebem recursos do VAAR (Valor Aluno Ano por Resultados), do novo Fundeb, precisam correr para não perder recursos em 2026, quando passa a ser obrigatório a inclusão do ensino digital e computacional na grade curricular visando melhorar a gestão e os resultados educacionais.

Especialista no tema, o CEO da CyberGênios, Guilherme Tafelli, explica que os municípios que recebem ou querem receber os recursos do VAAR precisam ter a BNCC da Computação do ensino infantil ao fundamental 2 a partir de 2026 nas escolas. “É um montante significativo, principalmente para as cidades de pequeno porte. Todos os municípios de Minas Gerais e do Brasil estão aptos a receber esse recurso e quem não se enquadrar à Lei poderá inclusive receber sanções”, afirma.

As normas estabelecidas pelo MEC incluem o uso de plataformas digitais e implementação de metodologias de aprendizagem e gamificação. De acordo com Tafelli, o planejamento das Secretarias Municipais de Educação também precisa aliar infraestrutura, currículo e a formação de docentes.

Embora a Política de Inovação Educação Conectada tenha sido instituída em 2021 e as normas sobre Computação na Educação Básica publicadas e incorporadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), foi em julho deste ano que a metodologia de avaliação para as cidades acessarem recursos do VAAR foi aprovada pelo Ministério da Educação (MEC).

O CEO destaca que o ensino da computação vai além do laboratório de informática nas escolas e abrange o ensino do letramento digital, destacando como a criança convive em sociedade e se comporta em assuntos como segurança digital e cyberbullying.

Uma pesquisa do Institute for the Future também aponta que em menos de uma década, 85% das profissões vão ser novas e diretamente ligadas à tecnologia. “A computação em si traz muito a questão do desenvolvimento do raciocínio lógico para a criança. Esse conjunto de ferramentas de ensino acaba desenvolvendo habilidades sociais, dentro dessa questão de conviver numa sociedade 100% digital, quanto do desenvolvimento de habilidades do raciocínio lógico e desenvolvimento do pensamento crítico em relação às evoluções que têm surgido”.

No Triângulo Mineiro, prefeitos e gestores debatem o tema durante o Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes da região, na próxima quinta-feira (27), no Parque Tecnológico de Uberaba. O evento é promovido pela Rede Cidade Digital (RCD) com apoio da Prefeitura de Uberaba, do Parque Tecnológico de Uberaba, da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande (AMVALE) e da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paranaíba (AMVAP).

O Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes vai reunir gestores municipais para dialogar sobre inovação e transformação digital dos serviços públicos. Entre os convidados estão o Diretor de Inovação Aberta e Empreendedorismo Tecnológico do Estado de Minas Gerais, Christopher Simon Moreira, a prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, o Prefeito de Prata, Marcel Vieira Rodrigues da Cunha, o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Parceria, Turismo e Inovação de Frutal, Glauber Alves da Mata, o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Araguari, Diogo Machado e Sousa, o Secretário de Inovação e Tecnologia de Araxá, Fabiano Santos Cunha, o Secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Uberlândia, Fabiano Alves Pereira, e a Gerente do Parque Tecnológico de Uberaba, Núbia Alves de Carvalho Ferreira.

Além de modelos implantados nos municípios, os participantes do evento terão acesso às soluções desenvolvidas pela CyberGênios, Instituto de Gestão Territorial e Geotecnologias (IGTECH), Licitanet, Noxtec, Codiub, Monitora, Portal de Compras Públicas, RLZ e Algar. A Rede Havana Hotéis é parceira do encontro e está oferecendo tarifas especiais aos participantes do evento.

As inscrições para o Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes do Triângulo Mineiro são gratuitas e devem ser feitas pelo sympla.com.br/rcd. O foco são servidores públicos, vereadores, entidades e universidades. As vagas são limitadas.

Prefeitos Inovadores 2025 – A Rede Cidade Digital também realiza a entrega do título de Prefeito Inovador 2025 da região durante o evento. Para a seleção e o reconhecimento, são considerados diversos fatores, entre eles a utilização da tecnologia de forma estratégica na gestão pública, como forma de melhorar a prestação de serviços e qualidade de vida do munícipe, e o impacto positivo no desenvolvimento das cidades.

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Homem comete suicídio com faca em loja no centro de Cobija, zona comercial de Pando

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Atendente relata que cliente se feriu repentinamente no setor de utensílios da loja; polícia investiga o caso

Um homem morreu na tarde desta sexta-feira após cometer automutilação com uma faca dentro de uma loja comercial no centro de Cobija, capital do departamento de Pando, na Bolívia. O incidente ocorreu por volta das 16h52 em frente a Praça Potosí, que fica localizada na Av. TTE. Coronel Conejo, uma das áreas comerciais mais movimentadas da cidade.

Segundo relato da atendente Angela Alvarez Quispe, o homem estava sendo atendido no setor de utensílios da loja, que vende produtos exclusivos da marca Tramontina, quando pegou uma faca e se feriu repentinamente no pescoço. O corte profundo teria atingido a jugular, causando grande perda de sangue e levando à morte pouco tempo depois.

A atendente presenciou o ato repentino, que resultou em um corte profundo no pescoço, levando-o a óbito pouco depois. Foto: captada  

Agentes do CEIPP (Corpo Especializado de Investigação Policial de Pando) foram acionados e confirmaram a versão dos fatos. O corpo foi preservado no local para a chegada o Instituto Médico Legal (IML/MORGUE) do Hospital Universitário Roberto Galindo Teran que foi acionado para a realização das perícias cabíveis, o caso segue sob investigação das autoridades pandinas.

A vítima do suicídio foi identificada como Edy Gutiérrez Mamani, professor e morador conhecido na cidade. A confirmação foi divulgada oficialmente pelas autoridades locais, que ainda investigam as circunstâncias do ocorrido.

Novas informações sobre o caso devem ser divulgadas pelas autoridades policiais de Pando nas próximas horas.

Professor boliviano Edy Gutierre Mamani é identificado como vítima de suicídio em loja de Cobija. O mesmo era conhecido na cidade como educador; polícia continua investigando as circunstâncias do ocorrido. Foto: captada 

Veja vídeo entrevista com TV SPC:

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Fórum Empresarial do Acre e Sebrae lançam estudo sobre o comércio internacional acreano

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De acordo com o levantamento, o Acre registrou em 2025 um crescimento real de 9,99% nas exportações, alcançando US$ 98,9 milhões

No aspecto territorial, as exportações continuam concentradas no leste do estado, especialmente nos municípios de Brasiléia, Senador Guiomard e Rio Branco. Foto: captada

O Fórum Empresarial do Acre, em parceria com o Sebrae, lançou hoje o estudo “A dinâmica comparativa do comércio internacional acreano de 2024 e 2025”, documento que apresenta uma análise detalhada da evolução recente das exportações do estado e aponta tendências, oportunidades e desafios para os próximos anos.

De acordo com o levantamento, o Acre registrou em 2025 um crescimento real de 9,99% nas exportações, alcançando US$ 98,9 milhões. O desempenho foi superior à média nacional, que avançou apenas 0,44% no mesmo período, colocando o estado entre as unidades da federação com maior dinamismo no comércio exterior.

O estudo destaca uma mudança estrutural na pauta exportadora acreana. Produtos tradicionais como madeira e castanha perderam espaço para commodities como soja e carnes bovina e suína, que passaram a liderar as vendas externas a partir de 2015. Em 2025, a soja respondeu por 20,61% das exportações, enquanto as carnes desossadas de bovino congeladas representaram 20,61% e as carnes suínas congeladas 13,83%.

Outro ponto relevante é o aumento da capacidade produtiva dos frigoríficos do estado. Entre 2024 e 2026, a capacidade de produção e exportação de carne desossada cresceu mais de 360%, consolidando o Acre como um importante polo exportador do setor e com acesso a 17 países compradores.

Apesar dos avanços, o relatório chama atenção para o alto grau de concentração das exportações. Os quatro principais produtos representaram 64,61% do total exportado em 2025. Além disso, há forte dependência de poucos mercados: o Peru aparece como principal destino, seguido por Emirados Árabes Unidos e Filipinas. Para alguns itens, como a carne suína, a concentração chega a 100% em apenas três países.

No aspecto territorial, as exportações continuam concentradas no leste do estado, especialmente nos municípios de Brasiléia, Senador Guiomard e Rio Branco, que juntos respondem pela maior parte do comércio exterior acreano.

O documento reforça que, embora o crescimento recente seja expressivo, o estado precisa investir em diversificação de produtos e mercados, agregação de valor e fortalecimento da infraestrutura logística para garantir maior sustentabilidade às exportações no longo prazo.

Confira o resumo do estudo aqui: https://drive.google.com/file/d/1P0hzYDaYLf51wB6hclgMPTcIYwL2F680/view?usp=sharing

Estudo completo: https://drive.google.com/file/d/1JIDptadcgFfrlmcD-aAC-n1C7c5mFma2/view?usp=sharing

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Atuação da vice-governadora Mailza fortalece combate à fome com distribuição de 10 mil refeições mensais por meio das cozinhas solidárias

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O alimento no prato de cada família, além de garantir a segurança alimentar da população, se configura como prática de assistência social fundamental para a erradicação da fome e a redução da insegurança alimentar e nutricional. No Acre, políticas públicas vêm sendo implementadas com o objetivo de diminuir o número de famílias em situação de vulnerabilidade e assegurar o direito humano à alimentação adequada.

SEASDH atua no apoio às ações do programa Cozinhas Solidárias. Foto: Assessoria SEASDH

Entre as ações desenvolvidas, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), que tem como titular a vice-governadora Mailza Assis, atua no apoio às ações do programa Cozinhas Solidárias. A iniciativa se consolidou com o termo de fomento firmado entre a pasta e o programa Cozinha Solidária Marielle Franco, gerenciada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), com apoio do Ministério do Desenvolvimento Social, Família e Combate à Fome (MDS), do governo do Estado e de parceiros institucionais.

Atualmente, a capital Rio Branco conta com duas cozinhas solidárias, que juntas produzem cerca de 500 refeições por dia, de segunda a sexta, totalizando 10 mil mensais. Uma delas está localizada no bairro da Paz e a outra foi inaugurada recentemente pela vice-governadora Mailza Assis, por meio de parceria com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), que cedeu o imóvel ao Estado, direcionando o espaço para as atividades desenvolvidas pelos voluntários.

Vice-governadora: “As cozinhas solidárias garantem mais do que comida. Elas garantem tranquilidade. Garantem que essas famílias não precisem se preocupar com a próxima refeição, que tenham segurança e dignidade no dia a dia”. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Mailza Assis destaca que as ações alcançam diariamente famílias em diferentes regiões da capital, levando não apenas alimentação, mas também tranquilidade, dignidade e a certeza da presença do poder público.

“Garantir alimento no prato de cada família acreana é mais do que uma política pública: é um compromisso humano, é respeito à dignidade das pessoas. Segurança alimentar não é favor, é direito. E é com esse olhar que o governo do Acre tem trabalhado para enfrentar a fome e reduzir a insegurança alimentar e nutricional em nosso estado”, afirmou Mailza.

Espaço pode ser usado também para produzir hortas em pequenos espaços contribuindo para a alimentação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

A coordenadora da Cozinha Solidária, Risomalia de Paula Souza, avalia que o novo espaço amplia o alcance das ações. “Esse imóvel é de grande ajuda. É um ambiente amplo e espaçoso, onde podemos atender mais pessoas e também acolher mães que não conseguem trabalhar, oferecendo a elas cursos e oportunidades, justamente porque agora temos espaço para isso. É um lugar onde vamos poder ajudar muitas pessoas e muitas famílias”, explicou.

Com o apoio de mais de 70 voluntários atuando nas duas cozinhas, três regiões de Rio Branco são atendidas diariamente. As famílias que antes enfrentavam dificuldades para colocar alimento na mesa hoje não precisam mais se preocupar com a refeição do dia seguinte.

Solidariedade compartilhada

A comunidade do Mutambo é beneficiada diariamente com a distribuição de refeições. O alimento chega à mesa de mais de 110 pessoas, com a meta de alcançar 250, ampliando o atendimento às famílias em situação de insegurança alimentar. Além disso, os moradores sonham com a implantação de uma cozinha solidária própria no bairro.

Maria Lucilene de Lima, moradora da ocupação, evidencia a importância de ter a alimentação garantida. “É a terceira vez que a gente recebe a marmita aqui na comunidade e está sendo muito gratificante. Muitas famílias chegam da escola ou do trabalho e não têm tempo de preparar o almoço. Aqui a comida já chega no horário do meio-dia, e cada família pega a quantidade de marmitas de que precisa”, relatou.

Maria Lucilene destaca o quanto é gratificante ter comida na mesa. Foto: Carolina Torres/Secom

Para garantir a organização da distribuição, cada família pode retirar até quatro marmitas. As refeições trazem o sabor e tempero acreano, com oferta equilibrada de carboidratos e proteínas, em quantidade e qualidade adequadas.

Valter Olímpio Meneses, representante da comunidade, destaca a importância da iniciativa e como passou a contribuir com a população local. “É algo muito bom, porque muitas famílias já têm o almoço garantido ao meio-dia. Antes, havia pessoas que não tinham o que comer e precisavam se virar. Hoje, nós chegamos com o alimento, entregamos, e muitos vêm agradecer pelo trabalho que está sendo feito”, contou.

Coordenador e representante da comunidade do Mutambo. Foto: Carolina Torres/Secom

O público atendido é composto por pessoas em situação de vulnerabilidade social, cadastradas em programas sociais. Em 2025, estima-se que mais de 168 mil refeições tenham sido distribuídas. A iniciativa impacta diretamente na melhoria da qualidade de vida das famílias e na redução dos riscos sociais.

Risomalia reforça que o apoio do Estado é essencial para a continuidade das ações. “Com esse investimento do governo, conseguimos fazer a diferença, atender mais famílias e alcançar mais pessoas que estão em situação de vulnerabilidade e necessitam de alimento”, ressaltou.

Outras comunidades beneficiadas estão localizadas nas proximidades dos bairros da Paz e Defesa Civil, um dos primeiros locais a receber a alimentação produzida pela primeira cozinha solidária.

Mailza conheceu primeira cozinha solidária no bairro Defesa Civil quando passou a funcionar. Foto: Felipe Freire/Secom

A vice-governadora ressalta que os resultados são visíveis quando a alimentação chega às comunidades. “É a marmita sendo entregue no horário do almoço, a família que chega do trabalho, a criança que volta da escola, a mãe que não teve tempo de cozinhar, mas sabe que aquele alimento vai estar ali”, destacou.

“As cozinhas solidárias garantem mais do que comida. Elas oferecem tranquilidade, segurança e dignidade no dia a dia dessas famílias”, completou.

Avanços

O Acre vem avançando na implementação de alternativas e políticas públicas voltadas à redução da insegurança alimentar e ao combate à fome. Em 2024, o estado passou a integrar o grupo de 17 unidades da federação com Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional aprovado pelo conselho estadual, conforme dados do IBGE.

Também houve avanços na legislação de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), com a retirada do Acre da lista de estados sem lei específica em 2024. A estrutura legal inclui a criação do Programa Estadual de Aquisição de Alimentos (PAA Estadual), instituído pela Lei nº 4.598/2025, com foco no fortalecimento da agricultura familiar e no enfrentamento à fome.

Repasses e PAA garante a oferta de alimentação para comunidades em risco social. Foto: Felipe Freire/Secom

O termo de fomento repassado pelo Estado é um dos principais recursos para a manutenção das atividades. Os repasses são realizados trimestralmente e somam mais de R$ 120 mil.

A coordenadora do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da SEASDH, Nilciany Vilaço, explica que esses instrumentos permitem ao governo cumprir seu papel de fortalecimento da política de segurança alimentar em parceria com as cozinhas solidárias.

“É nesse momento que o acesso ao direito à alimentação adequada é garantido à população, por meio do termo de fomento. O governo subsidia e as cozinhas realizam o preparo das marmitas, que são ofertadas gratuitamente. Isso resulta em cerca de 8 mil marmitas mensais, um impacto significativo para a política de segurança alimentar e nutricional”, concluiu.

Além disso, o programa contribui com a oferta de verduras, legumes e frutas às cozinhas, iniciativa que fortalece a agricultura familiar e beneficia diretamente a população urbana.

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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE

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