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Divórcio bate recorde no Brasil em 2011, diz IBGE
Porcentuais de separação foram maiores entre casais sem filhos, aponta pesquisa
RIO – Os brasileiros nunca se divorciaram tanto como no ano passado, constata a pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2011, divulgada nesta segunda-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram concedidos 351.153 processos judiciais ou escrituras públicas de divórcio em 2011, em um crescimento de 45,6% no total de separações desse tipo no País, na comparação com 2010. A taxa geral de divórcios, de 2,6 por mil, foi a maior da série histórica do IBGE, iniciada em 1984, quando foi de 0,5- o indicador é obtido pela divisão do número de casamentos dissolvidos pela população, multiplicando-se o resultado por 1000. Para a instituição, o aumento foi impulsionado por mudanças legais que facilitaram a dissolução da uniões, instituída em 1977 pela Emenda Constitucional nº 9.
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TJAC apresenta dados e propostas em audiência pública sobre violência contra a mulher
Coordenadora das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), juíza de Direito Louise Santana destacou a atuação do Poder Judiciário e defendeu a adoção de ações de prevenção e combate para reduzir os casos em Rio Branco

Fotos: João Marcos Amorim/ ProdutoraLup
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), participou da audiência pública com o tema “Câmara Municipal no Combate à Violência Contra a Mulher”. O encontro ocorreu nesta sexta-feira, 11, na Câmara de Vereadores de Rio Branco, e reuniu parlamentares e integrantes da rede de proteção.
A audiência teve como objetivo debater, com diferentes setores da sociedade, mecanismos e estratégias para a erradicação da violência doméstica e familiar em Rio Branco, além de apresentar o funcionamento atual da rede de acolhimento às vítimas. A juíza auxiliar da Presidência e coordenadora da Cosiv, Louise Santana, representou o Poder Judiciário na ocasião.
A magistrada iniciou sua fala com a apresentação de dados estatísticos do Acre relacionados a crimes contra a mulher. Segundo ela, nos últimos anos, o estado vive uma epidemia. Conforme o relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), houve aumento na concessão de medidas protetivas, de 2.247 em 2020 para 5.055 em 2025.
Para a juíza, o crescimento dos registros indica não apenas o aumento dos casos, mas também maior disposição das vítimas em denunciar, impulsionada pela redução da tolerância ao abuso, ampliação do acesso à informação e fortalecimento das redes de proteção.
“Sempre existiu violência contra a mulher, a diferença é que agora nós [mulheres] estamos conseguindo entender melhor os caminhos [da denúncia], saber os nossos direitos, embora haja um número de mulheres que ainda não sabe”, disse.
A magistrada também apresentou medidas adotadas pelo Poder Judiciário no enfrentamento à violência contra a mulher. “O Acre, juntamente com Roraima, são os tribunais que mais rapidamente deferem uma medida protetiva. Em menos de um dia. 0,71 é o nosso índice [de tempo]. Hoje, o Acre está entre os tribunais mais céleres no que se refere à violência contra a mulher, quando se trata de processo judicial. Isso adianta como resposta à vítima, às partes e à sociedade”.
A coordenadora ressaltou ainda a importância de as instituições desenvolverem iniciativas voltadas tanto às vítimas quanto aos agressores. “Nós não queremos ficar aqui só no discurso. Queremos que desta reunião saiam encaminhamentos que sejam executados depois”. Nesse contexto, ela defendeu a criação de grupos reflexivos no município de Rio Branco.

Fotos: João Marcos Amorim/ ProdutoraLup
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Palácio Rio Branco reabre após revitalização: “Uma história de luta e emancipação”
Prédio histórico recebeu melhorias de acessibilidade e preserva elementos da identidade cultural acreana, como exposições indígenas e referências aos seringueiros

“A gente busca fazer as adaptações sem ferir as estruturas conceituais, garantindo aquilo que é necessário para acessibilidade”, explicou Kinpara. Foto: captada
A entrega do Palácio Rio Branco, na manhã desta sexta-feira (20), após obras de revitalização, marcou a reabertura de um dos principais patrimônios históricos do Acre, com destaque para a preservação da identidade cultural e a inclusão de melhorias de acessibilidade.
Durante a solenidade, o presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, afirmou que o prédio vai além de sua estrutura física e representa a trajetória histórica do povo acreano. Segundo ele, o espaço simboliza “uma história de luta, de emancipação e de organização”, construída ao longo dos anos.
Kinpara ressaltou que o Palácio Rio Branco carrega elementos que refletem a identidade regional, como exposições indígenas e referências aos seringueiros, além de influências arquitetônicas europeias. “Aqui nós temos aquilo que de mais moderno tinha na Europa, mesclado com aquilo que a gente tem na região”, afirmou.
O presidente da FEM também relembrou o longo processo de construção do prédio, que levou cerca de 20 anos para ser concluído, iniciado na gestão de Carneiro e finalizado por Guiomard Santos. Para ele, a recuperação do espaço representa respeito à história e à cultura local. “Quando a gente recupera um espaço desse, demonstra o nosso respeito e admiração pelo nosso povo”, disse.
Acessibilidade
Outro ponto destacado foi a adequação do prédio às normas de acessibilidade. Mesmo sendo um patrimônio tombado, o local recebeu intervenções para garantir inclusão, como a instalação de rampas e elevadores. “A gente busca fazer as adaptações sem ferir as estruturas conceituais, garantindo aquilo que é necessário para acessibilidade”, explicou Kinpara.

“Aqui nós temos aquilo que de mais moderno tinha na Europa, mesclado com aquilo que a gente tem na região”, afirmou. Foto: captada
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Esquecimento em idosos: quando é normal e quando pode ser sinal de alerta
Especialista orienta famílias a diferenciar falhas comuns da idade de possíveis sinais de demência

Esquecer nomes, compromissos ou onde deixou objetos pode ser algo comum com o avanço da idade. No entanto, é preciso atenção para identificar quando essas falhas deixam de ser naturais e passam a indicar um problema de saúde.
De acordo com a médica pós-graduada e especializada em Geriatria e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Aline Diniz, o envelhecimento pode trazer mudanças na memória, mas sem comprometer a autonomia do idoso. “Com o passar dos anos, é comum a pessoa demorar mais para lembrar de um nome ou esquecer onde colocou objetos. O importante é que, depois de um tempo, ela consiga lembrar sozinha ou reorganizar a situação”, explica.
Diferença entre esquecimento comum e demência
A principal distinção entre o esquecimento natural e doenças como o Alzheimer está no impacto na rotina. Enquanto falhas pontuais não interferem significativamente na vida diária, a demência provoca prejuízos progressivos. “No esquecimento normal, a pessoa pode até esquecer um compromisso, mas depois lembra ou consegue refazer os passos. Já na demência, ela esquece acontecimentos recentes com frequência, repete várias vezes a mesma história e pode ter dificuldade para realizar tarefas simples”, destaca a médica.
Segundo a especialista, nesses casos, o idoso pode inclusive se perder em locais conhecidos e perder a capacidade de cuidar da própria vida de forma independente.
Alguns comportamentos devem acender um sinal de atenção. Entre eles estão a desorientação em ambientes familiares, dificuldade para lidar com dinheiro, esquecimento frequente de medicamentos e confusão com datas e horários.
Mudanças de comportamento também merecem cuidado. “A pessoa pode ficar mais irritada, desconfiada, mais isolada ou perder o interesse por atividades que antes gostava. Essas alterações podem estar relacionadas a mudanças no funcionamento do cérebro”, alerta Aline Diniz.
Outro ponto importante é a repetição constante de perguntas. “Quando a pessoa faz a mesma pergunta várias vezes ao dia, com poucos minutos de intervalo, isso pode indicar que ela não lembra que já recebeu a resposta. Se for frequente, merece avaliação”, acrescenta.
Quando procurar ajuda médica
A orientação é buscar avaliação profissional assim que os sinais começarem a interferir na rotina ou gerarem preocupação na família e no próprio idoso. “O momento ideal é quando o esquecimento começa a atrapalhar a vida diária ou quando há mudanças importantes de comportamento. Quanto mais cedo for feita a avaliação, melhores são as possibilidades de intervenção”, afirma.
A médica ressalta que nem todo quadro de perda de memória está relacionado à demência. Em alguns casos, pode haver causas tratáveis, como depressão, deficiência de vitaminas ou alterações hormonais.
O diagnóstico das demências é clínico e leva em consideração o histórico do paciente, exame físico e testes cognitivos. Exames laboratoriais e de imagem também podem ser solicitados para descartar outras causas. “Não existe um único exame que confirme o Alzheimer. O diagnóstico é feito com base na avaliação médica completa e em testes de memória e atenção, além de exames complementares”, explica.
Erros comuns das famílias
Um dos principais equívocos, segundo a especialista, é considerar o problema como algo “normal da idade” e não buscar ajuda médica. Esse atraso pode comprometer o tratamento e a qualidade de vida do paciente. “Muitas famílias acabam ignorando os sinais ou achando que é apenas coisa da idade. Com isso, o paciente pode chegar a estágios mais avançados sem diagnóstico”, alerta.
Outro erro frequente é lidar com a situação de forma inadequada, com cobranças ou correções agressivas. “Brigar ou confrontar o idoso pode piorar o quadro. O ideal é acolher e buscar orientação profissional”, orienta.
Embora muitas demências não tenham cura, o acompanhamento médico pode ajudar a controlar sintomas e retardar a progressão da doença, além de melhorar a qualidade de vida do paciente. “Quanto antes a avaliação for feita, melhores são as chances de controlar os sintomas e garantir mais qualidade de vida para o idoso”, conclui a geriatra.
Afya Amazônia
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado do Acre conta com uma instituição de graduação (Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda onze escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 4 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO) e Porto Velho (RO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.


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