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Deputado do PSol quer mudar lema da bandeira do Brasil
Projeto de Chico Alencar inclui “amor” no lema da bandeira, ao alterar lei dos símbolos nacionais e resgatar formulação original

O deputado Chico Alencar (PSol)
O deputado Chico Alencar (PSol) protocolou, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que altera a legislação sobre os símbolos nacionais para modificar o lema inscrito na Bandeira do Brasil. A proposta substitui a expressão “Ordem e Progresso” por “Amor, Ordem e Progresso”.
Na justificativa, o deputado afirma que o lema adotado desde a Proclamação da República resumiu, de forma parcial, a frase positivista: “O amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim”.
O parlamentar sustenta que a inclusão da palavra “Amor” busca restabelecer a formulação completa descrita por Teixeira Mendes, filósofo positivista que propôs o lema “Ordem e Progresso” na bandeira nacional.
O texto também determina a atualização do dispositivo legal que regulamenta detalhes gráficos da bandeira.
Segundo o projeto, a alteração recupera a formulação original do lema positivista, concebido por Teixeira Mendes no fim do século 19.
A proposta aguarda tramitação na Câmara dos Deputados, após registro eletrônico de apresentação em 18 de novembro de 2025.
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Tamanduá bota onça-pintada para correr após embate no Pantanal. Veja vídeo
Um encontro inusitado entre um tamanduá-bandeira e uma onça pintada foi registrado, na madrugada desta sexta-feira (27/2), pelo estudante de engenharia elétrica, Olavo Arruda, no Pantanal mato-grossense, nas proximidades da rodovia Transpantaneira, em Poconé. O registro surpreendeu os internautas com o Tamanduá saindo como vencedor do confronto.
No vídeo, é possível ver o momento em que os animais se encaram e dão início ao embate. O tamanduá surpreende ao conseguir afastar felino, que recua e segue direção à mata.
O embate foi divulgado no Instagram do fotógrafo e gestor ambiental Ailton Lara, que explicou que o encontro é considerado “raro” e que depende mais de técnica do que apenas força.
“A onça-pintada está no topo da cadeia alimentar, mas confrontos com tamanduás são raros. De um lado, a onça possui mordida estremamente forte; do outro, o tamanduá conta com garras enormes e afiadas. O vencedor depende muito mais de técnica e estratégia do que apenas força”, explica Ailton.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Cão espera tutor que morreu em UPA e acaba achando antiga família

Um cachorro que aguardava o tutor havia duas semanas na porta da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Verdão, em Cuiabá (MT), foi resgatado após a confirmação da morte de seu tutor. O animal permaneceu no local até ser retirado na quarta-feira (25/2) para receber cuidados e ser encaminhado para adoção. No entanto, o caso teve uma emocionante reviravolta.
A história ganhou repercussão após uma ONG “É o bicho MT” relatar o caso nas redes sociais. Em entrevista ao Metrópoles, Kethury Nataly, integrante da ONG e que ajudou com o resgate, contou que conheceu a situação por acaso ao acompanhar os pais em uma consulta.
“Chegando lá, notamos a presença do cãozinho deitado na porta de entrada da UPA, encolhido, olhando cada pessoa que saía e entrava. Aquilo chamou a nossa atenção, então resolvemos perguntar a um funcionário há quanto tempo ele estava ali, se tinha sido abandonado ou o que havia acontecido”, relatou Kethury.
De acordo com ela, um servidor informou que o animal estava no local desde que o tutor tinha dado entrada para atendimento, mas que o homem havia falecido. “O cãozinho não saiu mais de lá, ficava na porta como se ainda esperasse por ele”, disse.
Comovidas com a situação, ela e a noiva, Jenifer, decidiram intervir. “Eu sou veterinária, então na quarta-feira mesmo administrei medicação contra pulgas e carrapatos nele. No dia seguinte, quinta-feira (26/2), nós retornamos à UPA para resgatá-lo. Levamos ao pet shop para banho e tosa para então divulgá-lo para adoção responsável”, explicou.
O vídeo publicado por ela nas redes sociais rapidamente ganhou repercussão. A mobilização foi além do esperado e acabou chegando a uma família que procurava pelo cachorro.
“Essa família entrou em contato com a gente e disse que o nome dele era Zeus, que ele tinha se perdido há vários dias. Eles procuraram incansavelmente, publicaram em vários grupos de animais perdidos, mas não conseguiram encontrá-lo. Nós entendemos que provavelmente o cachorro, quando se perdeu, foi acolhido por esse senhor, que depois deu entrada na UPA e veio a falecer”, contou Kethury.
Ela prosseguiu: “O Zeus já tinha se perdido da sua família e teve uma segunda perda quando o tutor que o acolheu não saiu mais da UPA. Ele estava triste e com medo”.
A mulher relatou que agora Zeus está com sua família. “Essa história, que teve um começo triste, acabou com um final feliz, porque fez com que o Zeus retornasse para a família, onde percebemos que é muito amado e querido por eles”.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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CPMI do INSS: governistas apresentam recurso para anular quebra de sigilo de Lulinha

Quatorze deputados e senadores da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionaram, nesta quinta-feira (26/2), o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AL), para reverter a decisão da CPMI do INSS que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
No recurso, os parlamentares pedem, de forma preliminar, a “imediata suspensão dos efeitos” da votação que quebrou os sigilos do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O grupo também pede que, ao final da análise do processo, a presidência do Congresso declare a nulidade da deliberação.
Além disso, a base de Lula na CPMI solicita que Alcolumbre encaminhe ao Conselho de Ética do Senado uma denúncia contra o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG). Os parlamentares argumentam que Viana recorreu a uma manobra para confirmar os requerimentos. Viana nega qualquer irregularidade.
Sessão marcada por tumulto
As quebras foram aprovadas pela manhã, em uma sessão marcada por tumultos. Os pedidos haviam sido apresentados pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A votação ocorreu de forma simbólica, sem registro nominal dos votos.
- Ao abrir a deliberação, Viana pediu que os parlamentares contrários se manifestassem. Ele contabilizou sete votos contra os requerimento — afirmando ter considerado apenas os membros titulares e desconsiderado suplentes — e declarou que os pedidos estavam aprovados.
- O governo afirma que a contagem foi feita de forma incorreta e que eles tinham 14 votos contrários à quebra dos sigilos.
“Os senadores e deputados que votaram contra os requerimentos em globo levantaram-se de suas cadeiras e ergueram os braços, manifestando-se de forma inequívoca e visível. O contraste visual era evidente e incontornável. Não obstante essa manifestação clara da maioria dos presentes — cujo contraste apontava, de forma inequívoca, o resultado de 14 a 7 — o presidente da CPMI proclamou o resultado como se os requerimentos houvessem sido aprovados”, argumentam os parlamentares.
Governistas alegam fraude na contagem
O grupo também afirma que a “gravidade da fraude na contagem dos votos é agravada pela nítida parcialidade na condução dos trabalhos”. “O grupo de oposição, por intermédio da presidência da CPMI, realizou uma seleção arbitrária de requerimentos para a pauta do dia”, afirma o recurso.
Mais cedo, membros da base governista se reuniram com Alcolumbre na Residência Oficial do Senado para discutir a deliberação da CPMI. No encontro, o grupo comunicou que apresentaria o recurso. Davi Alcolumbre não deu prazo para a análise e sinalizou que apenas deveria avaliar o caso após o protocolo formal do pedido.
“Ele [Alcolumbre] vai analisar junto com a Advocacia do Senado. Alcolumbre só ouviu. Ele não deu prazo, mas diante da gravidade ele não deve demorar. Ele viu imagens, mas não pré-julgou”, disse a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).
Lulinha passou a ser alvo da CPMI após investigados por desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mencionarem um suposto vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Como revelou o Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, Lulinha é citado como possível sócio oculto de Antunes em negócios na área da saúde junto ao governo federal. Uma das iniciativas mencionadas previa o fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.
Questionamento durante a sessão
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) criticou, ainda durante a sessão que quebrou os sigilos de Lulinha, a condução dos trabalhos de Viana. E afirmou que houve erro na contagem.
Logo após o resultado, ele chegou a pedir que o senador anulasse a deliberação, mas teve o pleito rejeitado pelo presidente da CPMI.
“No momento da votação, 14 parlamentares votaram contrários aos requerimentos. Há um contraste visual entre os que estavam de pé e os que permaneciam sentados”, argumentou Pimenta.
No recurso apresentado a Alcolumbre, o grupo afirma que Carlos Viana desempenhou a sua função de forma “acerba e antidemocrática”.
“O senador incorreu, em tese, em violação a tais deveres, ofendendo não apenas a Constituição da República e a normativa interna do Senado Federal, mas também os princípios estruturantes do regime democrático e representativo”, dizem os parlamentares.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL


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