Cotidiano
Sampaoli promove inusitado boicote ao Flamengo pouco antes da decisão
Em crise, o Flamengo foi capaz de realizar um jogo organizado e bom o suficiente para bater o líder o Botafogo. Após ensaiar essa reação, o mesmo Flamengo teve uma das suas atuações mais caóticas para perder do Athletico a poucos dias da final da Copa do Brasil. Essas duas partidas são, de uma certa forma, o resumo da instabilidade em que vive o time rubro-negro na era Sampaoli.
Ao escalar a equipe para a prévia da final, ele optou por improvisar David Luiz como volante, e Thiago Maia como lateral (não tinha alguém da posição). Gabriel jogaria mais para direita e comporia o ataque com Pedro no meio.
Em sua explicação após o jogo, Sampaoli disse que queria manter a mesma estrutura do jogo contra o Botafogo, com David Luiz repetindo Pulgar como zagueiro e volante. Bem, estrutura é o que não houve em Cariacica.
David Luiz errou tudo como volante, Thiago não se adaptou à lateral, Gabigol decidiu agredir um rival sem motivos aparentes fora a sua imaturidade.
Pressionou David Luiz na marcação e ganhou a maioria das bolas. Já poderia ter feito o gol antes quando Cacá concluiu em um rebote de Matheus Cunha tal a facilidade que tinha para jogar. O tento sai após chute de Vitor Bueno de longe, em chute sem marcação.
Sampaoli, em Nárnia, decidiu esperar o intervalo para mexer. Afinal, daria muito trabalho para um técnico que nem se comunica com seu elenco tentar minimamente acertar as posições durante o jogo.
As entradas de Allan e Everton Ribeiro não tornam o Flamengo um time bom, só menos caótico. Havia ali algum domínio de bola e um início de pressão, nada muito contundente.
Aí Gabigol deu na cara da Cuello. Sem motivo, em uma disputa banal, de forma aleatória mesmo, esticou o braço para atingir o rosto do rival, só porque estava nervoso. Após o jogo, foi negar a agressão alegando que a mão escorregou. Aham. Está tranquilo, a irresponsabilidade não será punida.
O sacode do Athletico foi até protocolar se consideramos as circunstâncias. Uma falha defensiva rubro-negra aqui, um pênalti ali, quase nenhuma jogada de ataque organizada, tudo no roteiro. Assim como as coletivas de Sampaoli e Gabigol descoladas da realidade fazem parte do roteiro. É um roteiro caótico, daqueles filmes meio experimentais, com cenas inusitadas, câmeras fora do lugar. Houve até uma cena de Gabriel marcando Léo Pereira em uma cabeçada, e impedindo sua conclusão equilibrada.
Ninguém sabe qual o episódio que vai se apresentar no domingo diante de um São Paulo igualmente instável.
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Diretoria do Galvez contrata reforços para o Campeonato Brasileiro A3
O presidente do Galvez, Igor Oliveira, confirmou as contratações da goleira Juliana Salles, da zagueira Joana, da meia/extrema boliviana Rosália e da atacante Tawane.
“Estamos qualificando o elenco e aumentado as opções para a nossa comissão técnica. A ideia é ter todas as atletas disponíveis no jogo de sábado(28”, declarou o presidente Igor Oliveira.
Lorena joga
A zagueira Lorena tem presença certa na partida contra a Desportiva Itapuense. A atleta não jogou a estreia contra o Penarol no último fim de semana, no Amazonas, por problemas particulares.
Trabalho tático
O técnico Gustavo Rodrigues comanda um trabalho tático nesta quinta, 26, no Clube do Corpo de Bombeiros, e começa a definir as titulares para o duelo de sábado. A partida contra a Desportiva Itapuense, de Rondônia, no sábado, 28, às 18 horas, no Tonicão.
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TSE aprova por unanimidade federação União Progressista e consolida superbloco governista no Acre
Decisão sela oficialmente aliança entre União Brasil e PP, que forma maior força partidária do país e alicerça pré-candidaturas de Mailza Assis ao governo e Gladson Cameli ao Senado
Em sessão realizada nesta quinta-feira (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, o registro e a homologação da Federação União Progressista, formada pela união estratégica entre o União Brasil e o Partido Progressistas (PP).
A decisão era aguardada com ansiedade pela cúpula política do Acre, pois sela oficialmente a criação de um “superbloco” que promete redesenhar as forças eleitorais para o pleito de 2026.
Ao apresentar seu voto, a relatora do processo, ministra Estela Aranha, destacou que o pedido de criação da federação foi instruído com toda a documentação exigida pela legislação eleitoral. Segundo a ministra, foram rigorosamente atendidos os requisitos previstos no artigo 11-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) e na Resolução TSE nº 23.670/2021.
A magistrada ressaltou que a legislação permite que dois ou mais partidos se unam em federação, passando a atuar como uma única agremiação por, no mínimo, quatro anos. O Plenário acompanhou integralmente o voto da relatora, sem divergências, confirmando o registro da nova força política.

O presidente nacional da federação, Antonio Rueda, celebrou a decisão do tribunal e destacou que o projeto foca no desenvolvimento do país. Foto: captada
Impacto no Acre
No cenário acreano, a homologação vai muito além de uma formalidade jurídica; ela é o alicerce das pré-candidaturas majoritárias do Palácio Rio Branco. Com a decisão, o grupo consolida os nomes do governador Gladson Cameli (PP) ao Senado Federal e da vice-governadora Mailza Assis (PP) ao governo.
A união resulta em uma das chapas mais competitivas para a disputa à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), concentrando um número recorde de detentores de mandato. Com a regra das federações, o grupo lançará uma lista única, otimizando o quociente eleitoral e potencializando a ocupação das 24 cadeiras da Aleac e das vagas federais.
Força nacional
A federação entre União Brasil e PP formará a maior força partidária do país, reunindo:
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103 deputados federais — a maior bancada da Câmara
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12 senadores — a terceira maior do Senado
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cerca de 1,3 mil prefeitos em todo o país
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R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral (números de 2024) — a maior fatia da distribuição
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R$ 197,6 milhões em fundo partidário (números de 2024)
A federação terá validade a partir do registro e deve vigorar por, no mínimo, quatro anos.
Declaração do presidente
O presidente nacional da federação, Antonio Rueda, celebrou a decisão do tribunal e destacou que o projeto foca no desenvolvimento do país.
“Essa federação nasce após um longo período de conversas e discussões pautadas pelo espírito de sempre, que é oferecer aos brasileiros os melhores projetos e os mais qualificados quadros. Agora, formalmente autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, é hora de começarmos a concretizar tudo aquilo que planejamos: fazer o Brasil se desenvolver e gerar dignidade aos brasileiros”, afirmou Rueda.

Com a decisão, o grupo consolida os nomes do governador Gladson Camelí (PP) ao Senado Federal e da vice-governadora Mailza Assis (PP) ao Governo. Foto: captada
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Gladson diz que ainda não tem lista de secretários que disputarão eleições e revela conversas com pré-candidatos
Governador afirmou que determinou à equipe que entre em contato com gestores interessados para se descompatibilizarem; Sula Ximenes negou pretensão, mas ele desconfia: “Acho que ela vai querer ser candidata”
O governador Gladson Cameli afirmou durante a inauguração da primeira etapa do Complexo Viário da Avenida Ceará, no centro de Rio Branco nesta quinta-feira (26), que ainda não recebeu a lista completa dos secretários que vão disputar cargos nas eleições de 2026.
Cameli determinou que sua equipe entrasse em contato com todos os gestores interessados na disputa, para que, caso decidam concorrer a algum cargo, se descompatibilizem de suas funções no governo.
“Olha, boa pergunta. Inclusive, ontem chamei meu chefe de gabinete para entrar em contato com todos os secretários que vão sair, para que possam se descompatibilizar e ser candidatos. Eu ainda não tenho esses nomes completos, só tenho muitos boatos. Estou aguardando que eles me confirmem quem vai disputar”, pontuou o chefe do Executivo.
Nomes confirmados
O governador listou alguns nomes que já estão certos na disputa:
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Deputado Tchê – já confirmado e já saiu do cargo
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Minoru Kinpara – será candidato
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Egleuson (Sehurb) – procurou o governador para ser candidato
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Moisés Diniz – também manifestou interesse
Caso Sula Ximenes
Gladson foi questionado sobre a possível pré-candidatura da presidente do Deracre, Sula Ximenes, e afirmou que já fez essa pergunta à gestora.
“A Sula eu perguntei diretamente. Fiz essa pergunta na inauguração da Dias Martins, se ela ia ser candidata. Ela respondeu: ‘Não, governador, não pretendo ser candidata’. Mas, ao mesmo tempo, quer deixar o Deracre. Aí eu fico na dúvida. Não tenho três meses, tenho 48 anos de vida. [Risos]. Mas, olha, eu acho que ela vai querer ser candidata”, concluiu.
Descompatibilização
O prazo para que gestores públicos que pretendem disputar as eleições de outubro se afastem dos cargos termina no dia 4 de abril. A descompatibilização é exigida pela legislação eleitoral para que ocupantes de cargos do Executivo possam concorrer sem usar a máquina pública em benefício próprio.
Gladson já formalizou sua saída do governo no dia 2 de abril, quando a vice-governadora Mailza Assis assume o comando do Estado. Ele disputará uma vaga ao Senado Federal.


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