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Roda de conversa sobre fluxo migratório é promovida em Assis Brasil

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Na tarde da última quarta-feira, 6, a Secretaria de Estado de Assistência Social, de Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres (SEASDHM) promoveu uma roda de conversa no auditório da prefeitura de Assis Brasil, com funcionários da Casa de Passagem Otonoel de Souza Martins Oliveira e membros religiosos que provém ajuda para migrantes que passam pelo município.

Roda de conversa sobre o fluxo migratório de Assis Brasil contou com os pontos de vista de membros do Governo, Abin, grupos religiosos e funcionários da casa de passagem do município Foto: Clara Vitória/SEASDHM

Alan Oleskovicz, superintendente da Abin no Acre, valoriza o apoio do estado às questões migratórias. Um dos propósitos da viagem, é a busca de aproximação entre o Brasil e o Peru. Feito realizado após conversa com autoridades da segurança peruana. Onde foi identificado como é feito o transporte de migrantes entre localidades e a troca de contatos foi estabelecida. Tudo com o objetivo de tentar identificar o fluxo de migração e antecipar ações para que ele ocorra da melhor maneira possível.

Membros da Abin em missão no Alto Acre Foto: Clara Vitória/SEASDHM

Muitos países sofreram com a pandemia de Covid-19 e um deles foi o Peru, que tem passado por problemas econômicos e isso atinge diretamente os migrantes, que atualmente se sentem inseguros de residir no país e saem em busca de um lugar melhor.

A Abin tem realizado viagens e estudos que relatam a realidade dos municípios que lidam diretamente com a migração, frequentemente alertando o governo federal, para que medidas antecedentes possam ser tomadas, com o intuito de evitar futuras crises.

A secretária da SEASDHM, Ana Paula Lima, ressalta que o governo se encontra à disposição para apoiar e acompanhar de perto as questões migratórias que o município encontra por ser fronteira com o Peru. “É valoroso unir todos os órgãos e instituições possíveis para juntos contribuirmos e executar uma melhor gestão das questões migratórias”, levanta a gestora, que acredita que crises migratórias podem ser evitadas com o que foi aprendido em experiências anteriores enfrentadas pelo estado.

Gestora da SEASDHM, Ana Paula Lima Foto: Clara Vitória/SEASDHM

Inara Holanda, assistente social da Casa de Passagem de Assis Brasil, trabalha auxiliando os migrantes na retirada de documentos e os orienta como chegar à destinação desejada. “Muitos visam ir para o Sul e Centro-oeste do Brasil, onde já contam com familiares e amigos que foram para essas localidades motivados a trabalharem em fábricas e colheitas”, relata a trabalhadora, reforçando a ideia de que nenhum deles pretende se firmar no estado do Acre, sendo apenas uma rota de passagem.

Participantes da roda de conversa na busca por facilitações no fluxo migratório Foto: Clara Vitória/SEASDHM

Membros da igreja católica do município também ouviram e contribuíram para a conversa sobre o fluxo migratório, sempre dispostos a acolher e guiar aqueles que necessitam de apoio.

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