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Réu é condenado a 18 anos e 8 meses de prisão por tentativa de homicídio qualificado em Sena Madureira

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O MPAC pediu a condenação do denunciado por homicídio qualificado, em razão do motivo torpe, do meio que impossibilitou a defesa da ofendida (surpresa), bem como pela condição de sexo feminino da vítima (feminicídio).

O magistrado condenou o denunciado a 18 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de R$ 15 mil à vítima, a título de reparação pelos danos causados. Foto: assessoria 

TJAC

Os jurados do Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Sena Madureira entenderam, por maioria, que o réu é culpado pela prática do crime de homicídio qualificado na forma tentada. O corpo do Júri também entendeu que a morte da vítima somente não foi consumada por motivos alheios à vontade do réu.

Após a decretação do veredito e em conformidade com a legislação processual penal em vigor, coube ao juiz de Direito titular da unidade judiciária, Eder Viegas, tão somente estabelecer o quantitativo da pena privativa de liberdade, considerando as agravantes, atenuantes e causas de aumento aplicáveis ao caso.

Entenda o caso

De acordo com o Ministério Público do Acre (MPAC), o representado tentou matar a vítima de maneira covarde, efetuando disparos de arma de fogo pelas costas da mulher. Ao se virar para tentar entender o que acontecia, a ofendida foi atingida por um disparo no rosto, sofrendo graves sequelas.

Ainda segundo o MPAC, o crime foi cometido na presença de familiares, durante um evento festivo, motivado por “ciúmes injustificados em relação a seu próprio sobrinho”, evidenciando, assim, nocivo sentimento de posse e de controle extremo sobre a vida da vítima.

Diante disso, o MPAC pediu a condenação do denunciado por homicídio qualificado, em razão do motivo torpe, do meio que impossibilitou a defesa da ofendida (surpresa), bem como pela condição de sexo feminino da vítima (feminicídio).

Culpado, sentenciado

Ao fixar a sanção penal, o magistrado considerou, entre outros fatores jurídicos, a culpabilidade altamente reprovável do réu, a gravidade das circunstâncias, consequências e motivação do crime, tendo se aproveitado de um momento no qual a vítima estava de costas para realizar disparos de arma de fogo contra ela, tendo-lhe atingido, inclusive, a região da face. A mulher só não veio a óbito devido a rápida intervenção do Serviço Móvel de Urgência (SAMU) e, em razão dos ferimentos, até hoje necessita utilizar uma prótese do palato (céu da boca).

Os membros do Conselho de Sentença também reconheceram as agravantes — circunstâncias que resultam na imposição de penas mais severas — de crime cometido por motivo torpe (sentimento possessivo e controle extremo sobre a vítima), com o uso de meio que impossibilitou ou dificultou sua defesa (surpresa, ao ser atingida pelas costas) e pelo fato de o delito ter sido praticado contra uma mulher em razão de seu gênero (feminicídio).

“Os motivos do crime são especialmente graves e extrapolam o resultado típico da tentativa de homicídio, uma vez que a vítima necessitou de intervenção cirúrgica devido ao disparo que atingiu sua face e ficou impossibilitada de realizar suas atividades habituais por seis meses, tendo a necessidade de utilização de prótese no ‘céu da boca’, haja vista o disparo ter transfixado do lado direito da face para o lado esquerdo, gerando sequelas que ultrapassam as normais do tipo penal”, registrou o juiz de Direito Eder Viegas na sentença.

Considerando as agravantes, qualificadoras, causas de aumento e de diminuição da pena, o magistrado condenou o denunciado a 18 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de R$ 15 mil à vítima, a título de reparação pelos danos causados.

O réu pode recorrer da sentença, mas deverá fazê-lo preso, pois o juiz negou o pedido para que respondesse em liberdade, considerando o risco que sua soltura representa para a sociedade e a ordem pública.

O réu é culpado pela prática do crime de homicídio qualificado na forma tentada. O corpo do Júri também entendeu que a morte da vítima somente não foi consumada por motivos alheios à vontade do réu. Foto: ilustrativa

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Semana Santa aquece comércio de pescados no Acre; peixarias ampliam horário e vendem até 20 toneladas

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Tradição católica impulsiona procura por peixe na Quaresma; na Ceasa de Rio Branco, Peixaria Rio Purus atende clientes das 4h às 22h e reforça equipe para dar conta da demanda

Durante a Semana Santa que a demanda atinge seu ponto mais alto. Foto: captada 

Com Domingo de Ramos, comércio de pescado no Acre se prepara para maior movimento do ano

Com a chegada do Domingo de Ramos, o comércio de pescados no Acre entra em um dos períodos mais importantes do ano. A tradição católica de evitar carne vermelha durante a Quaresma e a Semana Santa impulsiona o consumo de peixe, aumentando significativamente a movimentação nas peixarias em todo o estado.

Ao longo dos 40 dias que antecedem a Páscoa, a procura cresce de forma gradual, mas é na Semana Santa que a demanda atinge o pico, refletindo diretamente nas vendas e na rotina dos comerciantes, que precisam se adaptar para atender o fluxo de clientes.

Um dos principais pontos de venda em Rio Branco é a Peixaria Rio Purus, localizada na Ceasa. Com mais de uma década de atuação, o local amplia o horário de funcionamento para até 18 horas por dia, começando às 4h da manhã e seguindo até a noite, além de reforçar a equipe para dar conta da demanda.

O negócio carrega forte tradição familiar. O empresário Flávio Santos, que comanda a peixaria ao lado da esposa Samira Sales, segue os passos do pai e do avô, que já trabalhavam com pescado. A experiência acumulada ao longo de três gerações se tornou um diferencial na qualidade dos produtos oferecidos, consolidando a fidelidade dos clientes.

Tambaqui é o carro‑chefe

Entre os produtos mais procurados na Ceasa, o tambaqui se destaca como o carro-chefe. O peixe é vendido diariamente em diferentes cortes e com preparo personalizado, garantindo praticidade para os consumidores. Durante o período, a peixaria chega a comercializar cerca de 20 toneladas de pescado, com expectativa de até 8 toneladas apenas na Semana Santa.

Os produtos mais procurados, o tambaqui se destaca. O peixe é vendido diariamente em diferentes cortes. Foto: captada 

Para atender à alta demanda, a logística é intensificada desde o início da Quaresma. A equipe praticamente dobra de tamanho e o abastecimento é reforçado, com os peixes sendo armazenados adequadamente até a Sexta-feira Santa. Além do atendimento ao consumidor final, o negócio também fornece para restaurantes e marmitarias nas regionais do estado.

Desafios e importância do período

Apesar do crescimento nas vendas, os comerciantes ainda enfrentam desafios, como a dificuldade em obter algumas espécies mais procuradas. Mesmo assim, o período é visto como essencial para o setor. Além de fortalecer o faturamento, a Semana Santa também ajuda a consolidar o hábito de consumo de pescado ao longo de todo o ano, garantindo continuidade para o negócio mesmo após o período religioso.

Os comerciantes ainda enfrentam desafios, como a dificuldade em obter algumas espécies mais procuradas. Foto: captada 

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Escassez de gado trava abates e empurra mercado do boi gordo para novo ciclo de alta

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Esse comportamento fortalece o poder de barganha do produtor e reduz a pressão de oferta sobre o mercado

O avanço recente foi impulsionado por reajustes diários nas negociações. Foto: captada 

Fatores externos continuam influenciando a formação de preços no curtíssimo prazo. Entre eles, destacam-se o avanço da cota chinesa e o cenário geopolítico internacional

O mercado do boi gordo voltou a ganhar força no Brasil e já opera acima de importantes referências, com destaque para São Paulo, onde a arroba rompeu a barreira dos R$ 350/@. O movimento, que vinha sendo esperado por analistas, se consolida em meio a um cenário de oferta restrita de animais terminados, escalas de abate encurtadas e firmeza na ponta vendedora, fatores que vêm sustentando a valorização da arroba em diversas regiões do país.

De acordo com dados de mercado levantados por consultorias e veículos especializados, o “boi-China” já alcança R$ 353/@ em São Paulo, enquanto o boi gordo destinado ao mercado interno gira em torno de R$ 350/@. O avanço recente foi impulsionado por reajustes diários nas negociações, refletindo a dificuldade das indústrias em alongar suas escalas diante da escassez de animais prontos para abate.

Esse cenário também se reflete na operação dos frigoríficos, que atualmente trabalham com programações médias de apenas seis dias úteis, um nível considerado apertado para o padrão da indústria. Com isso, a tendência de curto prazo segue sendo de sustentação — ou até novas altas — nos preços da arroba.

Oferta curta mantém mercado firme e trava quedas

A principal explicação para esse movimento está na oferta. O volume de animais terminados segue limitado, e os pecuaristas, favorecidos por boas condições de pastagem, conseguem reter o gado no campo e negociar com mais cautela, evitando vendas abaixo das referências atuais.

Esse comportamento fortalece o poder de barganha do produtor e reduz a pressão de oferta sobre o mercado. Como resultado, mesmo com um consumo doméstico mais moderado, os preços seguem firmes.

Além disso, fatores externos continuam influenciando a formação de preços no curtíssimo prazo. Entre eles, destacam-se o avanço da cota chinesa e o cenário geopolítico internacional, que impactam diretamente o fluxo de exportações e a precificação da carne bovina brasileira.

Preços do boi gordo nas principais praças do país

Levantamentos recentes mostram que o boi gordo já opera em patamares elevados nas principais regiões produtoras:

  • São Paulo (SP): R$ 353,42/@ (a prazo)
  • Goiás (GO): R$ 338,57/@
  • Minas Gerais (MG): R$ 342,65/@
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 340,45/@
  • Mato Grosso (MT): R$ 346,42/@

Os números reforçam a uniformidade da firmeza no mercado físico, com poucas variações negativas entre as praças.

Atacado ainda patina e consumo limita avanços

Apesar da valorização da arroba, o mercado atacadista apresenta um ritmo mais lento. O escoamento da carne bovina segue moderado, com o consumidor priorizando proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos.

Atualmente, os cortes no atacado operam nos seguintes níveis:

  • Quarto traseiro: R$ 27,30/kg
  • Dianteiro: R$ 21,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 19,50/kg

Esse cenário limita movimentos mais agressivos de alta no curto prazo, embora não seja suficiente para derrubar os preços da arroba, dada a restrição de oferta.

Mercado futuro reforça expectativa de alta

No mercado futuro, o viés também é positivo. Os contratos do boi gordo seguem em valorização, com destaque para o vencimento de maio de 2026, negociado a R$ 357,80/@, registrando alta de 1,39% no pregão recente.

A leitura do mercado é clara: a expectativa ainda é de continuidade da valorização no curto prazo, sustentada pela escassez de oferta.

Apesar do momento favorável ao pecuarista, há sinais de possível reversão no horizonte. A tendência de redução das chuvas ao longo dos próximos meses pode impactar diretamente as pastagens, reduzindo a capacidade de retenção de animais no campo.

Com isso, a expectativa é de que a oferta de boiadas aumente no segundo trimestre, o que pode pressionar os preços da arroba e alterar o atual ciclo de alta.

Resumo do cenário atual

O mercado do boi gordo vive um momento de forte sustentação, impulsionado por uma combinação de fatores:

  • Oferta restrita de animais terminados
  • Escalas de abate curtas nos frigoríficos
  • Exportações ainda relevantes
  • Pecuariastas mais capitalizados e seletivos nas vendas

Enquanto esse equilíbrio se mantiver, a arroba deve continuar em patamares elevados — e não está descartado que novas máximas sejam registradas no curto prazo.

O volume de animais terminados segue limitado, e os pecuaristas, favorecidos por boas condições de pastagem. Foto: AI 

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Governo propõe subsídio de até R$ 1,20 por litro do diesel com parceria entre União e estados; Acre avalia adesão

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Medida apresentada no Confaz prevê redução dividida igualmente entre governo federal e estados que aderirem; secretário da Fazenda diz que intenção é participar, mas depende de análise da Assembleia Legislativa

Uma proposta discutida no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) pode impactar diretamente o preço do diesel no país. O governo federal apresentou aos estados e ao Distrito Federal um modelo de subsídio que prevê redução de até R$ 1,20 por litro no combustível.

A medida estabelece uma subvenção econômica dividida entre União e estados, com R$ 0,60 por litro custeados pelo governo federal e outros R$ 0,60 pelos estados que optarem por aderir.

No Acre, a adesão à proposta está sendo avaliada. Segundo o secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, a intenção do governo estadual é participar do programa, mas a medida ainda depende de análise da Assembleia Legislativa.

“Após amplo debate técnico, a intenção do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis é manifestar adesão à proposta. O prazo é de dois meses e terá início a partir da edição de medida provisória”, afirmou.

O modelo prevê a concessão de subsídios diretamente aos importadores de diesel, com participação compartilhada entre União e estados. A adesão é voluntária. Foto: captada 

Como funciona a proposta

O modelo prevê a concessão de subsídios diretamente aos importadores de diesel, com participação compartilhada entre União e estados. A adesão é voluntária.

A iniciativa surge após a avaliação de que a antiga proposta de redução do ICMS sobre combustíveis não seria viável do ponto de vista técnico e jurídico, além de gerar impactos fiscais relevantes para os estados.

Combate a irregularidades no setor

Além da discussão sobre o diesel, o Confaz também debate medidas para enfrentar práticas irregulares no setor de combustíveis, como a atuação de devedores contumazes.

Entre as ações previstas está o envio, pelos estados, de listas de contribuintes inadimplentes à Receita Federal, especialmente aqueles reincidentes em irregularidades tributárias. A proposta também inclui o compartilhamento de informações entre os fiscos estaduais e a União.

A ideia é ampliar o controle sobre o mercado, reduzir fraudes e combater a concorrência desleal, fatores que também influenciam nos preços ao consumidor.

A expectativa é que, com a adoção das medidas, haja maior estabilidade no abastecimento e redução dos impactos das variações internacionais no preço do diesel.

No Acre, a adesão à proposta está sendo avaliada. Segundo o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas. Foto: captada 

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