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Regional do Alto Acre receberá R$ 82 milhões para fortalecer produção de proteína animal e exportações
Convênio foi assinado entre ApexBrasil e o Banco da Amazônia. Expectativa é ampliar a produção local e impulsionar a entrada de produtos acreanos em mercados internacionais

Ivania é criadora de suínos e celebrou convênio para ampliar negócios — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Brasiléia/AC – Produtores rurais do Alto Acre ganharam um impulso para expandir suas atividades com a formalização de uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e o Banco da Amazônia. O convênio, que destina R$ 82 milhões para fomentar as cadeias de suinocultura e avicultura, beneficiará principalmente agricultores familiares fornecedores de empresas em Brasiléia.
A iniciativa chega para resolver um antigo obstáculo enfrentado pelos produtores: a dificuldade de acesso a crédito. “Há cinco anos venho tentando financiamento, mas não conseguia por falta de garantia. Agora, com esse convênio, isso muda”, comemorou Ivania dos Santos Andrade, produtora rural que planeja ampliar sua granja de suínos.
“Há cinco anos venho tentando fazer financiamento em bancos, mas não consigo por falta de garantia. Agora com o convênio a gente não vai precisar de garantia. Então, acredito que agora vai sair esse financiamento para que, nós produtores, possamos ampliar as granjas de suíno no Alto Acre”, comemorou a produtora Ivania dos Santos Andrade.

O plano total prevê a construção de 250 estruturas, o que deverá proporcionar um salto significativo na capacidade produtiva e exportadora da região. Foto: cedida
A expectativa é ampliar a produção local e impulsionar a entrada de produtos acreanos em mercados internacionais. “Nós queremos ampliar para produzir”, ressaltou Ivania.
Nesta primeira etapa, os recursos serão utilizados para a construção de 70 galpões, sendo 50 para suínos e 20 para aves. O plano total prevê a construção de 250 estruturas, o que deverá proporcionar um salto significativo na capacidade produtiva e exportadora da região.
Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a parceria representou uma virada de chave para o desenvolvimento da Amazônia com base na produção sustentável.
Detalhes do projeto:
- Primeira etapa: construção de 70 galpões (50 para suínos e 20 para aves);
- Meta total: 250 estruturas para aumentar capacidade produtiva;
- Foco: fortalecer a produção local e abrir portas para mercados internacionais;
- Modelo: crédito acessível sem exigência de garantias tradicionais.
Impacto esperado:
A ampliação da produção deve colocar o Acre em novo patamar no setor de proteína animal, com potencial para exportação. “Queremos ampliar para produzir mais e melhor”, destacou Ivania, representando a expectativa dos produtores.

O convênio, que destina R$ 82 milhões para fomentar as cadeias de suinocultura e avicultura, beneficiará principalmente agricultores familiares fornecedores de empresas em Brasiléia.
Visão estratégica
Para Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, a parceria marca uma “virada de chave” no desenvolvimento da Amazônia:
“Estamos construindo um modelo baseado na produção sustentável, que gera renda e abre mercados globais para produtos da floresta.”
Disse mais. “Então a gente abre mercado, o Banco da Amazônia financia a agroindústria. No caso a Dom Porquito e Acreaves e o dinheiro vai para os produtores para poder, cada um recebendo R$ 400, R$ 50 mil, montarem suas granjas de suínos e aves e a gente ter uma economia crescendo, especialmente agora no Alto Acre, porque ali estão as indústrias e a Estrada do Pacífico”, explicou.
Ele ainda ainda adianta que o projeto deve ser levado para o restante do estado. “Esse modelo pode ser replicado e vai certamente com o pessoal do café lá de Mâncio Lima, no Juruá, Tarauacá/Envira e também a região de Sena Madureira e aqui no Baixo Acre, na região de Rio Branco”, concluiu.

Nesta primeira etapa, os recursos serão utilizados para a construção de 70 galpões, sendo 50 para suínos e 20 para aves. O plano total prevê a construção de 250 estruturas. Foto: cedida
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Escassez de gado trava abates e empurra mercado do boi gordo para novo ciclo de alta
Esse comportamento fortalece o poder de barganha do produtor e reduz a pressão de oferta sobre o mercado

O avanço recente foi impulsionado por reajustes diários nas negociações. Foto: captada
Fatores externos continuam influenciando a formação de preços no curtíssimo prazo. Entre eles, destacam-se o avanço da cota chinesa e o cenário geopolítico internacional
O mercado do boi gordo voltou a ganhar força no Brasil e já opera acima de importantes referências, com destaque para São Paulo, onde a arroba rompeu a barreira dos R$ 350/@. O movimento, que vinha sendo esperado por analistas, se consolida em meio a um cenário de oferta restrita de animais terminados, escalas de abate encurtadas e firmeza na ponta vendedora, fatores que vêm sustentando a valorização da arroba em diversas regiões do país.
De acordo com dados de mercado levantados por consultorias e veículos especializados, o “boi-China” já alcança R$ 353/@ em São Paulo, enquanto o boi gordo destinado ao mercado interno gira em torno de R$ 350/@. O avanço recente foi impulsionado por reajustes diários nas negociações, refletindo a dificuldade das indústrias em alongar suas escalas diante da escassez de animais prontos para abate.
Esse cenário também se reflete na operação dos frigoríficos, que atualmente trabalham com programações médias de apenas seis dias úteis, um nível considerado apertado para o padrão da indústria. Com isso, a tendência de curto prazo segue sendo de sustentação — ou até novas altas — nos preços da arroba.
Oferta curta mantém mercado firme e trava quedas
A principal explicação para esse movimento está na oferta. O volume de animais terminados segue limitado, e os pecuaristas, favorecidos por boas condições de pastagem, conseguem reter o gado no campo e negociar com mais cautela, evitando vendas abaixo das referências atuais.
Esse comportamento fortalece o poder de barganha do produtor e reduz a pressão de oferta sobre o mercado. Como resultado, mesmo com um consumo doméstico mais moderado, os preços seguem firmes.
Além disso, fatores externos continuam influenciando a formação de preços no curtíssimo prazo. Entre eles, destacam-se o avanço da cota chinesa e o cenário geopolítico internacional, que impactam diretamente o fluxo de exportações e a precificação da carne bovina brasileira.
Preços do boi gordo nas principais praças do país
Levantamentos recentes mostram que o boi gordo já opera em patamares elevados nas principais regiões produtoras:
- São Paulo (SP): R$ 353,42/@ (a prazo)
- Goiás (GO): R$ 338,57/@
- Minas Gerais (MG): R$ 342,65/@
- Mato Grosso do Sul (MS): R$ 340,45/@
- Mato Grosso (MT): R$ 346,42/@
Os números reforçam a uniformidade da firmeza no mercado físico, com poucas variações negativas entre as praças.
Atacado ainda patina e consumo limita avanços
Apesar da valorização da arroba, o mercado atacadista apresenta um ritmo mais lento. O escoamento da carne bovina segue moderado, com o consumidor priorizando proteínas mais acessíveis, como frango, ovos e embutidos.
Atualmente, os cortes no atacado operam nos seguintes níveis:
- Quarto traseiro: R$ 27,30/kg
- Dianteiro: R$ 21,00/kg
- Ponta de agulha: R$ 19,50/kg
Esse cenário limita movimentos mais agressivos de alta no curto prazo, embora não seja suficiente para derrubar os preços da arroba, dada a restrição de oferta.
Mercado futuro reforça expectativa de alta
No mercado futuro, o viés também é positivo. Os contratos do boi gordo seguem em valorização, com destaque para o vencimento de maio de 2026, negociado a R$ 357,80/@, registrando alta de 1,39% no pregão recente.
A leitura do mercado é clara: a expectativa ainda é de continuidade da valorização no curto prazo, sustentada pela escassez de oferta.
Apesar do momento favorável ao pecuarista, há sinais de possível reversão no horizonte. A tendência de redução das chuvas ao longo dos próximos meses pode impactar diretamente as pastagens, reduzindo a capacidade de retenção de animais no campo.
Com isso, a expectativa é de que a oferta de boiadas aumente no segundo trimestre, o que pode pressionar os preços da arroba e alterar o atual ciclo de alta.
Resumo do cenário atual
O mercado do boi gordo vive um momento de forte sustentação, impulsionado por uma combinação de fatores:
- Oferta restrita de animais terminados
- Escalas de abate curtas nos frigoríficos
- Exportações ainda relevantes
- Pecuariastas mais capitalizados e seletivos nas vendas
Enquanto esse equilíbrio se mantiver, a arroba deve continuar em patamares elevados — e não está descartado que novas máximas sejam registradas no curto prazo.

O volume de animais terminados segue limitado, e os pecuaristas, favorecidos por boas condições de pastagem. Foto: AI
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Governo propõe subsídio de até R$ 1,20 por litro do diesel com parceria entre União e estados; Acre avalia adesão
Medida apresentada no Confaz prevê redução dividida igualmente entre governo federal e estados que aderirem; secretário da Fazenda diz que intenção é participar, mas depende de análise da Assembleia Legislativa
Uma proposta discutida no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) pode impactar diretamente o preço do diesel no país. O governo federal apresentou aos estados e ao Distrito Federal um modelo de subsídio que prevê redução de até R$ 1,20 por litro no combustível.
A medida estabelece uma subvenção econômica dividida entre União e estados, com R$ 0,60 por litro custeados pelo governo federal e outros R$ 0,60 pelos estados que optarem por aderir.
No Acre, a adesão à proposta está sendo avaliada. Segundo o secretário de Estado da Fazenda, Amarísio Freitas, a intenção do governo estadual é participar do programa, mas a medida ainda depende de análise da Assembleia Legislativa.
“Após amplo debate técnico, a intenção do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis é manifestar adesão à proposta. O prazo é de dois meses e terá início a partir da edição de medida provisória”, afirmou.

O modelo prevê a concessão de subsídios diretamente aos importadores de diesel, com participação compartilhada entre União e estados. A adesão é voluntária. Foto: captada
Como funciona a proposta
O modelo prevê a concessão de subsídios diretamente aos importadores de diesel, com participação compartilhada entre União e estados. A adesão é voluntária.
A iniciativa surge após a avaliação de que a antiga proposta de redução do ICMS sobre combustíveis não seria viável do ponto de vista técnico e jurídico, além de gerar impactos fiscais relevantes para os estados.
Combate a irregularidades no setor
Além da discussão sobre o diesel, o Confaz também debate medidas para enfrentar práticas irregulares no setor de combustíveis, como a atuação de devedores contumazes.
Entre as ações previstas está o envio, pelos estados, de listas de contribuintes inadimplentes à Receita Federal, especialmente aqueles reincidentes em irregularidades tributárias. A proposta também inclui o compartilhamento de informações entre os fiscos estaduais e a União.
A ideia é ampliar o controle sobre o mercado, reduzir fraudes e combater a concorrência desleal, fatores que também influenciam nos preços ao consumidor.
A expectativa é que, com a adoção das medidas, haja maior estabilidade no abastecimento e redução dos impactos das variações internacionais no preço do diesel.

No Acre, a adesão à proposta está sendo avaliada. Segundo o secretário da Fazenda, Amarísio Freitas. Foto: captada
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DPU convoca aprovados em seleção de residentes em Direito no Acre
A Defensoria Pública da União (DPU) em Rio Branco/AC divulgou nesta terça-feira, 31, a convocação dos candidatos aprovados na seleção de residentes em Direito. A chamada segue o Edital nº 2, de 3 de novembro de 2025, e suas retificações, além da Portaria GABDPGF DPGU nº 1575, de 30 de outubro de 2024.
Entre os convocados para as vagas reservadas de cotas raciais está Maria Julieta Guimarães Sobreira, enquanto na ampla concorrência foi chamado Gabriel Maia de Albuquerque.
Os selecionados devem comparecer presencialmente à sede da Defensoria Pública da União do Acre no dia 6 de abril de 2026, das 9h às 17h, com documentos pessoais, comprovantes de residência, dados bancários, informações sobre saúde, diplomas de graduação e pós-graduação, currículo e registro na OAB, quando aplicável.
Mais informações podem ser obtidas pelos números: (68) 2106-7802 e (68) 99221-1089.

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