Acre
Protetora cuida de 128 gatos resgatados em Rio Branco com ajuda do filho e doações esporádicas
Francisca Martins, 51 anos, destina toda sua renda de faxinas aos animais, mas enfrenta falta de ração, dívidas veterinárias e dificuldade para adoção por causa da idade e dos problemas de saúde dos felinos

Apesar da enorme responsabilidade, Francisca conta com ajuda fixa de duas pessoas, que doam 25kg de ração uma vez por mês. “Quando aperta, eu peço ajuda em grupos. Não por mim, mas por eles”. Foto: captada
Em meio a uma rotina exaustiva, a protetora independente de animais Francisca Martins, de 51 anos, cuida atualmente de 128 gatos resgatados de situações de abandono, maus-tratos e doenças em Rio Branco. A maioria dos felinos é idosa e tem problemas de saúde crônicos, o que dificulta a adoção e aumenta os custos com alimentação especial, medicamentos e consultas veterinárias.
Francisca mora de aluguel com o filho, de 26 anos, que ajuda nos cuidados, e sobrevive com a renda de diárias de faxina — praticamente toda destinada aos animais. A cada três dias, os gatos consomem cerca de 30 kg de ração, além de sachês e produtos de limpeza. Ela conta com doações esporádicas de duas pessoas e pede ajuda em grupos quando “aperta”, mas acumula dívidas em clínicas veterinárias. O único suporte regular vem do hospital veterinário da Ufac.
A protetora, que começou os resgates em 2018 após lidar com depressão, diz que os animais são sua motivação para seguir. “Eles me dão força todos os dias para levantar da cama”, afirma. Ela critica a falta de políticas públicas para proteção animal e o hábito de pessoas que a procuram apenas para “transferir o problema” do abandono. Mesmo com as dificuldades, segue resgatando, reabilitando e buscando adoções responsáveis para os felinos, cujos nomes conhece um a um.

Quem puder contribuir com doações ou ajudar de alguma forma esses animais resgatados, pode doar diretamente para a protetora, por meio do PIX 68981002587 ou pelo telefone de Francisca (68)99230-0553. Foto: captada
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Acre
Rio Acre mantém vazante e registra 10,79 metros ao meio-dia em Rio Branco

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
O nível do Rio Acre continuou em tendência de vazante neste domingo, 04, em Rio Branco (AC). De acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal, o manancial marcou 10,79 metros na medição realizada ao meio-dia, permanecendo bem abaixo das cotas de alerta e de transbordo.
Ainda segundo os dados oficiais, às 5h18 da manhã o rio estava em 11,02 metros. Já na segunda medição do dia, às 9h, o nível caiu para 10,85 metros, confirmando a redução gradual ao longo das horas.
A Defesa Civil informou que não houve registro de chuva nas últimas 24 horas na capital acreana, com índice pluviométrico zerado.
Atualmente, a cota de alerta do Rio Acre é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14 metros.
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Geração de empregos no Acre desacelera e acende alerta para 2026
Dados do Caged mostram perda contínua de ritmo após pico no pós-pandemia e 2025 registra pior desempenho desde a crise da Covid-19

Foto: Jardy Lopes
O Acre encerrou os últimos cinco anos com saldo positivo na geração de empregos formais, porém os números mais recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam um cenário de desaceleração contínua que acende um sinal de alerta para 2026. Dados consultados na última sexta-feira (2) revelam que 2025 apresentou o pior desempenho desde 2020, ano marcado pela crise sanitária da Covid-19.
Mesmo sob os impactos diretos da pandemia, 2020 fechou com saldo positivo de 2.604 vagas formais, impulsionado principalmente pelos setores de Serviços (1.251) e Comércio (1.019).
Em 2021, a economia acreana registrou forte reação. Foram 8.033 empregos com carteira assinada, o melhor resultado da série analisada, com destaque para Serviços (3.355), Comércio (2.424) e Construção Civil (1.251).
O ano de 2022 manteve saldo elevado, com 7.601 vagas, mas já indicava perda de fôlego. O crescimento passou a se concentrar em poucos setores, enquanto a Indústria praticamente estagnou, criando apenas 28 postos de trabalho.
A desaceleração tornou-se mais evidente em 2024. Apesar do saldo positivo de 6.688 vagas, o resultado representou nova queda em relação aos anos anteriores. Além disso, a Agropecuária entrou no campo negativo, com saldo de –43 empregos, sinalizando fragilidade em um setor historicamente relevante para o estado.
Os dados de 2025 reforçam o cenário preocupante. O Acre criou 5.482 empregos formais, o menor saldo dos últimos cinco anos — desconsiderando 2020, quando a economia enfrentava uma crise sem precedentes. O resultado confirma uma trajetória de enfraquecimento do mercado de trabalho, com redução tanto no saldo total quanto na capacidade de geração de vagas fora do setor de serviços.
Embora Serviços ainda concentre a maior parte das novas vagas (4.022), o desempenho dos demais setores foi considerado tímido. O Comércio criou 926 empregos, a Indústria apenas 88, e a Construção Civil somou 266 postos, indicando dificuldade de diversificação e menor dinamismo econômico no estado.
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Rio Acre baixa para 10,85 metros e permanece fora da cota de alerta

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
O nível do Rio Acre registrou nova redução neste domingo, 04, de acordo com boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal de Rio Branco. Às 5h18, o manancial marcava 11,02 metros e, às 9h, apresentou nova queda, atingindo 10,85 metros.
Segundo o relatório, não houve registro de chuvas nas últimas 24 horas, com índice pluviométrico de 0,00 milímetros, o que contribuiu para a manutenção da tendência de vazante do rio.
Mesmo com a redução, a Defesa Civil segue em monitoramento permanente. A cota de alerta para o Rio Acre é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14,00 metros. No momento, o nível permanece abaixo dos parâmetros considerados de risco para alagamentos na capital.

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