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PMAC realiza 1º Encontro de Ex-Corregedores e fortalece memória institucional da Corregedoria

A Polícia Militar do Acre (PMAC) realizou, nesta terça feira, 16, no Quartel do Comando Geral (QCG), o 1º Encontro de Ex-Corregedores da instituição. A iniciativa teve como foco a valorização da trajetória da Corregedoria, o fortalecimento da memória institucional e a troca de experiências entre gestores que, ao longo dos anos, contribuíram diretamente para a consolidação da disciplina, da hierarquia e da credibilidade da corporação.

A solenidade foi presidida pela comandante-geral da PMAC, coronel Marta Renata, e pelo corregedor-geral da instituição, tenente-coronel Jamisson Neri, reunindo ex-chefes da Corregedoria que marcaram diferentes períodos da história da Polícia Militar do Acre.
A coronel Marta Renata destacou o caráter estratégico da iniciativa para o aprimoramento contínuo da instituição. Segundo a comandante-geral, ouvir quem já esteve à frente da Corregedoria é uma forma responsável de preservar aprendizados, alinhar boas práticas e fortalecer a atuação institucional.
“A Corregedoria é um dos pilares da Polícia Militar. Promover esse encontro é reconhecer a importância de quem já exerceu essa função e, ao mesmo tempo, aprender com suas experiências. A PMAC se fortalece quando valoriza sua história e utiliza esse conhecimento para qualificar ainda mais seus processos”, afirmou.

Durante o evento, o corregedor-geral da PMAC, tenente-coronel Jamisson Neri, apresentou um breve panorama da atuação da Corregedoria e ressaltou o papel essencial do órgão na preservação dos valores institucionais e na construção da relação de confiança com a sociedade.
“A Corregedoria desempenha um papel fundamental na Polícia Militar. É responsável pela manutenção da hierarquia, da disciplina e, principalmente, pela credibilidade institucional perante a sociedade. Todos os ex-corregedores aqui presentes deixaram um legado que temos buscado honrar por meio do nosso trabalho”, destacou.
Reconhecimento
Como forma de reconhecimento institucional, foram entregues Challenge Coins da PMAC aos ex-corregedores presentes. As moedas de desafio têm origem histórica no meio militar e simbolizam honra, pertencimento e reconhecimento por serviços relevantes prestados.
Na Polícia Militar do Acre, a entrega da Challenge Coin representa o reconhecimento àqueles que contribuíram de maneira significativa para o fortalecimento da instituição e para a excelência da atuação institucional.

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Após incêndios criminosos, situação no Belo Jardim está sob controle, diz coronel

O coordenador de Segurança Pública, Coronel Atahualpa Ribeira, afirmou em entrevista à imprensa que a situação no bairro Belo Jardim, em Rio Branco, está sob controle das forças de segurança. Ele destacou que os responsáveis pelos incêndios registrados na terça-feira, 06, já foram identificados e que as investigações estão em andamento.
Os membros de uma facção criminosa teriam inclusive expulsado as duas famílias, obrigadas a mudar de endereço e morar em outro local da cidade, cujo endereço é desconhecido. De acordo com Atahualpa, o ataque ocorreu na briga entre facções que acontece há anos na região. “Um faccionado trocou de lado e os membros da facção tocaram fogo na casa dele, e ocorreu o revide do outro lado”, comentou.
O coordenador de Segurança Pública reconheceu que a situação na região é grave, e que as forças de segurança estão dando resposta à altura, com dezenas de prisões e apreensões de armas e drogas. “Estamos trabalhando duro para deixar a população com a maior segurança possível, com três linhas de policiamento: o preventivo por parte do 2º BPM, responsável pela área; o ostensivo e repressivo com o BOPE e suas companhias Giro e Rotam; e o repressivo qualificado por parte da Polícia Civil, na instauração de inquéritos, reconhecimento e indiciamentos de acusados”, explicou o coronel.
Atahualpa confirmou que, de fato, os imóveis estavam vazios no momento dos incêndios. Disse também das dificuldades enfrentadas pelas forças de segurança em obter informações, já que a população está blindada com a implantação da chamada “lei do silêncio” em todos os pontos dominados por facções. “Até as próprias vítimas se recusam a falar. Para ter uma ideia da situação, somente após o meio-dia de ontem alguém procurou a Delegacia de Polícia para fazer o registro, e mesmo assim sem fornecer maiores detalhes”, comentou.
Segundo o coordenador de segurança, desse e de outro caso semelhante registrado na região, a Polícia Civil já instaurou inquérito, e alguns infratores já estão devidamente identificados, sendo a prisão de todos uma questão de tempo. O oficial voltou a afirmar que a situação está sob controle, que o policiamento já foi reforçado na região e que a sensação de segurança no bairro Belo Jardim é o mínimo que pode ser oferecido à população.
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Tchê lamenta morte de Baixinho, pioneiro no Juruá: “Acreditava no café. Acreditava no Acre”
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Acre registra queda de 18% em roubos e furtos de celulares, mas apenas 6,7% dos aparelhos são recuperados
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram queda de 17,7% em relação a 2023, mas índice de recuperação segue baixo. Estado tem programa específico para tentar reverter quadro

O estado do Acre aparece na lista dos seis estados (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro) que registrou a existência de programas estaduais de recuperação de celulares. Foto: captada
O Acre registrou 3.286 ocorrências de furto e roubo de celulares em 2024, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (edição 2025). Apesar da queda de 17,7% em relação a 2023 — quando foram registrados 3.976 casos —, apenas 253 aparelhos foram recuperados pelas polícias no ano passado, um número considerado baixo diante do total subtraído.
O estado está entre os seis do país que possuem programas estaduais específicos para recuperação de celulares, implementados em 2025. No entanto, especialistas apontam que, embora a redução nos registros seja positiva, a baixa taxa de devolução aos proprietários revela limitações na capacidade de investigação e processamento desses casos, indicando a necessidade de priorizar o enfraquecimento das cadeias criminosas que alimentam essa modalidade delituosa. A variação nacional de furtos e roubos de celulares foi de -12,6% no período.
Comparativo nacional:
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Queda no Acre: -17,7% (2023 → 2024)
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Queda no Brasil: -12,6% (no mesmo período)
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Recuperação: Acre recuperou menos de 7% dos celulares roubados/furtados.
Análise dos especialistas:
Pesquisadores do Anuário afirmam que, embora a redução de registros seja positiva, a oscilação na recuperação dos aparelhos “parece indicar limitações na capacidade de processamento e investigação”. Eles cobram que a devolução de celulares seja “uma agenda prioritária” para enfraquecer as cadeias econômicas do crime.
O Acre é um dos seis estados brasileiros (ao lado de MT, MS, SP, PR e RJ) que possui um programa estadual de recuperação de celulares, criado em 2025. A iniciativa, no entanto, ainda não refletiu em números expressivos de aparelhos devolvidos aos proprietários.
Estratégias de atuação:
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Rastreamento: Apenas celulares com bloqueio ativo e rastreamento têm chance maior de recuperação;
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Investigação: A baixa priorização desses crimes e a ausência de banco de dados unificadodificultam o trabalho policial;
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Mercado ilegal: Aparelhos são desmontados para venda de peças ou revendidos em outras regiões.
A Secretaria de Segurança do Acre deve reforçar a integração com operadoras e empresas de tecnologia para agilizar o bloqueio e localização. Já o programa estadual de recuperação precisa de mais divulgação à população.
A discrepância entre a queda nos registros e a baixa recuperação sugere que parte dos crimes pode estar subnotificada e que as redes criminosas seguem ativas, adaptando-se às estratégias de segurança.

Dos 3.785 aparelhos roubados e furtados em 2024, apenas 253 foram recuperados pelas polícias. Número muito pequeno diante da quantidade de aparelhos subtraídos das vítimas. Foto: captada



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