Geral
Médicos são homenageados em sessão solene na Aleac
Na manhã desta segunda-feira (18) foi realizada no Plenário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), uma sessão solene em homenagem ao dia do médico. A solenidade ocorreu a pedido do deputado Jenilson Leite (PSB), que convidou os profissionais da Saúde que atuaram na linha de frente no combate à Covid-19 no Estado.
Jenilson Leite, que presidiu a sessão, iniciou seu discurso parabenizando os médicos e destacando a importância deles para a sociedade. Disse, ainda, que o momento serve também para pedir maiores investimentos na saúde e garantia de condições adequadas de trabalho.
“Minha saudação aos médicos e seus familiares presentes neste momento tão importante. A classe médica e demais servidores de Saúde enfrentaram um grande desafio no período mais difícil da pandemia e eu reconheço o esforço de cada profissional. O trabalho de cada um dos senhores não tem preço, pois proteger a vida é algo imensurável. Foram os principais soldados na guerra para combater um vírus tão perigoso. Perdemos muitos colegas que ficaram expostos ao coronavírus para cuidar de outras pessoas. É fundamental o reconhecimento dos senhores”, enalteceu.
O promotor Gláucio Ney Shiroma enalteceu o papel exercido pelos médicos durante a pandemia. “Passamos por um período de muitos desafios e vocês merecem nossos aplausos por todo esforço e dedicação. Alguns dos senhores certamente já nasceram com um talento, outros foram aprimorando com o tempo. Costumo dizer que o médico que só exerce a medicina não é completo, mas aqueles que como vocês agem com humanidade, abrilhantam essa profissão tão digna. O Ministério Público rende todas as homenagens a vocês”.
A presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado, Dra. Leuda Maria, externou sua gratidão pelo reconhecimento e pediu um minuto de silêncio dedicado aos profissionais de Saúde que perderam a vida durante a pandemia. “Nossa eterna gratidão pelo trabalho de vocês, não só na pandemia, mas todos os dias. Esse período serviu para evidenciar nosso trabalho, pois nós somos essenciais todos os dias. É uma imensa responsabilidade conduzir o CRM e tenho buscado fazer isso com muita lisura, contribuindo para que as condições de trabalho dos médicos seja a melhor possível. Agradeço a todos que contribuíram na minha formação, para que eu pudesse ser quem sou hoje”.
Paula Mariano, atual secretária de Saúde do Estado, falou sobre a rotina exaustiva que os médicos possuem. Ela enalteceu o trabalho desses profissionais, que ficaram ainda mais evidenciados durante a pandemia. “Agradeço a Deus pela vida, por estarmos aqui e pelo dom da medicina. Nossa rotina não é fácil e isso ocorre desde o momento em que escolhemos essa profissão. Registro meus parabéns a todos os colegas presentes, vejo alguns do interior também, minha gratidão. Nossa vida mudou completamente durante a pandemia, mas o importante é que tiramos muito aprendizado disso. Trabalhamos em conjunto e essa união que fez e faz adiferença na vida das pessoas. São muitos os desafios, mas nós temos continuamente tentado fazer o melhor”.
O deputado Jenilson Leite recebeu o certificado de Honra ao Mérito, pelos serviços prestados por ele como médico. Além dele, outros profissionais também receberam a honraria. A mesa de honra da solenidade contou com a participação da secretária de Saúde do Estado, Dra. Paula Mariano, da presidente do CRM/AC, Dra. Leuda Maria, o presidente do SINDMED, Dr° Guilherme Pulici, do titular da Promotoria Especializada de Defesa da Saúde, Dr° Gláucio Ney Shiroma, vice-presidente da Unimed, Dr° Marcus Vinícius Shoiti, presidente da Academia Acreana de Medicina, Dr. Amsterdã e da presidente da Associação dos Médicos do Acre, Dra. Jene Greice.
Também participaram da sessão os deputados: José Bestene (PP), Marcus Cavalcante (PTB), Jonas Lima (PT), Daniel Zen (PT) e Roberto Duarte (MDB)
Andressa Oliveira/ Agência Aleac
Revisão: Suzame Freitas
Comentários
Geral
AMPAC repudia live de juiz aposentado antes de operação contra o crime organizado no Acre
Transmissão exibiu comboio policial momentos antes da deflagração de ação do Gaeco e da Polícia Civil, que resultou em ao menos 15 prisões em vários estados
A Associação dos Membros do Ministério Público do Estado do Acre (AMPAC) divulgou, nesta terça-feira (13), uma nota pública de repúdio à transmissão ao vivo realizada pelo juiz aposentado e advogado Edinaldo Muniz momentos antes da deflagração de uma grande operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Acre (MPAC), em conjunto com a Polícia Civil.
A live, publicada nas primeiras horas da manhã, mostrou um comboio de viaturas e agentes que se preparavam para cumprir mandados judiciais. A operação ocorreu de forma simultânea em Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Tarauacá, além de outros seis estados, e resultou na prisão de pelo menos 15 pessoas, atingindo a cúpula de uma facção criminosa envolvida com tráfico de drogas e cobrança de “taxa de segurança”.
Durante a transmissão, Edinaldo Muniz abordou agentes ainda na madrugada e questionou a movimentação policial, sem obter respostas. Ao final do vídeo, afirmou não ter recebido informações sobre a ação, mas exibiu imagens completas do comboio.
A atitude gerou forte repercussão nas redes sociais e críticas de internautas, que apontaram risco à investigação sigilosa. Em nota assinada pela presidente da entidade, Juliana Maximiano Hoff, a AMPAC destacou que operações de combate ao crime organizado exigem planejamento rigoroso, atuação integrada e absoluto sigilo, devido ao elevado risco enfrentado pelos agentes públicos.
Segundo a associação, a transmissão ao vivo criou uma possibilidade concreta de frustração das medidas judiciais, ocultação de provas e fuga de investigados, além de expor indevidamente os profissionais envolvidos, aumentando o risco de reações criminosas. A entidade afirmou ainda que o único beneficiado por esse tipo de conduta é o próprio crime organizado.
A AMPAC ressaltou que a gravidade do caso é ampliada pelo fato de a live ter sido realizada por um juiz aposentado, com décadas de atuação na magistratura e pleno conhecimento da necessidade de sigilo em ações dessa natureza. Ao final, a associação repudiou veementemente a transmissão, reafirmou apoio às instituições de segurança pública e defendeu que o êxito dessas operações depende de responsabilidade, prudência e compromisso com o interesse público.
Comentários
Geral
Operação ‘Casa Maior’ cumpre mais de 100 ordens judiciais no Acre e em outros seis estados

Polícia Civil do Acre e o Ministério Público concederam entrevista coletiva para apresentar detalhes e novos desdobramentos da Operação Casa Maior, que combate o crime organizado com atuação no Acre e em outros estados. Foto: Dhárcules Pinheiro/ Secom
Uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Acre (PCAC) e o Ministério Público resultou no cumprimento de mais de 100 ordens judiciais nesta quarta-feira, 13, no Acre e em outros estados do país. A ofensiva, batizada de Operação Casa Maior, teve como foco o enfrentamento a uma organização criminosa com forte atuação interestadual, envolvida em tráfico de drogas, extorsão e crimes violentos.
No Acre, a operação foi coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e executada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público.
Ao todo, foram expedidos 62 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso. Até o momento, 15 pessoas foram presas, mais de R$ 27 mil em dinheiro foram apreendidos, além de uma arma de fogo, munições e veículos.

Até o momento, 15 pessoas foram presas e houve apreensão de dinheiro, arma de fogo, veículos e bloqueio de contas ligadas ao crime organizado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
As medidas judiciais foram cumpridas nos municípios de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, além dos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Paraíba e Mato Grosso. Segundo as autoridades, devido à ampla ramificação da organização criminosa, a operação precisou ser estendida para outros seis estados da federação, onde alvos estratégicos foram localizados e presos.
Em coletiva de imprensa, o Delegado-Geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, frisou que a operação representa apenas mais uma etapa de um trabalho investigativo contínuo de anos de investigação.
“As investigações não param por aqui. Estamos falando de um grupo criminoso altamente estruturado, que atuava na cobrança de pedágio de comerciantes, deliberava comandos para execuções e exercia papel decisivo dentro da organização criminosa. Não descartamos novas prisões e apreensões, pois esse trabalho não se encerra com a operação de hoje. As investigações continuam”, destacou o delegado-geral.

Arma de fogo e munições foram apreendidos durante a ação policial: Foto: Dhárcules Pinheiro
O coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Bernardo Albano, ressaltou a complexidade da investigação e o alcance interestadual do esquema criminoso. “Foi identificada uma ligação direta entre criminosos do Acre com presos do sistema prisional do Rio de Janeiro e também com foragidos daquele estado. A investigação revelou ainda a participação de advogados já condenados por integrar organização criminosa, além do envolvimento de esposas de lideranças, que passaram a expedir ordens após a prisão de seus maridos”, afirmou o promotor.
As apurações também identificaram e resultaram no bloqueio de um grande fluxo financeiro utilizado para financiar as atividades criminosas e manter o padrão de vida das lideranças da facção. Além disso, os investigadores conseguiram mapear o processo decisório interno, as disputas de poder e a hierarquia dentro da organização.
Além do tráfico de drogas, a Operação Casa Maior desarticulou esquemas de extorsão contra comerciantes do centro de Rio Branco, que eram obrigados a pagar supostas “taxas de segurança” impostas por criminosos. A ação representa um duro golpe contra o crime organizado e reforça a atuação integrada das forças de segurança e do Ministério Público no combate às facções criminosas no Acre e no país.
Fonte: PCAC
Comentários
Geral
PM e ICMBio prendem caçadores com 11 animais silvestres abatidos dentro de terra indígena no Acre
Operação na Terra Indígena Kampa do Amônia apreendeu armas artesanais, munições e carne de porcos-do-mato, macacos, jacaré e mutum; indígenas haviam denunciado invasão

Na embarcação, os policiais localizaram cinco armas de fogo artesanais nos calibres 16 e 28, diversas munições intactas e instrumentos usados para caça. Foto: captada
Uma ação conjunta do 6º Batalhão da Polícia Militar do Acre e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) resultou na prisão de dois homens por caça predatória dentro da Terra Indígena Kampa do Amônia, no município de Marechal Thaumaturgo. A operação foi acionada após denúncias de indígenas sobre a invasão de moradores da área urbana.
Durante a abordagem no igarapé Arara, foram encontrados jabutis vivos e carne de 11 animais silvestres abatidos — incluindo quatro porcos-do-mato, cinco macacos guariba, um jacaré e um mutum —, além de seis quilos de sal e insumos para conservação. Na embarcação dos suspeitos, os policiais apreenderam cinco armas de fogo artesanais, munições e equipamentos de caça.
Os envolvidos confessaram que estavam caçando há cinco dias dentro da área protegida. Foram presos em flagrante sem resistência e levados à delegacia de Marechal Thaumaturgo junto com todo o material apreendido.






Você precisa fazer login para comentar.