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Mano deixa o Corinthians com baixo aproveitamento e multa milionária

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Terceira passagem de Mano pelo Corinthians durou vinte partidas – Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Contratado pela antiga gestão do clube, técnico não resistiu ao mau momento e rusgas com atual diretoria; Márcio Zanardi na mira

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Durou apenas 129 dias – pouco mais de quatro meses – a terceira passagem de Mano Menezes pelo Corinthians. Demitido no início da tarde desta segunda-feira, 5, após uma sequência de quatro derrotas consecutivas, o técnico de 61 anos deixa o Timão com o pior aproveitamento recente de um treinador pelo clube: 38%, sendo seis vitórias, cinco empates e nove derrotas. A saída ainda custará ao clube o pagamento de uma multa de aproximadamente nove milhões de reais. Ele tinha contrato até dezembro de 2025.

“O Sport Club Corinthians Paulista informa que Mano Menezes não é mais o treinador da equipe principal masculina de futebol. Além dele, o auxiliar técnico Sidnei Lobo e o preparador físico Diogo Linhares deixam seus cargos. O clube agradece aos profissionais pelos serviços prestados ao Corinthians e deseja sucesso nas sequências de suas carreiras. O auxiliar Thiago Kosloski comandará o treinamento do dia”, disse o clube em nota.

O mau desempenho supera a de todos os antecessores desde a passagem de Jair Vantura, em 2018. Ele deixou a equipe ao fim daquele ano com 32% da aproveitamento. Todos os últimos tiveram desempenho superior: Vanderlei Luxemburgo (47,3%), Cuca (50%), Fernando Lázaro (56,8%), Vítor Pereira (51,1%), Sylvinho (48%), Vagner Mancini (54%), Tiago Nunes (47%) e Fábio Carille (51%).

“A nova direção do Corinthians, 33 dias após assumir o clube, decidiu pela interrupção do nosso trabalho. Agradeço ao torcedor corinthiano que sempre foi muito carinhoso e respeitoso comigo e com a minha equipe. E também a todos os profissionais que estiveram comigo nesses cinco meses de trabalho. Sempre em frente. Abraços”, comunicou o treinador.

Quem é Márcio Zanardi, possível substituto de Mano no Corinthians

Com passagens pela própria base do Timão, Márcio Zanardi é o favorito a assumir o cargo vago. De acordo com informações do canal de YouTube Café do Setorista, antes mesmo da demissão de Mano, o treinador do clube do ABC Paulista já se reuniu com parte da diretoria do clube no Parque São Jorge para encaminhar um acordo.

Caso seja mesmo o escolhido, ele não poderá dirigir o Corinthians no Paulistão, já que o regulamento da competição proíbe que um treinador dirija duas equipes numa mesma edição. Neste caso, a tendência seria que o ex-jogador Danilo, campeão da Copa São Paulo com a equipe sub-23, retorne à condição de técnico interino.

Zanardi passou pelas categorias de base do Corinthians e Santos, trabalhou com Sampaoli até chegar ao Bernô – São Bernardo/Divulgação

A relação entre Mano e a nova diretoria encabeçada pelo presidente Augusto Melo, eleito em dezembro, jamais foi das mais próximas. O profissional não era o nome desejado para iniciar a gestão de três anos. Pesava contra o fato de ter sido contratado pela gestão do antigo presidente Duilio Monteiro Alves.

O longo contrato e a multa milionária foram os principais motivos para a continuidade do trabalho de Mano. O técnico, por sua vez, evitou críticas diretas à diretoria, mas desmontratava incômodo com a lentidão para a contratação de peças para a reconstrução do elenco.

“Eu não quero arrumar desculpa, parece que estaria justificando resultado. O ideal era ter acontecido [a vinda de reforços], mas a realidade é essa e deveríamos estar produzindo mais como equipe. É isso que estamos devendo”, justificou após a derrota por 3 a 1 para o Novorizontino no último domingo, 4.

“Entendo a visão do torcedor, a pressão, tudo que ele está sentindo estamos sentindo também. O caminho é árduo, vamos trabalhar até quando acharem que sou eu que tenho que conduzir o processo”, completou.

Após outro revés na temporada, em Itu, a insatisfação entre jogadores com a diretoria ficou clara com o desabafo do goleiro Cássio, que cobrou diretamente os dirigentes pelos casos envolvendo o lateral Matheuzinho, o zagueiro Lucas Veríssimo, além do meia Rodrigo Garro. Mano atenuou, mas não defendeu a diretoria.

“Eu não costumo abordar publicamente essas questões por respeito a todo mundo, nossa diretoria está trabalhando para termos um elenco mais qualificado. Vocês têm acompanhado tudo que tem acontecido, não vamos alongar isso. O Cássio falou como capitão da equipe e vamos trabalhar internamente para resolver isso”, afirmou na ocasião.

O comandante, porém, se envolveu em outra polêmica. Ao explicar uma cobrança que fez sobre o novo contratado Raniele, Mano desagradou o Cuiabá, ex-clube do volante, que ainda tem 9 milhões de reais a receber do Timão. “A gente desperdiçou algumas bolas. Teve uma do Raniele, ele chutou uma bola que estava lá em Cuiabá. Não dá, estamos no Corinthians”.

Depois, foi a ver do treinador também se envolver em uma polêmica com o atacante Yuri Alberto. Irritado com um lance na partida diante do São Bernardo, o treinador perguntou se o jogador era burro. Eles conversaram a beira do campo e deram um abraço.

“A gente não descontextualiza, quem quer fazer tumulto. As palavras são fortes no futebol, mas nos abraçamos porque sabe que a cobrança não é pessoal. A atitude pode ter sido burra naquele momento, uma falta de ataque, com um homem a mais. Sempre é atitude, não a pessoa. Quem deu meio chutinho sabe que é assim. Vamos continuar falar da pessoa do futebol, aí se quiser fazer reality show, vai para outra coisa. Estamos acostumados com a repercussão a rede social. Era em Cuiabá, não no Cuiabá, lá de Cuiabá, esse foi o termo que usei com o Raniele”, explicou na ocasião.

Yuri Alberto vive má fase pelo Corinthians – Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Curiosamente, no último domingo, o presidente Augusto Melo bancou a permanência do treinador. “Ninguém está preocupado com multa, estamos preocupados com o trabalho. O Mano é o treinador do Corinthians até 2025, contrato feito. Vou estar estruturando para ele ter uma melhor condição de trabalho. Tenho minha responsabilidade como presidente. Se ele está pedindo algumas peças para poder encaixar, minha obrigação é trabalhar para isso”, disse Melo.

O Corinthians ocupa somente a última colocação do Grupo C, com três pontos. Neste momento, os dois classificados da chave seriam: Red Bull Bragantino, com sete, e Mirassol, com seis.

O Timão tem a segunda pior campanha dos 16 times que disputam o estadual, a frente somente do Santo André, que empatou duas vezes na competição.

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Preço da carne sobe em Rio Branco: acém, picanha e fígado lideram altas, aponta pesquisa da Ufac

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Levantamento do PET Economia mostra aumento em todos os 14 cortes analisados; ovos também registraram variação de 8,55%

Além da carne, o levantamento identificou aumento em outros produtos ligados ao consumo doméstico. A cartela com 30 ovos apresentou variação de 8,55% no período analisado. Foto: captada 

O preço da carne registrou aumento em Rio Branco, segundo levantamento realizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), que acompanha semanalmente os valores praticados em supermercados e açougues da capital acreana. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (16).

A pesquisa considerou preços coletados entre sábado (8) e sexta-feira (14) de março de 2026 e analisou 14 tipos de cortes de carne, identificando aumento no valor médio de todos os produtos pesquisados no período.

Principais altas

Entre as principais altas estão:

  • Acém: variação de 5,90%

  • Picanha: aumento de 4,85%

  • Fígado: alta de 4,61%

Açougues x supermercados

A pesquisa também comparou os preços praticados em açougues e supermercados da capital. Na maioria dos casos, os valores encontrados nos supermercados ficaram acima dos registrados nos açougues :

Corte Preço médio (açougues) Preço médio (supermercados)
Picanha R$ 66,63 R$ 81,98
Filé R$ 66,01 R$ 84,10
Coxão mole R$ 36,82 R$ 46,98
Fraldinha R$ 36,50 R$ 45,08
Outros produtos

Além da carne, o levantamento identificou aumento em outros produtos ligados ao consumo doméstico. A cartela com 30 ovos apresentou variação de 8,55% no período analisado.

Impacto no orçamento familiar

De acordo com o PET Economia, a elevação dos preços impacta diretamente o orçamento das famílias acreanas, já que a carne possui peso relevante na alimentação da população.

Análise de especialista

O professor de economia da Ufac, Rubicleis Gomes, explica que o aumento tem relação com fatores ligados à produção e à demanda pelo produto:

“Nós vamos ter um conjunto de fatores que explicam esta situação. Espera-se que em 2026 tenhamos um aumento de aproximadamente 10%. Temos impactos do lado da oferta: com o aumento do preço dos bezerros, o pecuarista opta por reter as fêmeas no campo, em vez de abatê-las, na expectativa de que os bezerros nascidos no ano seguinte terão um valor elevado. E do lado da demanda: a demanda aquecida no mercado interno em função do aumento do rendimento das famílias e também o aumento da demanda internacional. Conclusão: aumento de preços”, afirmou.

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“Não estou aqui pra ser vice”: Bocalom reafirma candidatura ao governo e aguarda definição do PSDB

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Prefeito de Rio Branco descarta compor chapa com Alan Rick e diz que conversa decisiva com os tucanos ocorre nesta terça (17)

A declaração foi dada ao comentar as articulações políticas para o próximo pleito, incluindo conversas com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e a possibilidade de alianças com outros nomes da política acreana. Foto: captada 

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou durante agenda da abertura do ano letivo municipal, nesta segunda-feira (16), que não pretende disputar as eleições como candidato a vice-governador e reforçou que seu objetivo é concorrer ao governo do Acre nas eleições de 2026.

A declaração foi dada ao comentar as articulações políticas para o próximo pleito, incluindo conversas com o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e a possibilidade de alianças com outros nomes da política acreana.

Questionado sobre uma eventual composição como vice em uma chapa encabeçada pelo senador Alan Rick (Republicanos), o prefeito foi direto ao responder.

“Eu não tô aqui pra ser vice”, afirmou.

Negociações com o PSDB

Bocalom também comentou sobre as negociações partidárias em andamento e disse que mantém diálogo com a direção nacional do PSDB para definir seu futuro político. O movimento ocorre após o Partido Liberal (PL) ter comunicado ao prefeito que não apoiaria sua pré-candidatura ao governo.

“Já é a terceira conversa que temos com o PSDB nacional. Amanhã deverá ser uma conversa definitiva, porque precisamos definir logo. Temos que formar chapa para deputado federal e deputado estadual”, disse.

O prefeito relembrou que já teve uma longa trajetória no partido e destacou que foi no PSDB que construiu boa parte de sua carreira política.

“Aquele partido me acolheu em seis eleições. Ganhamos duas eleições no Acre e quatro aqui em Rio Branco”, afirmou.

Alinhamento político

Apesar das negociações, Bocalom afirmou que segue alinhado politicamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), embora tenha enfrentado dificuldades para permanecer no Partido Liberal, legenda ligada ao ex-chefe do Executivo federal.

O prefeito já havia manifestado publicamente, em declarações anteriores, que recebeu com tristeza a decisão do PL, mas que respeita a posição do partido e compreende a estratégia adotada.

Caso a filiação ao PSDB se confirme, Bocalom retornaria a uma sigla pela qual já disputou eleições anteriores, onde obteve vitórias em Acrelândia e outras disputas importantes no estado. A reunião definitiva com as lideranças nacionais do PSDB deve selar o destino do prefeito, que busca consolidar sua pré-candidatura ao governo estadual.

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Acre tem 82,3% das famílias endividadas, aponta pesquisa da Fecomércio

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Percentual é superior à média nacional de 80,2%; comprometimento da renda atinge 31,7% e é maior entre famílias com até 5 salários mínimos

Um lado positivo também observado no Acre é que o número de famílias que afirmam não terem condições de pagar suas dívidas vem diminuindo mensalmente. Foto: captada 

A Pesquisa sobre o Endividamento e Inadimplência com Consumidor (PEIC), divulgada recentemente pela Confederação Nacional do Comércio, traz resultados preocupantes sobre o endividamento em todo o País. Os dados revelam que 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas em fevereiro — o maior valor em toda a série histórica.

Dessas, 29,6% estão com dívidas atrasadas há mais de 30 dias, e 12,6% afirmam não ter condições de pagá-las no momento, tornando-se inadimplentes . Por outro lado, o percentual de famílias que fazem tal afirmação foi menor do que o observado em janeiro, indicando que as famílias consumidoras estão mais dispostas a manter as contas em dia ou com pouco atraso.

Cenário no Acre

No Acre, as análises da Federação do Comércio (Fecomércio-AC) mostram situação semelhante, com 109.059 famílias endividadas, ou seja, 82,3% delas — percentual superior à média nacional.

O número de famílias com contas em atraso há mais de 30 dias chegou a 38,4%, atingindo 50.915 famílias.

Um lado positivo também observado no Acre é que o número de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas vem diminuindo mensalmente, saindo de 15.392 famílias em janeiro para 14.662 em fevereiro — uma redução de 4,98%, indicando que as famílias do estado estão preocupadas em manter as contas em dia.

Comprometimento da renda

As famílias endividadas comprometem 31,7% da renda, o mesmo percentual percebido em janeiro, mas maior do que o observado ao longo de 2025.

Tal comprometimento atinge com mais intensidade famílias com renda de até 10 salários mínimos, com forte concentração nas famílias com renda de até 5 salários. Enquanto isso, o comprometimento das famílias com renda superior a 10 salários mínimos é de 28,1%.

Análise da Fecomércio

Egídio Garó, assessor da presidência da Fecomércio Acre, analisa o cenário:

“O consumo está sob a influência da pouca oferta do crédito e da alta taxa Selic, que deve permanecer elevada até o final do ano, segundo projeções. Mesmo com tais dificuldades, as famílias estão consumindo mais do que necessário. Se por um lado há a melhoria do poder aquisitivo, que leva ao consumo, por outro, muitas famílias, notadamente de renda de até 5 salários, utilizam com demasia o crédito nas compras de produtos não duráveis e as fazem parceladamente. Esse último fator dificulta o planejamento doméstico e, consequentemente, levará as famílias a um endividamento ainda maior”.

Com Fecomércio Acre

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