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Lula deu Moser e a mão, centrão quer braços e muito mais verbas

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Os bastidores da minirreforma ministerial incluem lances constrangedores. Lula imaginou que havia saciado o PP e o futuro ministro André Fufuca ao entregar a cabeça de Ana Moser e estender a mão para a ideia de turbinar o Ministério dos Esportes com cerca de R$ 12 bilhões provenientes da futura tributação dos games. Irritou-se ao ser informado de que o partido de Arthur Lira exige também os braços e muito mais dinheiro.

Além de uma secretaria para recepcionar tributos que iriam para o Ministério da Fazenda, o PP deseja enfiar sob o organograma da pasta a ser transferida da profissional Ana Moser para o amador André Fufuca pelo menos mais duas repartições: uma secretaria para cuidar de ações sociais e outra para impulsionar o empreendedorismo esportivo. O objetivo é criar novos guichês através dos quais os parlamentares escoarão verbas do orçamento para seus redutos eleitorais.

A reação de Lula oscilou entre o resmungo e os palavrões. Mas até a noite passada ele não havia dito “sim” às novas exigências do PP. Tampouco disse “não”. Teve com Ana Moser um diálogo inconcluso. Mostrou a porta de saída à ministra, mas ainda não a empurrou para fora. O Republicanos contentou-se com a oferta do governo de abrigar Silvio Costa Filho no Ministério de Portos e Aeroportos. Nesse capítulo, quem dificulta as coisas é o PSB de Márcio França.

Aliado tradicional de Lula, o PSB não se conforma em perder espaço para um partido que até ontem estava no colo de Bolsonaro. Considerou ofensiva a cogitação de que Márcio França pudesse se sentar na cadeira de ministro da Indústria, hoje ocupada pelo amigo e vice-presidente Geraldo Alckmin. Achou humilhante entregar a pasta dos Portos para o partido do rival Tarcísio de Freitas e aceitar um ministério novo de pequenas empresas. Restou o Ministério da Ciência e Tecnologia, uma hipótese que complica os arranjos de Lula.

Lula espera obter com a mexida ministerial algo como 60 votos na Câmara. Paga à vista por uma mercadoria que não sabe se vai ter. Afora o déficit ético e estético, falta responder a perguntas singelas. Por exemplo: quais são os planos de Fufuca para desenvolver o esporte nacional?
 Por Josias de Sousa/UOL

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Sefaz estabelece valores referenciais para avaliação de imóveis rurais no Acre

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Parâmetros serão utilizados no cálculo do ITCMD em processos de inventário e doação de bens

A Secretaria de Estado da Fazenda do Acre (Sefaz) publicou nesta quinta-feira (5) a Portaria nº 105, que estabelece valores referenciais por hectare para imóveis rurais no estado, utilizados como base para a avaliação do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). A medida foi assinada pelo secretário da Fazenda, José Amarísio Freitas de Souza, e passou a valer a partir da data de publicação no Diário Oficial.

Segundo a portaria, os valores foram definidos com base em pesquisa de campo realizada pela Sefaz nas cinco regionais do Acre, além de dados de transações imobiliárias registradas em cadastros municipais e cartórios nos últimos 12 meses. O objetivo é estabelecer parâmetros para a avaliação de propriedades rurais em processos de inventário e doação de bens.

A norma determina que os imóveis rurais serão classificados em duas categorias: áreas mistas e áreas de seringais. As áreas mistas incluem propriedades que apresentam combinação de mata nativa, áreas de preservação permanente e áreas consolidadas utilizadas para atividades como agricultura, pecuária ou silvicultura. Já os seringais correspondem a propriedades com pelo menos 80% de cobertura de mata nativa, com reserva legal ou área de preservação comprovada e sem acesso por pavimentação asfáltica.

Os valores de referência variam conforme a região e o município. Na regional do Baixo Acre, por exemplo, áreas mistas em Rio Branco e Senador Guiomard têm valores estimados entre R$ 9.875,87 e R$ 19.141,50 por hectare. Já em Plácido de Castro e Acrelândia, os valores variam de R$ 6.950,30 a R$ 15.620,40 por hectare.

No caso dos seringais, os valores são significativamente menores. Na mesma regional do Baixo Acre, o valor de referência varia entre R$ 972,40 e R$ 2.850,30 por hectare, dependendo das características da propriedade.

A portaria esclarece que os valores estabelecidos são apenas referenciais e não obrigam os avaliadores da Sefaz, podendo ser ajustados caso uma vistoria ou outras informações comprovem que o preço de mercado do imóvel é diferente do indicado na tabela.

Para determinar o valor de mercado, os avaliadores poderão considerar fatores como localização geográfica, acesso, produtividade do solo, percentual de mata nativa, áreas de pastagem, culturas existentes, distância dos centros urbanos e disponibilidade de infraestrutura básica. Também podem ser utilizados dados de ofertas públicas de imóveis, registros de cartórios, consultas a corretores e avaliações anteriores feitas por instituições financeiras.

A norma ainda prevê que a avaliação administrativa poderá ser realizada por servidor ou por comissão de avaliação nomeada pela Sefaz. O contribuinte também poderá solicitar vistoria presencial no imóvel, mediante pagamento de taxa prevista em lei, caso discorde do valor arbitrado.

Além disso, a portaria estabelece critérios para classificação das propriedades rurais em minifúndio, pequena, média e grande propriedade, conforme o número de módulos fiscais definidos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Nos municípios de Rio Branco, Capixaba, Porto Acre e Bujari, cada módulo fiscal corresponde a 70 hectares, enquanto nos demais municípios do estado equivale a 100 hectares.

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Dheryke é a dúvida do Rio Brando para o confronto de sábado

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Foto arquivo pessoal: Dheryke deve voltar ao Rio Branco somente na semifinal

O meia Dheryke, recuperando-se de uma lesão muscular, é a principal dúvida do Rio Branco para a partida contra o Humaitá. O jogo será disputado no sábado, 7, a partir das 15 horas, no Tonicão, e é válido pela 7ª rodada da fase de classificação Campeonato Estadual Sicredi de 2026.

“Vamos esperar a avaliação desta quinta(5) para saber as condições do atleta. O Dheryke ainda não trabalhou no campo nesta semana e o seu aproveitamento no sábado é pouco provável”, declarou o técnico Ulisses Torres.

Deve definir

Ulisses Torres vai comandar um trabalho tático nesta quinta, 5, e deve definir os titulares do Rio Branco.

“Realizamos algumas mudanças na parte tática e devo definir a equipe. Vamos ter uma equipe forte para um jogo decisivo”, afirmou o treinador.

Precisa ganhar

O Rio Branco precisa vencer o Humaitá para garantir a vantagem de dois resultados iguais em uma das semifinais do Estadual.

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Assembleia aprova Projeto de Lei e Estado vai investir R$ 2 milhões no futebol

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Foto Sueli Rodrigues: Estadual aumentou R$ 500 mil nos recursos do futebol

Os deputados estaduais aprovaram nesta quarta, 4, um Projeto de Lei onde autoriza o governo do Estado investir R$ 2 milhões no futebol. O repasse será feito para os clubes por intermédio da Federação de Futebol do Acre(FFAC).

“Priorizamos esse projetos porque acreditamos no esporte como uma ferramenta transformadora principalmente para a nossa juventude”, afirmou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Júnior(PP).

Proposta encaminhada

Segundo a proposta encaminhada pelo Estado, os recursos devem ser aplicados na estrutura, organização e melhores condições para as equipes na disputa do Campeonato Estadual.

Até o dia 16

O presidente da FFAC, Adem Araújo, confirmou o fechamento do plano de trabalho e os recursos devem ser liberados para os clubes até o próximo dia 16.

“Realizamos um trabalho em conjunto com o secretário de Esporte Ney Amorim. Conseguimos um aumento de 500 mil em relação a última temporada e estamos trabalhando para ajudar o futebol acreano em todos os sentidos”, afirmou Adem Araújo

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