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Em Xapuri, pecuaristas aderem à plantação de milho e vão colher quase 2 mil toneladas do grão
O proprietário Carlos Silva Novais aposta na plantação do milho já pelo quarto ano seguido e diz que a experiência tem sido muito gratificante

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Sem nenhuma tradição na agricultura que não seja meramente a de subsistência, o município de Xapuri, cuja principal atividade rural é a pecuária, começa a chamar a atenção pela iniciativa de alguns pecuaristas de acrescentar o cultivo do milho à criação do gado, com o aproveitamento de áreas degradadas por meio de técnicas de recuperação do solo.
Em apenas quatro propriedades, foram 360 hectares de área plantada no ano passado, cuja previsão de colheita em 2021 é de cerca de 1.800 toneladas do grão. Parte dessa produção tem apoio do governo do estado, por meio da Secretaria de Produção e Agronegócio (Sepa) e passa por processo de secagem a armazenagem no armazém da Companhia de Armazéns Gerais e Entreposto do Acre (Cageacre).
De uma família tradicionalmente pecuarista, que cria gado em Xapuri desde a década de 1970, o proprietário Carlos Silva Novais aposta na plantação do milho já pelo quarto ano seguido e diz que a experiência tem sido muito gratificante. Ele plantou 30 hectares neste ano e está com a colheita em andamento com a previsão de obter 150 toneladas do grão.
“É muito gratificante a gente poder expandir a nossa atividade para a agricultura como maneira de não dependermos tanto do que vem de fora. Sabemos que muita gente está plantando e que depois de um certo tempo de esquecimento está havendo um novo incentivo por parte do governo, pois são grandes as dificuldades que o produtor enfrenta para investir numa lavoura”, explicou.

Josimar Miranda, outro pecuarista tradicional em Xapuri, também apostou na agricultura neste ano e estima que sua safra deva render em torno de 70 toneladas do grão. De acordo com ele, o investimento na agricultura gera renda de maneira bem mais rápida que a criação de gado. “Em cerca de seis meses o produto é plantado, colhido e beneficiado para comercialização”, disse.
O paulista Rubens Ignácio Júnior, outro notório criador de gado em Xapuri, plantou 60 hectares e colheu cerca de 300 toneladas de milho na sua primeira safra. Sua propriedade, a fazenda Bom Jesus, se localiza no ramal do seringal Cachoeira, a alguns quilômetros da BR-317. Segundo ele, o objetivo é ampliar a área de lavoura a partir da próxima plantação.
“Eu sempre tive muita vontade de passar um pouco da pecuária para a lavoura, mas na nossa região não era muito comum e havia muitos desafios. Porém, de uns três anos para cá, as coisas vêm mudando e o incentivo apareceu por meio da Sepa, desde o preparo do solo para o plantio e na colheita também. Então isso estimulou muito a gente a ter essa coragem”, afirmou o produtor.
Júnior Ignácio, como o fazendeiro é mais conhecido em Xapuri, já comercializou toda a sua produção com o grupo Acreaves e Dom Porquito, de Brasiléia, e pretende ampliar a sua área de plantio para 150 hectares na próxima safra. De acordo com ele, o investimento de produtores da região na agricultura se apresenta como uma excelente oportunidade de melhoria da economia do município.
Na fazenda Portuguesa, localizada nas proximidades da zona urbana de Xapuri, uma das propriedades pioneiras do município na plantação de milho, a área de plantio é a maior. São 200 hectares de plantação de milho com previsão de uma colheita de, pelo menos, 1.000 toneladas do grão, de acordo com Huaris Arruda Melo, administrador da propriedade.

Segundo Huaris, a previsão de colheita na fazenda Portuguesa era de 120 sacas de 50 quilogramas por hectare plantado, mas problemas relacionados com o maquinário reduziram essa estimativa para 100 sacas/hectare. A propriedade contou com apoio do governo para as colheitas nos primeiros anos de plantio, mas hoje já dispõe de estrutura própria.
Armazenamento
Apesar do empenho que o atual governo estadual vem tendo em fomentar o aumento da produção agrícola no Acre, existem muitas limitações no que diz respeito à estrutura que pode ser disponibilizada aos produtores que pretendem se aventurar na expansão da produção de grãos no estado. Um dos problemas futuros é relacionado à armazenagem da produção.
Em Xapuri, depois de anos de inatividade, o armazém local da Cageacre passou, recentemente, por algumas melhorias, mas está distante de oferecer as condições necessárias para a secagem e armazenamento de uma produção maior do que a que atualmente está sendo praticada. As alternativas, além de distantes, também são poucas para um eventual maior volume de produção.
Em razão disso, alguns produtores já projetam a construção de silos próprios, como é o caso da fazenda Portuguesa, que já busca financiamento investir em uma estrutura que possa atender não apenas a demanda da propriedade, mas também de outros produtores do município, segundo afirmou ao ac24horas, o administrador Huaris Melo.
O apoio do governo
O técnico em desenvolvimento Agropecuário da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Acre (Emater-Acre), José Gonçalves de Oliveira, o Zeca da Emater, explicou ao ac24horas que os produtores estão sendo atendidos pelo Fundo Agropecuário Estadual (Funagro) dentro das novas normas estabelecidas pela atual gestão estadual.
Ele diz, no entanto, que a expectativa de uma maior quantidade de produtores investindo na produção de grãos vai demandar um outro patamar de apoio e assistência por parte do governo, tanto na disponibilização de maquinários quanto no que diz respeito ao processo de secagem e armazenagem das produções, para que não haja risco de perdas.
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Acre lidera região Norte em resgate de trabalho escravo em 2025, com 19 pessoas libertadas
Estado supera Pará e ocupa 14ª posição nacional; número de empregadores acreanos na “lista suja” subiu de dois para três

O homem era considerado foragido da Justiça do Acre e possuía mandado de prisão em aberto pelo crime de estupro, cometido em 2015. Foto: captada
O Acre foi o estado da região Norte com o maior número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão em 2025, totalizando 19 pessoas libertadas. Os dados, divulgados na quarta-feira (28) pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego, colocam o estado à frente do Pará (17 resgates) e na 14ª posição no ranking nacional.
Outro indicador preocupante é o aumento de empregadores acreanos incluídos na “lista suja” do trabalho escravo, que passou de dois para três. As fiscalizações envolvendo esses contratantes identificaram 52 trabalhadores em situação irregular, evidenciando a persistência do problema no estado.
As ações foram realizadas em operações coordenadas pelo governo federal, que intensificou a fiscalização em atividades com maior histórico de violação, como agropecuária, desmatamento e carvoaria. O número reflete tanto a maior atuação dos auditores quanto a vulnerabilidade socioeconômica de parte da população local.
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Vice-governadora Mailza Assis entrega reforma da 1ª Regional da Polícia Civil em Rio Branco e reforça estrutura de atendimento especializado
A vice-governadora do Acre, Mailza Assis, realizou nesta sexta-feira, 30, a entrega oficial da reforma e adequação da estrutura física da 1ª Regional da Polícia Civil, localizada no bairro Cadeia Velha, em Rio Branco. O novo complexo passa a abrigar importantes unidades especializadas, fortalecendo o atendimento à população e ampliando a atuação da Polícia Civil na capital.

No prédio reformado passam a funcionar a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), criada durante a atual gestão do Governo do Estado, além da Delegacia de Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso (DEADI) e da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
As obras contemplaram uma reestruturação completa da unidade, incluindo a modernização da parte elétrica, pintura geral, criação de salas de atendimento ao público, cartórios, auditório, sala de investigação, banheiros acessíveis, alojamentos e a instalação de novo mobiliário. O objetivo do novo espaço é garantir um atendimento mais humanizado ao cidadão e melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública.

A execução das obras ficou sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), com investimento de R$ 518.335,32, oriundos de recursos próprios (Fonte 100). Já a Polícia Civil investiu R$ 90 mil em obras complementares e R$ 100 mil na aquisição de equipamentos e mobiliário.
Durante a solenidade, também foi realizada a entrega de quatro viaturas, drones e equipamentos destinados à Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Todos os itens foram adquiridos com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, reforçando a capacidade operacional da unidade especializada.
A vice-governadora Mailza Assis destacou que o investimento reflete o compromisso do Governo do Acre com a modernização da segurança pública e com a proteção dos grupos mais vulneráveis.

“Estamos entregando um espaço moderno, acessível e preparado para atender melhor a população acreana. Esse complexo representa o cuidado do governo com as pessoas, especialmente com crianças, adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e também com o enfrentamento aos crimes cibernéticos, que crescem a cada dia. É um investimento que valoriza o servidor e garante mais dignidade no atendimento ao cidadão”, afirmou a vice-governadora.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre ressaltou que a nova estrutura fortalece o trabalho investigativo e amplia a eficiência das delegacias especializadas. “Essa entrega representa um avanço significativo para a Polícia Civil. As novas instalações oferecem melhores condições de trabalho aos nossos policiais e um ambiente mais adequado para acolher as vítimas. Além disso, a criação da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos e o reforço da Core com viaturas e equipamentos modernos demonstram o compromisso do governo com uma polícia cada vez mais preparada, técnica e eficiente”, destacou o delegado-geral.
Com a entrega da nova 1ª Regional, o Governo do Acre reforça a política de investimentos contínuos na segurança pública, aliando infraestrutura, tecnologia e valorização profissional para garantir mais proteção à sociedade.
Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL
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Motociclista fica ferida após colisão com caminhonete no bairro Floresta, em Rio Branco
Vítima fraturou dois dedos da mão ao atingir a traseira de uma Hilux na Rua Rio de Janeiro
A motociclista Nilcineide Barbosa da Silva, de 51 anos, ficou ferida e sofreu fratura em dois dedos da mão após se envolver em um acidente de trânsito na tarde desta quinta-feira (29), na Rua Rio de Janeiro, no bairro Floresta, em Rio Branco.
Segundo informações de testemunhas, Nilcineide conduzia uma motocicleta modelo Biz, de cor vermelha, no sentido bairro–centro, quando colidiu na traseira de uma caminhonete Hilux branca que trafegava à sua frente. O veículo teria freado bruscamente em razão de outros automóveis que realizavam conversão para a Rua Carneiro Leão, o que impossibilitou a reação da motociclista a tempo de evitar o impacto.
Com a colisão, a mulher foi arremessada ao solo, sofrendo escoriações pelo corpo e fraturas em dois dedos da mão. O motorista da caminhonete permaneceu no local e acionou o Policiamento de Trânsito e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte avançado.
Após receber os primeiros atendimentos, ser imobilizada e protocolada, a vítima foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco para avaliação médica.
Uma guarnição do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar isolou a área para a realização da perícia. Concluídos os procedimentos de praxe, foi registrado o boletim de ocorrência e os veículos envolvidos foram liberados.

























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