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Bolsa Verde beneficia quase 6 mil famílias acreanas com incentivo à preservação ambiental

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Programa federal retomado em 2023 paga R$ 600 trimestrais a comunidades extrativistas; Acre tem 17 municípios contemplados, com destaque para Resex Alto Juruá

O Programa Bolsa Verde, política federal de apoio à conservação ambiental, contempla 5.941 famílias em 17 municípios do Acre. Foto: captada 

O Programa Bolsa Verde, política federal de incentivo à conservação ambiental, beneficia 5.941 famílias em 17 municípios do Acre, conforme dados atualizados até março de 2025. Criado em 2011 e retomado em 2023 após suspensão nos governos anteriores, o programa – gerido pelo Ministério do Meio Ambiente – paga R$ 600 trimestrais a comunidades que promovem a proteção de florestas em reservas extrativistas, assentamentos sustentáveis e unidades de conservação.

No Acre, a Reserva Extrativista Alto Juruá (Jordão, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Tarauacá) concentra o maior número de beneficiários: 1.760 famílias.

Outras áreas emblemáticas incluem o PDS Jamil Jeireissati em Cruzeiro do Sul (596 famílias) e a Resex Cazumbá-Iracema (386 famílias). O programa abrange ainda territórios em Brasileia, Assis Brasil, Capixaba e Xapuri, entre outros. A Floresta Nacional Santa Rosa do Purus, em Feijó, aguarda indicação do ICMBio para inclusão.

Municípios e territórios beneficiados
  • Resex Alto Juruá: 1.760 famílias (Jordão, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Tarauacá)
  • PDS Jamil Jeireissati (Cruzeiro do Sul): 596 famílias
  • Resex Cazumbá-Iracema: 386 famílias (Manoel Urbano e Sena Madureira)
  • Resex Alto Tarauacá: 247 famílias
  • PDS São Salvador (Mâncio Lima): 277 famílias
Abrangência municipal

Além dos já citados, incluem-se:

  • Brasileia
  • Assis Brasil
  • Capixaba
  • Epitaciolândia
  • Feijó
  • Rodrigues Alves
  • Rio Branco
  • Xapuri
Contexto do programa
  • Criado em 2011 e retomado em 2023 após suspensão

  • Floresta Nacional Santa Rosa do Purus (Feijó) aguarda inclusão oficial

  • Objetivo: combater desmatamento com incentivo direto a populações tradicionais

Instituído pela Lei n°12.512 de 14/10/2011, o Programa de apoio à conservação ambiental – Programa Bolsa Verde foi criado em 2011 e desativado em 2016, com a retirada de dotação orçamentária ao final daquele ano. À época, o programa pagava R$ 300,00 trimestrais por família e fazia parte do programa Brasil Sem Miséria, chegando a beneficiar cerca de 100 mil famílias em situação de extrema pobreza moradoras em reservas extrativistas, a maioria na Amazônia.

Em sua primeira fase, o Bolsa Verde (2011-2016) atendia prioritariamente as famílias em extrema pobreza em pagamentos realizados como complemento de renda para as famílias que apoiavam a conservação ambiental nos territórios definidos pelo programa.

Em sua nova versão (Decreto nº 11.635/2023), o Bolsa Verde vai realizar pagamentos trimestrais de R$ 600,00 (seiscentos reais) a famílias que vivem em Unidades de Conservação de Uso sustentável (Reservas Extrativistas, Florestas Nacionais e Reservas de Desenvolvimento Sustentável), em assentamentos ambientalmente diferenciados da Reforma Agrária (florestal, agroextrativista e de desenvolvimento sustentável) e em territórios ocupados por povos e comunidades tradicionais, como ribeirinhos, extrativistas, indígenas, quilombolas e outros.

Os beneficiários se comprometem a cuidar da região onde vivem, a utilizar os recursos naturais de forma sustentável e a preservar a floresta, além de ajudar no trabalho de monitoramento e de proteção dessas áreas. Além dos pagamentos, terão acesso a ações de assistência técnica, extensão rural socioambiental, conservação ambiental e inclusão socioprodutiva.

O Bolsa Verde se configura assim, como programa de caráter socioeconômico e ambiental, que busca unir cidadania e preservação do meio ambiente. Mais do que uma mera transferência de renda, é uma política pública fundamental na proteção dos recursos naturais, na erradicação da pobreza e no desenvolvimento sustentável do país.

A quem se destina

Podem participar do Programa Bolsa Verde famílias em situação de pobreza que desenvolvam atividades de conservação ambiental nas seguintes áreas: Florestas Nacionais, Reservas Extrativistas Federais e Reservas de Desenvolvimento Sustentável Federais; Projetos de Assentamento Florestal, Projetos de Desenvolvimento Sustentável ou Projetos de Assentamento Agroextrativista instituídos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra); e outras áreas rurais, indicadas pelo Comitê Gestor do Programa Bolsa Verde e definidas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Quem pode participar?

Para participar do Programa Bolsa Verde, a família deve ser indicada pelo órgão gestor (ICMBio e Incra) e atender às seguintes condições: se encontrar em situação de baixa renda, estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – CadÚnico e desenvolver atividades de conservação da natureza na área onde vive.

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Prêmio da Mega-Sena acumula e sobe para R$ 20 milhões; confira dezenas

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência BrasilFoto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas hoje no concurso 2958 da Mega-Sena.

O que aconteceu

Os números sorteados foram 07 – 09 – 14 – 35 – 42 – 49.

186 apostas acertaram cinco dezenas e ganharam R$ 8.982,02 cada.

Houve 6.825 jogos vencedores com quatro números; cada um deles leva R$ 403,49.

O próximo concurso será realizado na terça-feira, com prêmio estimado de R$ 20 milhões.

Como faço para participar do próximo sorteio da Mega-Sena?

Você precisa fazer uma aposta de seis a 20 números nas lotéricas credenciais pela Caixa, ou no site especial de loterias do banco. Participam do próximo concurso todas as apostas registradas até 20h do dia do sorteio.

Quanto custa apostar na Mega-Sena?

Depende de quantos números você pretende colocar no jogo. A aposta mínima custa R$ 6, e você tem direito de escolher seis dezenas de 1 a 60. Se quiser colocar um número a mais para aumentar as chances de acerto, o preço do jogo sobe para R$ 42.

 

Fonte: UOL

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Falta de orientação causa confusão no primeiro dia do vestibular de Medicina da Ufac

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Candidatos relataram dificuldade para localizar blocos de prova e apontaram falhas na sinalização e no apoio no campus

Foto: Witalo Lima/Cedida

Candidatos que participaram do primeiro dia de provas do vestibular de Medicina da Universidade Federal do Acre (Ufac), neste domingo (11), relataram dificuldades para localizar os blocos onde os exames foram aplicados no campus de Rio Branco. A situação gerou correria e apreensão, principalmente entre candidatos que não conhecem a universidade.

Ao longo da manhã, foi possível observar estudantes circulando pelo campus sem saber exatamente para onde se dirigir. Muitos eram de outros estados ou não residem na capital acreana e estavam entrando pela primeira vez na Ufac, o que aumentou a dificuldade de orientação.

Segundo relatos, no principal ponto de acesso ao campus havia poucos servidores para orientar os candidatos, o que contribuiu para a desorganização. O trânsito intenso e a grande circulação de veículos também dificultaram o deslocamento, sobretudo para quem precisou acessar o local a pé.

A situação teria sido agravada pelo fato de alguns aplicadores e integrantes da equipe responsável pela prova não conhecerem bem o campus, resultando em orientações desencontradas. Houve casos de candidatos que foram direcionados a mais de um bloco antes de encontrarem o local correto de realização do exame.

A falta de sinalização clara e de pessoal suficiente foi outro ponto criticado pelos participantes. Um dos relatos aponta que uma candidata só conseguiu chegar ao bloco correto após ajuda externa. “Minha esposa só conseguiu chegar ao bloco certo porque eu entrei dentro da Ufac de carro e rodei os blocos até encontrar um funcionário para informar onde era o local da prova; se não, ela tinha perdido”, afirmou.

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Entrevista de Márcio Bittar gera crise no PL ao omitir apoio a Tião Bocalom para governador

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Senador afirmou que prioridade é sua reeleição e não mencionou prefeito como candidato do partido; Bocalom reage e diz que vai concorrer “independente do cenário”

Senador afirmou que prioridade é sua reeleição e não mencionou prefeito como candidato do partido; Bocalom reage e diz que vai concorrer “independente do cenário”. Foto: captada 

Uma entrevista do senador Márcio Bittar (PL) ao programa GAZETA ENTREVISTA, na TV Gazeta, gerou mal-estar político no Acre ao omitir qualquer menção ao prefeito Tião Bocalom (PL) como candidato ao governo do estado em 2026. Bittar afirmou que sua prioridade é a reeleição ao Senado e destacou não ter problemas com os pré-candidatos Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos), sem referir-se a Bocalom.

A omissão foi rapidamente rebatida por secretários municipais de Rio Branco, que afirmaram ao Blog do Crica que Bocalom não é apenas candidato, mas “candidatíssimo” ao Palácio Rio Branco, independentemente do cenário. Em resposta, o prefeito reafirmou sua disposição: “Meu respeitado amigo Luís, eu já disse ao Márcio que vou colocar meu nome. Eu tenho uma história”.

A tensão expõe uma segunda crise pública entre Bittar e Bocalom — a primeira ocorreu quando o senador chamou Alan Rick de “governador de férias”. Analistas locais avaliam que, para evitar desgaste eleitoral, os dois precisarão “se afinar” nos próximos meses.

Reação imediata:
  • Secretários municipais saíram em defesa de Bocalom, reforçando que ele é candidato ao governo “independente do cenário”;

  • Tião Bocalom respondeu ao Blog do Luís: “Eu já disse ao Márcio que vou colocar meu nome. Eu tenho uma história”;

  • O episódio é a segunda crise pública entre os dois: a primeira ocorreu quando Bittar chamou Alan Rick de “governador de férias”.

Análise do discurso:

A omissão de Bittar foi interpretada em bastidores como um sinal de desalinhamento ou até de preferência velada por outros nomes ao governo. O senador pode estar protegendo sua própria reeleição, evitando atrelá-la a uma candidatura majoritária que considere arriscada ou divisiva.

O PL é a principal base de Bocalom, mas Bittar – figura nacional do partido – tem influência decisiva sobre as estratégias estaduais. A falta de sintonia ameaça a unidade da legenda em um ano eleitoral crucial.

A tendência é que Bittar e Bocalom tenham que se reunir para acertar discursos e definir se o PL lançará candidatura própria ou apoiará Mailza Assis – hipótese que ganha força com a omissão do senador.

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