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Aprovação do governo de Gladson Cameli é de 84,57% em todo o estado, levantamento do Instituto Data Control
Surfando em uma onda de popularidade que impressiona até os mais ferrenhos adversários

A Tribuna
O governador Gladson Cameli está batendo todos os recordes de aprovação popular no Acre.
Levantamento do Instituto Data Control, fechado em todo o estado, aponta que em agosto, o governo Gladson Cameli alcançou 84,57% de aprovação, contra 3,42% de desaprovação.
Nessa pesquisa, o governo do estado é avaliado por 37% dos eleitores como ótimo, por 48,57% como bom, por 9,43% como regular, por 1,71% como ruim, mesmo percentual que avalia como péssimo e diante de 2,57% que não opinaram.
Esta análise mostra aprovação total de 84,57% para Gladson Cameli ao completar um ano e meio de governo.
O desempenho do governador durante a pandemia colaborou para esses índices.
Os setores mais bem avaliados do governo são Educação e Saúde. A pesquisa foi feita pelo Instituto Data Control e não precisa estar registrada.
A divulgação desses dados não encontra restrição, por não se enquadrar nas limitaçõesda lei eleitoral, que este ano está limitada às eleições municipais, o que não é o caso desses números.
Um ano e meio de governo: resumo das realizações
O governador Gladson Cameli completa um ano e meio de administração, ou 600 dias em uma data mais destacada, com muitas realizações para mostrar e ostentando um índice de popularidade invejável, segundo as últimas pesquisas.
Mas na campanha publicitária que apresentou o balanço parcial desse período de governo, Gladson Cameli destacou que, tão importante quanto os números e às obras são os benefícios que a administração levou para a vida das pessoas.
Dentro desta visão, o governo resumiu, em várias peças publicitárias, alguns dos principais feitos durante este período inicial , em que precisou enfrentar também a gravidade da pandemia do COVID-19, período que reforçou a aprovação do governo junto à população.
É claro que o governo pode ser dividido em duas fases distintas: o antes e o durante e a pandemia. Em um Balanço prévio das ações realizadas pelo governo destacam-se as áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública. Eis algumas das principais ações, por área.
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EDUCAÇÃO
- Distribuição de uniformes para todas os estudantes, em todos os municípios.
- Reforma e reestruturação dos prédios escolares, também em todos os municípios. Oferecimento de 2 duas efeições diárias na merenda escolar para todos os estudantes em todas as escolas
- Montagem, execução e transmissão do Programa Escola em Casa para atender os estudantes do ensino fundamental e médio, com educação à distância durante a pandemia.
- Entrega de equipamentos de informática para setores administrativos de escolas em todas as diretorias de ensino.
- Entrega de equipamentos e instrumentos para as fanfarras escolares.
- Compra de mais de 100 ônibus escolares que já começaram a ser distribuídos para as escolas estaduais em todos os municípios, especialmente para escolas rurais e municípios mais isolados.
- Estudos para a adequação curricular no ensino médio e para melhoria no ensino fundamental, visando elevar os índices do estado nas avaliações nacionais.
SAÚDE
- E entrega da expansão do Hospital de Urgências – Pronto Socorro de Rio Branco, que estava parada há décadas.
- Entrega de parte das instalações do INTO – Instituto de Traumatologia e Ortopedia.
- Construção de 2 hospitais de campanha em tempo recorde, de menos de 40 dias para tratamento das vítimas do COVID-19, com cem leitos cada nas enfermdo estoque da dívida.
- Construção e entrega demais UTIs do que o total dos últimos 20 anos.
- Reforço no atendimento em todos os municípios.
- Criação do comitê contra o COVID-19 e adequação dos procedimentos de isolamento social e combate à pandemia, de acordo com as recomendações dos especialistas.
INFRAESTRUTURA
- Investimento de mais de R$ 16 milhões em obras de ramais, em convênios com todas as prefeituras.
- Encaminhamento, aguardando finalização de licitação, do projeto de utilização de mais de R$ 90 milhões para obras de recuperação de ramais.
- Encaminhamento de projeto de construção do anel viário de Epitaciolândia e Brasileia, incluindo a obra da ponte Internacional.
- Implementação do programa Força Máxima, junto com a prefeitura de Rio Branco e outras prefeituras para obras em parceria.
PRODUÇÃO
- Implantação das medidas necessárias para emissão rápida e sem burocracia de laudos e autorizações que auxiliem e agilizem o processo produtivo e os investimentos no campo.
- Conquista da certificação do Acre como área livre de febre aftosa sem vacinação.
- Encontros com empresários e técnicos para fomento da produção de grãos e outras culturas do Estado.
SEGURANÇA PÚBLICA
- Investimento em equipamentos e formação para as polícias civis e militares.
- Contratação de mais policiais civis e militares, dentro das possibilidades legais.
- Diminuição geral dos índices de violência na capital, ampliando a sensação de segurança.
- Entrega novas viaturas para as polícias Civil e Militar em todo o Estado.
- Compra e entrega de armamento especializado para as polícias e novo sistema integrado de comunicação.
ASSISTÊNCIA SOCIAL
- Entrega de mais de 40 mil cestas básicas durante a pandemia.
ADMINISTRAÇÃO
- Pagamento de quase R$ 300 milhões em dívidas deixadas por governos passados.
- Adiantamento de metade do 13º salário.
- Manutenção sem interrupção do pagamento em dia dos salários do funcionalismo, mesmo com as dificuldades geradas pela pandemia.
- Contratação de novos servidores aprovados em concurso público.
- Processo de renegociação da dívida do estado e da ampliação de prazos de pagamento, com redução do estoque da dívida.
No balanço dos 600 dias, Gladson diz que é “candidatíssimo” à reeleição e promete R$ 2 bi em obras
Governador Gladson Cameli chega aos 600 dias de governo com algumas certezas e comprovações. Surfando em uma onda de popularidade que impressiona até os mais ferrenhos adversários, montou uma estrutura de governo que se firma em princípios como democracia, liberdade, austeridade, ética e compromisso.
Nesses 600 dias de governo, atravessados pela pandemia que derruba tantas administrações, mas que o fortaleceu, Gladson Cameli prova que é possível crescer na crise, firmar realizações, estando ao lado da população e da ciência. Explica que foi nessas duras circunstâncias que se aproximou da prefeita Socorro Neri, com quem mantinha, até então, um relacionamento distante e encontrou semelhanças de posturas que o fizeram apoiá-la, contra todas as pressões, para a reeleição à prefeitura. E justifica dizendo que o grupo e os partidos que estiveram juntos em sua eleição, não se preocuparam em buscar a unidade, antes de fazer cobranças a ele e que cada um tem seu projeto próprio que prescinde de sua aprovação e participação.
O governador, ao listar as realizações de seu governo afirma que é candidatíssimo à reeleição em 2022 e, pelos números que exibe, essa é uma possibilidade que pode se confirmar com mais uma vitória. Eis a entrevista que Gladson Cameli deu por ocasião dos 600 dias de governo.

A TRIBUNA – Que balanço o senhor faz desse período de 600 dias de administração, em que o senhor é unanimemente reconhecido como um governante com alta aprovação? Qual o segredo dessa aprovação?
Governador Gladson Cameli – Humildade, encarar os problemas de frente. Procurar e ser o mais transparente e pé no chão, sempre preparando e visando o futuro, porque o governante tem que trabalhar com a expectativa positiva, com a vontade de querer fazer, com a esperança de que vai dar certo. Mas quando isso envolve a parte econômica, você tem que sempre estar com os dois pés no chão. Mas é esse no segredo, insistir, fazer, encarar e procurar não mentir, falar a verdade da situação e mostrar a realidade, com transparência.
Eu fiz uma opção, que foi cuidar do estado. Cuidar das pessoas. Eu estou cuidando do estado e das pessoas. E quem optou pela politica, que face. A partir do momento que eu não vejo um compromisso de unidade, não há conflito em escolher minha opção. Porque nenhum desses partidos e lideranças tem um discurso de dizer que não uniu por minha causa.
A TRIBUNA – Pesquisas indicariam que os setores degoverno mais bem avaliados em sua gestão seriam saúde e Educação. Como senhor vê essa posição?
Gladson Cameli – Representa o reconhecimento de nosso esforço, ainda que haja muito o que fazer. Cada gestor ajudou e facilitou também o nosso caminho. Representa também o apoio da equipe, dos dois secretários, tanto o Mauro quanto o Alysson, têm uma habilidade de comunicação muito grande, de diálogo com sua equipe. Porque você sabe que o comando do Estado é sempre um esforço coletivo de uma equipe bem centrada e bem organizada, mesmo sabendo das dificuldades, sabendo de atender as necessidades política. Saber que recurso, dinheiro, tem, como eu falo. O que precisa é de boa vontade. Isso, os dois secretários tiveram. A prova disso é que, na Saúde, construímos dois hospitais em 37 dias.
A TRIBUNA – O senhor é um dos governadores que teve grande aumento de aprovação em plena pandemia, mesmo adotando procedimentos duros de distanciamento social. A que o senhor atribui isso?
Gladson Cameli – A Deus. Porque através dele conquistamos a sabedoria de saber agir. Faz pouco tempo que estou sentado na cadeira do executivo. Deus me deu uma família que me dá uma base sólida e tenho enfrentado dissabores nessa situação. Perdi minha avó Marieta, há menos de um ano perdi meu tio Chiquinho. Meu pai adoeceu.
Aí veio a pandemia. Isso tudo em sequência e eu tive que ter foco. Chamei todo o Estado e determinei que as pessoas se comprometessem em fazer o que tinha que ser feito, que a prioridade era e é a saúde. Que a gente precisava dar uma resposta para evitar o maior número de mortes. E a população contribuiu muito.
Foi uma comunicação eficiente entre o governo e as pessoas. A prefeitura nos ajudou muito. A prefeita Socorro Neri, nos Ajudou com sua equipe, incansavelmente.
A TRIBUNA – Apesar de ser bem avaliado na gestão, o senhor vem acumulando conflitos na área política, primeiro com o Progressistas, depois com outros partidos que deram sustentação a sua eleição, por último com seu vice-governador.
Gladson Cameli – Eu vou cuidar da capital. Já está decidido. Batido o martelo. Esse apoio não veio por causa de partido. Não veio por pressão política. Não! Foi uma convivência que eu e a prefeita tivemos. Nosso relacionamento era muito distante e, com a chegada da pandemia, em uma conversa informal foi quanto começou, e eu nunca esqueço isso. Nunca falei isso para ninguém, estou falando para você. Nós decidimos cuidar das pessoas. Cuidar e tentar evitar um mal maior para a nossa população. E reunimos as equipes e dissemos: aqui não tem Gladson e não tem Socorro. Aqui a nossa prioridade é salvar vidas. E desses nossos passos e da nossa comunicação, de tudo, começamos a ampliar para as outras áreas. Aí vamos falar de infraestrutura, vamos falar de ramais, vamos falar em melhorias em alguns pontos da cidade. Aonde a própria prefeitura tem uma estrutura muito organizada, não somente na máquina administrativa, mas também a própria Emurb tem uma estrutura grande.
E começamos a fazer essas parcerias, que estão dando certo. E aí ela me disse em determinado momento que talvez não seria candidata porque não estava disposta fazer acordos espúrios e aquilo ficou na minha cabeça. E aí me coloquei no lugar dela. Vivenciando o que eu vivo. O que eu passei e posso passar daqui há dois anos. Aí eu disse: é com ela mesmo. O sangue bateu. E aí amigo, estamos juntos.
Eu não vou subestimar uma professora universitária, uma mãe, uma mulher determinada, que reorganizou uma máquina administrativa, diminuiu gastos. Tudo fez e fez o dever de casa da mesma política que eu venho fazendo. Sanou as contas. Vai concluir o shopping popular. com 70% da obra do shopping. Não administrou, mas vai concluir. Como eu fiz em muitas obras aí. Então tem tudo a ver. Então, foi visando as pessoas, o melhor para Rio Branco que eu decidi apoiá-la. Vou apoiar de coração porque eu confio, acredito e quero.
A TRIBUNA – A pandemia trouxe graves problemas econômicos e refletiu nas questões financeiras e orçamentárias. Mesmo assim, o senhor aposta em grandes obras no Estado. Quais são seus objetivos de obras e ações até o fim do atual mandato?
Gladson Cameli – De infraestrutura, eu estou contando para esse ano, colocando sempre o administrativo licitado, com ordem de serviço quase R$ 2 bilhões para investimentos, para operações de crédito, emendas parlamentares e projetos oriundos de recursos federais. A TRIBUNA – A pandemia trouxe graves problemas econômicos e refletiu nas questões financeiras e orçamentárias. Mesmo assim, o senhor aposta em grandes obras no Estado. Quais são seus objetivos de obras e ações até o fim do atual mandato?
Aí eu estou falando saúde, educação e infraestrutura. Restauração das nossas rodovias estaduais, equipamentos para o Deracre, que estão chegando já. Anel viário Rio Branco/Cruzeiro do Sul. Pista dos municípios isolados. Viadutos, em parceria com a prefeitura de Rio Branco. Por exemplo, na avenida Ceará, na Corrente, que nós vamos lançar em breve. Fora isso, outras ações, como saneamento e habitação. Quero lançar um programa de duas mil unidades habitacionais ainda esse ano, na faixa 2, onde o governo vai fazer para os funcionários públicos que não têm casa própria. Com toda infraestrutura pronta, em um modelo de prédio de três andares.
A TRIBUNA – Com relação à vida da população, existe um pensamento seu na área do melhoramento do IDH no Estado?
Gladson Cameli – Sim. Nosso déficit é alto. Porque é preciso compromisso, vontade de querer fazer. A verdade é essa. Estamos pagando salário em dia. Estamos dando gratificações. Várias pessoas fizeram concurso público que não estão sendo chamados porque estamos acima do limite. E má administração minha? Não. Mas eu não vou ficar jogando a culpa para governos passados, embora isso venha de uma série de problemas passados. Mas se você pegar a conta, só do governo de 2018 e de 2019, eu já paguei quase R$ 300 milhões de reais de contas. Isso é debitado no meu ajuste fiscal. por isso que o limite ultrapassa.
Eu fiz uma economia, um corte de gastos, mas a minha esperança, estou indo com o Paulo Guedes essa semana para para tratarmos da parte econômica do Estado e também para ver se eu volto a colocar o Estado dentro do limite de gastos da LRF.
Para melhorar os índices do Estado no IDH, eu estou apostando muito na reforma administrativa precisará sair, porque senão não tem condições. E aqui eu estou sendo sincero também em dizer que até nomeações, chamamentos que eu tinha me comprometido, eu estou dando uma pausa, porque eu não posso comprometer a folha de pagamento. Mesmo tendo antecipado 50% do décimo terceiro salário, mas é com essa cautela que a gente vai seguir em frente.
“Sou candidatíssimos. Se eu for candidato a alguma coisa, serei candidato à reeleição de governador. Não planejo a ser candidato a senador, a deputado. Sou candidato à reeleição”.
A TRIBUNA – Uma discussão recorrente é se o senhor será candidato à reeleição em 2022? O senhor já se decidiu?
Gladson Cameli – Sou candidatíssimo. Agora, o futuro a Deus pertence. Se ele não quiser… Mas eu sou candidatíssimo. Se eu for candidato a alguma coisa, serei candidato à reeleição de governador. Não planejo a ser candidato a senador, a deputado. Sou candidato à reeleição. E ainda explico: é preciso vencer algumas deficiências do estado e quero trabalhar nisso. Formar quadros para buscar recursos, montar uma equipe capacitada para elaborar bons projetos.
Quem é que vai dizer para mim que eu não fiz a minha primeira bandeira que foi o agronegócio? Foi cumprida a minha promessa. Eu vou dar aqui dos dados para você. Eu não prometi dar dinheiro pra ninguém. Eu prometi diminuir a burocracia. Isso foi feito. Eu tenho relatos. Eu tenho estudos. O que eram dois, três anos para uma decisão, uma autorização, caiu para dois me sesn o máximo. Respeitando o novo código florestal brasileiro.
Na recuperação de ramais, estamos fazendo o que podemos. Mas está em processo licitatório, só em um lote de ramais foram 22 empresas participando. Olha como é que está o mercado da construção civil aqui. E aí uma empresa embargando outra e, por isso que o processo está demorando. Mas aqueles R$ 100 milhões, R$ 90 e poucos milhões estão nesse processo. As máquinas que eu falei, estão chegando.
Eu estou padronizando as máquinas novas e existentes, para que não aconteça como aconteceu em alguns momentos de máquinas estarem sumidas. Agora, podem até levar, mas elas vão estar identificadas com as cores do Estado. Padronizadas. Então, agronegócio está sendo apoiado.
E o principal, Estado está livre da aftosa sem vacina. E temos indicações de que ainda este ano conseguimos liberar de uma vez por todas a exportação da carne para o Peru.
A TRIBUNA – Há algum indicativo e encaminhamento da vacina da Covid-19? Quando o Acre vai entrar na fila?
Gladson Cameli – Essa foi a minha grande preocupação, de evitar a politização disso aí. E eu tive medo de que algum estado fosse beneficiado primeiro do que nós. Então aonde teve sinais de possibilidade de vacinas, seja da Rússia, China, Grã-Bretanha, EUA, que estavam fabricando,eu me antecipei e procurei me informar com o Ministério da Saúde como é que vão ser os critérios de distribuição.
Vai ser igualitário para os estados. Eles vão mandar. Do posto de origem, vamos imaginar que seja São Paulo, a uma cidade de cada região. No Norte foi Manaus e distribui para as capitais. O cargueiro leva e Manaus vai ser o centro para distribuir para as outras capitais do Norte. E eu disse que, nosso caso, se eu puder, eu pego em São Paulo. Eu não quero perder tempo. Eu já até me preparei para me mobilizar, para eu saber qual é o tipo de transporte necessário. Se precisa vir na câmara frigorífica. Porque eu vou trazer de avião. Qual é a conta que eu faço? Eu não posso perder dinheiro. Em um dia quantas pessoas você pode vacinar? Eu trabalho com isso. E aqui em Rio Branco, chegando, eu já quero deixar tudo pronto para distribuir no mesmo dia para as unidades das regionais. É um serviço de logística.
Eu vou copiar o que o governo federal está fazendo. Se o governo federal estipulou uma capital de cada região, farei o mesmo com relação aos municípios. Chegando a vacina em Rio Branco, eu vou, por exemplo, enviar para o Juruá, Cruzeiro do Sul, e aí, para os municípios ao redor, aí vai. Um por um. A Anvisa precisa autorizar.
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Símbolo da transição de um território provisório para um Acre definitivo, Palácio Rio Branco é entregue após a recuperação do espaço e ampliação da acessibilidade
Um dos símbolos mais imponentes e históricos do Acre passou por um amplo processo de recuperação, com o objetivo de preservar o patrimônio cultural do estado, modernizar a estrutura do prédio e valorizar as praças que compõem o entorno do Palácio Rio Branco. A obra foi entregue na manhã desta sexta-feira, 20, com a presença do governador Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Assis.
Com investimento superior a R$ 3,8 milhões, provenientes de emendas parlamentares da vice-governadora Mailza Assis, ainda no período em que era senadora, a intervenção buscou aprimorar a funcionalidade do espaço para servidores e visitantes, garantindo melhores condições de uso do prédio público e fortalecendo seu valor cultural e turístico, já que o Palácio é um dos principais cartões-postais do Acre.

Rampas garantem mais acessibilidade ao Palácio e reforça compromisso do governo com a pauta. Foto: Diego Gurgel/Secom
Também passaram por recuperação as praças que ficam no entorno do Palácio Rio Branco, Eurico Gaspar Dutra e a dos Seringueiros, ambas localizadas entre a Avenida Getúlio Vargas e a Rua Arlindo Porto Leal. O espaço agora conta com rampas de acesso, garantindo maior acessibilidade, além da retomada do elevador e climatização das salas do Museu.
Símbolo da democracia
Ao relembrar que o local estava desativado em 2019, quando assumiu seu primeiro mandato como governador, Gladson Camelí destacou que se sente emocionado por poder contribuir para a conservação de um espaço que não é apenas a sede do Poder Executivo, mas também preserva a história de lutas e liberdade do povo acreano.
“Em meu coração, decidi que retomaria a agenda governamental deste lugar como forma de resgatar um dos patrimônios públicos mais importantes para o povo acreano. Deixo escritas aqui, no Palácio Rio Branco, algumas das páginas mais importantes da minha história como homem público e cidadão acreano. Considero a recuperação deste lugar um legado que ficará para a posteridade, onde outros governadores e governadoras poderão trabalhar em benefício da nossa população.”

Palácio Rio Branco faz parte da memória afetiva dos acreanos, destaca o governador. Foto: Diego Gurgel/Secom
No ato, o governador agradeceu pelos recursos empregados e pela dedicação de cada servidor público que faz parte da engrenagem que mantém o Estado funcionando. Para finalizar, disse esperar que os governantes reconheçam e preservem um local tão importante para a história do Acre.
“O Palácio Rio Branco pertence ao nosso povo. Que este lugar, agora restaurado, siga sempre como um símbolo de democracia, progresso e soberania do povo acreano”, frisou.
Marco histórico
Ítalo Facundes, chefe do Departamento do Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour (FEM), diz que o Palácio Rio Branco tem um papel político-administrativo na história do estado do Acre no século 20.
“Essa estrutura representou o esforço de Hugo Carneiro para inserir o Acre na modernidade brasileira, rompendo com a arquitetura de madeira e estabelecendo uma sede de alvenaria que resistisse ao tempo. Foi a casa onde se consolidou a identidade política do estado”, destacou.
Ao longo dos últimos 100 anos, as revitalizações e reformas realizadas no Palácio Rio Branco seguiram o princípio da baixa intervenção, preservando ao máximo o projeto original. Assim, elementos históricos foram restaurados, como os pisos de taco e os lustres do segundo pavimento, enquanto novas inserções foram feitas de forma claramente identificável, a exemplo do piso de granito no térreo e do mosaico indígena instalado no pátio.
Além da recuperação estrutural, o prédio passou por um processo de democratização do acesso, com a instalação de rampas e elevadores, e recebeu um novo sistema de iluminação contemporânea, pensado para valorizar sua volumetria e reforçar a importância arquitetônica e simbólica do edifício.

Foi decisão do governador retomar a presença do governador e vice no Palácio Branco. Foto: Diego Gurgel/Secom
Mais acesso
A historiadora do Museu do Palácio Rio Branco, Vitória Souza, destacou a importância das recentes reformas realizadas no prédio. Segundo ela, a acessibilidade foi uma das maiores conquistas: “Antigamente tínhamos dificuldades em receber cadeirantes e crianças em visitas ao Palácio. Hoje, graças às melhorias, conseguimos proporcionar uma experiência completa a todos os visitantes”, afirmou.
Vitória também ressaltou o ambiente de convivência criado entre os profissionais que atuam no espaço. “O Palácio é um lugar de troca e integração. Passamos grande parte do nosso tempo juntos, o que fortalece nossas relações. Me sinto realizada em trabalhar aqui, preservando a história e vivendo esse convívio tão especial”, concluiu.
Justiça social e cuidado com a história
A obra no Palácio Rio Branco contou com recursos destinados pela vice-governadora e atual secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, por meio de emenda parlamentar quando ainda exercia o mandato de senadora.
Entre as melhorias realizadas estão a instalação de rampas de acesso, garantindo maior acessibilidade ao espaço, a retomada do funcionamento do elevador e a climatização das salas do museu que funciona no local.
Durante a solenidade, Mailza destacou o compromisso de preservar a memória e a identidade cultural do estado.
“Aqui fica a memória de todas as crianças. A nossa história vai permanecer neste espaço. É o compromisso de reforço da nossa cultura e da valorização da nossa história, e é assim que vamos trabalhar durante todo o mandato”, afirmou.
Ela também ressaltou que a revitalização do Palácio faz parte de um conjunto de ações voltadas para a cultura, incluindo a recuperação da Biblioteca Pública, do Teatro Municipal e outros equipamentos culturais. “Nenhuma obra pode ser pensada sem inclusão. A acessibilidade é parte fundamental da justiça social e da garantia de direitos”, completou.
Direito de ir e vir
O presidente do Centro de Apoio as Pessoas com Deficiência Física do Acre (Capedac), Edvânio Silva, destacou a importância das melhorias realizadas no Palácio. Para ele, a revitalização representa um avanço significativo na inclusão social e cultural.
Edvânio relembrou que, anos atrás, um grupo de associados, em sua maioria cadeirantes, não conseguiu visitar o espaço devido à falta de acessibilidade.
“Infelizmente, quando chegamos na porta, recebemos a notícia de que não havia acessibilidade nas salas, nem no elevador. Tivemos que voltar dali mesmo. Hoje é diferente: vou combinar com eles para que todos venham conhecer a história bonita que esse prédio guarda”, afirmou.
Ele ressaltou que intervenções como essa garantem o direito de acesso a espaços públicos e históricos.
“Normalmente, a pessoa cadeirante enfrenta essa dificuldade e isso nos entristece, porque é um direito barrado: o direito de ir e vir, de participar da sociedade. Quando o governo pauta a acessibilidade, isso é muito bom. O governador Gladson Camelí e a vice-governadora Mailza Assis estão de parabéns, junto com a equipe, por fazer esse projeto dar certo”, concluiu.
Preservação da estrutura e da história
O secretário de Estado de Obras, Ítalo Lopes, ressaltou a relevância da intervenção realizada no Palácio, considerado por ele o prédio mais importante da história do Acre.
A obra garantiu melhorias estruturais e de acessibilidade, preservando a memória e a identidade cultural do estado.

Mailza também ressaltou que a revitalização do Palácio faz parte de um conjunto de ações voltadas para a cultura. Foto: Neto Lucena/Secom
“Recuperamos o Palácio, tornando-o mais acessível e seguro para que a população possa utilizar. Foi feita a troca da parte elétrica, climatização e outras adequações, tudo isso sem desconstruir nada da história. Preservamos o patrimônio e, ao mesmo tempo, ampliamos o acesso”, afirmou.
Lopes destacou, ainda,, que a revitalização integra uma política do governo Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Assis voltada para a recuperação de espaços culturais e históricos. “É um trabalho sensacional, muito gratificante para nós servidores da Seop, e é apenas mais uma de muitas entregas nesse sentido”, disse.

Foram R$ 3,8 milhões investidos na melhoria estrutural do Palácio Rio Branco. Foto: Diego Gurgel/Secom
Além do Palácio, o secretário lembrou das intervenções realizadas nas praças do entorno, como a recuperação das placas, da fonte e do espelho d’água, que contribuem para a valorização do centro histórico de Rio Branco.
“Essas ações mostram o cuidado com o espaço e se integram muito bem ao cenário urbano. A revitalização do Palácio fortalece inclusive parcerias com a iniciativa privada, que ajudam a revitalizar o centro da cidade e disponibilizar mais conforto e cultura para a população acreana”, concluiu.
História
O presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, destacou que a entrega do Palácio revitalizado representa um marco na história do Acre. Kinpara aproveitou para agradecer à vice-governadora Mailza Assis, que destinou recursos por meio de emenda parlamentar de quando ainda era senadora.

A obra no Palácio Rio Branco contou com recursos destinados pela vice-governadora e atual secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis, por meio de emenda parlamentar de quando ainda exercia o mandato de senadora. Foto: Neto Lucena/Secom
“Graças a essa iniciativa, conseguimos revitalizar não apenas o Palácio, mas também a Biblioteca da Floresta, que será entregue em breve, e o Teatro Palácio de Castro. Isso demonstra o compromisso com a cultura”, afirmou.
Segundo ele, o Palácio é mais do que uma construção: é símbolo da luta e da independência do povo acreano.
“Quando cuidamos desses espaços, demonstramos respeito, carinho e admiração pela nossa história, pela nossa cultura e pela nossa identidade. O próprio prédio já é um espaço cultural, com salas que contam a trajetória dos povos originários e dos seringueiros”, destacou.

Tombado desde 2005, intervenção mantém estrutura e preserva o patrimônio do estado. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom
Resgate
O governador Gladson Camelí ressaltou a importância histórica do prédio e explicou sua decisão de manter o gabinete no espaço. Segundo ele, o Palácio representa não apenas a sede administrativa, mas também um símbolo da presença do governo junto à população.
“Despacho a maioria das vezes aqui no Palácio. Escolhi este espaço porque, nos estudos técnicos realizados no início da gestão, foi identificado um sentimento da população de ausência da figura do governador. Então, decidi permanecer aqui, em Rio Branco, para reforçar essa proximidade e atender esse desejo”, afirmou.
Camelí destacou ainda que a revitalização devolve ao Palácio condições adequadas de funcionamento, preservando sua estrutura histórica e garantindo acessibilidade.
“O prédio é parte da memória do Acre e precisava ser cuidado. Agora, além de mais seguro e acessível, volta a ser um espaço vivo da nossa história e da nossa gestão”, completou.

Palácio Rio Branco é um dos principais cartões-postais do estado, com arquitetura grega. Foto: Diego Gurgel/Secom
Traço cultural
Em sua origem, segundo Ítalo Facundes, chefe do Departamento do Patrimônio Histórico da Fundação Elias Mansour (FEM), o Palácio Rio Branco não foi concebido para refletir a cultura local, mas para superá-la. Como exemplar da arquitetura eclética com forte influência Art Déco, o edifício nasceu com a missão de funcionar como um “farol de civilidade” às margens do Rio Acre.
“Com o passar das décadas, porém, a compreensão sobre o que constitui o patrimônio acreano amadureceu. Se inicialmente o foco era alinhar o estado aos padrões arquitetônicos globais, as revitalizações mais recentes, especialmente a partir de 1999, buscaram corrigir esse distanciamento, trazendo a identidade cultural e histórica da região para o centro do projeto”, destaca.

Vice-governadora destaca importância do Palácio Rio Branco para identidade do estado. Foto: Neto Lucena/Secom
Ela explica que a ideia era clara: o Palácio só seria verdadeiramente representativo se dialogasse com as mãos que o ergueram e com os povos que já habitavam a região. Ela acrescenta ainda que essa mudança de perspectiva se consolidou com intervenções que aproximaram o erudito do ancestral.
“O exemplo mais emblemático é o mosaico instalado no pátio interno, composto por desenhos geométricos inspirados em grafismos indígenas regionais. Ausente do projeto original de 1930, o elemento tornou-se fundamental para ‘acreanizar’ o prédio. Ao integrar referências étnicas à estrutura de mármore e alvenaria, a restauração uniu o modernismo da fachada às raízes amazônicas, transformando o Palácio em um monumento que celebra, ao mesmo tempo, o passado administrativo do Acre e sua herança cultural.”

Recuperação de espaços históricos tem objetivo de chamar mais o público para conhecer o Acre. Foto: Diego Gurgel/Secom
Construção e tombamento
Localizado no coração da capital acreana, o Palácio Rio Branco é um dos maiores símbolos do poder político e da autonomia do Acre, além de ser um cartão-postal que atrai turistas e pesquisadores interessados no rico passado da região.
A ideia de construir o Palácio Rio Branco surgiu no início do século XX, em um período de profundas transformações na região. À época, o governo do Território Federal do Acre funcionava em um grande casarão de madeira, situado no mesmo local onde hoje está o palácio. Embora funcional, o casarão já não atendia às necessidades administrativas e apresentava sinais de desgaste, evidenciando a urgência de um novo prédio que representasse a crescente importância política e social do território.
O projeto arquitetônico do Palácio Rio Branco foi concebido pelo arquiteto alemão Gustav Massler, que incorporou influências do estilo eclético e do movimento Art Déco — tendências que marcavam a arquitetura dos grandes centros urbanos do Brasil e do mundo naquele período. A construção previa um edifício imponente, com elementos sofisticados, como escadas de mármore de Carrara, pisos de parquet feitos com madeira de lei do Pará e tetos ornamentados em estuque. Essa visão ambiciosa refletia não apenas o desejo de modernizar a sede do governo, mas também de posicionar o Acre como uma região de destaque no cenário nacional.
Em 15 de junho de 1929, sob o governo de Hugo Carneiro, foi lançada a Pedra Fundamental do Palácio Rio Branco. A construção, no entanto, enfrentou diversos desafios ao longo dos anos, incluindo limitações financeiras e mudanças de governo. Apenas um ano depois, em 15 de junho de 1930, parte do prédio foi inaugurada, permitindo que começasse a ser utilizado, mesmo sem apresentar todo o requinte originalmente planejado.

A ideia de construir o Palácio Rio Branco surgiu no início do século XX, em um período de profundas transformações na região. Foto: Neto Lucena/Secom
O Palácio Rio Branco permaneceu inacabado por quase duas décadas. Durante esse período, vários governadores se sucederam no comando do Território Federal do Acre, mas nenhum conseguiu concluir as obras. Somente no governo de Guiomard Santos, iniciado em 1946, a construção foi retomada com vigor.
Guiomard Santos, conhecido por seu espírito empreendedor, deu início a uma importante fase de urbanização em Rio Branco e em outras cidades do território. Além de finalizar o Palácio Rio Branco, promoveu a reforma da Praça Eurico Dutra, situada em frente ao edifício, incluindo a instalação da famosa fonte luminosa, que até hoje é uma das principais atrações do local. Nos fundos do palácio, foi construído um belo jardim, que se tornou um espaço de convivência para a população.
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Prefeitura inaugura elevado Mamédio Bittar e amplia mobilidade em Rio Branco
Nova estrutura integra complexo viário com o elevado Beth Bocalom e promete reduzir congestionamentos em área de grande fluxo
A Prefeitura de Rio Branco inaugurou, no início da noite desta sexta-feira (20), o elevado Mamédio Bittar, uma das obras de maior impacto recente na infraestrutura urbana da capital acreana. A estrutura passa a integrar, junto ao elevado Beth Bocalom, um complexo viário em uma das regiões mais movimentadas da cidade.
A entrega representa um avanço significativo na mobilidade urbana, com reflexos diretos no dia a dia de motoristas e pedestres. O projeto foi concebido para melhorar o fluxo de veículos, reduzir congestionamentos e aumentar a segurança no trânsito, especialmente em cruzamentos considerados críticos.
Com a nova estrutura, a expectativa é de redução no tempo de deslocamento, principalmente nos horários de pico, além de maior fluidez no tráfego.
Impacto econômico e valorização da região
Além dos benefícios na mobilidade, a obra já começa a gerar impactos positivos na economia local. Comerciantes da região relatam aumento no movimento e apostam na valorização do entorno para atrair novos clientes e investimentos.
Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito Tião Bocalom destacou o sentimento de dever cumprido ao entregar mais uma grande obra na capital.
“Mostramos que, se quisermos fazer, dá pra fazer. Boa parte desses elevados foi construída com recursos próprios e com apoio importante do senador Márcio Bittar. Geramos emprego e renda e hoje estamos felizes com a conclusão de mais essa obra”, afirmou.
O gestor também ressaltou o potencial econômico do estado e a importância de atrair investimentos. “Temos uma terra rica e com grande potencial. Precisamos estimular o desenvolvimento e mostrar que é possível avançar com trabalho e planejamento”, pontuou.
Tecnologia e eficiência na iluminação
Outro destaque do projeto é o sistema de iluminação pública com tecnologia de telegestão. Segundo o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, o modelo permite controle remoto da intensidade luminosa, garantindo maior eficiência energética e economia.
“Estamos implantando um sistema moderno, totalmente controlado por tecnologia. É possível ajustar a iluminação conforme o fluxo de pessoas e veículos, trazendo mais eficiência e segurança”, explicou.
De acordo com a prefeitura, o projeto contempla mais de 170 postes ao longo do trecho, sendo cerca de 50 apenas no elevado, com investimento estimado em aproximadamente R$ 4 milhões na iluminação.
Reconhecimento político
O presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, também destacou a atuação da gestão municipal, afirmando que o prefeito tem mantido um ritmo de obras semelhante ao período em que administrou o município de Acrelândia.
A entrega do elevado Mamédio Bittar reforça o pacote de obras estruturantes da Prefeitura de Rio Branco, com foco na melhoria da mobilidade urbana e no desenvolvimento ordenado da capital.
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Em Brasileia, vice-governadora Mailza recebe representantes das universidades bolivianas
Durante agenda na regional do Alto Acre, nesta sexta-feira, 20, a vice-governadora Mailza Assis se reuniu com o prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado, para tratar sobre a parceria entre o governo do Estado e a gestão municipal, com foco na ampliação de investimentos e melhorias para a população.
O encontro, realizado na sede da Prefeitura de Brasileia, contou com a participação de representantes de universidades de medicina que atuam na cidade de Cobija, na Bolívia, entre elas a Universidad Privada Domingo Savio (UPDS), a Universidad Técnica Privada Cosmo (Unitepc) e a Universidad Amazónica de Pando (UAP).

Segundo o prefeito Carlinhos do Pelado, a presença da vice-governadora fortalece a atuação do Estado junto aos estudantes brasileiros que cursam medicina no país vizinho, além de impulsionar a economia da região de fronteira.
“Nos honra muito receber a vice-governadora aqui e poder realizar esse encontro com os representantes das universidades bolivianas. Brasileia hoje é uma cidade universitária, com mais de 8 mil estudantes que atravessam a fronteira diariamente para cursar medicina e medicina veterinária. Isso é motivo de alegria, porque esses investimentos permanecem no município. Agora reforçamos o compromisso do governo do Acre com os futuros internos, para que possam aprender nas nossas unidades de saúde e garantir um atendimento cada vez melhor à população”, destacou o prefeito.
Ao chegar à sede do município, Mailza Assis foi recepcionada por estudantes brasileiros em um ato de agradecimento pela aprovação da Lei nº 4.775, sancionada em 13 de fevereiro de 2026 e publicada no dia 19 do mesmo mês, que autoriza a realização do internato no sistema estadual de saúde do Acre.

“Hoje fico muito feliz em voltar a Brasileia e ser tão bem recebida pelo prefeito Carlinhos, sua equipe e todos esses estudantes. Aproveitamos esse momento para tratar de uma proposta de integração entre Brasil e Bolívia, especialmente no que diz respeito às universidades de medicina. Temos muitos alunos brasileiros aqui, vindos de toda a região Norte e de diversas partes do país, vivenciando a cultura boliviana junto com a realidade da nossa fronteira no Alto Acre, realizando o sonho de cursar medicina, que também é uma necessidade para o nosso estado. Nada melhor do que, como governo, município e em diálogo com o país vizinho, avançarmos nessas tratativas, formalizando um termo de cooperação. A lei já está aprovada, permitindo que esses estudantes realizem o internato no Brasil e contribuam com a saúde da nossa população”, enfatizou Mailza Assis.
Ainda durante sua atuação como senadora da República, Mailza Assis destinou mais de R$ 10 milhões em emendas parlamentares para o município de Brasileia, contemplando áreas essenciais como saúde, infraestrutura, mobilidade urbana, segurança e apoio à produção rural.

A vice-governadora também esteve presente em momentos críticos enfrentados pelo município, como durante as cheias de 2023 e 2024, garantindo apoio à gestão municipal por meio de ações emergenciais, incluindo a doação de cestas básicas e kits de limpeza às famílias atingidas, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE



















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