Conecte-se conosco

Cotidiano

Acre tem 700 mil seringas disponíveis para primeira etapa de vacinação contra Covid-19, diz Saúde

Publicado

em

O secretário de Saúde do Acre afirmou que o estado está preparado para iniciar a vacinação da população alvo contra a Covid-19.

Acre tem 700 mil seringas disponíveis para primeira etapa de vacinação contra Covid-19, diz Saúde — Foto: TV Globo/Reprodução

Por Iryá Rodrigues

A Secretaria da Saúde do Acre disse que conta com 300 mil seringas e agulhas em estoque e que, em levantamento com os municípios acreanos, estes têm 400 mil unidades.

Com isso, o estado garante ter 700 mil seringas preparadas para iniciar a imunização contra Covid-19 prevista para começar em 21 de janeiro.

A informação foi confirmada nesta quinta-feira (14) pelo secretário de Saúde, Alysson Bestene, depois que o Ministério da Saúde informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o Acre seria uma das sete unidades da Federação que correm risco de não ter estoque suficiente para atender à demanda inicial de aplicação das vacinas.

  • Há 300 mil seringas em estoque na Sesacre e mais 400 mil nos municípios
  • Mais 1,2 milhão de seringas estão em processo de compra e a previsão de chegada é até fevereiro
  • Ministério da Saúde se comprometeu a enviar 300 mil seringas junto com as primeiras doses
  • 230,7 mil pessoas fazem parte do grupo prioritário da primeira fase da vacinação. No dia 21 de janeiro, estado deve receber 40 mil doses e começar a vacinar os trabalhadores de saúde
  • População estimada do Acre: 894.470 pessoas

Na manifestação ao STF, o Ministério da Saúde disse que prevê a entrega de até 30 milhões de doses de diferentes vacinas contra a Covid-19, até o fim de janeiro, e que, se todas elas ficarem disponíveis até o fim do mês, os estados teriam dificuldade para efetivar a aplicação das doses.

______________________

No entanto, o secretário de Saúde do Acre afirmou que o estado está preparado para iniciar a vacinação da população alvo contra a Covid-19.

______________________

“Nosso estoque, para o início da campanha, é mais que suficiente. Temos 300 mil seringas só do estado. Isso fora os municípios que, somando, dá mais 400 mil em estoque. Ainda tem as que estamos adquirindo, que são 1,2 milhão, já tem o processo rodando com a ajuda do banco mundial. O ministro também informou que vai ajudar o Acre mandando 300 mil seringas. Chegando a vacina até o dia 21 de janeiro, a gente já começa, está tudo pronto para começar. Talvez, inclusive, seja o estado mais preparado para iniciar a campanha de vacinação, com armazenamento, logística de transporte, estoque”, disse o secretário.

De acordo com o plano de vacinação apresentado pelo governo, no Acre, 230.722 pessoas fazem parte do grupo prioritário para recebimento das doses. Entre os grupos estão:

  • trabalhadores de saúde – 16.864
  • pessoas de 80 anos ou mais – 9.216
  • pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas – 244
  • pessoas de 75 a 79 anos – 8.499
  • pessoas de 70 a 74 anos – 12.405
  • pessoas de 65 a 69 anos – 17.635
  • pessoas de 60 a 64 anos – 23.392
  • população indígena em terras indígenas – 12.222
  • comorbidades – 48.793
  • forças de segurança e salvamento – 5.666
  • trabalhadores da educação – 4.912
  • pessoas com deficiência permanente severa – 31.468
  • povos e comunidades tradicionais ribeirinhas – 20.583
  • caminhoneiros – 8.174
  • trabalhadores do transporte coletivo – 1.991
  • trabalhadores do transporte aéreo – 222
  • trabalhadores portuários – 376
  • população privada de liberdade – 7.914
  • funcionários do sistema penitenciário – 146

Na segunda (11), em entrevista ao programa Audiência Pública da CBN Rio Branco, o governador Gladson Cameli chegou a anunciar que a vacinação contra a Covid-19 começaria no dia 25 no estado. Mas, nessa quarta (14), após reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, ele afirmou que a vacinação deve ser antecipada para o dia 21.

A previsão é que o Acre deve adquirir 700 mil doses e imunizar 350 mil pessoas entre profissionais da Saúde e grupos prioritários, com a Coronavac. Com a vacina Fiocruz, deve ser dado continuidade ao plano de vacinação e, segundo o governo, a previsão é que sejam adquiridas mais 500 mil doses dessa vacina para imunizar 230 mil pessoas.

O Acre disponibiliza de mais de R$ 254 milhões do orçamento anual para a compra da vacina contra a Covid-19. Em entrevista após a reunião, Cameli garantiu que o Acre vai ser o primeiro estado do Brasil a começar a vacinar a população, devido ao fuso horário.

Covid-19 no Acre

O estado do Acre registra 43.785 casos confirmados de Covid-19, segundo boletim da Sesacre divulgado nessa quarta (13). Ao todo, 829 pessoas morreram por complicações da doença. Do total dos pacientes, 38.970 receberam alta e 124 pessoas seguem internadas.

O estado está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de 5.007,5 casos para cada 100 mil habitantes e a de mortalidade é de 94,6 para o mesmo grupo. Já a letalidade está em 1,9%.

Comentários

Continue lendo
Publicidade

Cotidiano

Supercopa Rei será decidida em Brasília em 1º de fevereiro

Publicado

em

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou nesta quarta-feira (31), via rede social, que a Supercopa Rei de 2026 ocorrerá no dia 1° de fevereiro, em Brasília.

A entidade confirmou a cidade novamente como palco da primeira grande decisão da temporada de 2026. A disputa ocorre em jogo único na Arena BRB Mané Garrincha, no centro da capital federal.

A partida será entre Flamengo, campeão do Campeonato Brasileiro de 2025, e Corinthians, campeão da Copa do Brasil, neste ano. A partida abre a temporada de bola de 2026. Ainda segundo a CBF, o estádio estará dividido 50% para cada torcida.

Inicialmente, o confronto estava previsto para 24 de janeiro.

Geralmente, a Supercopa Rei é disputada em estádios de campo neutro na tentativa de garantir a imparcialidade.

Últimos campeões

O Rubro-Negro é o atual campeão da competição. No início de 2025, a equipe dirigida por Filipe Luís venceu o Botafogo por 3 a 1.

Os campeões anteriores foram São Paulo, em 2024; Palmeiras, 2023; e Atlético Mineiro (2022). O Flamengo ainda foi campeão em 2020 e 2021.

Supercopa Rei

Não disputada entre 1992 e 2019, a Supercopa do Brasil foi reativada pela CBF em 2020.

Em 2024, a CBF rebatizou a competição para Supercopa Rei em homenagem a Pelé, o Rei do Futebol, falecido em dezembro de 2022.

A ideia é que o troféu represente a coroa do futebol nacional, sendo disputado pelos dois clubes que dominaram o cenário futebolístico no ano anterior.

Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - ESPORTES

Comentários

Continue lendo

Cotidiano

Mailza Assis prepara-se para assumir o governo do Acre em 2026 e pode se tornar a 2ª mulher a comandar o estado

Publicado

em

Vice-governadora, que assumiria o cargo em abril com a saída de Gladson Cameli para o Senado, é apontada como candidata oficial à sucessão; perfil reservado e trajetória religiosa e política marcam sua ascensão

Mailza deve intensificar agendas públicas e articular alianças para 2026. Seu desempenho nos nove meses à frente do governo será decisivo para convencer eleitores além do núcleo duro de fiéis e correligionários. Foto: captadas 

Poucas horas separam o Acre de 2026, ano em que a vice-governadora Mailza Assis (PP) deve assumir o governo do estado em abril, com a saída de Gladson Cameli para disputar uma vaga no Senado. Com uma trajetória que começou na Assembleia de Deus, passou pela prefeitura de Senador Guiomard (Quinari) e chegou ao Senado antes da vice-governança, Mailza é apontada como candidata oficial do Palácio Rio Branco para as eleições do próximo ano, podendo se tornar a segunda mulher a governar o Acre — após Iolanda Lima, em 1986-87.

De perfil reservado, fala baixa e postura considerada exemplar por aliados, ela teria conquistado a confiança do governador para a sucessão ainda no início do mandato. Conhecida por sua religiosidade e citada por profecias que anteviam sua ascensão, Mailza enfrentará adversários “à altura” em 2026, mas chega fortalecida pela máquina e pela articulação política do grupo no poder. Se confirmada, sua gestão promete “suavizar” o tom do governo, sem abrir mão do rigor administrativo que lhe é atribuído por quem a conhece de perto.

Trajetória incomum:

Nascida no Amazonas, Mailza chegou ao Acre ainda jovem, trabalhou como auxiliar administrativa na Assembleia de Deus e iniciou na política como secretária municipal em Senador Guiomard. Sua ascensão acelerou com a suplência no Senado (2015), titularidade (2019-2022) e eleição como vice-governadora em 2022.

Estilo de gestão:

Descrita como “doce, de fala baixa”, ela promete “suavizar” o governo, mas aliados alertam: “O espaço para erro é quase zero”. Conhecida por rigor administrativo, Mailza terá nove meses à frente do estado para construir sua imagem antes da campanha eleitoral.

Contexto político:
  • Seria a segunda mulher a governar o Acre – após Iolanda Lima (1986-1987);

  • Tem o apoio aberto de Cameli, que a escolheu como sucessora;

  • Enfrentará adversários de peso em 2026, ainda indefinidos.

Fé e projeção:

Em entrevista recente, Mailza revelou ter recebido uma “profecia” sobre seu destino político. Sua trajetória é comparada à da cantora Damares – de origem humilde e ascensão ligada à fé.

Desafios:
  • Consolidar liderança em um estado tradicionalmente masculino;

  • Administrar a transição sem rupturas com a base de Cameli;

  • Equilibrar discurso religioso com políticas de estado.

A partir de janeiro, Mailza deve intensificar agendas públicas e articular alianças para 2026. Seu desempenho nos meses de 2026 frente do governo será decisivo para convencer eleitores além do núcleo duro de fiéis e correligionários.

A trajetória de Mailza Assis reflete uma nova via de ascensão política no Acre: longe dos partidos tradicionais, alicerçada em redes evangélicas, trabalho discreto e lealdade a um grupo político hegemônico. Seu maior teste será governar sem a sombra de Cameli.

A vice-governadora Mailza Assis (PP) em abril de 2026, deve assumir o Governo do Acre com a renúncia de Gladson Cameli, que concorrerá ao Senado, e será a candidata oficial do Palácio Rio Branco à sucessão para o mandato seguinte. Fot: captada 

Comentários

Continue lendo

Cotidiano

Cenário difícil no Senado e possível vaga no Ministério da Fazenda podem levar Jorge Viana a desistir da candidatura, avaliam articuladores

Publicado

em

Ex-governador estaria cotado para substituir Haddad e evitar derrota eleitoral que mancharia sua trajetória; bancada acreana no Congresso já se movimenta em outras frentes

Ex-governador do Acre, cotado para substituir Haddad, evitaria possível derrota eleitoral e realizaria antiga ambição de comandar uma pasta no governo Lula. Foto: captada 

As possibilidades de Jorge Viana (PT) desistir da disputa pelo Senado em 2026 são maiores do que se imagina, segundo análise de articuladores políticos. Além do cenário eleitoral desfavorável apontado por pesquisas e rodas de conversa, o ex-governador estaria cotado para assumir o Ministério da Fazenda no lugar de Fernando Haddad, movimento que evitaria uma segunda derrota consecutiva nas urnas e ofereceria uma saída honrosa para sua trajetória.

Viana, que já demonstrou interesse em integrar o primeiro escalão desde o primeiro governo Lula, tem sua vaidade destacada por críticos, que lembram suas declarações sobre o “fim do Acre” após sua gestão.

Contexto da especulação:
  • Viana insinuou publicamente estar cotado para a Fazenda, cargo que almeja desde o primeiro governo Lula;

  • Pesquisas internas e rodas políticas no estado apontam um cenário desfavorável para sua eleição ao Senado;

  • Uma nova derrota (após perder para Mara Rocha em 2022) poderia manchar sua trajetóriapolítica.

Análise dos motivos:
  1. Vaidade e legado: Viana é conhecido por seu perfil altivo – chegou a dizer que “o Acre não existe mais, depois dele” – e um ministério seria uma saída honrosa sem risco de vexame;

  2. Cálculo eleitoral: A força do grupo de Gladson Cameli no estado e a ascensão de novas lideranças tornam a disputa pelo Senado incerta e desgastante;

  3. Ambição nacional: Comandar a Fazenda realizaria um sonho antigo e o recolocaria no centro do poder federal.

Posicionamento oficial:

Até o momento, nem Viana nem o Planalto confirmaram a movimentação. Assessores do petista dizem que ele “mantém o foco no projeto para o Acre”, sem descartar “qualquer chamado para servir ao país”.

A decisão deve ser tomada nos primeiros meses de 2026, após o lançamento das pré-candidaturas. Se Haddad deixar a Fazenda, Lula terá de escolher entre atender um aliado histórico ou priorizar a continuidade da política econômica.

A possibilidade revela um Jorge Viana mais pragmático que romântico, disposto a trocar uma batalha arriscada no Acre por uma posição de destaque nacional – mesmo que isso signifique adiar, ou abandonar, seu retorno ao Senado.

Comentários

Continue lendo