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Acre registra uma safra recorde da colheita de milho
Os produtores acreanos contam com os silos da estrada de Boca do Acre, Rodovia AC-40, da Estrada do Pacífico nos município de Capixaba e Brasileia. Além dos armazéns mantidos pela da Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Acre (Cageacre)
Cezar Negreiros
A colheita da safra de milho no Estado deve chegar a 100.311 toneladas, que corresponde por uma alta de 11,7% (10,5 mil toneladas) em comparação com a produção do ano passado. A safra recorde reflete na expansão da área de 49,1% na segunda safra do produto, que resultou num crescimento de 40,9% em relação ao ano de 2020.
Os produtores acreanos contam com os silos da estrada de Boca do Acre, Rodovia AC-40, da Estrada do Pacífico nos município de Capixaba e Brasileia. Além dos armazéns mantidos pela da Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Acre (Cageacre) nos municípios de Rio Branco, Senador Guiomard, Plácido de Castro, Feijó e Cruzeiro do Sul. “A produção de milho será suficiente para atender a nossa demanda interna”, prevê Jessé Silva da Cruz, presidente da Cageacre.
A grande produtividade de grãos deve estimular o aumento da área cultivada no estado por conta da cotação em alta da proteína animal no mercado de commodities. Os criadores ao longo da Estrada do Pacífico devem ampliar as granjas e baias de engorda de suínos.
Jessé destacou que o silo de Brasileia tem capacidade de armazenar cinco mil toneladas em grãos, mas contam com o estoque de 102 produtores rurais da região do Vale do Alto Acre. Aponta que colheita de milho é suficiente para atender a demanda da agroindústria da Dom Porquito e a AcreAves, mas que em anos anteriores precisavam importar o produto na época da entressafra do estado do Mato Grosso. “Os criadores de porcos e frangos estão com a produção estocada para manter as suas criações”, observou.
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A diretora de Operação da Cageacre, Jheice Mendonça informou que os produtores rurais procuram os armazéns para secagem do milho estocado nos palheiros das suas propriedades. Quem trabalha com a atividade de grãos estoca o produto a espera da melhora do preço da saca que gira em torno dos R$90,00 nas casas veterinárias. “Temos armazéns nos municípios de Rio Branco, Senador Guiomard, Acrelândia, Plácido de Castro, Xapuri, Feijó e Cruzeiro do Sul”, revelou.
Disse que o armazém de Senador Guiomard tem capacidade de armazenar até três mil toneladas, enquanto da Vila Campinas chega em torno de três mil toneladas. O armazém de Acrelândia chega em torno de 900 toneladas, o de Xapuri tem capacidade de 600 toneladas, o de Feijó 350 toneladas e Cruzeiro do Sul capacidade de três mil toneladas. “Estamos com um aporte de R$ 5 milhões para construção de um novo armazém em Sena Madureira, com capacidade de armazenar duas mil e duzentas toneladas de grãos”, finalizou a diretora de Operações da Cageacre.
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Polícias Civil e Federal unem forças para reforçar buscas por desaparecidos no Acre

Parceria entre as Polícias Civil e Federal reforça o compromisso das instituições com a proteção dos cidadãos e o enfrentamento efetivo dos desafios impostos pela realidade fronteiriça do Acre. Foto: cedida.
Na manhã desta sexta-feira, 04, uma importante reunião foi realizada na sede da Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC). O encontro contou com a presença do delegado da Polícia Federal (PF), Dr. Felipe Peres Fachineli, e marcou o início de uma colaboração estratégica entre as duas forças para intensificar as ações voltadas à localização de pessoas desaparecidas.
A iniciativa representa um avanço significativo na integração entre as Polícias Judiciárias, especialmente em um estado que faz fronteira com dois países (Bolívia e Peru) e se tornou rota de trânsito internacional. Com o apoio da Polícia Federal, a PCAC passa a contar com recursos essenciais como o cruzamento de dados transnacionais, a verificação de possíveis travessias de fronteiras e a inclusão de registros na difusão amarela da Interpol, ferramenta que amplia as chances de localização em âmbito internacional.
No âmbito estadual, o trabalho é coordenado pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil, que oferta assessoramento aos Delegados de Polícia Civil e suas equipes nas investigações. A atuação desse setor foi fundamental para os resultados expressivos alcançados nos últimos anos. Em 2023, a PCAC conseguiu localizar 215 pessoas desaparecidas. Em 2024, esse número já subiu para 288, reforçando a eficácia das estratégias adotadas.
“Esse trabalho realizado de maneira conjunta entre as Polícias Judiciárias do estado do Acre (Polícia Civil) e do Brasil (Polícia Federal) representa um importante passo no trabalho de localização de pessoas desaparecidas, já que o estado possui fronteira com dois países e é rota de deslocamento de pessoas para outros países”, destacou o Diretor do Departamento de Inteligência, Dr. Nilton César Boscaro.
Para o delegado da Polícia Federal, Dr. Felipe Peres Fachineli, a integração com a Polícia Civil do Acre tem se mostrado um elemento essencial para enfrentar o desafio dos casos de pessoas desaparecidas, um problema que afeta milhares de famílias anualmente. “Essa interface é fundamental para otimizar recursos, unificar informações e agilizar a resolução de casos. Um dos pilares dessa integração é o compartilhamento de bancos de dados, pois essa troca de informações permite uma visão mais ampla e detalhada, essencial para localizar desaparecidos, especialmente em situações que cruzam fronteiras estaduais ou nacionais”, destacou.
Com essa nova aliança, a expectativa é que as ações de busca ganhem ainda mais agilidade e precisão, beneficiando diretamente as famílias que aguardam por respostas.
Fonte: PCAC
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Polícia Civil recupera 36 celulares roubados e furtados em Rio Branco nos primeiros três meses de 2025

DCORE recupera dezenas de celulares roubados na capital. Aparelhos foram devolvidos aos legítimos proprietários. Foto: cedida.
A Polícia Civil do Estado do Acre, por meio da Delegacia de Combate a Roubos e Extorsões (DCORE), recuperou 36 aparelhos celulares provenientes de furtos e roubos ocorridos na capital Rio Branco durante os três primeiros meses de 2025. Os dispositivos, avaliados em mais de R$ 100 mil no total, foram devolvidos aos respectivos proprietários após identificação e comprovação da origem.
A ação é resultado de um trabalho contínuo de investigação realizado pela equipe da DCORE, que monitora redes de comercialização ilegal, rastreia os aparelhos por meio de sistemas especializados e apura as ocorrências registradas. Os celulares são, em sua maioria, smartphones de diversas marcas, visados por criminosos devido ao alto valor agregado e facilidade de revenda no mercado informal.
O delegado Leonardo Santa Bárbara, titular da DCORE, destacou que a receptação é um crime grave e alertou a população sobre os riscos de adquirir produtos de origem duvidosa.
“Quem compra um celular roubado está contribuindo diretamente com a cadeia do crime. Receptação é crime, e quem for flagrado pode responder criminalmente. Além disso, esses aparelhos são facilmente rastreáveis, o que facilita nossa identificação e responsabilização dos envolvidos. O barato pode sair muito caro”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil reforça que o combate à receptação é uma das formas mais eficazes de enfraquecer os crimes patrimoniais, como furtos e roubos, e pede à população que desconfie de preços muito abaixo do mercado, sempre solicite nota fiscal e verifique a procedência do produto.
Denúncias anônimas podem ser feitas por meio do número 181. A identidade do denunciante é preservada.
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Operação “Sentinela do JURUÁ” prende três faccionados e apreende drogas em Cruzeiro do Sul
Policiais encontram maconha, crack e material para bloquear sinais de celular; grupo é suspeito de planejar crimes na cidade
Em uma ação conjunta realizada nesta sexta-feira (4), o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Polícia Militar prenderam três homens ligados a facções criminosas e apreenderam drogas durante a operação “Sentinela do JURUÁ”, no bairro da Lagoa, em Cruzeiro do Sul. Os agentes também encontraram mantas térmicas usadas para bloquear sinais de celular, indicando possível preparação para atividades ilegais.
Com o auxílio de cães farejadores, os policiais localizaram três tabletes de maconha e uma pedra de crack escondidos no fogão da residência, além de material para embalagem de drogas. Os detidos, já conhecidos pela prática de crimes na região, responderão por tráfico de drogas, associação criminosa e desobediência.
De acordo com o coronel Assis, coordenador do Gefron, as equipes estão reforçando o patrulhamento em pontos estratégicos da cidade, como barreiras nas entradas e operações direcionadas contra o crime organizado. A ação ocorre em resposta ao recente aumento de roubos e assaltos na região.
“A Polícia Militar está intensificando ações pontuais, especialmente no bairro da Lagoa, para coibir a atuação de facções”, destacou o coronel. Investigações seguem para desarticular possíveis novos planos criminosos do grupo.
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