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Acre registra queda de 18% em roubos e furtos de celulares, mas apenas 6,7% dos aparelhos são recuperados
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram queda de 17,7% em relação a 2023, mas índice de recuperação segue baixo. Estado tem programa específico para tentar reverter quadro

O estado do Acre aparece na lista dos seis estados (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro) que registrou a existência de programas estaduais de recuperação de celulares. Foto: captada
O Acre registrou 3.286 ocorrências de furto e roubo de celulares em 2024, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (edição 2025). Apesar da queda de 17,7% em relação a 2023 — quando foram registrados 3.976 casos —, apenas 253 aparelhos foram recuperados pelas polícias no ano passado, um número considerado baixo diante do total subtraído.
O estado está entre os seis do país que possuem programas estaduais específicos para recuperação de celulares, implementados em 2025. No entanto, especialistas apontam que, embora a redução nos registros seja positiva, a baixa taxa de devolução aos proprietários revela limitações na capacidade de investigação e processamento desses casos, indicando a necessidade de priorizar o enfraquecimento das cadeias criminosas que alimentam essa modalidade delituosa. A variação nacional de furtos e roubos de celulares foi de -12,6% no período.
Comparativo nacional:
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Queda no Acre: -17,7% (2023 → 2024)
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Queda no Brasil: -12,6% (no mesmo período)
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Recuperação: Acre recuperou menos de 7% dos celulares roubados/furtados.
Análise dos especialistas:
Pesquisadores do Anuário afirmam que, embora a redução de registros seja positiva, a oscilação na recuperação dos aparelhos “parece indicar limitações na capacidade de processamento e investigação”. Eles cobram que a devolução de celulares seja “uma agenda prioritária” para enfraquecer as cadeias econômicas do crime.
O Acre é um dos seis estados brasileiros (ao lado de MT, MS, SP, PR e RJ) que possui um programa estadual de recuperação de celulares, criado em 2025. A iniciativa, no entanto, ainda não refletiu em números expressivos de aparelhos devolvidos aos proprietários.
Estratégias de atuação:
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Rastreamento: Apenas celulares com bloqueio ativo e rastreamento têm chance maior de recuperação;
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Investigação: A baixa priorização desses crimes e a ausência de banco de dados unificadodificultam o trabalho policial;
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Mercado ilegal: Aparelhos são desmontados para venda de peças ou revendidos em outras regiões.
A Secretaria de Segurança do Acre deve reforçar a integração com operadoras e empresas de tecnologia para agilizar o bloqueio e localização. Já o programa estadual de recuperação precisa de mais divulgação à população.
A discrepância entre a queda nos registros e a baixa recuperação sugere que parte dos crimes pode estar subnotificada e que as redes criminosas seguem ativas, adaptando-se às estratégias de segurança.

Dos 3.785 aparelhos roubados e furtados em 2024, apenas 253 foram recuperados pelas polícias. Número muito pequeno diante da quantidade de aparelhos subtraídos das vítimas. Foto: captada
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MP se posiciona sobre denúncias de violência sexual durante o Carnaval

Foto: Sérgio Vale/ac24horas
Após a repercussão de denúncias registradas no último fim de semana, quando duas mulheres denunciaram quatro jogadores do Vasco por estupro coletivo, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) divulgou nota pública nesta terça-feira (18).
Na nota, o órgão ministerial reforçou que “toda denúncia dessa natureza deve ser apurada com rigor pelas instituições competentes, nos termos da lei”.
No comunicado, o órgão ministerial não cita casos específicos, mas ressalta que “a violência sexual é crime grave e não admite qualquer forma de relativização ou justificativa”.
A instituição também enfatiza que “nenhuma circunstância, comportamento, presença ou escolha da vítima pode ser utilizada para transferir responsabilidade pelo crime” e reforça: “A culpa jamais é da vítima”.
Ainda segundo o MP, no decorrer do plantão do Carnaval, o Ministério Público acompanhou o caso, adotando as providências cabíveis no âmbito de suas atribuições e assegurando o atendimento à vítima.
O MP reafirmou também sua confiança no trabalho das forças de segurança pública, especialmente da Polícia Civil e dos órgãos especializados no atendimento à mulher, responsáveis pela condução técnica e imparcial das investigações.
Por fim, a instituição destaca a importância de que “sejam preservadas a identidade, a intimidade e a dignidade da vítima, evitando-se o compartilhamento de conteúdos, comentários ou informações que possam gerar exposição indevida ou revitimização”, e ressalta que a prevenção à violência contra a mulher exige compromisso permanente de toda a sociedade.

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