Cotidiano
Vereadora é presa por deter cartões de benefícios indígenas e de idosos no Acre
Eles executavam a prática comum na região e muitas vezes denunciada de reter cartões bancários e de benefícios dos indígenas, por vezes até a identidade

A vereadora de Feijó Aurelina Portela (PP), seu esposo, a filha, além de outro comerciante foram presos ontem na operação da Polícia Federal TOTOMIDE, que buscava reprimir práticas delituosas contra indígenas da etnia KULINA;
A vereadora e a família foram transferidos para o presídio de Cruzeiro do Sul. Eles integravam um esquema acusado de apropriação indébita, furto mediante fraude e pelo art. 104 do Estatuto do Idoso, que prevê ser crime a retenção de cartões de idosos para assegurar pagamento de dívida.
Eles executavam a prática comum na região e muitas vezes denunciada de reter cartões bancários e de benefícios dos indígenas, por vezes até a identidade, para fornecer mantimentos e garantir a fidelidade da compra e a certeza do pagamento.
O nome da operação, Totomide, significa sanguessuga na língua indígena Madijá, que é a da comunidade Kulina. Faz referência aos comerciantes, denominados patrões pelos indígenas, que se apropriam dos cartões e benefícios previdenciários destes povos do Alto Envira.

Segundo informações repassadas, Aurelinda era encarregada de pegar documentos dos aposentados para sacar o dinheiro. No entanto, não repassava o valor correto.
A parlamentar cumpre prisão temporária na unidade penitenciária de Cruzeiro do Sul, devendo em audiência de custódia, a autoridade Judiciária transformá-la em prisão preventiva, ou pagamentos de fianças.
Na operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva domiciliar, expedidos pela Justiça Federal, Subseção Judiciária de Cruzeiro do Sul.
Os investigados responderão pelos crimes de apropriação indébita, furto mediante fraude e pelo art. 104 do Estatuto do Idoso que prevê ser crime a retenção de cartões de idosos para assegurar pagamento de dívida.
A investigação que se iniciou em novembro de 2020, conta com 14 policiais federais e visa reprimir essa prática delituosa que se repete há anos em razão da vulnerabilidade dos indígenas da etnia Kulina.
O nome da operação significa sanguessuga no dialeto Kulina, falado pelo povo indígena Madijá em referência aos comerciantes, denominados patrões pelos indígenas, que se apropriam dos cartões e benefícios previdenciários destes povos do Alto Envira.

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STJ remarca para 15 de abril julgamento de Gladson Cameli, réu por organização criminosa e corrupção
Governador renunciou ao cargo nesta semana para disputar o Senado; STF tem maioria para anular provas do caso
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) remarcou para 15 de abril o julgamento do governador do Acre, Gladson Cameli (PP). Ele é alvo de ação penal por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação .
A ação penal investiga fraudes em licitação, desvio de recursos públicos e formação de organização criminosa. Em maio de 2024, a Corte Especial do STJ aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) .
A ação começou a ser analisada pela Corte Especial em 17 de dezembro do ano passado, quando a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, votou pela condenação de Cameli. Em seguida, o revisor do caso, ministro João Otávio Noronha, pediu vistas para analisar o processo, e o julgamento foi suspenso .
A Rede Amazônica Acre apurou que o julgamento será retomado no próximo dia 15 já com o voto do ministro João Otávio Noronha. O governador disse que não vai se manifestar sobre o julgamento .
Na última terça-feira (24), Gladson Cameli formalizou a renúncia ao cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada por meio de mensagem enviada à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), com efeitos a partir do dia 2 de abril .
STF tem maioria para anular provas
Em meio ao julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria no dia 17 de dezembro de 2025 para anular as provas obtidas contra Cameli nesta investigação. Os ministros analisam um pedido da defesa, que alegou ilegalidade na investigação, já que medidas foram tomadas pela polícia local contra o governador sem o aval da Justiça, violando o foro por prerrogativa de cargo no STJ.
O relator, ministro Edson Fachin, votou pela rejeição do pedido da defesa e não identificou violação do foro.
O ministro André Mendonça abriu a divergência e votou pela nulidade de provas produzidas entre 25 de maio de 2020 e 12 de janeiro de 2021 e as que tenham ligação com elas. Para o ministro, nesse período houve usurpação da competência do STJ nas investigações.
O voto de Mendonça foi seguido por Nunes Marques e Dias Toffoli. Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes.
Medidas cautelares
O governador teve medidas cautelares prorrogadas por mais 180 dias em decisão de novembro. Entre as medidas estão :
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Proibição de falar com testemunhas e outros investigados no caso
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Recolhimento do passaporte e proibição de deixar o Brasil
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Bloqueio de bens e valores
Entenda o caso
A investigação, que teve início em 2019, foi conduzida pela Polícia Federal na Operação Ptolomeu . As denúncias envolvem a contratação da empresa Murano, com sede em Brasília, para prestar serviços ao governo do estado. A empresa teria subcontratado outra, localizada no Acre, que tem como sócio o irmão do governador, Gledson Cameli .
Segundo a acusação, essa contratação resultou em um esquema de favorecimento financeiro ao governador e a outros envolvidos, causando prejuízos aos cofres públicos. Mesmo se tornando réu, ele foi mantido no cargo .
Em dezembro do ano passado, ele prestou depoimento. Seus advogados de defesa disseram, à época, que iriam apontar falhas no processo. Eles pontuaram ainda sobre HDs apreendidos que, supostamente, não foram periciados, e um relatório de inteligência financeira com informações “inconsistentes” .
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Abertas as inscrições para capacitação que desenvolve líderes empresariais
Turma do Lidere em Rio Branco tem início no dia 7 de abril
Empresários e gestores de empresas de pequeno porte que desejam desenvolver habilidades em liderança de alta performance podem se inscrever no Lidere, capacitação do Sebrae que terá início no dia 7 de abril, em Rio Branco.
A iniciativa é voltada para aqueles que lideram equipes e possuem uma estrutura operacional mais consolidada em suas empresas. A imersão conta com 32 horas de atividades práticas, divididas em dois módulos, além de 4 horas de sessões de coaching individual.
A analista do Sebrae, Ilmara Braga, destaca o impacto da liderança na produtividade de um negócio. “O Lidere mostra como desenvolver equipes, tomar decisões mais assertivas e alcançar alta performance. Se o empresário ou gestor busca mais resultados, precisa começar pela liderança”, afirma.
Durante a capacitação, os participantes terão acesso a ferramentas e práticas voltadas ao desenvolvimento de habilidades de gestão e liderança, com o objetivo de elevar o potencial de suas equipes e reconhecer talentos individuais.
As inscrições são limitadas e podem ser realizadas em ac.loja.sebrae.com.br, com investimento de R$ 505,00 que pode ser parcelado.
- Parte 1: Lidere-se para liderar
- Parte 2: Lidere pelo diálogo
- Parte 1: Lidere pelo exemplo
- Parte 2: Lidere líderes
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Segurança Pública realizará Operação CERCO II e reforça combate ao crime na fronteira entre Acre e Bolívia
Ação integrada reúne forças brasileiras e bolivianas para enfrentar tráfico e organizações criminosas na região
A Operação CERCO II, coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, intensifica o combate à criminalidade transfronteiriça na faixa de fronteira entre o Acre e o Departamento de Pando.
A iniciativa reúne forças de segurança estaduais e federais, além de contar com cooperação internacional, promovendo uma atuação conjunta entre Brasil e Bolívia. O foco principal é ampliar o controle territorial, combater organizações criminosas e reduzir a circulação de ilícitos, como tráfico de drogas, armas e outros crimes comuns em regiões de fronteira.
A operação é dividida em fases que incluem planejamento integrado, execução de ações em campo e consolidação de resultados. Um dos momentos centrais é o chamado “Dia D”, quando há intensificação das ações simultâneas e reforço da presença das forças de segurança em áreas consideradas estratégicas.
De acordo com a Secretaria, a Operação CERCO II representa um avanço no modelo de segurança pública adotado no estado, ao priorizar a integração entre instituições, o uso de inteligência e a cooperação internacional como ferramentas para ampliar a eficácia no enfrentamento ao crime organizado na região.




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