Acre
TRE-AC inicia contagem regressiva para eleições 2026 e reforça campanha de regularização eleitoral
A presidente do TRE-AC, Waldirene Cordeiro, destacou que o próximo pleito será mais complexo, já que os eleitores vão escolher representantes para seis cargos diferentes

Biometria, inclusão feminina e enfrentamento à desinformação marcam agenda da coletiva na manhã desta sexta-feira, 3. Foto: assessoria
O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) iniciou oficialmente a contagem regressiva para as eleições de 4 de outubro de 2026, quando os acreanos escolherão candidatos a seis cargos: presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais. O anúncio foi feito durante reunião na sede do tribunal em Rio Branco na sexta-feira, dia 3.
A presidente do TRE-AC, desembargadora Waldirene Cordeiro, destacou a complexidade do pleito e a necessidade de preparação logística, especialmente para atender comunidades de difícil acesso. “Estamos fazendo eventos itinerantes para ir ao encontro desse eleitor”, afirmou, lembrando que o eleitor que não regularizar seu título até início de maio de 2026 ficará impedido de votar.
Principais ações do TRE-AC:
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Atendimento itinerante em universidades, praças e comunidades
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Uso do BIOZAP para comunicação direta com eleitores
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Prazo até maio/2026 para regularização de títulos
A Justiça Eleitoral reforça que o voto é:
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Obrigatório: maiores de 18 anos
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Facultativo: jovens de 16-17 anos e maiores de 70 anos

O BIOZAP é uma plataforma que cruza dados do cadastro eleitoral com a geolocalização dos eleitores, identificando as áreas com maior concentração de pessoas sem biometria.
“O BIOZAP mostra como a tecnologia pode ser uma grande aliada da inclusão e da cidadania. É uma solução simples, eficiente e criada por servidores comprometidos com a inovação. Essa iniciativa simboliza o espírito do nosso Tribunal: criativo, resolutivo e conectado com a realidade do povo acreano”, explicou o Desembargador Júnior Alberto, Presidente do TRE-AC.
O projeto está disponível em vídeo explicativo no canal oficial do TRE-AC e pode ser acessado pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=2prQeMVkscs
Ainda de acordo com a presidente, o eleitor que não estiver em dia com a Justiça Eleitoral ficará impedido de votar em 2026. O prazo para regularização vai até o início de maio.
“Se tem primeiro e segundo turno, tudo já conta duas eleições. É lembrar disso. Até o fechamento do nosso cadastro, a Justiça Eleitoral está aguardando o eleitor para ele vir regularizar. É muito rápido”, explicou.
Além disso, o TRE-AC também tem feito atendimentos itinerantes em universidades, praças públicas e comunidades distantes.
A ação é acompanhada pelo uso do BIOZAP, ferramenta criada pela área de tecnologia do tribunal para facilitar o contato com a população.
“Quando a gente vai para um determinado lugar, lançamos um chamamento pelo BIOZAP. Antes, informamos que não é trote nem fraude, apenas a localização do nosso atendimento. É muito rápido, basta apresentar um documento com foto”, explicou Waldirene.
A Justiça Eleitoral informou ainda que o voto segue obrigatório para quem tem mais de 18 anos, facultativo para jovens de 16 e 17 e também para eleitores com mais de 70 anos. As ações visam garantir que todos os eleitores possam exercer seu direito votono pleito que definirá representantes para seis cargos simultaneamente.
O encontro foi conduzido pela presidente do Tribunal, desembargadora Waldirene Cordeiro, e pelo vice-presidente e corregedor, desembargador Lois Arruda, e reuniu representantes de diversas instituições do sistema de Justiça e segurança pública.

O encontro foi conduzido pela presidente do Tribunal, desembargadora Waldirene Cordeiro, e pelo vice-presidente e corregedor, desembargador Lois Arruda. Foto: captada
Entre as autoridades presentes estiveram o procurador regional eleitoral substituto, Vitor Hugo Teodoro; o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Acre, desembargador Laudivon Nogueira; o delegado da Polícia Federal, Celso Mochi; o superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Henzio Albuquerque; o secretário-geral da OAB/AC, Renato Augusto Cabral Ferreira; o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, coronel José Américo Gaia; a comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marta Renata da Silva Freitas Alves; o subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Eden Santos; a diretora do Foro da Justiça Federal, juíza Luzia Farias; o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Cleylton Videira; a defensora pública-geral do Estado, Juliana Marques; a subdefensora pública-geral, Simone Santiago; e o representante do Ministério Público Estadual, Teotônio Rodrigues Soares.
Biometria: segurança, agilidade e desafios
Atualmente, 93,53% do eleitorado acreano já possui cadastro biométrico, restando cerca de 38 mil eleitores pendentes. A Justiça Eleitoral planeja ações itinerantes em universidades, bairros de Rio Branco e comunidades de difícil acesso, além de campanhas de conscientização e uso de ferramentas tecnológicas como o aplicativo Biozap – idealizado pelo próprio TRE acreano e que tem sido referência em todo o país – para monitorar e reduzir esse número.

Atualmente, 93,53% do eleitorado acreano já possui cadastro biométrico, restando cerca de 38 mil eleitores pendentes. Foto: captada
A presidente destacou que a biometria é essencial para fortalecer a segurança do processo eleitoral, pois reduz possíveis fraudes de identidade ou uso indevido de títulos de eleitor. Além disso, garante maior agilidade no dia da votação, diminuindo filas e evitando verificações documentais adicionais. A identificação pelo e-Título e outros meios digitais também se torna mais simples, reduzindo a burocracia. Em eleições gerais, quando há mais cargos em disputa, a biometria assegura mais agilidade e robustez à integridade do sistema.
Participação feminina na política
Outro ponto de destaque foi o incentivo à participação feminina. Embora as mulheres representem mais da metade do eleitorado, seguem sub-representadas nos cargos eletivos no Acre e no Brasil. A desembargadora Waldirene Cordeiro enfatizou que é preciso garantir não apenas o cumprimento formal das cotas, mas uma participação efetiva, que assegure diversidade, representação e pluralidade de ideias.

A desembargadora Waldirene Cordeiro enfatizou que é preciso garantir não apenas o cumprimento formal das cotas. Foto: captada
A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) determina que partidos ou coligações devem reservar no mínimo 30% das candidaturas proporcionais para cada gênero, além de destinar 30% dos recursos públicos de campanha às mulheres. O descumprimento gera sanções severas.
Casos recentes no Acre demonstram a firme atuação da Justiça Eleitoral: em Manoel Urbano, a 3ª Zona Eleitoral cassou a chapa proporcional do Partido Republicanos por fraude à cota de gênero; e em Assis Brasil, cinco vereadores foram cassados e o prefeito tornou-se inelegível por irregularidades semelhantes, envolvendo candidaturas fictícias femininas. As penalidades incluem cassação de diplomas, anulação de votos e inelegibilidade de até oito anos.
Combate à desinformação
O terceiro eixo tratado na coletiva foi o combate às fake news. O TRE-AC mantém o Comitê de Combate à Desinformação Eleitoral (CCDE), que atua em parceria com o TSE e outras instituições para prevenir e reprimir a disseminação de conteúdos falsos, incluindo o uso indevido de inteligência artificial e deepfakes em campanhas eleitorais.
Cooperação e confiança no processo eleitoral
O vice-presidente e corregedor, desembargador Lois Arruda, destacou os desafios da logística eleitoral no Acre e a necessidade de atuação conjunta: “Realizar eleições no Acre é um desafio logístico e institucional. Temos locais de difícil acesso e um cenário que exige cooperação entre todas as forças aqui representadas. A Justiça Eleitoral reafirma o compromisso de garantir a legalidade e a transparência do processo, e contamos com a parceria da imprensa e da sociedade para combater a desinformação e fortalecer a confiança no voto de cada cidadã e cidadão.”

A democracia se fortalece quando imprensa e Justiça Eleitoral caminham juntas. Foto: captada
O papel da imprensa
A presidente Waldirene Cordeiro encerrou destacando o protagonismo da comunicação: “Em um tempo em que a desinformação se espalha tão rápido, contar com o trabalho sério e responsável dos veículos de comunicação é essencial para levar à sociedade informações seguras e confiáveis. A democracia se fortalece quando imprensa e Justiça Eleitoral caminham juntas, e este encontro simboliza mais uma etapa dessa parceria”, enfatizou a presidente do TRE-AC.
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Acre
Rio Acre sobe 45 cm em nove horas e atinge 10,89 metros em Rio Branco
Elevação registrada neste domingo foi impulsionada por 35,6 mm de chuva; nível segue abaixo da cota de alerta

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Acre
Vídeo; Raio atinge árvore e mata bovinos em propriedade rural de Sena Madureira
Animais buscavam abrigo da chuva quando descarga elétrica atingiu o local, no km 25 da BR-364
Um fenômeno natural provocou prejuízo e assustou moradores da zona rural de Sena Madureira na tarde desta sexta-feira (9). Vários bovinos morreram após uma descarga elétrica atingir uma árvore em uma propriedade localizada no km 25 da BR-364, no trecho que liga o município a Rio Branco.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram os animais já sem vida espalhados pelo pasto logo após o ocorrido. Segundo relatos de moradores, o rebanho havia se concentrado sob a copa de uma árvore isolada na pastagem para se proteger da chuva intensa, no momento em que o raio atingiu o local.
Entre os animais mortos estão vacas e bezerros, o que representa um prejuízo significativo ao produtor rural responsável pela área.
Especialistas alertam que árvores isoladas em áreas abertas funcionam como pontos de atração para descargas elétricas, aumentando o risco de acidentes durante tempestades. A orientação é que, sempre que possível, os animais sejam mantidos afastados desses locais em períodos de chuva com incidência de raios.
O caso serve de alerta para produtores rurais e moradores da zona rural durante o inverno amazônico, período em que tempestades elétricas se tornam mais frequentes na região.
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Acre
Leila Galvão condiciona candidatura a deputada federal à formação de chapa competitiva pelo MDB
Ex-prefeita só concorre pelo MDB se partido tiver chapa competitiva; lista de possíveis candidatas inclui oito mulheres com histórico eleitoral

Caso o MDB não consiga estruturar uma campanha sólida, avalia-se que Leila Galvão poderá migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do estado. Foto: captada
O cenário político do Acre para as eleições de 2026 já movimenta especulações e articulações nos primeiros dias do ano. Na região do Alto Acre, o nome da ex-prefeita Leila Galvão tem sido constantemente mencionado como possível candidata a deputada federal pelo MDB — desde que o partido consiga formar uma chapa competitiva. Caso contrário, ela avalia migrar para outra legenda que apoie a candidatura da vice-governadora Mailza Assis, apoiada oficialmente pelo governador Gladson Cameli ao governo do estado.
Além de Leila Galvão, outros sete nomes femininos com trajetória eleitoral são citados como possíveis candidatas à Câmara dos Deputados: Socorro Nery, Antônia Lúcia, Fernanda Hassem, Márcia Bittar, Vanda Milani, Perpétua Almeida e Shirley Torres. A movimentação reflete o clima de definição de alianças e composições que marca o início do ano eleitoral no estado, onde, como destacam observadores políticos, “o acreano respira política de segunda a domingo, dia e noite”.
Contexto da articulação:
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Leila Galvão já declarou publicamente apoio a Mailza Assis, candidata oficial do governador Gladson Cameli (PP);
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O MDB estadual ainda não definiu sua estratégia de alianças para 2026;
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A condicionalidade reflete a busca por uma coligação viável que maximize suas chances de eleição.
Outros nomes femininos em evidência:
Além de Leila Galvão, são citadas como potenciais candidatas a deputada federal:
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Socorro Neri
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Antônia Lúcia
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Fernanda Hassem
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Márcia Bittar
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Vanda Milani
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Perpétua Almeida
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Shirley Torres
- Charlene Lima
Análise política:
A disputa por vagas femininas tende a ser acirrada, já que o Acre elege apenas oito deputados federais. A migração partidária é uma estratégia comum em anos eleitorais, especialmente quando há convergência em torno de um projeto majoritário – no caso, a eleição de Mailza Assis.
As convenções partidárias devem ocorrer entre julho e agosto, quando serão definidas as chapas e coligações. Até lá, os nomes devem circular entre legendas como PP, MDB, União Brasil, PL e Republicanos.
A condição imposta por Leila Galvão reflete o pragmatismo eleitoral que marca a política acreana: mais importante que a legenda é estar alinhada ao grupo hegemônico e ter viabilidade de votação.




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