Brasil
Seis municípios do Acre têm mais áreas para agropecuária do que floresta
No Acre, também fazem parte da Amacro a capital Rio Branco, Bujari, Xapuri, Manoel Urbano, Sena Madureira, Assis Brasil e Brasiléia. Segundo projeção, os três primeiros municípios caminham para ter o mesmo destino nos próximos anos.

O Rio Acre, que banha cinco municípios que integram a Amacro, entre eles a capital, já chegou, no início de setembro, a 5 centímetros da menor cota histórica
Com informações da InfoAmazonia
Uma análise feita pela InfoAmazonia, com base nos dados da rede MapBiomas, aponta que há mais áreas para agropecuária do que floresta em seis dos 13 municípios acreanos pertencentes ao projeto Amacro – que engloba o sul do Amazonas, leste do Acre e noroeste de Rondônia, sendo o nome uma junção das siglas dos três estados.
Entre os municípios acreanos cujas totalidades de áreas florestais são menores que as destinadas para a agropecuária estão Plácido de Castro, Senador Guiomard, Acrelândia, Capixaba, Epitaciolândia e Porto Acre.
Considerada a nova frente de expansão agrícola na Amazônia brasileira, a Amacro reúne 32 municípios e ocupa 10% do território amazônico. Em 2022, a área foi responsável, sozinha, por mais de 1/3 de todo o desmatamento na maior floresta tropical do mundo.

No Acre, também fazem parte da Amacro a capital Rio Branco, Bujari, Xapuri, Manoel Urbano, Sena Madureira, Assis Brasil e Brasiléia. Segundo projeção, os três primeiros municípios caminham para ter o mesmo destino nos próximos anos.
“O projeto Amacro começou a ser discutido em 2018 e foi lançado durante o governo de Jair Bolsonaro para incentivar o agronegócio na região. Na prática, se tornou um dos principais motores do desmatamento no bioma”, diz reportagem da InfoAmazonia, baseada no estudo.
Acelerador da devastação
A análise cita ainda que, entre 2018 e 2022, a abertura de áreas para a agropecuária na região da Amacro disparou uma média de 5,61% por ano, mais que o dobro da média para o bioma no país. “Após sua criação, a Amacro tornou-se um dos principais aceleradores desse problema, concentrando uma parte expressiva da devastação da floresta”.

A Amacro reúne 32 municípios e ocupa 10% do território amazônico. Em 2022, a área foi responsável, sozinha, por mais de 1/3 de todo o desmatamento na maior floresta tropical do mundo.
O climatologista Carlos Nobre, um dos entrevistados da reportagem da InfoAmazonia, afirma que a Amacro é, ao lado do norte do Mato Grosso e o centro-sul do Pará, a região mais crítica para a floresta atualmente, “onde mais de 90% do desmatamento ocorre para abertura de pastagens e lavouras”.
“Ali [na Amacro], se nada for feito, até 2050 a Amazônia passa do ponto de não retorno e perde sua capacidade de regeneração natural. Não existe mais nenhuma justificativa para mais desmatamento”, afirma Nobre.

Igarapé Encrenca, que abastece cidade de Epitaciolândia, está visivelmente vazio — Foto: Erisson Cameli/Arquivo pessoal
Seca extrema
A região amazônica vive, hoje, uma seca severa. Todo o território acreano se encontra afetado pela estiagem, potencializada pelas mudanças climáticas. Estas, por sua vez, são causadas, entre outros motivos, pelo desmatamento.
O Rio Acre, que banha cinco municípios que integram a Amacro, entre eles a capital, já chegou, no início de setembro, a 5 centímetros da menor cota histórica. Outros mananciais vivem a mesma situação.
Paralelo à falta de chuvas, o estado sofre ainda com as queimadas urbanas e rurais e com a fumaça proveniente da prática. A Defesa Civil nacional já reconheceu situação de emergência em todos os 22 municípios do Acre.
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EUA negam que mísseis do Irã atingiram porta-aviões Abraham Lincoln
Os Estados Unidos negaram neste domingo (1°) que o porta-aviões USS Abraham Lincoln tenha sido atingido por mísseis do Irã. O navio foi enviado para a costa do Oriente Médio, para reforçar os ataques contra o país persa, iniciados no último sábado (28). Os bombardeios seguem na região. 

Segundo o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) do Irã, quatro mísseis balísticos foram lançados contra a embarcação neste domingo e teriam atingido o porta-aviões.
Responsável por operações militares na Ásia Central e no Oriente Médio, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) publicou imagens de caças decolando do navio em suas redes sociais e afirmou que os mísseis “não chegaram nem perto”.
“O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha incansável do Centcom para defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano”, diz texto divulgado nas redes sociais.
O Centcom também informou que três militares do país morreram e cinco tiveram ferimentos graves durante os ataques ao Irã. “Vários outros” se feriram sem gravidade e devem retornar ao conflito.
Guerra
Estados Unidos e Israel bombardearam diversos alvos em território iraniano, causando centenas de mortes, incluindo autoridades do país. Entre os mortos está o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.
Também neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Segundo informou o jornal estatal Tehran Times, o conselho é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian; do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie; e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - INTERNACIONAL
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Bolsonaristas fazem manifestação no Rio com críticas a Lula e STF

O ato convocado nacionalmente pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), foi esvaziado no Rio de Janeiro (RJ). Os manifestantes bolsonaristas se reuniram na Praia de Copacabana, na manhã deste domingo (1º/3), para protestar contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além do Rio, houve manifestações na manhã deste domingo em pelo menos seis cidades: Brasília (DF), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), São Bernardo do Campo (SP) e Ribeirão Preto (SP).
Críticas a Lula e STF
No Rio de Janeiro, o ato teve a participação de nomes como os deputados federais do PL Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante, Altineu Côrtes, General Pazuello e o senador Carlos Portinho. Além dos parlamentares, quem também discursou foi o secretário estadual das cidades, Douglas Ruas (PL), escolhido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) como pré-candidato ao governo do Rio.
Na ocasião, Ruas criticou o prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD). O pré-candidato ressaltou que Paes é aliado de Lula, e lembrou de sua participação no desfile da escola Acadêmicos de Niterói.
“2026 é o ano da virada, do Brasil acordar. Está muito claro o que temos do outro lado. O presidente que diz que traficante é vítima, não vamos admitir isso. Ele esteve aqui, e ao lado do Eduardo, sambou, riu e aplaudiu o maior ataque já visto à família brasileira. Nós defendemos a família, eles defendem os vagabundos. Isso tem que ficar claro”, disse Ruas.
Quando convocou a manifestação pelas redes sociais, Nikolas abordou que o tema ficaria restrito a “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”. No entanto, a pauta desagradou a ala bolsonarista que defende moderação para eleger Flávio. Por conta disso, os organizadores também incluíram os pedidos de anistia.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Netanyahu afirma que ofensiva contra o Irã será intensificada
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (1º) que a ofensiva militar contra o Irã, iniciada no último sábado (28), vai ser intensificada.

“Nossas forças estão avançando no coração de Teerã com intensidade crescente, e isso só se intensificará ainda mais nos próximos dias.”
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- Irã eleva para 153 as estudantes mortas em ataque a escola.
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Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã já deixaram centenas de mortos e feridos. Entre as vítimas, o Ministério da Educação do Irã inclui 153 meninas mortas e 95 feridas em um bombardeio aéreo a uma escola em Minab, no sul do país.
Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou neste domingo o lançamento de um ataque contra o território israelense e pelo menos 27 bases americanas na região do Oriente Médio.
Netanyahu reconheceu o custo humano do conflito para a população israelense, e citou ataques contra duas cidades do país: Tel Aviv e Beit Shemesh.
Benjamin Netanyahu classificou o momento como “dias dolorosos” e prestou condolências às famílias das vítimas. Por fim, desejou uma rápida recuperação aos feridos.
Queda do regime
O político israelense usou sua conta na rede social X para comentar os últimos desdobramentos da campanha militar contra o país persa.
“Acabei de sair de uma reunião com o Ministro da Defesa, o Chefe do Estado-Maior e o chefe do Mossad [Instituto de Inteligência e Operações Especiais de Israel]. Dei instruções para a continuação da campanha”, publicou o líder israelense.
O premiê destacou a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. “Ontem [28], eliminamos o ditador Khamenei. Juntamente com ele, eliminamos dezenas de figuras importantes do regime opressor.”
Aliança militar com os EUA
Em vídeo publicado, o mandatário israelense diz que tem mobilizado todo o poder das Forças de Defesa de Israel, “como nunca antes, para garantir a existência do país no futuro”. Além disso, ressaltou a parceria com os Estados Unidos e seu presidente, Donald Trump, a quem chama de amigo.
“Essa combinação de forças nos permite fazer o que eu venho esperando fazer há 40 anos: atacar o regime terrorista em cheio. Eu prometi, e nós vamos cumprir”.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA BRASIL - INTERNACIONAL



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