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Secretário de Saúde detalha plano de combate à Covid-19 aos deputados

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O secretário estadual de Saúde, Alysson Bestene, foi sabatinado pelos deputados estaduais durante a sessão virtual da Assembleia Legislativa (Aleac) nesta quarta-feira, 15. A partir de um requerimento aprovado no plenário da Aleac, Alysson aceitou o convite e respondeu por mais de três horas perguntas dos parlamentares sobre o plano de contingência do Estado para o combate à pandemia de Covid-19. O clima de união acima de questões partidárias predominou durante o diálogo entre o secretário e os deputados, que fizeram várias sugestões para reforçar as ações contra a epidemia.

Clima de união acima de questões partidárias predominou durante o diálogo entre o secretário e os deputados Foto: Agência Aleac.

Os primeiros questionamentos foram do deputado Jenilson Leite (PSB), que é médico infectologista. Mas outros 18 parlamentares participaram da sabatina coordenada pelo presidente da Aleac, Nicolau Júnior (Progressistas). Os deputados pediram, em linhas gerais, um detalhamento dos recursos disponíveis no setor da Saúde estadual para evitar o contágio descontrolado do coronavírus. Alysson Bestene traçou um quadro das medidas adotadas por sua pasta sob a coordenação do governador Gladson Cameli.

“Aqui no Acre, diante do que vinha sendo noticiado mundialmente, trabalhamos antecipadamente num plano de contingência. O governador Gladson colocou toda a nossa estrutura estadual para ajudar a Saúde. Atualmente, já estamos na sua quinta versão porque, conforme as coisas vão acontecendo, temos que ir mudando as ações. Mas a base do nosso trabalho é a vigilância, a prevenção e a assistência. Adotamos, como uma das medidas preventivas, o isolamento social. A UPA do Segundo Distrito e o Pronto-Socorro se tornaram unidades de referência na capital para identificação e tratamento dos casos notificados. Tínhamos 10 leitos de UTIs montados no Pronto-Socorro, mas a previsão é de termos mais 11, na próxima semana”, afirmou Alysson.

Secretário de Saúde, Alysson Bestene, falou sobre a capacidade de ampliação de atendimento para receber novos casos de coronavírus Foto: Agência Aleac.

O secretário de Saúde também ressaltou que o Instituto de Traumatologia (Into) recebeu recentes intervenções para ampliar a capacidade de atendimento do Estado aos casos de Covid-19 .

Ampliação da capacidade de atendimento

“Há uma previsão de, na próxima semana, a gente ter mais 11 leitos de UTI no Into. Uma obra iniciada em 2013 pelo governo anterior, mas que retomamos para viabilizar uma nova estrutura. Também ali teremos 46 leitos de enfermaria. Mas existe uma perspectiva da ampliarmos a capacidade dessa unidade hospitalar que poderá chegar até 70 leitos de UTI. A gente trabalha com projeções e a nossa programação, que pode ser atualizada mediante as mudanças da curva epidemiológica”, ressaltou ele.

Alysson Bestene destacou ainda que, no Juruá, haverá uma ampliação do número de UTIs para 12. Também que no Hospital de Brasileia, que atende todo a região do Alto Acre, estão previstas as montagens de pelo menos oito UTIs. No entanto, ele lamentou questões da falta de materiais hospitalares no mercado nacional e internacional para atender as demandas necessárias no Acre. Sem falar na questão da logística de transporte que atrapalha a entrega de equipamentos com rapidez no estado.

Respiradores mecânicos

Pelo menos 84 novos respiradores mecânicos foram comprados pelo governo, que recebeu também uma doação de outros 25 do Ministério Público do Trabalho. Segundo Alysson, a ideia é que todos os municípios do Acre possam ter respiradores dependendo da liberação de verbas do Ministério da Saúde e da capacitação de profissionais para a operação desses equipamentos.

Projeções preocupantes

“O nosso plano de contingência tinha uma projeção de casos para abril que está um pouco acima do esperado. A curva epidemiológica vem crescendo acima do previsto. Hoje nos programamos para uma projeção de 10% da nossa população que poderá ser contaminada até agosto. Mas isso são apenas projeções que esperamos que possam ser mudadas de acordo com as nossas recomendações para seguirem as orientações sanitárias. Todas as nossas secretarias estão envolvidas no processo de combate à epidemia comandada pelo governador. Tenho visto ainda os deputados estaduais se envolvendo no processo para que se tenha consciência em relação ao isolamento, o contato e a higiene. Tenho a certeza que vamos sair vitoriosos com a união de todos”, previu Alysson.

Equipamentos de segurança para os profissionais da saúde

O secretário de Saúde explicou que, ainda em janeiro, foi realizada uma compra pela gestão estadual de EPIs hospitalares com 280 mil máscaras cirúrgicas. Além de diversos outros equipamentos de proteção aos profissionais da Saúde. E que graças a essa antecipação é que tem sido possível manter o trabalho de atendimento nos hospitais do Acre.

“Numa situação normal, a gente gastava uma média 18 mil máscaras por mês. Mas só em março, passamos a distribuir 168 mil. Então, já adquirimos 800 mil novas máscaras e 8 mil aventais plásticos para os profissionais que estão na luta contra a Covid-19. Mas sempre temos que torcer para superarmos os problemas com a logística das entregas”, frisou Alysson.

Uma outra questão respondida pelo secretário aos deputados foi em relação ao estoque de medicamento disponível. Segundo Alysson, no momento, o Estado dispõe dos principais fármacos utilizados no tratamento do coronavírus. Também ressaltou que 68 novos funcionários da Saúde foram capacitados para trabalharem nas UTIs, entre médicos, fisioterapeutas e auxiliares de enfermagem. Mas que existe a possibilidade de contratação de mais profissionais para as novas UTIs que serão instaladas. Ele lembrou ainda que já existe o planejamento para um hospital de campanha caso seja necessário.

Reforço aos cuidados da população

“Temos que tomar as nossas decisões a partir do princípio científico. Estamos fazendo o isolamento social baseado em experiências do mundo inteiro. O governador Gladson Cameli sempre teve a sua visão direcionada para o bem-estar da nossa população. Conforme a nossa curva epidemiológica, vamos manter o isolamento necessário e a manutenção dos regramentos sanitários. Temos os serviços essenciais funcionando, mas que devem seguir as orientações determinadas. É o momento de mostrar amor ao próximo evitando a contaminação, porque 80% vai ter uma síndrome gripal comum, mas os outros 20% poderão ter complicações. Vamos retomar gradualmente às atividades comerciais com os regramentos necessários e a nossa capacidade de fiscalização”, explicou o secretário.

Exames para detecção da Covid-19

O Acre tem no Laboratório Charles Mérieux a sua referência para testar as possíveis contaminações da Covid-19.

“Temos a capacidade de 48 análises por dia, que poderá chegar a 150. O nosso outro laboratório, o Lacem, tinha uma máquina em desuso, mas um técnico colocou-a para funcionar. Assim teremos uma capacidade de análises ainda maior. Recebemos 2 mil testes rápidos do governo federal. Mas o protocolo do Ministério da Saúde só permite a sua utilização em profissionais da Saúde e da Segurança. Mas já adquirimos outros 10 mil testes rápidos para fazermos a testagem da população, que deverá chegar em 15 dias”, finalizou Bestene.

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Acre registra aumento de hospitalizações por influenza A, aponta Fiocruz

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Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)

Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas. Foto: captada 

O Acre continua registrando incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira, 22.

O avanço dos casos no estado vem sendo impulsionado principalmente pela influenza A, responsável pelo aumento das hospitalizações em crianças pequenas, jovens, adultos e idosos.

A análise tem como base a Semana Epidemiológica 2, correspondente ao período de 11 a 17 de janeiro, e também aponta situação semelhante no Amazonas. Diferentemente do cenário observado no Acre, o panorama nacional indica queda de casos de SRAG tanto na tendência de longo prazo, que considera as últimas seis semanas, quanto na de curto prazo, referente às últimas três semanas.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas no país, entre os casos positivos de SRAG, a prevalência foi de 20,5% de influenza A, 2,6% de influenza B, 8,5% de vírus sincicial respiratório, 33,2% de rinovírus e 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença dos vírus foi de 29,4% de influenza A, 3,2% de influenza B, 4,8% de vírus sincicial respiratório, 19% de rinovírus e 32,5% de Sars-CoV-2.

Diante do cenário no Acre, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, recomenda a adoção de medidas de proteção pela população, como o uso de máscaras em postos de saúde e em locais fechados com grande circulação de pessoas. Ela também reforça a importância da vacinação.

“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário, a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade, tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, afirmou.

Situação em outros estados e capitais

Em estados como Ceará, Pernambuco e Sergipe, as hospitalizações por influenza A apresentam sinal de interrupção do crescimento ou início de queda. Na Paraíba, há um leve aumento das hospitalizações por vírus sincicial respiratório, ainda sem reflexo no crescimento de casos de SRAG em crianças pequenas.

Até a Semana Epidemiológica 2, apenas três das 27 capitais brasileiras apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com crescimento na tendência de longo prazo: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Incidência, mortalidade e dados de 2026

Em nível nacional, os dados indicam estabilidade ou leve queda dos casos de SRAG em todas as faixas etárias, associadas à baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. A exceção é a influenza A, que, apesar de apresentar baixa circulação na maior parte do país, tem impulsionado o aumento dos casos no Acre e no Amazonas.

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm maior impacto nos extremos etários. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente entre os idosos. Casos associados à influenza A e ao Sars-CoV-2 apresentam maior incidência em crianças pequenas e idosos, com mortalidade mais acentuada na população idosa.

Em relação ao ano epidemiológico de 2026, já foram notificados 1.765 casos de SRAG no país. Desses, 399 (22,6%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 611 (34,6%) apresentaram resultado negativo e 615 (34,8%) ainda aguardam resultado.

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Menino de 6 anos aguarda há mais de 2 semanas por otorrino no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul

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Criança tem infecção com pus e dor constante; mãe denuncia que, mesmo com especialista no hospital, atendimento só tem sido feito por clínico geral

De acordo com a mãe da criança, o ouvido do menino apresenta pus visível, dor constante e não responde aos medicamentos prescritos por médicos clínicos gerais. Foto: captada 

Há mais de duas semanas, um menino de 6 anos enfrenta uma infecção no ouvido com pus, dor persistente e sem resposta ao tratamento prescrito por clínicos gerais no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A mãe da criança denuncia que, apesar de várias idas à UPA e ao hospital, o garoto ainda não foi avaliado por um médico otorrinolaringologista.

Segundo ela, o quadro não melhora com os medicamentos receitados, e os pedidos por um especialista foram respondidos com a informação de que “o atendimento não funciona dessa forma”. Na última quarta-feira, a criança passou a tarde inteira no hospital sem ser atendida pelo otorrino, mesmo havendo um profissional disponível na unidade.

A família teme o agravamento da infecção e busca visibilidade para o caso na expectativa de que a criança receba o atendimento especializado necessário. A Secretaria de Saúde do Acre ainda não se pronunciou sobre a situação.

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Lucas Sanchez sofre fratura e está fora do Campeonato Estadual

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Foto Glauber Lima: O prazo de recuperação para Lucas Sanchez é de 45 dias

O atacante Lucas Sanchez, do Santa Cruz, sofreu uma fratura na clavícula esquerda durante o confronto contra o Humaitá nessa quinta, 22, na Arena da Floresta, e está fora do Campeonato Estadual Sicredi de 2026.

O atleta foi atendido no Pronto Socorro de Rio Branco e o prazo de recuperação para a lesão é de 45 dias.

Volta aos treinos

O elenco do Santa Cruz volta aos treinos nesta sexta, 23, no CT do Cupuaçu, para um trabalho de recuperação física e inicia a preparação para o confronto contra o Vasco programado para o dia 31, no Tonicão.

Aumentar a pressão

A derrota para o Humaitá deve aumentar a pressão no Santa Cruz para o duelo da 3ª rodada. A equipe ainda não venceu no Estadual e ganhar do Vasco transformou-se em obrigação para manter as boas chances de classificação para as semifinais.

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