Acre
Projeto “ECA na Comunidade” é contemplado com emenda parlamentar
Deputado federal Gerlen Diniz entregou equipamentos e anunciou nova emenda para ações do tribunal
Nelson Mandela afirmou que “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” e essa citação ressoa fortemente até os dias de hoje, porque inspira ao reconhecimento do valor da educação na promoção da igualdade e no combate à injustiça. Hoje, o propósito educativo foi fortalecido no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) com o recebimento de materiais adquiridos com recursos provenientes de emendas do deputado federal Gerlen Diniz.
Uma caixa de som, notebook, um projetor, câmera fotográfica, banner e camisetas – os itens servirão para apoiar o projeto “Eca na Comunidade”. A novidade foi recebida pela desembargadora-presidente, Regina Ferrari, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Samoel Evangelista, a coordenadora da Infância e Juventude, desembargadora Waldirene Cordeiro, juiz substituto José Neto, a diretora de secretaria da 2ª Vara da Infância e Juventude, Larissa Abreu; e a pedagoga da unidade, Alessandra Pinheiro.

O parlamentar assinalou que o recurso é proveniente de emenda de quando ele ainda era deputado estadual. Atualmente, ele atua como deputado federal, contudo reafirmou seu compromisso com a educação.
No ato, a desembargadora-presidente destacou a missão do “Eca na Comunidade”: “nós estamos muito felizes em receber esses materiais, que serão muito bem aproveitados em nossas atividades. O ‘Eca na Comunidade’ é realizado pelo TJAC desde 2011, levando palestras ao longo do ano letivo em várias escolas da capital acreana. Em cada ação, conversamos com adolescentes sobre a importância dos deveres, e essa conscientização também previne a violação de outros direitos”.
Mais emendas previstas para 2024
Durante a agenda, o deputado Gerlen Diniz anunciou mais uma emenda para este ano de 2024: um recurso de R$ 450 mil será destinado a apoiar o desenvolvimento do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM), ou seja, ofertar um lar provisório ao público infanto-juvenil, que foi exposto a ameaças graves.
O juiz José Neto contextualizou o panorama de vulnerabilidades que são apresentadas à Justiça acreana, como famílias envolvidas com a drogadição e/ou organizações criminosas. A desembargadora-presidente explicou que um lar provisório permitirá um acolhimento adequado e o atendimento aos protocolos devidos para a proteção, porque se tratam de situações diferentes das encontradas nos abrigos e no Instituto Socioeducativo.
Em consonância, a desembargadora Waldirene ressaltou a relevância do investimento em políticas sociais para combater que crianças e adolescentes sejam cooptados para o crime.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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Acre
Fila do INSS bate recorde histórico e chega a 3 milhões à espera de benefícios
É o maior número já registrado pelo Boletim Estatístico da Previdência Social, que começou em 2004
A fila por benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) atingiu quase 3 milhões de requerimentos em novembro. É o maior número já registrado pela série histórica do Boletim Estatístico da Previdência Social, desde 2004.
O volume passou de 1,98 milhão, no mesmo período de 2024, para 2,97 milhões de requerimentos aguardando aposentadoria, pensão ou auxílio. O que representa um aumento de 49%.
A maioria dos pedidos aguarda análise do instituto ou perícia médica inicial. Estão incluídos tanto os processos com até 45 dias como os acima disso.
Já o tempo médio de concessão aumentou de 43 para 46 dias nesse período.
O número de benefícios pagos pelo INSS em novembro foi de 41,6 milhões, com um total de pagamento de R$ 76 bilhões.
Histórico
A disparada da fila por benefícios começou em dezembro do ano passado, quando o número ultrapassou 2 milhões.
Ao longo de 2024, houve uma diminuição da fila de concessão entre janeiro e junho, antes de voltar a crescer e alcançar o maior número do ano em dezembro, com 2.042.016 pessoas. Já em 2025, houve uma escalada dos requerimentos.
O INSS e o Ministério da Previdência não responderam sobre o posicionamento atual da fila.
Anteriormente, afirmaram que as alterações da lei que passou a exigir biometria para o BPC (Benefício de Prestação Continuada) gerou um represamento, além do aumento de requerimentos.
Programas
O governo federal chegou a lançar medidas pra reduzir a fila. No entanto, em outubro, o Programa de Gerenciamento de Benefícios foi suspenso temporariamente por falta de recursos no orçamento do INSS.
A meta anunciada era que pedidos de aposentadoria, pensões e auxílios fossem analisados em até 45 dias.
Por meio de mutirões, servidores trabalhavam fora do expediente normal, inclusive aos fins de semana, com remuneração adicional. O prazo de 45 dias foi estabelecido em acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU).
Medidas para reduzir a fila
Perícia médica
- 500 novos peritos médicos federais foram aprovados em concurso público realizado em fevereiro deste ano, após quase 15 anos sem contratações.
- Ao todo, 235 municípios serão atendidos, com foco nas regiões Norte e Nordeste, que concentram as maiores filas.
- Serão 88 peritos no Norte e 268 no Nordeste. A capacidade de atendimento do Norte vai crescer 46,56%, e a do Nordeste, 36,31%.
- No Centro-Oeste, o aumento será de 28%.
- No Sudeste e no Sul, regiões com maior número de peritos atualmente, os reforços representarão ganhos de 5,2% e 2,7%, respectivamente.
Programa de Gestão de Desempenho
- Prevê o pagamento de bônus por produtividade, a título de hora extra, com o objetivo de ampliar a capacidade de entrega.
- A iniciativa permite que servidores e médicos peritos aumentem a produção e recebam valores adicionais de R$ 68 por tarefa para servidores e de R$ 75 para médicos peritos, a cada atividade extra realizada.
Mutirão
- Os mutirões são realizados de forma conjunta, entre a Perícia Médica Federal e o INSS, para garantir mais agilidade na análise dos benefícios.
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Acre
Acre perde 74 vagas formais em novembro e acumula dois meses seguidos com mais demissões que contratações
Construção civil foi o setor mais afetado, com queda de 372 postos; comércio e serviços tiveram saldo positivo, mas não compensaram perdas

Em Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado, o resultado também foi positivo, com saldo de 36 vagas: foram 283 contratações e 247 desligamentos, lojas de Cruzeiro do Sul. Foto: captada
Pelo segundo mês consecutivo, o Acre fechou com saldo negativo no mercado formal de trabalho, segundo dados de novembro do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foram 4.555 admissões contra 4.629 demissões, resultando na perda líquida de 74 vagas.
A queda foi puxada principalmente pelo setor da construção civil, que registrou 414 contratações e 786 demissões, extinguindo 372 postos de trabalho. O setor de serviços, com saldo positivo de 67 vagas (2.381 admissões e 2.314 demissões), e o comércio, com saldo de 208 vagas (1.331 admissões e 1.123 demissões), não foram suficientes para compensar as perdas. A indústria praticamente empatou, com uma vaga a menos, e a agropecuária teve saldo positivo de 24 vagas.
O estado havia interrompido, em outubro, uma sequência de oito meses seguidos de saldo positivo, quando perdeu 172 vagas formais.
Situação nos municípios
No recorte por municípios, Rio Branco ficou responsável pela maior fatia do mercado de trabalho estadual e terminou o mês com 3.385 admissões e 3.085 desligamentos, um saldo de 300 vagas.
Em Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado, o resultado também foi positivo, com saldo de 36 vagas: foram 283 contratações e 247 desligamentos.
Já o Bujari, no interior do estado, teve um dos piores desempenhos proporcionais com saldo de -161, após 153 admissões e 314 demissões no município.

No recorte por municípios, Rio Branco ficou responsável pela maior fatia do mercado de trabalho estadual e terminou o mês com 3.385 admissões e 3.085 desligamentos, um saldo de 300 vagas. Foto: captada
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Acre
Protetora cuida de 128 gatos resgatados em Rio Branco com ajuda do filho e doações esporádicas
Francisca Martins, 51 anos, destina toda sua renda de faxinas aos animais, mas enfrenta falta de ração, dívidas veterinárias e dificuldade para adoção por causa da idade e dos problemas de saúde dos felinos

Apesar da enorme responsabilidade, Francisca conta com ajuda fixa de duas pessoas, que doam 25kg de ração uma vez por mês. “Quando aperta, eu peço ajuda em grupos. Não por mim, mas por eles”. Foto: captada
Em meio a uma rotina exaustiva, a protetora independente de animais Francisca Martins, de 51 anos, cuida atualmente de 128 gatos resgatados de situações de abandono, maus-tratos e doenças em Rio Branco. A maioria dos felinos é idosa e tem problemas de saúde crônicos, o que dificulta a adoção e aumenta os custos com alimentação especial, medicamentos e consultas veterinárias.
Francisca mora de aluguel com o filho, de 26 anos, que ajuda nos cuidados, e sobrevive com a renda de diárias de faxina — praticamente toda destinada aos animais. A cada três dias, os gatos consomem cerca de 30 kg de ração, além de sachês e produtos de limpeza. Ela conta com doações esporádicas de duas pessoas e pede ajuda em grupos quando “aperta”, mas acumula dívidas em clínicas veterinárias. O único suporte regular vem do hospital veterinário da Ufac.
A protetora, que começou os resgates em 2018 após lidar com depressão, diz que os animais são sua motivação para seguir. “Eles me dão força todos os dias para levantar da cama”, afirma. Ela critica a falta de políticas públicas para proteção animal e o hábito de pessoas que a procuram apenas para “transferir o problema” do abandono. Mesmo com as dificuldades, segue resgatando, reabilitando e buscando adoções responsáveis para os felinos, cujos nomes conhece um a um.

Quem puder contribuir com doações ou ajudar de alguma forma esses animais resgatados, pode doar diretamente para a protetora, por meio do PIX 68981002587 ou pelo telefone de Francisca (68)99230-0553. Foto: captada



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