Acre
Primeira frente fria do ano chega ao Acre a partir desta quarta-feira, 28
As temperaturas nos municípios devem oscilar entre a mínima de 23ºC e máxima de 33ºC e permanecer amenas até a sexta, 30, com mínimas que podem chegar a 11°C

O especialista enfatizou, ainda, que o evento vai quebrar os recordes de temperatura do ano de 2025, até o momento, em todas as cidades do Acre. Foto: cedida
O boletim climático do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma) aponta para a chegada de uma frente fria ao Acre nesta quarta-feira, 28. O evento deverá mudar as temperaturas em todo o estado. As temperaturas devem continuar baixando até a sexta-feira, 30.
O Cigma mapeou as informações baseadas na previsão feita pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
O boletim informa que a frente fria, que chega no Sul da Amazônia, deve mudar o tempo em toda a região, inclusive no Acre. Embora haja queda na temperatura, a previsão ainda é de sol forte, calor e tempo abafado em todo o estado.
O meteorologista e analista em Ciência e Tecnologia do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia – Centro Regional de Porto Velho (Censipam-CR/PV), Dr. Luiz Alves dos Santos Neto, descreve a chegada da frente fria em todo o estado.
“A frente fria chegará no Acre a partir do final da tarde. As primeiras cidades que geralmente sentem os efeitos são as do Leste e do Sul do estado, região próxima à fronteira com a Bolívia e o Peru, a região do Vale do Acre e Vale do Purus. Normalmente é assim que acontece e, por último, as cidades do Oeste do estado, Tarauacá, região de Cruzeiro do Sul. As temperaturas vão cair de forma abrupta em todas as regiões. Na quinta, 29, teremos um dia bastante ameno, bem frio e isso deve perdurar até o final de semana. As temperaturas mínimas previstas podem chegar a até 13ºC em Brasileia, Assis Brasil, 14ºC em Rio Branco e próximo dos 16ºC nas cidades do Oeste acreano, Tarauacá e Cruzeiro do Sul. Na sexta, 30, esperamos as menores temperaturas”, afirma.
No decorrer do dia a nebulosidade aumenta e ocorrem pancadas de chuva com trovoadas em todas as regiões acreanas, com risco de temporais e ventanias. As temperaturas seguirão elevadas ao longo do dia e somente à noite a massa polar que trará a friagem chegará ao estado, derrubando as temperaturas.
As temperaturas nos municípios devem oscilar entre a mínima de 23ºC e máxima de 33ºC e permanecer amenas até a sexta, 30, com mínimas que podem chegar a 11°C.
O especialista enfatizou, ainda, que o evento vai quebrar os recordes de temperatura do ano de 2025, até o momento, em todas as cidades do Acre.
“Não significa que essa vai ser a menor friagem do ano, vai ser a menor do ano até agora. Outros eventos parecidos ou até mais fortes podem vir a acontecer. Então, agora esses sistemas vão começar a aparecer com um pouco mais de intensidade, com um pouco mais de frequência. Podemos esperar que outros eventos dessa magnitude ou até mais fortes aconteçam até agosto, setembro. Por enquanto, essa é a primeira massa polar de forte magnitude de 2025”, complementou.
Confira as temperaturas em todas as regiões:
Alto Acre
Em Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri as temperaturas oscilam entre 23°C e 34ºC.
Baixo Acre
Mínima de 24°C e máxima de 33ºC são as temperaturas registradas em Acrelândia, Bujari, Capixaba, Plácido de Castro, Porto Acre, Senador Guiomard e Rio Branco.
Vale do Juruá
Já em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter e Rodrigues Alves os termômetros ficam entre 23ºC e 33°C.
Vale do Purus
Em Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus e Sena Madureira faz entre 24ºC e 32°C.
Vale do Tarauacá/Envira
Por fim, em Feijó, Jordão e Tarauacá a variação de temperatura fica entre a mínima de 23°C e a máxima de 33°C.
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Acre
Acre lidera ranking nacional de feminicídios em 2025, com maior taxa proporcional do país
Estado registrou 14 assassinatos de mulheres, alta de 75% sobre 2024; taxa de 1,58 por 100 mil habitantes é a mais elevada entre todas as unidades federativas

Desde 2015, o Acre contabilizou 122 feminicídios. A marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023, quando o acumulado da década chegou exatamente a cem casos.
O Acre liderou a taxa proporcional de feminicídios no Brasil em 2025, com 1,58 casos por 100 mil habitantes – a maior do país. Em números absolutos, foram 14 assassinatos de mulheres motivados por violência de gênero ou doméstica, um aumento de 75% em relação a 2024, quando ocorreram oito mortes. O estado igualou os picos históricos registrados em 2016 e 2018, que também contabilizaram 14 feminicídios cada.
Desde 2015, quando a lei do feminicídio foi sancionada, o Acre acumula 122 vítimas. A marca de 100 casos foi ultrapassada em 2023. Em nível nacional, 2025 foi o ano mais letal desde a criação da legislação, com 1.470 feminicídios registrados – uma média de quase quatro mortes por dia. O dado supera o recorde anterior, estabelecido em 2024, e reforça a urgência de políticas de enfrentamento à violência contra a mulher em todo o país.
Comparativo nacional:
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Acre: 14 casos (taxa de 1,58/100 mil) – maior proporção do país
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Amapá: 9 casos
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Roraima: 7 casos
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Brasil: 1.470 feminicídios em 2025 (recorde desde 2015)
Desde 2015, o estado já contabilizou 122 feminicídios – a marca de 100 vítimas foi ultrapassada em 2023. A reincidência de parceiros ou ex-parceiros como autores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas no interior são apontadas como fatores agravantes.
Ações em curso:
A Secretaria de Segurança do Acre intensificar a fiscalização eletrônica de medidas protetivas e ampliar campanhas de conscientização em parceria com o Ministério das Mulheres. O Estado deve instalar mais Delegacia da Mulher no interior e criar um comitê interinstitucional para monitorar casos de alto risco.
O recorde nacional de feminicídios em 2025 (1.470 casos) coincide com o aumento de 75% no Acre, indicando que a violência de gênero escalou mesmo após uma década da Lei do Feminicídio (13.104/2015) – sinal de que a legislação sozinha não basta sem políticas de prevenção e proteção efetivas.

Desde 2015, o estado já contabilizou 122 feminicídios. A reincidência de parceiros ou ex-parceiros como autores e a dificuldade de acesso a medidas protetivas no interior do estado são apontadas como fatores agravantes.
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Acre
Veja; Colisão entre carro e moto deixa motociclista ferido no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul
Acidente ocorreu em cruzamento de grande fluxo e reacende cobrança por melhorias na sinalização da via
Uma colisão entre um carro e uma motocicleta deixou um motociclista ferido na tarde desta terça-feira (20), no cruzamento da Rua Minas Gerais com a ladeira de acesso ao Comercial Líder, no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul. O trecho é conhecido pelo intenso tráfego de veículos e já é considerado ponto crítico por moradores da região.
Segundo informações apuradas no local, o motociclista seguia em direção ao cruzamento quando, ao tentar atravessar a via, teria invadido a preferencial. Um veículo Volkswagen Gol, que trafegava pela Rua Minas Gerais, não conseguiu frear a tempo e acabou atingindo a motocicleta lateralmente.
Com o impacto, o condutor da moto foi arremessado ao solo, sofrendo escoriações e relatando dores pelo corpo. O motorista do automóvel permaneceu no local, prestou auxílio à vítima e aguardou a chegada das autoridades.
Moradores que presenciaram o acidente, nas proximidades da quadra poliesportiva do bairro, acionaram o serviço de emergência. O motociclista foi socorrido e encaminhado para atendimento médico.
Ainda de acordo com relatos da comunidade, o cruzamento apresenta baixa visibilidade e fluxo constante de veículos, fatores que elevam o risco de novos acidentes. Os moradores cobram providências do poder público, como reforço na sinalização e melhorias na infraestrutura viária.
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Acre
Acre tem gasolina mais cara do Brasil a R$ 7,24 o litro após aumento do ICMS
Estado lidera preço nacional; alta de R$ 0,10 no imposto estadual sobre combustível anula possíveis ganhos da mistura E30

O salto é reflexo do aumento de R$ 0,10 no ICMS por litro, que passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 desde 1º de janeiro. Foto: ilustrativa
Os motoristas do Acre começaram 2026 pagando a gasolina mais cara do país, a R$ 7,24 por litro, segundo o primeiro levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP) do ano. O valor é resultado do aumento de R$ 0,10 no ICMS estadual, que passou de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro desde 1º de janeiro — segunda alta consecutiva no mesmo patamar em menos de um ano.
Enquanto a média nacional ficou em R$ 6,29, o Acre superou vizinhos como Amazonas (R$ 7,02) e Rondônia (R$ 6,96). No outro extremo, o Piauí tem o litro a R$ 5,91. O reajuste do ICMS segue a Lei 192/2022, com determinação unificada pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz).
Apesar da introdução da gasolina E30 (com 30% de etanol) e do aumento da octanagem, medidas que poderiam reduzir o preço em até R$ 0,20, o impacto foi totalmente absorvido pelo aumento tributário, mantendo o estado no topo do ranking de combustíveis mais caros do Brasil.
Comparativo regional (preço médio do litro):
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Acre: R$ 7,24 (mais caro do país)
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Amazonas: R$ 7,02
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Rondônia: R$ 6,96
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Piauí: R$ 5,91 (mais barato do Brasil)
Motivo do aumento:
O reajuste segue a Lei 192/2022, que estabelece reajuste fixo e unificado do ICMS em todos os estados, conforme determinação do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz). É a segunda alta consecutiva em menos de um ano – em fevereiro de 2025 o tributo também havia subido R$ 0,10.
Contexto da gasolina E30:
Desde agosto de 2025, vigora a gasolina com 30% de etanol (ante 27,5% antes), com octanagem elevada de 93 para 94 RON. O governo federal estimava uma redução de R$ 0,13 a R$ 0,20 no preço final, mas o aumento do ICMS anulou o possível alívio no Acre.
Impacto no bolso do consumidor:
Com o preço médio de R$ 7,24, encher um tanque de 50 litros no estado custa R$ 362 – R$ 47,50 a mais que na média nacional.
A Sefaz-Acre justifica que o reajuste é determinado por lei federal e que os recursos são essenciais para serviços estaduais. Enquanto isso, associações de caminhoneiros e motoristas planejam protestos simbólicos nas rodovias.
O Acre vive uma “double tax” nos combustíveis: além do ICMS estadual elevado, sofre com o custo logístico de transporte até os postos do interior, onde o litro pode chegar a R$ 8,50 em municípios como Feijó e Marechal Thaumaturgo.


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