Acre
Polícia Civil do Acre inicia 4ª edição da Semana de Conciliação com 89 audiências agendadas

Pacificar já contabiliza 869 acordos firmados em 2025, contribuindo para a pacificação social em todo o estado. Foto: Emerson Lima/ PCAC
A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do programa Pacificar, deu início, nesta semana, à 4ª edição da Semana de Conciliação, que acontece entre os dias 15 e 19, das 8h às 12h. Ao todo, 89 audiências de conciliação estão agendadas para o período, reforçando a política institucional de resolução pacífica de conflitos e fortalecimento da cidadania.
A Semana de Conciliação é uma iniciativa que integra os esforços da PCAC para promover soluções consensuais em conflitos de menor potencial ofensivo, contribuindo para a redução da judicialização e para a celeridade na resolução de demandas, com foco no diálogo, no entendimento entre as partes e na pacificação social.
Desde sua criação, o Pacificar tem se consolidado como uma importante ferramenta de mediação e conciliação no âmbito da Polícia Civil. O programa atua de forma preventiva e humanizada, oferecendo à população um espaço seguro e orientado para a construção de acordos, evitando o agravamento de conflitos e fortalecendo a cultura da paz em todo o estado.
Os números demonstram a efetividade do programa. De janeiro a novembro de 2025, o Pacificar já realizou 2.343 atendimentos, com 1.008 audiências e 869 acordos firmados em todo o Acre, resultados que evidenciam a confiança da população no serviço e o compromisso da PCAC com soluções eficientes e responsáveis.
Para o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Dr. José Henrique Maciel, a Semana de Conciliação reafirma o papel social da instituição. “O programa Pacificar é uma política pública que demonstra que a Polícia Civil vai além da repressão ao crime. Atuamos também na prevenção e na resolução pacífica de conflitos, promovendo diálogo, cidadania e justiça social. Esses números refletem o empenho dos nossos servidores e a confiança da sociedade acreana em um modelo que prioriza o entendimento e a pacificação”, destacou.
A 4ª edição da Semana de Conciliação reforça o compromisso da Polícia Civil do Acre em ampliar o acesso a mecanismos alternativos de solução de conflitos, fortalecendo a segurança pública por meio de ações humanizadas e eficazes.
Comentários
Acre
Juiz mantém prisão de dois e decreta preventiva de outros três acusados de estupro coletivo em Rio Branco
Decisão considera gravidade concreta dos fatos e risco à ordem pública; Alex Pires, Lucas de Abreu e Bernardo Barbosa tiveram liberdade provisória revogada

Jogadores do Vasco da Gama do Acre, acusados de terem estuprado duas jovens na madrugada do último dia 14 de fevereiro deste ano teve mais uma reviravolta. Foto: captada
O juiz da 2ª Vara Criminal de Rio Branco, Ricardo Wagner de Medeiros Freire, proferiu decisão nesta sexta-feira (13) que mantém a prisão de Erick Luiz Serpa Santos Oliveira e Brian Peixoto Henrique Iliziario e reconsidera a liberdade provisória concedida a outros três acusados: Alex Pires Bastos Júnior, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes. Com a decisão, os três últimos também passam a responder ao processo presos preventivamente.
A medida atende ao manifestação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), representado pela promotora Joana D’Arc Dias Martins, que havia se posicionado pela manutenção da prisão preventiva de Erick Luiz, pela conversão da prisão temporária em preventiva de Brian Peixoto e pela reconsideração da decisão que concedeu liberdade provisória a Alex Pires, Lucas de Abreu e Bernardo Barbosa, com consequente decretação da prisão preventiva.
O crime
De acordo com a denúncia, os fatos ocorreram na madrugada de 14 de fevereiro. Uma das supostas vítimas, cujo nome foi preservado pela reportagem para evitar constrangimentos, detalhou que o encontro inicial com Erick Serpa era consensual. No entanto, a situação tornou-se violenta quando ela desistiu do ato, resultando em penetração forçada por ele e, sucessivamente, por outros homens.
A outra denunciante relatou que adormeceu em um quarto e acordou sendo submetida a atos de penetração por dois homens, identificando um deles como “Brian”.
Fundamentos da decisão
Em sua decisão, o juiz Ricardo Freire destacou a necessidade da prisão para garantir a ordem pública e a regularidade da instrução criminal.
“A prisão também se mostra necessária para assegurar a regularidade da instrução criminal, considerando que as vítimas e eventuais testemunhas podem sofrer pressões ou intimidações, sobretudo em razão do vínculo de convivência existente entre os investigados e demais residentes do local onde ocorreram os fatos”, fundamentou o magistrado.
O juiz ressaltou ainda que medidas cautelares diversas da prisão mostram-se insuficientes diante da gravidade concreta das condutas. “Além disso, a análise dos autos revela que medidas cautelares diversas da prisão mostram-se insuficientes e inadequadas, diante da gravidade concreta das condutas e da forma coletiva e intimidatória como os fatos ocorreram”, acrescentou.
Freire concluiu que o aprofundamento das investigações e a análise mais detida do contexto fático justificam a reconsideração da decisão anterior. “Diante do aprofundamento das investigações e da análise mais detida do contexto fático, verifica-se que a gravidade concreta dos fatos, a dinâmica coletiva da violência e o risco à ordem pública e à instrução criminal recomendam a reconsideração da decisão anteriormente proferida”, diz trecho da decisão.
Com a decisão, o juiz determinou a expedição dos mandados de prisão preventiva de Alex Pires Bastos, Lucas de Abreu de Melo e Bernardo Barbosa Nunes.
Comentários
Acre
Polícia Civil localiza corpo enterrado em Rio Branco após três meses de investigação; vítima pode ser jovem desaparecido em dezembro
Cães farejadores do Corpo de Bombeiros foram fundamentais para encontrar local exato do enterro; exames periciais devem confirmar identidade

O corpo foi exumado pela equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado para exames cadavéricos e laboratoriais que deverão confirmar oficialmente a identidade da vítima. Foto: captada
A Polícia Civil do Acre (PCAC) localizou, na manhã desta sexta-feira (13), um corpo enterrado em uma área de mata em Rio Branco, após três meses de investigações. De acordo com a corporação, o corpo pode ser de Jardeilson da Silva, de 30 anos, desaparecido desde o dia 28 de dezembro de 2025.
O trabalho foi conduzido pela equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que desde o registro do desaparecimento investigava o caso, realizando levantamentos de informações e varreduras em áreas apontadas durante o curso da investigação. O trabalho persistente das equipes resultou na localização do ponto onde o corpo havia sido ocultado.

O ponto exato onde o corpo estava enterrado foi identificado graças ao trabalho técnico do Pelotão de Cães do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sob comando do subtenente BM Heleno. Foto: captada
Ação integrada
No local, atuaram de forma integrada equipes da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros Militar do Acre e da Perícia Técnica. O ponto exato onde o corpo estava enterrado foi identificado graças ao trabalho técnico do Pelotão de Cães do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sob comando do subtenente BM Heleno.

O corpo enterrado em uma área de mata que pode pertencer ao nacional Jardeilson da Silva, de 30 anos, desaparecido desde o dia 28 de dezembro de 2025, em Rio Branco. Foto: captada
Os cães farejadores conseguiram identificar vestígios humanos no terreno, permitindo a delimitação precisa da área para escavação e resgate. O corpo foi encaminhado para exames cadavéricos e laboratoriais que deverão confirmar oficialmente a identidade da vítima, por meio de análises de vestígios biológicos e exames periciais.
As investigações seguem em andamento na Delegacia de Homicídios com o objetivo de esclarecer as circunstâncias da morte e responsabilizar criminalmente os envolvidos no caso.

O ponto exato onde o corpo estava enterrado foi identificado graças ao trabalho técnico do Pelotão de Cães do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, sob comando do subtenente BM Heleno. Foto: captada
Comentários
Acre
Trabalhadores são sequestrados e executados em área de mata na Cidade do Povo
Adolescente de 17 anos, que tinha autismo, e jovem de 22 foram levados por criminosos após entrega de tijolos; polícia investiga possível relação com disputa entre facções
Os jovens executados a tiros na noite da última quinta-feira (12), em uma área de mata nas proximidades da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), localizada na Rua Geraldo Leite, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, foram identificados como Gustavo Gabriel Bezerra Soster, de 17 anos, e Daniel Dourado de Souza, de 22 anos. O adolescente Gustavo possuía Transtorno do Espectro Autista (TEA).
De acordo com informações da polícia, as vítimas trabalhavam em uma cerâmica e haviam ido realizar a entrega de tijolos em uma obra, acompanhadas de outros dois funcionários. Ao chegarem ao local, os quatro trabalhadores teriam sido abordados por integrantes de uma facção criminosa.
Ainda segundo a investigação inicial, os criminosos teriam descoberto que o irmão de Daniel supostamente integra uma organização criminosa rival. Durante a abordagem, os suspeitos teriam verificado os celulares das vítimas e encontrado imagens consideradas comprometedoras. Diante disso, decidiram levar Gustavo e Daniel para serem executados.
Os outros dois trabalhadores foram liberados pelos criminosos e deixaram o bairro às pressas, temendo também serem mortos.
As vítimas foram levadas para uma área de mata localizada aos fundos da estação de tratamento de esgoto do bairro, onde foram executadas com vários disparos de arma de fogo, inclusive na região da cabeça.
Policiais militares do 2º Batalhão estiveram no local, isolaram a área e acionaram a equipe da perícia criminal para os procedimentos de investigação. Após a conclusão dos trabalhos periciais, os corpos foram removidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames cadavéricos.
Familiares do adolescente Gustavo informaram que ele possuía Transtorno do Espectro Autista, fazia uso de medicação controlada e sonhava em melhorar de vida. Segundo parentes, o jovem era órfão de pai e ajudava no sustento da família.
O duplo homicídio, com características de execução, já está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca identificar os autores do crime e esclarecer a motivação do caso.


Você precisa fazer login para comentar.