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PF vai investigar operação bilionária do Master com fundos de previdência

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Governos estaduais e municipais investiram R$ 1,9 bilhão nos fundos do banco; banqueiro Daniel Vorcaro foi preso na terça-feira (18)

• Divulgação/PF

A PF (Polícia Federal) abrirá novas frentes de investigação para apurar a venda de títulos que não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a fundos de previdência estaduais e municipais.

Essas venderam teriam rendido ao menos R$ 1,9 bilhão ao banco Master, que foi alvo de operação da PF nesta terça-feira (18), com a prisão do presidente, Daniel Vorcaro, e outros executivos ligados a ele.

Segundo integrantes a par do caso à CNN, a PF investigará “toda a extensão dos crimes eventualmente cometidos, inclusive desses fundos”.

O que está sendo estudado neste momento pela equipe de investigação é se essas novas frentes de apuração serão no mesmo inquérito já aberto no início de 2024 ou se serão abertos novos inquéritos, o que dependerá da estratégia da equipe e do diálogo com o juiz do caso.

Três governos estaduais fizeram aplicações nos fundos do Master, além de uma capital do Nordeste.

Um dos fundos é o Rioprevidência, dos servidores do Rio de Janeiro. O valor aplicado pelo órgão foi de aproximadamente R$ 960 milhões, em Letras Financeiras emitidas pela instituição entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.

Atualmente, a autarquia declarou que está em negociação para “substituir as letras por precatórios federais”.

“O Rioprevidência ressalta ainda que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido, não havendo qualquer risco para os segurados do Estado do Rio de Janeiro. Cabe destacar ainda que o valor investido junto à instituição é inferior ao da folha mensal paga pela autarquia aos aposentados e pensionistas, hoje em R$ 1,9 bilhão, custeada em grande parte pela receita de royalties e participações especiais”, destacou o órgão.

À época, o TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro) alertou “risco de investimento” bilionário do Rioprevidência no Master. Entre maio e julho, o fundo de pensão estadual que atende mais de 235 mil servidores aportou o valor quase bilionário na instituição financeira que já estava com liquidação extrajudicial.

Os fundos de previdência estaduais são fundos de pensão para servidores públicos de um estado, destinados a complementar a aposentadoria oficial e garantir o pagamento de benefícios previdenciários aos servidores efetivos ativos e inativos.

Os fundos de previdência municipais são o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) municipal, um sistema de seguridade social para servidores públicos municipais, que garante benefícios como aposentadoria e pensão por morte.

Na prática, se as gestões municipais e estaduais que fizeram aplicações milionárias nos fundos do banco que foi liquidado, os servidores podem não receber seus direitos de pensão e aposentadoria.

A PF também avalia, com cautela, a possibilidade de deslocamento de foro da investigação, atualmente na Justiça Federal de Brasília. Mas com o avançar das investigações, pode-se subir a um tribunal superior.

Fonte: CNN

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Gilmar Mendes suspende quebra de sigilo de empresa de Toffoli

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IGO ESTRELA/Metropoles @igoestrela
Dias Toffoli e Gilmar Mendes durante a posse de Flávio Dino como ministro do STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (27/2) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt, empresa da família do ministro do STF Dias Toffoli. As quebras haviam sido aprovadas pela CPI do Crime Organizado do Senado na última quarta (25/2).

A medida foi determinada em um recurso apresentada pela empresa ao Supremo. Para Gilmar, a CPI descumpriu e extrapolou o escopo da investigação definido no ato de criação do colegiado.

“É preciso registrar que, ao desbordar do fato determinado para examinar em circunstâncias desconexas, a Comissão Parlamentar de Inquérito em questão desnaturou sua função constitucional, incorrendo em inequívoco desvio de finalidade”, escreveu o magistrado.

A Maridt é apontada como um elo entre a família de Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que é investigado por fraude financeira. A empresa da família do magistrado vendeu participações no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), para fundos ligados ao banco.

Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF em meio à divulgação de que relatórios da Polícia Federal apontavam menções a ele em dados obtidos no celular de Vorcaro. O ministro classificou os achados da PF como “ilações” e disse não ter envolvimento com Vorcaro e o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel.

O ministro do STF afirma que a Maridt deixou o negócio em fevereiro de 2025 e nega ter recebido valores de Vorcaro ou Zettel, além de ter dito que não exerceu postos de comando na empresa.

“Ausência de fundamentação”

Ao analisar o pedido da empresa da família de Toffoli, Gilmar Mendes criticou as justificativas que embasaram os requerimentos que levaram à quebra dos sigilos.

“Além de destituída de idoneidade por completa e absoluta ausência de fundamentação válida, sequer apontou qualquer tipo de conexão entre as medidas postuladas e o objeto real e efetivamente delimitado quando de sua instauração”, escreveu o ministro.

Para o ministro, os argumentos também fazem referência a “fatos envolvendo outras investigações, paralelas e desconectadas do objeto da CPI”.

“Com efeito, as medidas de quebra de sigilos, que ostentam caráter excepcional diante do fato de que restringem direitos fundamentais, foram deferidas sem que se demonstrasse, de forma analítica e concreta, de que maneira a investigação sobre a ora postulante contribuiria para o desvelamento da estrutura e do modus operandi de facções criminosas e milícias que justificaram a criação da comissão”, afirmou Gilmar Mendes.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Freira morta em convento no Paraná foi vítima de estupro, diz polícia

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imagem colorida da freira de 82 anos morta a pauladas no paraná

A freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, que foi assassinada nesse sábado (21/2) por um homem que invadiu o convento onde ela morava, também foi vítima de estupro. O crime ocorreu dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí (PR).

O inquérito do caso foi finalizado na última nesta sexta-feira (27/2) e encaminhado ao Ministério Público (MP-PR). De acordo com a Polícía Civil  (PC-PR), o laudo pericial indicou que, além da morte por asfixia, a vítima também sofreu violência sexual, demonstrada pela gravidade das lesões observadas.

Segundo a Polícia Militar (PM-PR), o homem, que não teve a identidade divulgada, invadiu o convento com intenção de furtar objetos.

O homem foi acusado de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.

“As provas colhidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado, confirmam a autoria dos crimes”, disse o delegado Hugo Santos Fonseca.


Entenda dinâmica do crime

  • O crime ocorreu por volta das 13h30. Segundo as investigações, ele pulou o muro e invadiu o convento, onde foi surpreendido por Nadia.
  • A freira questionou sua presença no local, e ele respondeu que estaria trabalhando em um evento.
  • Segundo a versão apresentada pelo suspeito, Nadia não acreditou na explicação. Nesse momento, ele a empurrou. A idosa caiu e começou a pedir ajuda.
  • O homem afirmou que, em seguida, a atacou e a asfixiou. Disse não ter desferido golpes diretos na cabeça da vítima, mas admitiu que ela pode ter se ferido na queda.
  • O suspeito também negou ter cometido violência sexual ou ter tido a intenção de furtar objetos.

Homem estava preso antes do crime

Segundo a investigação, o suspeito foi preso por furto qualificado no dia 28 de dezembro de 2025. Dois dias depois, ele foi colocado em liberdade provisória.

De acordo com o delegado Hugo Fonseca, ele já tinha registros policiais desde 2024, envolvendo crimes como roubo, furto e violência doméstica.

Investigado disse que “ouviu vozes” para matar

Em depoimento, o suspeito relatou que fez uso de crack e de bebidas alcoólicas durante a madrugada, e que cometeu o crime porque “ouviu vozes” que diziam que deveria matar alguém.

“Embora o investigado tenha admitido parte das agressões durante o interrogatório, alegando ter agido sob o comando de vozes, a perícia técnica refutou as versões que tentavam minimizar a natureza sexual dos atos cometidos”, disse o delegado.

Ainda à polícia, ele também relatou que entrou no convento com a intenção de cometer um assassinato.

O suspeito tentou fugir com a chegada dos policiais, mas acabou sendo localizado em casa. Durante a abordagem, ele tentou agredir os policiais e, após ser contido, admitiu o crime.

Fotográfa contribiu para as investigações

Uma fotógrafa que estava registrando um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após a morte da freira.

À polícia, ela contou que o homem demonstrava nervosismo, e tinha roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Ele afirmou que estava trabalhando no local e que tinha encontrado a freira caída.

Desconfiada da versão dele, a fotógrafa filmou a conversa de forma discreta e pediu ajuda às outras pessoas que estavam lá para chamar uma ambulância e a polícia. Nesse meio tempo, o suspeito saiu correndo do local, mas foi identificado depois, com base nas filmagens feitas pela testemunha.

“A contribuição dela foi importantíssima, justamente para, de pronto, já identificarmos o suspeito. Muitas vezes, nos crimes de homicídio, nós encontramos o corpo, conseguimos identificar o que causou a morte daquela pessoa, só que, muitas vezes, em um primeiro momento, nós não temos elementos de informação capazes de identificar a autoria. Essa testemunha estando lá, conseguiu identificar o autor”, detalhou.

Quem era freira

A freira Nadia Gavanski tinha 82 anos e 55 de vida de religiosa. Nascida em Prudentópolis, também no Paraná, ela levava uma rotina simples no convento onde morava.

Nascida em 18 de maio de 1943, filha de José e Ana Gavanski, Nadia tinha sete irmãos.

Ingressou na vida religiosa em 12 de fevereiro de 1971, realizou o noviciado em 8 de dezembro do mesmo ano, professou os primeiros votos em 8 de dezembro de 1973 e fez os votos perpétuos em 2 de fevereiro de 1979.

Ao longo de sua vida, atuou em diversas comunidades do Paraná, incluindo Dorizon, Irati, Linha B, Ivaí, São Pedro, Esperança, Itapará, Marcondes, Marcelinho, Ponte Alta e Prudentópolis.

Freira teve AVC e perdeu a fala

Uma amiga da freira, a irmã Deonisia Diadio, relatou ao Metrópoles que Nadia sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no passado e não se comunicava pela fala.

“Ela se comunicava com gestos e pelo olhar. Era muito querida, simples e humilde. Gostava muito de rezar na capela, em silêncio”, afirmou Deonisia.

Segundo a religiosa, Nadia tinha uma vida simples e, todos os dias, ia à horta levar comida às galinhas. Foi nesse momento em que ela se deparou com o homem que invadiu o convento.

“Foi exemplo de consagração, doação, espiritualidade. Rezava muito pedindo vocações. Às vezes ficava horas na capela”, declarou a amiga.

O velório Nadia Gavanski ocorreu em 22 de fevereiro, às 15h, em Prudentópolis (PR).

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Homem de 86 anos com Alzheimer é torturado por cuidador em Goiânia

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Um homem de 86 anos, diagnosticado com Alzheimer, foi agredido pelo cuidador dentro de casa, em Goiânia. Uma câmera de segurança instalada no quarto da vítima registrou as agressões do enfermeiro. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) como crime de tortura.

A câmera de segurança registrou o cuidador puxando a perna3 do homem de forma brusca. Depois, ele ajeita o travesseiro do paciente e o agride no rosto com um pano, ordenando que ele engolisse algum suprimento que havia recebido.

De acordo com o delegado Alexandre Bruno de Barros, da PCGO, a investigação se iniciou após familiares desconfiarem do cuidador de idosos e notarem lesões pelo corpo do homem de 86 anos. O enfermeiro trabalhava desde junho de 2025 na casa.

Após a desconfiança, os parentes verificaram as imagens da câmera de segurança e se depararam com a agressão do cuidador. Um dos filhos foi até à delegacia comunicar o crime e registrar o boletim de ocorrência.

Mesmo confrontado sobre o vídeo da câmera de segurança, o cuidador negou que teria cometido a agressão.

Cuidador é investigado por tortura; Conselho se manifesta

Conforme o delegado Barros, a partir dos relatos de familiares e das imagens das câmeras de segurança, o caso passou a ser investigado como crime de torutra.

“Foi por conta de agressões anteriores que eles (familiares) resolveram olhar na câmera e viram que ele (enfermeiro) estava tratando o idoso dessa forma”, afirmou o delegado.

A polícia também investiga imagens registradas pela câmera do quarto em dias anteriores “para verificar se esse crime acontecia antes”. Segundo Barros, o enfermeiro não tem antecedentes criminais.

Em nota enviada ao Metrópoles, o Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) informou que instaurou investigação de ofício contra o profissional.

“Diante da gravidade dos fatos noticiados, a Autarquia instaurou, de imediato, investigação de ofício, com o objetivo de apurar as circunstâncias do ocorrido e adotar as medidas administrativas e éticas cabíveis, nos termos da legislação profissional vigente”, diz nota.

A Procuradoria Jurídica do Coren-GO encaminhou ofício à Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (DEAI), em Goiânia, e solicitou informações para subsidiar e dar prosseguimento à investigação no conselho.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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