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Pesquisa realizada em Cruzeiro do Sul aponta relação entre desmatamento e aumento da malária

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O desmatamento, somado aos efeitos das mudanças climáticas, é considerado um dos principais fatores que favorecem a disseminação de doenças transmitidas por mosquitos

Para a análise, foi realizado um experimento em 40 áreas localizadas em uma fronteira de desmatamento no Acre, representando diferentes níveis de cobertura florestal e degradação. Foto: captada 

Agência Fapesp

Um estudo realizado por pesquisadores brasileiros identificou que a incidência de malária é significativamente maior em áreas onde o desmatamento supera 50%. A pesquisa foi conduzida em 40 pontos de Cruzeiro do Sul, município acreano que figura entre os principais focos da doença no Brasil, e teve seus resultados publicados na revista científica Acta Tropica.

A malária atinge e é transmitida pela picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles, popularmente conhecido como carapanã, muriçoca, sovela ou bicuda.

O Ministério da Saúde aponta que o epicentro da doença no país está concentrado nos nove estados da Amazônia Legal, que em 2024 responderam por 138 mil dos 142 mil casos registrados.

Os pesquisadores observaram que o risco de transmissão aumenta quando o desmatamento ultrapassa 50%, já que a derrubada da floresta aproxima comunidades humanas das áreas de mata.

Outro ponto relevante do estudo é que a restauração da cobertura vegetal para níveis acima de 70% tende a reduzir a incidência da malária. Já áreas totalmente desmatadas apresentam menor recorrência da doença, pois se tornam inóspitas para os mosquitos.

Além da análise de vetores, os pesquisadores coletaram amostras de sangue de moradores da região para avaliar a presença do parasita.

O desmatamento, somado aos efeitos das mudanças climáticas, é considerado um dos principais fatores que favorecem a disseminação de doenças transmitidas por mosquitos.

Eventos extremos, como secas prolongadas e chuvas intensas, criam condições propícias à proliferação desses insetos. Outros riscos estão associados à perda da biodiversidade e ao avanço de grandes empreendimentos, como estradas, usinas e o garimpo.

O estudo contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)

Para a análise, foi realizado um experimento em 40 áreas localizadas em uma fronteira de desmatamento no Acre, representando diferentes níveis de cobertura florestal e degradação. Foram coletados dados sobre abundância de mosquitos, taxas de infecção e incidência de malária em humanos.

Os resultados revelaram “uma relação unimodal entre o risco de exposição à malária, medido pela taxa de infecção dos mosquitos Anopheles ,e o gradiente de cobertura florestal, que variou de áreas intactas a degradadas”, diz um trecho da pesquisa.

O estudo também destacou a influência da linha temporal do desmatamento: regiões colonizadas há mais tempo apresentaram maior propensão ao aumento do risco de infecção humana, apontou o estudo.

“O risco também é alto quando a vegetação é fragmentada, permitindo maior contato de vetores que estão na floresta com humanos”, explicou o biólogo Gabriel Laporta, professor do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em entrevista à Fapesp.

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Rio Juruá segue acima da cota de transbordo e mantém famílias em abrigos em Cruzeiro do Sul

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Nível do rio está em 13,84 metros; mais de 270 pessoas seguem desalojadas após enchente

O Rio Juruá marcou 13,84 metros nesta segunda-feira (6), em Cruzeiro do Sul, permanecendo acima da cota de transbordamento, que é de 13 metros no município.

De acordo com a prefeitura, 276 pessoas, distribuídas em 59 famílias, estão abrigadas em seis unidades mantidas pelo poder público. Além disso, 186 residências tiveram o fornecimento de energia elétrica suspenso em razão da enchente.

A expectativa é de que, com a redução gradual do nível do rio, as famílias possam retornar às suas casas de forma segura nos próximos dias.

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Convocados da educação têm até 16 de abril para apresentação de documentos no Acre

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O Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), publicou nesta segunda-feira, 06, novos editais de convocação para candidatos aprovados em processos seletivos simplificados destinados à contratação temporária de professores e profissionais da educação.

De acordo com os editais nº 019/2026 e nº 103/2026, os convocados devem comparecer até o dia 16 de abril, no horário das 7h30 às 13h30, para entrega de documentação e assinatura de contrato. As convocações atendem à demanda de reposição de profissionais na rede estadual de ensino.

A chamada contempla candidatos aprovados para atuação em diferentes áreas e modalidades, incluindo o programa “Caminhos da Educação no Campo”, com vagas em disciplinas como Ciências da Natureza, Matemática, Ciências Humanas, Linguagens, Educação Física e Pedagogia, além de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação Especial.

As vagas estão distribuídas em municípios como Cruzeiro do Sul, Xapuri, Epitaciolândia, Plácido de Castro, Feijó, Sena Madureira, Mâncio Lima e Porto Walter, abrangendo tanto áreas urbanas quanto rurais.

Os candidatos devem apresentar uma extensa lista de documentos, incluindo identificação pessoal, comprovantes de escolaridade, certidões negativas, declarações obrigatórias e atestado médico que comprove aptidão física e mental para o exercício do cargo.

O não comparecimento dentro do prazo estipulado pode resultar na perda da vaga. Informações adicionais podem ser obtidas junto à SEE ou à Sead, por meio de canais oficiais disponibilizados nos editais.

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Rio Branco institui educação financeira como conteúdo nas escolas da rede pública

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Programa municipal prevê ensino desde a infância com foco em consumo consciente e planejamento financeiro

A Prefeitura de Rio Branco instituiu nesta segunda-feira (6) o Programa Municipal de Educação Financeira na rede pública de ensino, por meio da Lei nº 2.648. A medida inclui o tema como conteúdo transversal nas escolas que ofertam educação infantil e ensino fundamental.

Sancionada pelo prefeito Tião Bocalom, a legislação determina que o programa siga as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com foco no desenvolvimento de competências ligadas ao planejamento e à gestão financeira pessoal e familiar.

Entre os principais objetivos estão a compreensão de conceitos como orçamento, receita, despesa, poupança e investimento, além do estímulo ao consumo consciente e ao uso responsável do crédito. A proposta também busca combater o superendividamento e incentivar hábitos de economia desde a infância.

A lei prevê ainda a adoção de metodologias pedagógicas com atividades lúdicas e interdisciplinares, além da realização de feiras, gincanas e concursos nas escolas para reforçar o aprendizado. Também está prevista a capacitação continuada de professores e a possibilidade de parcerias com instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil.

Para garantir a implementação, o Poder Executivo deverá regulamentar o programa, definindo formatos, periodicidade e mecanismos de avaliação. A nova legislação revoga a norma anterior sobre o tema, em vigor desde 2018, e passa a valer 90 dias após sua publicação.

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