Cotidiano
MPF recomenda ação emergencial para conter garimpo ilegal no Rio Madeira

O MPF (Ministério Público Federal) emitiu uma recomendação pedindo a “adoção emergencial de ação coordenada de repressão e desarticulação” para conter o garimpo ilegal no rio Madeira, no município de Autazes (AM), em até 30 dias.
O órgão cobra sete instituições para agirem de maneira integrada, como o Ibama, a superintendência da Polícia Federal no Amazonas e o Exército por meio do Comando Militar da Amazônia. O MP orienta que, caso necessário, sejam destruídos os equipamentos utilizados no crime
Especialista alerta para desmatamento no AM: ‘Ameça que traz novos vírus’
“Os órgãos devem, cada um dentro de sua esfera de atribuições, realizar a identificação e autuação administrativa de todos os empreendimentos irregulares em operação ou com sinais de operação em passado recente na calha do rio Madeira ou afluentes, além de adotar medidas para a imediata interrupção das atividades ilícitas, inclusive mediante destruição dos instrumentos do crime, caso necessário”, diz a nota do MP, publicada ontem (24).
“Pelo porte da ‘invasão garimpeira’, a repressão eficiente da atividade exige, necessariamente, esforços coordenados de agências governamentais diversas, cada qual dentro de suas atribuições, com papel destacado para a atividade repressora e de policiamento ambiental dos órgãos integrantes do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente) — o Ibama, em nível federal, e o Ipaam, em nível estadual”, diz trecho da recomendação.
Centenas de balsas de dragagem operadas por garimpeiros empreendem uma corrida por ouro no rio Madeira, importante afluente do Amazonas, navegando por vários quilômetros enquanto as autoridades estaduais e federais discutem quem é responsável por impedir a ação. A extração de ouro no local é ilegal.
De acordo com um ativista do Greenpeace, há cerca de 300 balsas no local. “Eles estão lá há pelo menos duas semanas e o governo não fez nada”, disse o ativista do Greenpeace Brasil Danicley Aguiar.
O rio Madeira percorre cerca de 3.300 km desde sua nascente na Bolívia através da floresta no Brasil até desaguar no rio Amazonas.
Extração ilegal de ouro
A corrida pelo ouro começou no mesmo momento em líderes mundiais se reuniam para uma cúpula do clima da Organização das Nações Unidas em Glasgow, onde o Brasil prometeu ampliar as ações de proteção da floresta amazônica.
As balsas de dragagem navegaram rio abaixo da área de Humaitá, onde houve um aumento na extração ilegal de ouro, e foram vistas pela última vez a cerca de 650 quilômetros de distância em Autazes, um município a sudeste de Manaus.
Uma porta-voz do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disse que a dragagem ilegal no rio Madeira não é responsabilidade do governo federal, mas do Estado do Amazonas e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
O Ipaam afirmou em nota que as balsas ancoradas no rio são de competência federal, cabendo à Agência Nacional de Mineração (ANM) a regulamentação da exploração na área e à Polícia Federal verificar a ocorrência de eventuais crimes. O tráfego fluvial e a poluição são de responsabilidade da Marinha, disse o Ipaam.
Questionada pela Reuters, a ANM afirmou, também em nota, que não realiza fiscalização de localidades onde há atividades ilegais de mineração, acrescentando que “práticas criminosas são questões de ordem policial/judiciária.
Em nota, a Polícia Federal informou que “que tomou conhecimento das atividades ilícitas que estão ocorrendo no Rio Madeira, no Amazonas, com a presença de várias balsas que estariam promovendo a atividade ilegal de garimpo e, juntamente com outras instituições, estabelecerá as melhores estratégias para o enfrentamento do problema e interrupção dos danos ambientais”.
“É um vale-tudo. Nenhuma autoridade está fazendo nada para impedir o garimpo ilegal, que se tornou uma epidemia na Amazônia”, disse Aguiar, do Greenpeace Brasil.
*Com informações da Reuters.
Comentários
Cotidiano
Deracre recebe vereadores de Cruzeiro do Sul para tratar de ramais e da Operação Verão
O governo do Acre, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), recebeu na quarta-feira, 4, na sede da autarquia, em Rio Branco, vereadores de Cruzeiro do Sul para tratar da situação dos ramais do município, dos trechos afetados pelas chuvas no Vale do Juruá e da organização das frentes de serviço da Operação Verão 2026. Participaram da reunião os vereadores Antonio Cosmo, Manan Rural, Zé Roberto e João Keleu, que apresentaram demandas de comunidades rurais e buscaram informações sobre os serviços realizados nos ramais da região durante o período de inverno.

Durante o encontro, a presidente do Deracre, Sula Ximenes, explicou as ações executadas pelo órgão no Vale do Juruá neste período de chuvas, quando as condições do solo dificultam a realização de serviços mais amplos nos ramais. “Mesmo durante o inverno, o Deracre mantém equipes atuando para garantir o acesso das comunidades. Com a chegada do verão, vamos ampliar as frentes de serviço dentro da Operação Verão 2026, para avançar na recuperação dos ramais da região”, afirmou.
A reunião também contou com a presença do diretor de Desenvolvimento Regional do Deracre, Celso de Souza, que destacou o diálogo com os representantes do município para alinhar as demandas da região.

“Esse contato direto com os vereadores é importante para identificar as prioridades dos ramais que atendem as comunidades. Nosso trabalho é organizar as frentes de serviço para que, no período do verão, possamos avançar na recuperação desses acessos”, ressaltou o diretor.
Sula também destacou que, a partir de maio, as frentes de trabalho devem ser ampliadas com o início do verão amazônico, conforme o planejamento da Operação Verão 2026, organizada pelo Deracre sob determinação do governador Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Assis, com foco na recuperação dos ramais utilizados pelas comunidades rurais do Vale do Juruá.
The post Deracre recebe vereadores de Cruzeiro do Sul para tratar de ramais e da Operação Verão appeared first on Noticias do Acre.
Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
Comentários
Cotidiano
TV Norte anuncia nova programação no Acre
O programa Povo na TV, exibido de segunda a sexta-feira pela TV Norte SBT Acre, recebeu nesta quarta-feira (4) o diretor nacional do Grupo Norte, Elton Bittencourt.
Durante a entrevista, Elton destacou a expansão do grupo, que já atua em oito estados e no Distrito Federal. Atualmente, o Grupo Norte é considerado o maior conglomerado de emissoras afiliadas do país. Entre as principais bandeiras representadas está o SBT, que prepara uma série de novidades para o público.
No cenário nacional, novas contratações já começaram a ser anunciadas e reforçam a estratégia de crescimento da rede. No Acre, a emissora também aposta em uma programação renovada.
Entre as novidades estão os programas Comando Policial e NC Sports, que passam a integrar a grade e dividir espaço com o Povo na TV, de segunda a sábado.
Bittencourt informou ainda que outras atrações serão disponibilizadas aos telespectadores pelo canal 22.1, além das plataformas digitais, por meio do perfil oficial @tvnorteacre.
Comentários
Cotidiano
Mailza Assis prepara ‘pacote’ de ações para turbinar visibilidade após assumir governo no dia 2 de abril
Vice-governadora, que sucederá Gladson Cameli, ainda é pouco conhecida do eleitorado acreano, mas baixa rejeição anima entorno; estratégia prevê mutirões e manutenção do estilo da gestão atual

A vice-governadora Mailza Assis (PP) ainda não é conhecido pela totalidade dos eleitores do Acre, segundo as últimas pesquisas. Foto: captada
O nome da vice-governadora Mailza Assis (PP) ainda não é conhecido pela totalidade dos eleitores do Acre, segundo as últimas pesquisas. Ela precisa ser vista por muita gente ainda e isso é uma coisa boa que tem animado seu entorno. Com pouca rejeição, a vice-governadora subiu muito na preferência e, quando passar a ser mais vista, corre o risco de melhorar ainda mais sua performance eleitoral.
Por essa razão, está sendo preparado uma espécie de “pacote” de atos para logo após ela assumir o governo, no dia 2 de abril – data antecipada pelo governador Gladson Cameli (PP) em razão do feriadão da Semana Santa. Mailza deve fazer um mutirão de alguma coisa para “chegar chegando”.
Equilíbrio e continuidade
A equipe de transição trabalha com cautela:
-
O pacote de medidas não pode fugir do estilo imposto pelo governador Gladson Cameli;
-
Mailza já declarou que sua gestão será uma sequência da administração Cameli;
-
Tudo precisa ser feito com equilíbrio para manter a essência do governo atual;
-
Cameli deixa o Palácio com aproximadamente 70% de aprovação.
“Ela vai ganhar muito holofote com o ato de posse, mas não será tudo. É preciso mais, porque Mailza vai correr contra o tempo”, afirma fonte próxima ao governo.
Estratégia de visibilidade
A futura governadora vai ganhar muito holofote com o ato de posse, mas não será tudo para quem está decidida a disputar a reeleição. É preciso mais, porque Mailza vai correr contra o tempo: pouco mais de seis meses até a eleição, marcada para 6 de outubro.
O gabinete já tem o esboço do choque dos primeiros dias de governo, mas não revelará por enquanto. É certo que esse “pacote” não pode ser, também, uma coisa que fuja muito do estilo imposto pelo atual governador. A própria já disse que quer sua gestão como uma sequência da administração Cameli. Ou seja: tudo o que será feito precisa ocorrer com equilíbrio.
Há um entendimento na equipe de transição de que Mailza precisa ficar mais conhecida do eleitor sem perder a essência de um futuro antecessor que vai deixar o Palácio com alguma coisa perto de 70% de aprovação, no caso Gladson Cameli.
O cenário atual
De acordo com pesquisas recentes:
-
O nome de Mailza ainda não é conhecido pela totalidade do eleitorado;
-
Ela apresenta baixa rejeição, o que é visto como vantagem;
-
Sua aprovação entre quem a conhece é alta;
-
A tendência é que sua performance melhore ainda mais à medida que ganhe visibilidade.

O presidente da Aleac, Nicolau Júnior (PP) , assume o governo sempre que Mailza viajar. A relação institucional será fundamental para manter a governabilidade durante ausências da titular. Foto: captada
O presidente da Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior (PP), precisa ser tratado com a importância devida pela equipe da futura governadora já na pré-campanha. Segundo a lei eleitoral, ele vai assumir o governo sempre que Mailza viajar, o que torna sua participação estratégica no processo sucessório e na manutenção da base governista durante o período eleitoral.
O papel de Nicolau Júnior
A estratégia também precisa considerar a logística política:
-
O presidente da Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior (PP) , assume o governo sempre que Mailza viajar;
-
Ele precisa ser tratado com importância estratégica já na pré-campanha;
-
A relação institucional será fundamental para manter a governabilidade durante ausências da titular.
Transição:
- Futura governante: Mailza Assis (PP)
- Posse: 2 de abril de 2026
- Aprovação atual: Alta entre quem a conhece
- Rejeição: Baixa
- Desafio: Tornar-se conhecida até outubro
Mailza Assis assume com o desafio de transformar anonimato em capital político. Em seis meses, ela precisará mostrar serviço, manter a popularidade herdada e construir sua própria imagem — tudo sem perder o compasso da gestão Cameli. A corrida contra o tempo começou.

Com pouca rejeição, Mailza Assis subiu muito na preferência e quando passar a ser mais vista corre risco de melhorar ainda mais sua performance. Foto: arquivo


Você precisa fazer login para comentar.