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Loja maçônica mais antiga do Acre celebra 120 anos de história e anuncia programação especial para 2026
Com 120 anos de existência, a Loja Maçônica Bandeirantes do Acre reafirma seu papel como referência histórica, moral e institucional, mantendo vivos os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade

Momento de celebração dos 120 anos da loja maçônica mais antiga do Acre. Foto: cedida
Raimari Cardoso
A Loja Maçônica Bandeirantes do Acre Nº 1, oficina pioneira da Maçonaria no Acre, celebrou neste sábado, 3 de janeiro, seus 120 anos de história, durante a confraternização anual dos obreiros, realizada em Xapuri. O momento marcou não apenas a comemoração da data, mas também o anúncio de que 2026 será um ano inteiro dedicado às celebrações alusivas ao aniversário da Loja, com uma extensa programação comemorativa, cultural e institucional.
A trajetória da Maçonaria acreana teve início em 1906, quando foi fundada, a bordo do navio Rio Tapajós, a Loja Acre, primeira loja maçônica do Estado, em Xapuri. Em 1913, uma dissidência resultou na criação da Loja União Acreana. Anos depois, em 1924, as duas oficinas se uniram, dando origem à atual Loja Maçônica Bandeirantes do Acre Nº 1, consolidando um processo de maturidade, união e fortalecimento institucional.
Ao longo de mais de um século, a Loja Bandeirantes do Acre esteve presente em momentos decisivos da história local e estadual, contribuindo para a formação de lideranças, para o fortalecimento da vida cívica e para ações sociais e filantrópicas que marcaram gerações. A história da Loja se confunde com a própria trajetória de Xapuri, cidade onde a Maçonaria acreana lançou suas primeiras colunas.

Ao longo de mais de um século, a Loja Bandeirantes do Acre esteve presente em momentos decisivos da história local e estadual. Foto: captada
Durante a celebração, o Venerável Mestre Haroldo Sarkis destacou o significado da data e projetou o futuro da instituição.
“Chegar aos 120 anos é uma honra, mas também uma grande responsabilidade. A Bandeirantes do Acre carrega uma história que se confunde com a de Xapuri e do próprio Estado. Em 2026, vamos celebrar esse legado com uma programação especial, voltada não apenas aos maçons, mas também à sociedade, reforçando nosso compromisso com a fraternidade, a cidadania e o bem comum”, afirmou.
O Grão-Mestre Júnior Damasceno, da Grande Loja Maçônica do Estado do Acre (Gleac), ressaltou o simbolismo histórico de Xapuri para toda a instituição no Estado e a dimensão que a Maçonaria alcançou ao longo das décadas.
“O maior simbolismo é aquilo que a Maçonaria representa hoje para o Acre. São 17 lojas ativas, espalhadas por praticamente todos os municípios, com mais de 1.200 membros e mais de 5.000 irmãos que já passaram por nossas colunas. Tudo isso começou aqui, em Xapuri, há 120 anos, dentro de um barco. Isso é motivo de orgulho e alegria para toda a Maçonaria. Somos gratos a todos os veneráveis, irmãos e suas famílias que fortaleceram a instituição e estiveram ao lado da sociedade, do Estado e dos governos, ajudando a enfrentar dificuldades e a servir quem mais precisa”, destacou.
A confraternização também foi marcada por homenagens aos obreiros que ajudaram a construir a história da Loja, vivos e do “Oriente Eterno”, como os membros se referem aos irmãos falecidos, além de agradecimentos às famílias e às mulheres que, ao longo do tempo, sempre estiveram presentes no fortalecimento da vida maçônica.
Com 120 anos de existência, a Loja Maçônica Bandeirantes do Acre reafirma seu papel como referência histórica, moral e institucional, mantendo vivos os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, que seguem guiando sua atuação em Xapuri, no Acre e na sociedade brasileira.

Veneravel mestre, Haroldo Sarkis, sendo cumprimentado pelo Grão-Mestre, Júnior Damasceno, que foi até Xapuri para a celebração. Foto: cedida
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Ato de Nikolas leva GSI a instalar grades no Palácio do Planalto

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) optou por instalar grades de proteção ao redor do Palácio do Planalto em razão da manifestação comandada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Em nota, o GSI informou que as grades foram instaladas e “são utilizadas como medida de reforço, conforme os protocolos de segurança”.
A reportagem apurou que, apesar da medida adotada pelo Planalto, as forças de segurança do Distrito Federal rechaçam a possibilidade de qualquer tentativa de invasão ou de ação violenta do tipo, garantindo a segurança da capital federal.
Isso porque, embora a mobilização de apoiadores de Nikolas e de pessoas ligadas à direita esteja marcada para domingo (25/1), o local do ato é considerado bastante distante da Praça dos Três Poderes.
A manifestação, intitulada pelo deputado como “caminhada pela liberdade e justiça”, teve início em Paracatu (MG) na segunda-feira (18/1) e ficará concentrada na Praça do Cruzeiro, a cerca de 6,5 km de distância do Planalto.
A avaliação das forças de segurança é de que, como os integrantes do ato estarão vindo da outra extremidade da Praça dos Três Poderes, no Eixo Monumental, as chances de chegarem ao Planalto são consideradas nulas, já que teriam de passar também pela sede do governo do Distrito Federal, o Palácio do Buriti.
Além disso, outros eventos locais devem ocorrer na região neste domingo, o que já mobiliza as forças de segurança. Um deles é a implosão do Torre Palace, que também fica na rota dos Três Poderes e, por esse motivo, terá o trânsito parcialmente interrompido, com áreas próximas interditadas por segurança.
Ato
Nikolas iniciou, neste sábado (24/1), o 6º dia da mobilização intitulada “caminhada da liberdade”, que saiu do interior de Minas Gerais em direção a Brasília (DF). À tarde, o deputado mineiro e os seus apoiadores já estavam na BR-40, na altura da região de Santa Maria (DF).
O ato teve início na segunda-feira (19/1) e conta com a presença de aliados políticos e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O parlamentar e os apoiadores saíram do Trevo de Luziânia por volta das 8h20. O grupo segue em direção a Brasília, onde irá se reunir no domingo (25/1), no início da tarde, na Praça do Cruzeiro para uma manifestação.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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No 1º ano de Trump 2.0, os EUA dobraram deportações de brasileiros
atualizado
Um ano depois do primeiro voo de deportação da nova era Donald Trump pousar no Brasil, os efeitos da política migratória dos Estados Unidos seguem vivos na rotina de brasileiros expulsos do país. Entre denúncias de violações de direitos humanos, retornos forçados e tentativas de recomeço no Brasil, essas pessoas carregam marcas que vão muito além do trajeto que as trouxe de volta para casa.
Aquele primeiro voo da Louisiana para o Brasil ficou marcado por denúncias de violações de direitos humanos e é descrito pelos deportados como uma experiência de “tortura” e “inferno”. As imagens de brasileiros algemados e acorrentados, sobre a asa de um avião no Aeroporto de Manaus, geraram revolta no governo brasileiro e serviram como uma prévia do tratamento que a Casa Branca empregaria contra imigrantes a partir dali.
Ao desembarcarem em Manaus, os brasileiros foram resgatados pelo governo, que proibiu que a aeronave norte-americana seguisse viagem. Um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) foi usado para concluir o trajeto até Belo Horizonte, no dia 25 de janeiro de 2025.

Desde então, o número de brasileiros expulsos dos EUA mais que dobrou. De acordo com dados da Polícia Federal (PF), 37 voos fretados pelo Serviço de Imigração dos Estados Unidos (ICE) desembarcaram no país em 2025 e um total de 3.526 pessoas foram deportadas para o Brasil.
Na série de reportagens Deportados dos EUA: um ano do voo que expôs a nova política migratória de Trump, o Metrópoles investiga os desdobramentos do primeiro voo de brasileiros deportados por Trump a partir do relato de quem foi expulso no país, do cruzamento de dados brasileiros e norte-americanos e da resposta do governo Lula às denúncias de violações de direitos.
Os brasileiros deportados em voos fretados pelos EUA
- Ano de 2020: 1.138 brasileiros deportados;
- Ano de 2021: 2.188 brasileiros deportados;
- Ano de 2022: 1.423 brasileiros deportados;
- Ano de 2023: 1.256 brasileiros deportados;
- Ano de 2024: 1.660 brasileiros deportados;
- Ano de 2025: 3.526 brasileiros deportados;
- Entre os dias 1º e 20 de janeiro de 2026: 104 brasileiros deportados.
Quem são os deportados
O ICE classifica os imigrantes detidos em três grupos: pessoas com condenações criminais, com acusações pendentes e os chamados “violadores da imigração” — pessoas sem histórico criminal, mas em situação migratória irregular.
É o caso de Aeliton Candido de Andrade, de 34 anos, morador de Divinópolis (MG). Ele foi detido em 2024, no estado de Nova Jersey, após uma confusão em um bar depois de um jogo de futebol americano, mesmo sem participar da briga.
“Eles começaram a brigar do nada e o dono do bar chamou a polícia. A polícia não pergunta quem é quem, pega todo mundo”, relata. “Eu estava com o braço engessado, não estava participando de nada. Mas eles não perguntam, te prendem igual um animal”, conta o brasileiro ao Metrópoles.
Aeliton conta que ficou detido por um ano no centro de processamento de imigrantes em Moshannon Valley, na Pensilvânia. O local funcionava como uma prisão federal até março de 2021 e, em novembro do mesmo ano, foi reaberto como centro de detenção para pessoas sob custódia da ICE.
Com o endurecimento das políticas migratórias e o aumento das detenções, o Moshannon Valley se consolidou, em 2025, como um dos principais centros para pessoas que aguardam decisões de deportação ou eventual liberação.
Violência no ICE
O último mês ficou marcado por episódios de violência extrema cometidos por agentes do ICE. O de maior repercussão foi o assassinato de Renee Good, uma cidadã americana de 37 anos que foi morta após um agente do ICE atirar contra o veículo dela durante uma abordagem no dia 7 de janeiro, na cidade de Minneapolis.
O assassinato de Renee é o degrau mais recente de uma escalada no uso da força por agentes do ICE nos últimos anos — endurecimento que começou ainda na gestão Biden.
Entre os anos fiscais de 2022 e 2023 — período que vai de 1º de outubro de 2021 a 30 de setembro de 2023 — os registros de agressões físicas diretas, com uso de mãos, punhos e pés, saltaram de 25 para 53 episódios — aumento de 112%.
O uso da força não se restringe a agressões corporais. No mesmo intervalo, houve 28 incidentes envolvendo dispositivos de controle, como sprays e gás. O uso de armas de impacto, como cassetetes, cresceu 150%, enquanto a utilização de agentes químicos, incluindo spray de pimenta, aumentou 21%.
Morador dos Estados Unidos por cinco anos, Aeliton afirma que a violência faz parte da rotina dos agente do ICE. “Eles são conhecidos pela agressividade”, diz. “Estão com decreto de limpar o país de imigrantes mesmo.”
Segundo ele, um dos maiores medos entre os detidos é a separação familiar. “Se você tem criança, eles não estão nem aí. Eles prendem e as crianças que se virem”, afirma. “As pessoas que eu conheci lá, até hoje, não conseguiram recuperar os filhos.”
Um ano depois
À reportagem, Aeliton descreve a deportação e o primeiro ano de volta ao Brasil como uma queda brusca — emocional, financeira e psicológica — seguida de um esforço diário para reconstruir a própria vida.
“Sair de baixo, subir e cair de uma vez é complicado”, diz. “Para mim foi um massacre, mas também uma vitória. Foi uma vivência ruim, mas um aprendizado muito grande, porque eu consegui dar a volta por cima. Hoje, graças a Deus, eu estou bem.”
O recomeço, segundo ele, foi marcado por obstáculos básicos, mas pesados para quem retorna sem nada: regularizar documentos, abrir contas bancárias e tentar se reorganizar financeiramente. “A partir do momento em que você é preso, perde tudo.”
Hoje, Aeliton está desempregado. Ainda assim, tenta se apoiar no pouco que restou depois da expulsão: a casa própria e a tentativa de seguir em frente após uma vida interrompida à força.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Pai desvia R$ 113 mil em doações do filho, gasta no Tigrinho e é preso

O pai de uma criança com deficiência foi preso após desviar dinheiro arrecadado em doações para o próprio filho e usar a quantia em apostas virtuais, incluindo o conhecido “Jogo do Tigrinho”. A prisão ocorreu após denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), apresentada nessa sexta-feira (23/1), pela Promotoria de Justiça de Murici.
O acusado é João Victor dos Santos Oliveira, apontado como responsável por desviar R$ 113 mil que haviam sido transferidos para a conta do filho, Noah Gabriel Ferreira dos Santos, de 1 ano e 5 meses. O menino teve os membros superiores e inferiores amputados após uma pneumonia, o que mobilizou moradores de Murici e pessoas de outras cidades em campanhas de doação, rifas e pedidos de ajuda divulgados inclusive em programas de TV.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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