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“Invertemos prioridades e estamos aplicando recursos próprios”, afirma secretário que revolucionou a saúde em Epitaciolândia

O secretário municipal de Saúde e vice-prefeito, Sérgio “Invertemos prioridades e estamos aplicando recursos próprios”, afirma secretário que revolucionou a saúde em Epitaciolândia
O secretário municipal de Saúde e vice-prefeito, Sérgio Mesquita, tem mantido discurso firme e números expressivos para defender sua gestão: “Invertemos prioridades e estamos aplicando recursos próprios”, afirma, convencido de que essa estratégia é decisiva para fortalecer a atenção básica. Ele afirma que tem um atendimento humanitário, acolhedor e resolutivo e que, “quando se tem amor e solidariedade, não existem limites entre municípios ou divisões entre estados”.
Sob sua coordenação, o programa Saúde na Comunidade atingiu mais de 140 mil atendimentos ao longo de 126 edições — média de mais de 1.120 atendimentos por edição. O município também destaca ter sido o primeiro no Acre a pagar o piso nacional para algumas categorias da saúde e operar Unidades Básicas de Saúde (UBSs) no turno da noite. Mesquita informa que o município realiza, diariamente, o transporte de 40 pessoas para Rio Branco e 70 (mensalmente) para Porto Velho. A capital do Estado vizinho recebe pacientes oncológicos, uma iniciativa que extrapola a responsabilidade municipal.

Segundo ele, já foram ofertadas cerca de 15 mil ultrassonografias, bem como existem duas UBSs funcionando até meia-noite, cada uma com médicos, dentistas, psicólogos e equipes completas, além de estoques robustos de medicamentos, reforçando sua avaliação positiva na atenção primária.
Mesquita reconhece, porém, que não existe “um ranking oficial ou métrica universal” para apontar o melhor secretário municipal de saúde, mas afirma que os resultados podem falar por si: “pegamos uma pasta onde os servidores não acreditavam no trabalho. Hoje temos uma saúde que desponta como uma das melhores do Acre”. A estratégia, ele diz, é combinar senso técnico e sensibilidade humana em cada ação.
Saltamos de 21º para 3º lugar em três meses: estratégia que virou caso de estudo
Quando assumiu a pasta da Saúde, Sérgio Mesquita relata que Epitaciolândia figurava entre os últimos colocados no Previne Brasil: “Éramos o 21º empatados com o 22º colocado”. Mas, com reordenação administrativa e foco em indicadores, afirma que, em três meses, saltou para o 3º lugar”. A lógica, segundo ele, é clara: a melhora nos resultados no Previne Brasil significa mais recursos federais — “os valores dos recursos vêm de acordo com tua nota no programa”.
Ele ressalta que a conquista do 1º lugar no Previne Brasil pela 4ª vez reflete compromisso consistente com cobertura vacinal, atenção pré-natal e prevenção de doenças crônicas. Também enfatiza que os ganhos no ranking vieram pela reestruturação de equipes, capacitação e mobilização dos agentes comunitários de saúde.

O secretário destaca que, em muitas ocasiões, investimentos foram feitos inclusive com recursos próprios. “As verbas para contratações eram pequenas e tivemos que complementar com nosso orçamento”, reforça, apontando que o diferencial da gestão está no uso estratégico de recursos municipais quando o federal não supre a demanda. Em sua avaliação, essa tática permitiu ampliar ofertas de especialidades como ginecologia, cardiologia e psiquiatria — serviços que, antes, só eram disponibilizados em Rio Branco ou Brasiléia.
Em suas palavras, “o nosso município tem o segundo melhor IDH, a melhor renda per capita e a melhor saúde entre os municípios acreanos” — afirmação ousada que Mesquita sustenta como base para defender que Epitaciolândia virou referência regional. Ele reforça: “jamais iremos negar atendimento ou segregar pessoas”.
Epitaciolândia eleva investimentos em saúde em 11% e mantém equilíbrio fiscal com 2,4% de folga orçamentária Epitaciolândia, com pouco menos de 20 mil habitantes, registrou um crescimento de 11% nas receitas públicas e manteve 2,4% de superávit orçamentário em 2024, segundo dados do IBGE e do Tesouro Nacional. Mesmo com aumento de despesas de 10,3%, a cidade conseguiu ampliar investimentos em saúde e infraestrutura sem comprometer o equilíbrio fiscal — um feito raro entre municípios de pequeno porte na região Norte.

A gestão municipal atribui o resultado à eficiência administrativa e à priorização da saúde pública. “Reorganizamos a rede, contratamos especialistas e ampliamos o acesso ao atendimento de forma planejada e responsável”, assegura Mesquita.
Além dos serviços médicos especializados Ginecologia, Cardiologia, Psiquiatria e Ortopedia a cidade foi a primeira do Acre a pagar o piso nacional da saúde, investindo também na valorização profissional.

A despeito da mortalidade infantil de 21,35 por mil nascidos vivos, o município aposta em ações preventivas e acompanhamento pré-natal para reduzir o indicador nos próximos anos. “Os números vão cair porque estamos investindo onde realmente importa: na base e na prevenção”, garantiu ele.
Com o avanço nos investimentos e o controle rigoroso das contas, Epitaciolândia se consolida como uma das gestões mais equilibradas e inovadoras do Acre, combinando crescimento fiscal e melhoria real nos serviços de saúde pública.
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Delegado afirma que investigação sobre desvio de medicamentos foi solicitada pelo secretário de Saúde
Durante coletiva realizada na tarde desta segunda-feira,5, o delegado José Henrique Maciel afirmou que a investigação que apura o desvio de medicamentos e equipamentos hospitalares teve início após solicitação direta do secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal.
Segundo o delegado, a iniciativa demonstra que o governo não compactua com práticas ilegais dentro da administração pública.
“Isso demonstra que o governo não compactuou com esse tipo de coisa ilegal dentro do governo”, destacou.
Maciel explicou que, a partir das informações repassadas pelo secretário, a Polícia Civil, por meio da delegacia especializada, deu início às apurações que culminaram no cumprimento do mandado de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira.
“Hoje pela manhã houve esse primeiro desfecho desse contexto do mandado, onde foi constatada a existência de muitos medicamentos, alguns controlados e de alto valor, além da prisão em flagrante de uma pessoa que se encontrava no local”, afirmou.
De acordo com o delegado, o suspeito detido deverá ser indiciado por envolvimento no esquema, que, segundo a polícia, não se trata de uma ação isolada, mas sim da atuação de uma quadrilha.
“Isso não é coisa de uma pessoa só. Com certeza há participação de várias pessoas, inclusive, provavelmente, de pessoas de dentro da Sesacre”, pontuou.
Maciel ressaltou ainda a gravidade do crime, destacando que os medicamentos desviados eram destinados a pacientes que realmente necessitam, como pessoas em tratamento contra o câncer e portadores de doenças graves.
“Hoje nós temos provas cabais de que havia e há pessoas comercializando remédios que deveriam chegar a quem precisa. Para a Polícia Civil e para a Segurança Pública, isso é gravíssimo”, concluiu.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema e possíveis servidores públicos ligados ao desvio.
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Secretário Marcos Luz destaca atendimento humanitário a venezuelanos e cobra maior apoio do governo federal
Prefeitura de Rio Branco reforça acolhimento a refugiados durante visita à Casa do Migrante
O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), Marcos Luz, realizou nesta segunda-feira (5) uma visita técnica à Casa do Migrante, em Rio Branco, acompanhado do prefeito Tião Bocalom e da primeira-dama Kelen Nunes. Atualmente, o espaço abriga 65 refugiados, sendo a maioria de origem venezuelana — 54 pessoas, segundo levantamento apresentado pela gestão municipal.
Durante a visita, o secretário ressaltou que o município vem mantendo uma política de acolhimento humanitário aos migrantes que chegam à capital acreana. “Somente neste ano, mais de 500 venezuelanos passaram pela Casa do Migrante. Desde 2022, já ultrapassamos 250 atendimentos. Aqui eles têm acesso a banho, alimentação, atendimento social, psicológico e de saúde, além de apoio para regularização de documentos como CPF e Cadastro Único”, explicou Marcos Luz.
De acordo com o secretário, a Casa do Migrante também atua como ponte para a inserção dos refugiados no mercado de trabalho e na sociedade. “Muitos têm qualificação profissional. Nós fazemos contato com empresas e indústrias interessadas nessa mão de obra e também encaminhamos pessoas para outras regiões do país, como Sudeste e Sul, quando necessário”, acrescentou.
Marcos Luz aproveitou a ocasião para fazer um alerta sobre a falta de regularidade no repasse de recursos federais. Segundo ele, apesar de a política ser financiada pelo governo federal, a prefeitura tem arcado com parte dos custos. “O cofinanciamento da segunda parcela do ano passado ainda não foi repassado. Por isso, a Casa também é mantida com recursos próprios do município, como IPTU e ISS”, afirmou.
O secretário também defendeu maior controle por parte da União nas fronteiras. “É preciso saber quem está entrando no país, se há doenças crônicas ou histórico criminal. O governo federal tem falhado nesse aspecto, mas nós continuamos fazendo nossa parte de forma humanitária, acolhendo e garantindo os encaminhamentos que a lei exige”, concluiu.
A Prefeitura de Rio Branco informou que seguirá mantendo o atendimento aos migrantes e refugiados, reforçando a política de acolhimento e integração social na capital acreana.
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Acre terá mais de 612 mil eleitores nas eleições gerais de 2026
Estado escolherá presidente, governador, dois senadores e parlamentares; mais de 46 mil ainda não fizeram biometria
O Acre chega às eleições gerais de 2026 com 612.448 eleitores aptos a votar, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC). O número integra o universo de mais de 155 milhões de brasileiros que irão às urnas em todo o país para escolher os novos representantes políticos para o período de 2027 a 2030.
No pleito, os acreanos irão eleger o presidente da República, o governador do Estado, dois senadores, dez deputados federais e 30 deputados estaduais que irão compor a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). O primeiro turno da votação está marcado para o dia 4 de outubro de 2026. Caso nenhuma candidatura alcance a maioria absoluta, o segundo turno será realizado em 25 de outubro. A propaganda eleitoral estará liberada a partir de 16 de agosto.
Apesar do crescimento do eleitorado e dos avanços tecnológicos no processo eleitoral, o estado ainda registra pendências na coleta biométrica. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que cerca de 7,59% dos eleitores acreanos — o equivalente a 46.496 pessoas — ainda não realizaram o cadastro biométrico.
A biometria é considerada fundamental para garantir mais segurança, agilidade e transparência ao processo de votação, reduzindo riscos de fraude e impedindo que uma pessoa vote no lugar de outra.
Rio Branco concentra o maior colégio eleitoral do estado, com 271.518 eleitores. Em seguida aparecem Cruzeiro do Sul (62.645), Sena Madureira (30.666), Tarauacá (28.427) e Feijó (23.221). Já os menores números estão em Santa Rosa do Purus, com 3.918 eleitores, e Manoel Urbano, com 5.892.
O voto é obrigatório para brasileiros alfabetizados entre 18 e 70 anos. Jovens de 16 e 17 anos, pessoas acima de 70 anos e eleitores analfabetos têm participação facultativa.
Quem ainda não possui biometria cadastrada deve procurar um cartório eleitoral ou posto do TRE-AC, munido de documento oficial com foto e comprovante de residência. O agendamento pode ser feito previamente pelo site do tribunal. A Justiça Eleitoral também disponibiliza diversos serviços online por meio do sistema Título Net, como emissão de título, transferência de domicílio eleitoral e regularização de pendências.
A recomendação é que os eleitores regularizem sua situação com antecedência, evitando transtornos e garantindo tranquilidade no dia da votação.






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