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Incêndio na Suíça; identificação de corpos é extremamente difícil

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França acolheu três feridos graves — dois franceses e um suíço — do incêndio que devastou o bar Le Constellation na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, durante a madrugada do Ano-Novo. Eles estão hospitalizados em Paris e Lyon. A pedido das autoridades suíças, outros oito sobreviventes serão transferidos para hospitais franceses nos próximos dias.

O incêndio, descrito como um dos mais trágicos da região, deixou cerca de 40 mortos e 115 feridos, dos quais até 100 estão em estado considerado crítico. Autoridades alertam que a identificação das vítimas pode levar semanas, já que muitos corpos estão carbonizados. Enquanto isso, famílias vivem momentos de angústia sem notícias concretas, e homenagens às vítimas se multiplicam na estação alpina.

“As prioridades são salvar vidas e identificar todas as vítimas”, afirmaram as autoridades suíças, reforçando que o processo será longo e complexo.

Desde a tragédia, famílias recorrem às redes sociais para tentar localizar parentes desaparecidos. “Acho que meu filho está entre os 40 mortos. Estamos vivendo um pesadelo sem nome”, disse Laetitia, mãe de Arthur, ainda desaparecido. “Estou sem notícias do meu filho há 30 horas”, lamentou, chorando, em entrevista à emissora francesa BFMTV.

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O deputado francês Alexis Corbière pediu uma “ampla verificação de todos os estabelecimentos no país”, especialmente casas noturnas, para garantir a eficácia dos sistemas de segurança e das rotas de evacuação, evitando que tragédias semelhantes se repitam.

Vídeos divulgados nas redes mostram a correria das vítimas tentando escapar do bar em chamas, com gritos de desespero. Em uma gravação, uma jovem com queimaduras consegue sair por uma porta lateral aberta por um homem do lado de fora. Outra imagem mostra o momento em que o teto começa a pegar fogo, enquanto jovens gritam “está queimando”.

De acordo com Stéphane Ganzer, conselheiro de Estado para Segurança do cantão do Valais, entre “80 e 100” dos 115 feridos estão em estado crítico. Ele alertou que o balanço pode piorar e lembrou que muitos sobreviventes hospitalizados ainda não foram identificados.

Identificação “exigirá tempo”

Equipes forenses trabalham para identificar as vítimas, mas o processo pode levar vários dias, pois alguns corpos estão completamente carbonizados. Técnicas como análise dentária e testes de DNA estão sendo usadas.

O prefeito de Crans-Montana, Nicolas Féraud, disse que a prioridade é dar nome a todas as vítimas, “mas isso exigirá tempo”. Mathias Reynard, conselheiro de Estado do cantão, confirmou o uso de métodos científicos para identificação.

O Ministério das Relações Exteriores da França informou que nove franceses estão entre os feridos e oito continuam desaparecidos. Três já foram transferidos para hospitais franceses, e outros oito serão recebidos nos próximos dias, segundo Pascal Confavreux, porta-voz do ministério.

A Itália também registrou vítimas: seis italianos seguem desaparecidos e 13 estão hospitalizados. O embaixador italiano na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, disse que cinco feridos ainda não foram identificados. O ministro italiano Antonio Tajani visitará Crans-Montana nesta sexta-feira.

Itália fala em 47 mortos

As autoridades suíças confirmaram cerca de 40 mortos, enquanto a Itália fala em 47, com base em informações locais. As causas do incêndio ainda são investigadas, mas tudo indica que foi um acidente. Testemunhos e vídeos sugerem que faíscas de velas decorativas usadas em garrafas de champagne atingiram o teto, provocando o fogo. “As imagens são bastante claras”, afirmou Ganzer, ressaltando que a investigação vai apurar se os materiais do teto do bar eram adequados.

Centenas de pessoas prestaram homenagem às vítimas na quinta-feira, deixando flores e acendendo velas em um memorial improvisado próximo ao bar, cuja área foi isolada pela polícia. A Suíça decretou luto oficial de cinco dias, com bandeiras a meio-mastro.

Leia mais reportagens como essa no RFI, parceiro do Metrópoles.

Fonte: Conteúdo republicado de METROPOLES - INTERNACIONAL

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TJAC mantém decisão que obriga Estado a fornecer suplemento a idosa vulnerável

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A Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por maioria, manter decisão que determina a obrigação do ente público estadual de fornecer suplemento nutricional a uma paciente idosa em situação de vulnerabilidade social. A medida foi mantida em caráter de tutela de urgência.

O caso envolve uma paciente idosa hipossuficiente, submetida à gastrectomia parcial em razão de câncer gástrico, que teve o fornecimento do suplemento nutricional suspenso. Diante da negativa administrativa, foi concedida tutela de urgência em primeiro grau, determinando o fornecimento imediato do suplemento no prazo máximo e improrrogável de cinco dias úteis, devendo ser mantido de forma contínua enquanto perdurar a necessidade clínica, sob pena de multa.

No recurso, o ente contestou a decisão, argumentando que a repartição administrativa do SUS afasta sua legitimidade para figurar no polo passivo da demanda. Também sustentou a necessidade de condicionar o fornecimento à apresentação de prescrição médica atualizada e questionou a imposição de multa diária (astreintes), alegando a inadequação da medida contra a Fazenda Pública.

Ao analisar o caso, o colegiado reafirmou o entendimento de que os entes federativos possuem responsabilidade solidária na prestação de serviços de saúde, conforme tese firmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O relator destacou que a divisão administrativa do SUS não impede que qualquer ente seja acionado judicialmente para garantir o direito fundamental à saúde, especialmente quando comprovada a necessidade do tratamento. No caso concreto, a necessidade do suplemento nutricional foi devidamente demonstrada por documentação médica.

O relator, desembargador Elcio Mendes, concluiu que estão presentes os requisitos para a concessão da tutela de urgência, não havendo ilegalidade na decisão que determinou o fornecimento do suplemento. Citou ainda precedentes do STF sobre o fornecimento de medicamentos e insumos fora das listas do SUS, ressaltando a importância de critérios técnicos e evidências científicas.

Processo nº 1002604-39.2025.8.01.0000

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Acre tem uma das maiores taxas de internações por acidente de trânsito do país, aponta ranking

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Estado ocupa 23ª posição nacional, com 21,2 hospitalizações a cada 10 mil habitantes; apenas quatro estados têm índices piores

O Acre figura entre os estados brasileiros com maiores índices de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estado ocupa a 23ª posição, com uma taxa de 21,2 hospitalizações a cada 10 mil habitantes.

O indicador, que passou por atualização metodológica nesta edição, mede a morbidade hospitalar provocada por acidentes de transporte terrestre. A mudança incluiu a padronização da taxa por 10 mil habitantes e a alteração da nomenclatura, agora denominada “Morbidade Hospitalar por Acidente de Trânsito” . Os dados têm como base informações do DataSUS e do IBGE.

Comparação nacional

No cenário nacional, o Acre aparece à frente apenas de :

Posição Estado Taxa (por 10 mil hab.)
27º Tocantins 21,2
26º Acre 21,2
25º Piauí 21,6
24º Mato Grosso do Sul 22,9
23º Espírito Santo 30,5

Fonte: Ranking de Competitividade dos Estados 2025 (CLP)

Cenário na região Norte

Na região Norte, o desempenho do estado também preocupa. Enquanto o Amazonas lidera o país com apenas 4,1 internações por 10 mil habitantes, Rondônia (13) e Pará (20,4) apresentam índices inferiores ao acreano.

O ranking completo mostra que os estados com melhores índices são Amazonas (4,1), Acre? (dados em análise) e Ceará (9,5). Na outra ponta, Espírito Santo (30,5), Mato Grosso do Sul (22,9) e Piauí (21,6) lideram as maiores taxas de internações.

O Acre figura entre os estados brasileiros com maiores índices de internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. Foto: captada 

Alertas e soluções

Os dados acendem um alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança viária e à redução de acidentes no Acre, especialmente considerando que o estado já enfrenta desafios estruturais em sua malha rodoviária, como a precariedade da BR-364, principal via de ligação entre Rio Branco e o interior.

Especialistas apontam que investimentos em infraestrutura, fiscalização e campanhas educativas são fundamentais para reduzir os índices de hospitalizações por acidentes de trânsito, que impactam diretamente o sistema de saúde e a economia do estado.

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Acre registra mais de 640 casos de tuberculose e 15 mortes em 2025; taxa de cura supera 80%

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O Acre registrou 641 casos de tuberculose em 2025, segundo dados repassados pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), a pedido do portal A GAZETA, nesta terça-feira, 24, data em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

De acordo com o levantamento, a maioria dos pacientes evoluiu para cura, com 320 casos, o que representa 83% do total. Ainda assim, foram registrados 40 casos de abandono do tratamento (10,3%) e 15 óbitos (3,9%).

A forma mais comum da doença no estado é a tuberculose pulmonar. Em comparação com 2024, houve leve redução no número total de casos, que passou de 661 para 641 em 2025.

Os dados também apontam que o Acre foi reconhecido pelo Ministério da Saúde como referência no controle da tuberculose, com 68,2% dos municípios atingindo a meta de cura de casos novos com confirmação laboratorial.

Campanha e mobilização

Neste ano, a campanha segue o tema internacional “Sim! Podemos acabar com a tuberculose”, reforçando a possibilidade de eliminação da doença por meio de ações coordenadas e investimento em saúde.

Durante a Semana Estadual de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose, que ocorre de 23 a 27 de março, estão sendo realizadas ações em unidades de saúde da capital e do interior, como busca ativa de pacientes com sintomas, palestras, distribuição de materiais informativos e atividades de conscientização.

Entre as ações previstas está uma mobilização em Rio Branco, com passeata e atividades educativas para orientar a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.

Sintomas e tratamento

A Sesacre orienta que pessoas com tosse por três semanas ou mais procurem uma unidade de saúde. Outros sintomas incluem febre no período da tarde, suor noturno e perda de peso.

O diagnóstico e o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento dura no mínimo seis meses e não deve ser interrompido.

Segundo a secretaria, após cerca de 15 dias de tratamento, o risco de transmissão da doença diminui significativamente.

Investimentos e estratégias

Para 2026, o estado conta com cerca de R$ 640 mil em recursos federais destinados ao enfrentamento da tuberculose. O valor será aplicado na ampliação do diagnóstico e no fortalecimento das equipes de vigilância em saúde nos 22 municípios.

Entre as estratégias adotadas estão a realização de testes rápidos, a busca ativa de casos, o acompanhamento dos pacientes e o incentivo à adesão ao tratamento, considerado um dos principais desafios no controle da doença.

A Sesacre destaca que a eliminação da tuberculose depende do diagnóstico precoce, da continuidade do tratamento e da ampliação das ações de prevenção e conscientização.

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