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Haddad diz que corte da Selic depende do BC e vê inflação de 2026 na meta
Em entrevista ao portal Metrópoles, o ministro da Fazenda afirmou que é muito cedo para avaliar a presidência de Gabriel Galípolo no BC

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad • Renato Araújo/Câmara dos Deputados
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou nesta terça-feira (8) que a inflação no país estará em 2026 dentro da banda de tolerância da meta central de 3%, que permite que o índice fique entre 1,5% e 4,5%, argumentando que cabe ao Banco Central (BC) avaliar esse movimento para decidir quando cortará a taxa Selic.
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Gilmar Mendes suspende quebra de sigilo de empresa de Toffoli

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta sexta-feira (27/2) a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt, empresa da família do ministro do STF Dias Toffoli. As quebras haviam sido aprovadas pela CPI do Crime Organizado do Senado na última quarta (25/2).
A medida foi determinada em um recurso apresentada pela empresa ao Supremo. Para Gilmar, a CPI descumpriu e extrapolou o escopo da investigação definido no ato de criação do colegiado.
“É preciso registrar que, ao desbordar do fato determinado para examinar em circunstâncias desconexas, a Comissão Parlamentar de Inquérito em questão desnaturou sua função constitucional, incorrendo em inequívoco desvio de finalidade”, escreveu o magistrado.
A Maridt é apontada como um elo entre a família de Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que é investigado por fraude financeira. A empresa da família do magistrado vendeu participações no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR), para fundos ligados ao banco.
Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF em meio à divulgação de que relatórios da Polícia Federal apontavam menções a ele em dados obtidos no celular de Vorcaro. O ministro classificou os achados da PF como “ilações” e disse não ter envolvimento com Vorcaro e o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel.
O ministro do STF afirma que a Maridt deixou o negócio em fevereiro de 2025 e nega ter recebido valores de Vorcaro ou Zettel, além de ter dito que não exerceu postos de comando na empresa.
“Ausência de fundamentação”
Ao analisar o pedido da empresa da família de Toffoli, Gilmar Mendes criticou as justificativas que embasaram os requerimentos que levaram à quebra dos sigilos.
“Além de destituída de idoneidade por completa e absoluta ausência de fundamentação válida, sequer apontou qualquer tipo de conexão entre as medidas postuladas e o objeto real e efetivamente delimitado quando de sua instauração”, escreveu o ministro.
Para o ministro, os argumentos também fazem referência a “fatos envolvendo outras investigações, paralelas e desconectadas do objeto da CPI”.
“Com efeito, as medidas de quebra de sigilos, que ostentam caráter excepcional diante do fato de que restringem direitos fundamentais, foram deferidas sem que se demonstrasse, de forma analítica e concreta, de que maneira a investigação sobre a ora postulante contribuiria para o desvelamento da estrutura e do modus operandi de facções criminosas e milícias que justificaram a criação da comissão”, afirmou Gilmar Mendes.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Freira morta em convento no Paraná foi vítima de estupro, diz polícia

A freira Nadia Gavasnki, de 82 anos, que foi assassinada nesse sábado (21/2) por um homem que invadiu o convento onde ela morava, também foi vítima de estupro. O crime ocorreu dentro do convento Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí (PR).
O inquérito do caso foi finalizado na última nesta sexta-feira (27/2) e encaminhado ao Ministério Público (MP-PR). De acordo com a Polícía Civil (PC-PR), o laudo pericial indicou que, além da morte por asfixia, a vítima também sofreu violência sexual, demonstrada pela gravidade das lesões observadas.
Segundo a Polícia Militar (PM-PR), o homem, que não teve a identidade divulgada, invadiu o convento com intenção de furtar objetos.
O homem foi acusado de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
“As provas colhidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado, confirmam a autoria dos crimes”, disse o delegado Hugo Santos Fonseca.
Entenda dinâmica do crime
- O crime ocorreu por volta das 13h30. Segundo as investigações, ele pulou o muro e invadiu o convento, onde foi surpreendido por Nadia.
- A freira questionou sua presença no local, e ele respondeu que estaria trabalhando em um evento.
- Segundo a versão apresentada pelo suspeito, Nadia não acreditou na explicação. Nesse momento, ele a empurrou. A idosa caiu e começou a pedir ajuda.
- O homem afirmou que, em seguida, a atacou e a asfixiou. Disse não ter desferido golpes diretos na cabeça da vítima, mas admitiu que ela pode ter se ferido na queda.
- O suspeito também negou ter cometido violência sexual ou ter tido a intenção de furtar objetos.
Homem estava preso antes do crime
Segundo a investigação, o suspeito foi preso por furto qualificado no dia 28 de dezembro de 2025. Dois dias depois, ele foi colocado em liberdade provisória.
De acordo com o delegado Hugo Fonseca, ele já tinha registros policiais desde 2024, envolvendo crimes como roubo, furto e violência doméstica.
Investigado disse que “ouviu vozes” para matar
Em depoimento, o suspeito relatou que fez uso de crack e de bebidas alcoólicas durante a madrugada, e que cometeu o crime porque “ouviu vozes” que diziam que deveria matar alguém.
“Embora o investigado tenha admitido parte das agressões durante o interrogatório, alegando ter agido sob o comando de vozes, a perícia técnica refutou as versões que tentavam minimizar a natureza sexual dos atos cometidos”, disse o delegado.
Ainda à polícia, ele também relatou que entrou no convento com a intenção de cometer um assassinato.
O suspeito tentou fugir com a chegada dos policiais, mas acabou sendo localizado em casa. Durante a abordagem, ele tentou agredir os policiais e, após ser contido, admitiu o crime.
Fotográfa contribiu para as investigações
Uma fotógrafa que estava registrando um evento no convento foi abordada pelo suspeito logo após a morte da freira.
À polícia, ela contou que o homem demonstrava nervosismo, e tinha roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Ele afirmou que estava trabalhando no local e que tinha encontrado a freira caída.
Desconfiada da versão dele, a fotógrafa filmou a conversa de forma discreta e pediu ajuda às outras pessoas que estavam lá para chamar uma ambulância e a polícia. Nesse meio tempo, o suspeito saiu correndo do local, mas foi identificado depois, com base nas filmagens feitas pela testemunha.
“A contribuição dela foi importantíssima, justamente para, de pronto, já identificarmos o suspeito. Muitas vezes, nos crimes de homicídio, nós encontramos o corpo, conseguimos identificar o que causou a morte daquela pessoa, só que, muitas vezes, em um primeiro momento, nós não temos elementos de informação capazes de identificar a autoria. Essa testemunha estando lá, conseguiu identificar o autor”, detalhou.
Quem era freira
A freira Nadia Gavanski tinha 82 anos e 55 de vida de religiosa. Nascida em Prudentópolis, também no Paraná, ela levava uma rotina simples no convento onde morava.
Nascida em 18 de maio de 1943, filha de José e Ana Gavanski, Nadia tinha sete irmãos.
Ingressou na vida religiosa em 12 de fevereiro de 1971, realizou o noviciado em 8 de dezembro do mesmo ano, professou os primeiros votos em 8 de dezembro de 1973 e fez os votos perpétuos em 2 de fevereiro de 1979.
Ao longo de sua vida, atuou em diversas comunidades do Paraná, incluindo Dorizon, Irati, Linha B, Ivaí, São Pedro, Esperança, Itapará, Marcondes, Marcelinho, Ponte Alta e Prudentópolis.
Freira teve AVC e perdeu a fala
Uma amiga da freira, a irmã Deonisia Diadio, relatou ao Metrópoles que Nadia sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no passado e não se comunicava pela fala.
“Ela se comunicava com gestos e pelo olhar. Era muito querida, simples e humilde. Gostava muito de rezar na capela, em silêncio”, afirmou Deonisia.
Segundo a religiosa, Nadia tinha uma vida simples e, todos os dias, ia à horta levar comida às galinhas. Foi nesse momento em que ela se deparou com o homem que invadiu o convento.
“Foi exemplo de consagração, doação, espiritualidade. Rezava muito pedindo vocações. Às vezes ficava horas na capela”, declarou a amiga.
O velório Nadia Gavanski ocorreu em 22 de fevereiro, às 15h, em Prudentópolis (PR).
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Homem de 86 anos com Alzheimer é torturado por cuidador em Goiânia

Um homem de 86 anos, diagnosticado com Alzheimer, foi agredido pelo cuidador dentro de casa, em Goiânia. Uma câmera de segurança instalada no quarto da vítima registrou as agressões do enfermeiro. O caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) como crime de tortura.
A câmera de segurança registrou o cuidador puxando a perna3 do homem de forma brusca. Depois, ele ajeita o travesseiro do paciente e o agride no rosto com um pano, ordenando que ele engolisse algum suprimento que havia recebido.
De acordo com o delegado Alexandre Bruno de Barros, da PCGO, a investigação se iniciou após familiares desconfiarem do cuidador de idosos e notarem lesões pelo corpo do homem de 86 anos. O enfermeiro trabalhava desde junho de 2025 na casa.
Após a desconfiança, os parentes verificaram as imagens da câmera de segurança e se depararam com a agressão do cuidador. Um dos filhos foi até à delegacia comunicar o crime e registrar o boletim de ocorrência.
Mesmo confrontado sobre o vídeo da câmera de segurança, o cuidador negou que teria cometido a agressão.
Cuidador é investigado por tortura; Conselho se manifesta
Conforme o delegado Barros, a partir dos relatos de familiares e das imagens das câmeras de segurança, o caso passou a ser investigado como crime de torutra.
“Foi por conta de agressões anteriores que eles (familiares) resolveram olhar na câmera e viram que ele (enfermeiro) estava tratando o idoso dessa forma”, afirmou o delegado.
A polícia também investiga imagens registradas pela câmera do quarto em dias anteriores “para verificar se esse crime acontecia antes”. Segundo Barros, o enfermeiro não tem antecedentes criminais.
Em nota enviada ao Metrópoles, o Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) informou que instaurou investigação de ofício contra o profissional.
“Diante da gravidade dos fatos noticiados, a Autarquia instaurou, de imediato, investigação de ofício, com o objetivo de apurar as circunstâncias do ocorrido e adotar as medidas administrativas e éticas cabíveis, nos termos da legislação profissional vigente”, diz nota.
A Procuradoria Jurídica do Coren-GO encaminhou ofício à Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (DEAI), em Goiânia, e solicitou informações para subsidiar e dar prosseguimento à investigação no conselho.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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