Acre
Governo não cumpre com a palavra de contratar peritos criminais e inquéritos podem entrar em caos
Enquanto isso, muitos processos ficam sem a devida investigação ou com perícias atrasadas, fortalecendo as ações criminosas e as facções, expondo a população a todo o tipo de infortúnios.
O atraso do governo em efetivar a contratação dos peritos criminais já devidamente aprovados no concurso e qualificados no curso de preparação pode levar o já sofrido sistema de investigações policiais do Estado a entrar em um caos total. Atualmente existem 15 peritos criminais formados e dois peritos médicos legistas aptos a serem contratados, mas sem previsão de assunção dos cargos.
Hoje o sistema de perícias conta com um total de 20 peritos em Rio Branco, assim divididos: quatro atendem mortes violentas; quatro para ocorrência de trânsito com vítimas e patrimônio; um na diretoria geral e o restante dividido e distribuídos por seções especiais. Existem ainda outros quatro peritos em Cruzeiro do Sul.
Com o avanço criminalidade na direção do interior e o aumento de crimes violentos por todo o Estado, o serviço de perícia criminal não consegue mais atender a contento a demanda. Por conta disso, nas demais cidades, os agentes de Polícia estão elaborando apenas um auto de constatação – substitui o laudo pericial mas torna os processos frágeis e pode estar contribuindo com a impunidade.
Problemas da falta de peritos
Ø Identificação veicular fechada desde dezembro.
Ø Merceologia (ciência que cuida das leis de compra e venda) – fechado.
Ø Em Sena Madureira havia dois peritos. O MPAC ajuizou e conseguiu reforma e ampliação do local mas nunca foi inaugurado, está fechado.
Ø Núcleo de Brasiléia fechado desde a aposentadoria do último perito daquela cidade.
Ø No Acre está o melhor laboratório de DNA da região norte, mas não foi inaugurado por não haver peritos suficientes.
Profissionais formados à espera de nomeação
Conforme revelaram os peritos aprovados, O Edital de lançamento do concurso ocorreu em 11/08/2015, com o curso de formação tendo começado em 22/04/2017 (completou um ano) e terminado em 06/09/2017. Além dos 15 peritos criminais formados e dos dois peritos médicos legistas, outros 60 estão aprovados e à espera de serem chamados para o curso de formação.
Conforme informações obtidas junto aos peritos aptos a assumirem, foram realizadas vários encontros com representantes do governo, sempre com a promessa de serem contratados em breve. Mas até agora ninguém assumiu.
Profissionais estão passando necessidade
Por conta da necessidade de se desvincular para o curso de formação, muitos dos novos peritos pediram demissão de seus empregos e estão no Acre há um ano e sem perspectiva de serem contratados, alguns até com dificuldades de sobrevivência.
Enquanto isso, muitos processos ficam sem a devida investigação ou com perícias atrasadas, fortalecendo as ações criminosas e as facções, expondo a população a todo o tipo de infortúnios.
Governo diz estar aguardando orçamento
Um pedido de informações foi encaminhado para a Assessoria de Comunicação do Governo do Estado, sendo esta a resposta encaminhada:
“A nomeação dos peritos e médico legista está condicionada à Lei de Responsabilidade Fiscal. O limite prudencial impede, no momento, a nomeação. Não há exceção. A equipe de governo está trabalhando para que esse impedimento momentâneo seja superado. A avaliação é mensal. O governo assumiu o compromisso de, tão logo seja legalmente possível, fazer as nomeações.”
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Acre
MPAC pede indenização para vítimas do ‘crime da motosserra’ ocorrido na década de 1990: ‘Reparação histórica’
Promotoria cita o “crime da motosserra” e falha do Estado na proteção de pessoas vulneráveis; propostas incluem indenizações e pedido oficial de desculpas

A perda do filho e do marido em um dos crimes mais conhecidos do país ainda é um assunto dolorido para a família da aposentada Evanilda Firmino, de 63 anos. Foto: captada
O Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou um Procedimento Preparatório para apurar a atuação de um grupo de extermínio que operou no estado na década de 1990, período marcado por graves violações aos direitos humanos. A Portaria nº 01/2026/PEDDHC, assinada pelo promotor de Justiça Thalles Ferreira Costa, defende a necessidade de reparação histórica e indenização às vítimas e seus familiares.

Entre as medidas sugeridas estão indenizações às vítimas indiretas e um pedido formal de desculpas do Estado, reconhecendo os crimes e reparando simbolicamente os danos causados. Foto: captada
Entre os crimes citados está o conhecido “crime da motosserra”, descrito no documento como “um ato brutal, violento e desumano”, que permanece como uma das marcas mais graves da história recente do Acre. Segundo o MPAC, a maioria das vítimas era de pessoas em situação de vulnerabilidade social — incluindo adultos e crianças —, muitas vezes vistas como “indesejáveis” com base em critérios discriminatórios.
O procedimento tem como objetivo identificar os fatos com precisão e verificar a existência de investigações anteriores sobre o caso, inclusive as conduzidas pelo próprio MPAC. Testemunhas que denunciaram o grupo também teriam sofrido ameaças e perseguições.

“Crime da motosserra” é citado como um dos atos mais violentos e brutais da história recente do Acre. Foto: captada/The Crime
O promotor afirma que os fatos configuram grave violação à dignidade humana e causaram dano moral coletivo à sociedade acreana, evidenciando falha do Estado no dever de proteção. Além da responsabilização, a proposta inclui políticas públicas de memória e verdade, indenizações às vítimas indiretas e um pedido formal de desculpas por parte do Estado.
Com a abertura do procedimento, o MPAC determinará a expedição de ofício à Procuradoria-Geral de Justiça para levantamento de investigações anteriores e realizará pesquisa jornalística aprofundada para integrar os autos. A portaria será publicada no Diário Eletrônico do MPAC.

A manifestação consta na Portaria nº 01/2026/PEDDHC, que instaurou um Procedimento Preparatório no Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) para apurar a atuação do grupo e as responsabilidades do Estado. Foto: captada/The Crime
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Acre
Ciclista motorizado fica ferido após invadir via preferencial e ser atingido por carro em Rio Branco
Acidente ocorreu na Via Chico Mendes, no bairro Comara; vítima foi socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro
Sidney Silva de Souza, de 47 anos, ficou ferido em um acidente de trânsito registrado na manhã deste sábado (10), na Via Chico Mendes, no bairro Comara, em Rio Branco.
De acordo com informações repassadas pelo motorista de um veículo modelo Corsa, de cor azul, envolvido na ocorrência, Sidney trafegava em uma bicicleta motorizada pela ciclovia quando, ao chegar à rotatória, não respeitou a sinalização de “pare” e acabou invadindo a via preferencial.
O condutor do automóvel relatou que ainda tentou frear para evitar a colisão, mas não conseguiu devido à aproximação repentina da vítima.
Uma guarnição da Polícia Militar que passava pelo local prestou o primeiro atendimento e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma ambulância de suporte básico e uma motolância. Após os procedimentos iniciais e estabilização, Sidney foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco.
A vítima sofreu cervicalgia, lombalgia e diversas escoriações pelo corpo. Apesar dos ferimentos, seu estado de saúde é considerado estável.
O Batalhão de Trânsito esteve no local para realizar os procedimentos de praxe, registrar a ocorrência e organizar o fluxo de veículos na região.























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