O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) denunciou 38 pessoas por associação ao tráfico. Elas foram presas na Operação Repatriar, deflagrada em fevereiro pela Polícia Civil do Acre, em conjunto com as polícias civis dos estados do Mato Grosso e Amazonas. A denúncia foi oferecida à Vara de Delitos de Drogas e Acidentes de Trânsito pela 3ª Promotoria Criminal e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), assinada pelos promotores de Justiça Ildon Maximiano e Marcos Galina.

Operação aconteceu em fevereiro/Foto: Secom

Nesse primeiro momento, dos 43 mandados judiciais cumpridos durante a operação, 38 pessoas estão sendo denunciadas, uma teve inquérito arquivado e outras quatro não foram denunciadas inicialmente porque já respondem pelo crime de associação para o tráfico de drogas. Segundo o promotor de Justiça Ildon Maximiano, por enquanto a ação está relacionada à associação para o tráfico, porque se entendeu que seria melhor a divisão de feitos, dada a complexidade do caso e a quantidade de acusados.

Promotor Ildon Maximiniano – Foto: Alexandre Lima

No entanto, está sob análise a prática de outros crimes. Além disso, alguns dos acusados já respondem por outros delitos, mas em processos diferentes, visto que na execução dos mandados de busca e apreensão foram encontradas drogas e armas com alguns deles.

A denúncia é dividida em três partes, referindo-se a três associações distintas. O primeiro grupo é liderado por Revelindo de Alencar Silva, o Lino, que já tem condenações anteriores por tráfico, uma delas em Mato Grosso, onde esteve preso. O grupo realizava suas atividades de venda em nível interestadual, com a droga saindo do Acre através de motoristas que a levavam a outros estados, sobretudo Mato Grosso.

Um segundo grupo tem por líder Genério Gomes da Silva, conhecido como Seninha. Conforme a investigação da polícia, ele morava no bairro Custódio Freire e faz parte de uma associação criminosa com a esposa e o irmão dedicada ao tráfico de drogas.

Operação aconteceu simultâneamente no Acre, Amazonas e Mato Grosso /Foto: Secom

O terceiro grupo tem como principal liderança Anderson dos Santos, conhecido como Lorim, Barriga Branca ou Gordinho. A denúncia o aponta como um perigoso traficante, que inclusive está envolvido no assassinato do proprietário de um restaurante no município de Epitaciolândia. O grupo trabalhava com a aquisição de drogas na região do Alto Acre, com envio a outros municípios, incluindo o Amazonas.

A operação

As investigações da Polícia Civil do Acre se iniciaram em fevereiro de 2017, nos estados do Acre, Mato Grosso e Amazonas. Durante a operação, 43 mandados de prisão foram efetuados e, ao todo, 50 pessoas foram presas. No Acre, a operação cumpriu mandados judiciais e apreendeu drogas nos municípios de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Rio Branco e Sena Madureira. Além disso, foi feito o bloqueio judicial de várias contas bancárias dos investigados.

ASCOM MPAC

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