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Governo e Embrapa assinam acordo de cooperação técnica com foco no agronegócio
O objetivo da adesão consiste na formação de técnicos; apoio de laboratórios na área de clínica e de recomendação de corretivos e de adubos; e publicações técnicas conjuntas.

Nessa parceria, utilizaremos toda a estrutura dos laboratórios para análises clínicas, para que possamos aplicar os corretivos adequados ao solo e as publicações conjuntas entre Sepa e Embrapa.
Com assessoria
No Palácio Rio Branco, houve a assinatura do acordo de cooperação técnica entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Governo do Estado do Acre, por intermédio da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa). O objetivo da adesão consiste na formação de técnicos; apoio de laboratórios na área de clínica e de recomendação de corretivos e de adubos; e publicações técnicas conjuntas.
A expectativa dos gestores é beneficiar produtores rurais, extrativistas e indígenas, com foco no desenvolvimento da produção rural e do agronegócio em todos os municípios acreanos, somado à capacitação de técnicos que trabalham na área de assistência e extensão rural no Estado do Acre.

Essas ações de cooperação entre instituições visam a otimização dos recursos, da ordem de R$ 1.590.797,10 por parte da Sepa, e R$ 1.302.941,76 da Embrapa, num total de R$ 2.893.738,86.
“O Estado tem tudo para crescer ainda mais, e estamos de portas abertas para iniciativas que atuem diretamente com o povo, gerando emprego e renda para os acreanos. Sei que a Embrapa é fundamental na parte técnica, juntamente com o apoio da Sepa. Vocês trazem resultados positivos para o estado e este acordo sela e alinha ainda mais a nossa parceria”, afirma Gladson Cameli.
Além do governador, estavam presentes no ato os representantes do Embrapa, Bruno Pena de Carvalho e Eufran Amaral, o secretário de Produção e Agronegócio, Edivan Azevedo, além da chefe de divisão de Monitoramento da Sepa, Éllen Albuquerque Abud.
“Esse acordo de cooperação visa aliar os conhecimentos da Embrapa com as políticas públicas do governo estadual, como por exemplo a transferência da tecnologia que a Embrapa produz para os técnicos do governo. Outro ponto é que não há muita produção técnica dos técnicos recentemente, e queremos mudar esse quadro. A clínica diagnóstica para doenças, pragas e análise do solo também irá nos ajudar efetivamente a transformar conhecimento e tecnologia em produtividade”, afirma Eufran Ferreira do Amaral, chefe-geral da Embrapa.
O secretário da Sepa, Edivan Azevedo, afirma que o acordo “levará a ciência produzida pelos pesquisadores para o campo. Nessa parceria, utilizaremos toda a estrutura dos laboratórios para análises clínicas, para que possamos aplicar os corretivos adequados ao solo e as publicações conjuntas entre Sepa e Embrapa. É um somatório de forças: a Embrapa produz a pesquisa e a ciência, e a Sepa leva essa tecnologia até o produtor, através de suporte e assistência técnica. ”
Confira os itens que compõem o acordo de cooperação técnica:
– Clínica de pragas e doenças em plantas cultivadas no Acre
– Análises de solos com recomendação de adubação e calagem para fins de intensificação de uso em propriedades rurais
– Extensão, monitoramento E diagnóstico da bovinocultura de corte e leite
– Fortalecimento da infraestrutura e logística que promovam a eficiência da cadeia
– Bovinocultura de corte e leite
– Implantação de Unidades Demonstrativas (UD) em propriedades de referência
– Recuperação de pastagens degradadas em unidades produtivas familiares
– Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e Zoneamento Geoclimático Para milho e soja no Estado do Acre e outras culturas priorizadas
– Estimular o aumento da produtividade da cultura do abacaxi, maracujá, graviola, banana e café
– Otimizar os processos de colheita e pós-colheita da banana
– Otimizar os processos de beneficiamento das espécies frutíferas e derivados da mandioca
– Curso de extensão para técnicos da Sepa
– Publicações técnicas conjuntas
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Hanseníase tem cura: campanha nacional reforça importância do diagnóstico precoce
Durante a campanha nacional de conscientização, especialistas reiteram que a hanseníase tem cura, tratamento gratuito e que o maior desafio é vencer o preconceito que ainda cerca a doença
Apesar dos avanços da medicina e da oferta de tratamento gratuito pelo SUS, a hanseníase continua sendo uma realidade no Acre e na região do Juruá, especialmente entre populações em situação de vulnerabilidade social. Inserida no grupo das Doenças Tropicais Negligenciadas, a enfermidade segue cercada por desinformação, estigma e diagnóstico tardio, fatores que contribuem para deformidades físicas evitáveis e impactos sociais duradouros.
Para o médico e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Francisco Albino, essa permanência está ligada a determinantes sociais e históricos. “A hanseníase possui atributos que a tornam um mal negligenciado, prevalente e estigmatizante. Historicamente, medidas como internação compulsória e isolamento social reforçaram o preconceito, criando marcas que ainda interferem na vida dos pacientes”, explicou.
Segundo Albino, os sintomas iniciais costumam passar despercebidos. “Manchas na pele com perda ou alteração da sensibilidade são o principal sinal de alerta. Essas manchas não coçam nem doem, o que faz com que sejam ignoradas. Dormência, formigamento e perda de força em mãos ou pés também merecem atenção”, destacou.
Importância do diagnóstico precoce
O especialista reforça que identificar a doença cedo é essencial para evitar complicações. “A hanseníase evolui de forma silenciosa. Quando o diagnóstico é tardio, o dano aos nervos já pode estar instalado, levando a deformidades e incapacidades físicas evitáveis. O diagnóstico precoce interrompe a transmissão, evita sequelas e reduz o sofrimento físico, emocional e social do paciente”, afirmou.
Para Albino, o estigma é um dos maiores obstáculos. “Ainda existe a ideia de que a hanseníase é resultado de castigo divino ou que não tem cura. Esses mitos alimentam o preconceito e fazem com que muitas pessoas escondam os sintomas, atrasando o tratamento e fortalecendo o isolamento social”, disse.
O médico lembra que a hanseníase tem cura e que o tratamento é seguro. “O tratamento é feito com poliquimioterapia, oferecida gratuitamente pelo SUS. Reforçar que a doença tem cura é fundamental para combater o preconceito e garantir que as pessoas procurem atendimento sem medo”, ressaltou.
Albino deixa um recado direto à população: “O aparecimento de mancha não é normal, ainda mais quando há perda de sensibilidade. Procurar o serviço de saúde é um ato de cuidado consigo mesmo e com a comunidade.”
Afya Amazônia
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Porto Velho e Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda oito escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
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Idoso é preso pela PRF após ser flagrado com pistola calibre .40 em Cruzeiro do Sul
Homem de 70 anos não possuía porte nem documentação da arma e das munições

Um homem de 70 anos foi preso na quarta-feira (14) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Estrada da Variante, em Cruzeiro do Sul, após ser flagrado portando uma arma de fogo de uso restrito.
De acordo com a PRF, o idoso trafegava em uma motocicleta quando foi abordado durante fiscalização de rotina. Ele informou aos policiais que retornava de seu sítio e, ao ser questionado, confirmou que estava armado.
Durante a abordagem, os agentes apreenderam uma pistola Taurus calibre .40 e oito munições. Conforme a polícia, o homem não possuía porte de arma de fogo nem documentação legal da arma ou das munições.
Diante da irregularidade, o idoso foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul, onde o caso ficou à disposição das autoridades para os procedimentos legais cabíveis.
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Justiça decreta prisão de três suspeitos de integrar “Tribunal do Crime” em Rio Branco
Grupo mantinha homem em cárcere privado para aplicar punição ilegal; um investigado responderá em liberdade

A Justiça decretou a prisão preventiva de três homens suspeitos de integrar uma facção criminosa e de atuar na aplicação de punições ilegais impostas pelo chamado “Tribunal do Crime”, em Rio Branco. A decisão atinge Lucas Nogueira dos Santos, Anderson Luan Bezerra e João Victor Navarro da Silva. Já Marcelo Santos de Souza teve a liberdade provisória concedida, mediante cumprimento de medidas cautelares.
A decisão foi proferida pelo juiz plantonista da Vara das Garantias, durante audiência de custódia realizada no Fórum Criminal de Rio Branco, no fim da tarde de ontem.
Os quatro foram presos na noite de terça-feira (13) por policiais do Grupamento Tático do 3º Batalhão da Polícia Militar, no momento em que mantinham um homem em cárcere privado em uma residência localizada na Rua Luiz Gonzaga, no bairro São Francisco. A vítima, que teve a identidade preservada, teria sido sequestrada para sofrer agressões físicas como forma de punição imposta pela organização criminosa.
Informações repassadas por moradores à Polícia Militar foram fundamentais para a rápida intervenção, que evitou uma possível sessão de tortura e espancamento, situação que poderia resultar em morte. Durante a ação, os policiais apreenderam pedaços de madeira, supostamente utilizados nas agressões, além de um automóvel.
Os três investigados que tiveram a prisão preventiva decretada foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Rio Branco. O quarto envolvido responderá em liberdade provisória, com uso de tornozeleira eletrônica e cumprimento das demais medidas cautelares determinadas pela Justiça.


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