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Fórum Teia Acre consolida a Carta Estadual da Cultura Viva
Teve início nesta sexta-feira, 6, no Museu dos Povos Acreanos, o Fórum e Teia Estadual de Pontos e Pontões de Cultura do Acre. O encontro reúne fazedores de cultura da capital e do interior do estado e tem como objetivo fortalecer a governança da política cultural e consolidar diretrizes para a Cultura Viva no Acre.
A programação começou com a discussão e aprovação do regimento interno que orienta a eleição dos delegados, seguida de um painel temático voltado ao fortalecimento das redes territoriais de cultura. Na sequência, foram formados Grupos de Trabalho (GTs), organizados por eixos estratégicos, para debater o Plano Nacional Cultura Viva para os próximos dez anos, a governança da política cultural e a sustentabilidade da criação artística.

As atividades foram antecedidas por uma solenidade de abertura na noite de quinta-feira, 5, marcada por um cortejo cultural, credenciamento dos participantes e uma mesa-redonda com o tema “Cultura Viva, Justiça Climática, Ancestralidade e Bem-Viver”.

Durante o encontro, o presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, destacou a importância estratégica do fórum para o fortalecimento das políticas culturais no estado e celebrou a aprovação do primeiro Plano Estadual de Cultura. Segundo ele, o evento constitui um espaço de construção coletiva de propostas a partir da experiência de quem atua diretamente nos pontos e pontões de cultura.

Representando os participantes do interior, a delegada Enage Peres, do Ponto de Arte e Cultura da Fronteira, de Epitaciolândia, ressaltou os desafios da gestão cultural no contexto amazônico e destacou a importância do fórum como espaço de diálogo e articulação entre os fazedores de cultura do estado.
Na tarde desta sexta-feira, os delegados representantes de 60 pontos de cultura do Acre trabalham na elaboração da Carta Estadual da Cultura Viva Acre, documento que reúne as diretrizes do fórum e que será encaminhado para contribuir com o Plano Nacional de Cultura do Ministério da Cultura (MinC).
O representante da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), Walter Cedro Santos, destacou que encontros semelhantes estão sendo realizados em todo o país, envolvendo cerca de 14 mil pontos de cultura, com o objetivo de construir coletivamente um projeto de lei voltado à descentralização da política cultural e à criação de mecanismos permanentes de financiamento.

Também presente ao encontro, o superintendente do Patrimônio da União no Acre (SPU-AC), Thiago Mourão, reafirmou o compromisso do governo federal com o fortalecimento das parcerias com os fazedores de cultura, destacando a cessão de imóveis da União para uso dos Pontos de Cultura no estado.
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Fonte: Conteúdo republicado de AGENCIA ACRE
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Consultor de vendas sofre traumatismo gravíssimo após colidir moto contra parada de ônibus em Rio Branco
Vítima teve afundamento de crânio e foi encaminhada em estado crítico ao pronto-socorro
Um grave acidente de trânsito deixou o consultor de vendas Robson Fernandes Souza, de 35 anos, em estado gravíssimo na madrugada deste sábado (21), em Rio Branco.
O acidente ocorreu na Rua Minas Gerais, no bairro Dom Giocondo. Segundo testemunhas, a vítima conduzia uma motocicleta modelo Yamaha MT-03, de cor cinza, em uma pista molhada pela chuva, no sentido centro-bairro, quando perdeu o controle e colidiu contra uma parada de ônibus e, em seguida, contra a parede de um ginásio esportivo.
Com o forte impacto, Robson sofreu um ferimento extenso na cabeça, incluindo afundamento de crânio, cortes na região da testa e traumatismo cranioencefálico (TCE) considerado gravíssimo. Ele caiu desacordado no local.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e enviou uma ambulância de suporte avançado. Após os primeiros atendimentos, a vítima foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco em estado crítico.
Policiais militares do Batalhão de Trânsito isolaram a área para os trabalhos de perícia e registraram o Boletim de Acidente de Trânsito. Após a conclusão dos procedimentos, a motocicleta foi retirada do local.
As circunstâncias do acidente devem ser apuradas.
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PM apreende 2 kg de cocaína e 200 munições em abordagens na BR-364, em Sena Madureira
Duas mulheres foram presas durante fiscalizações em táxis que vinham de Rio Branco; uma delas relatou que entregaria o material mediante pagamento

A suspeita foi presa e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, informando que faria a entrega do entorpecente em um ponto da cidade. O material apreendido, junto com um celular, foi recolhido para investigação. Foto: captada
O 8º Batalhão da Polícia Militar (BPM) realizou, em Sena Madureira, duas ações de abordagem na BR-364 que resultaram na apreensão de drogas e munições. Ambas as operações foram deflagradas a partir de informações levantadas pela equipe de serviço.
Na primeira ação, durante a fiscalização de um táxi que vinha de Rio Branco, os policiais localizaram uma mulher com duas barras de substância semelhante à cocaína, totalizando aproximadamente 2,076 kg. A suspeita foi presa e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil, informando que faria a entrega do entorpecente em um ponto da cidade. O material apreendido, junto com um celular, foi recolhido para investigação.
Apreensão de munições
Em outra abordagem, a equipe encontrou uma mulher transportando 200 munições — 50 de calibre 9mm, de uso restrito, e 150 de calibre .38 — em um táxi também proveniente de Rio Branco. Ela recebeu voz de prisão, relatando que entregaria o material mediante pagamento, e foi conduzida à delegacia para os procedimentos legais.
Combate ao crime
Segundo a Polícia Militar, as ações reforçam o combate ao tráfico de drogas e à circulação de armas, contribuindo para aumentar a segurança da população na região. As investigações seguem para identificar os destinatários finais dos materiais apreendidos.

Em outra abordagem, a equipe encontrou uma mulher transportando 200 munições — 50 de calibre 9mm, de uso restrito, e 150 de calibre .38 — em um táxi também proveniente de Rio Branco. Foto: captada
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Medidas protetivas no Acre mais que dobram em cinco anos e chegam a 5.055 em 2025, aponta CNJ
Dados foram apresentados em audiência pública na Câmara de Rio Branco; Tribunal de Justiça do Acre é um dos mais rápidos do país na concessão de medidas protetivas

O levantamento, baseado no relatório Justiça em Números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aponta que o número de medidas passou de 2.247 em 2020 para 5.055 em 2025. Foto: captada
Mais de 5 mil medidas protetivas foram concedidas no Acre em 2025, conforme dados apresentados nesta sexta-feira (20) durante audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Rio Branco. O levantamento, baseado no relatório Justiça em Números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aponta que o número de medidas passou de 2.247 em 2020 para 5.055 em 2025, mais que dobrando no período.
A apresentação foi feita pela juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e coordenadora da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), Louise Santana.
Durante a audiência, que teve como tema o combate à violência contra a mulher, a magistrada destacou que o aumento nos registros está relacionado a diferentes fatores, como maior acesso à informação e fortalecimento das redes de proteção.
“Sempre existiu violência contra a mulher, a diferença é que agora nós estamos conseguindo entender melhor os caminhos, saber os nossos direitos, embora haja um número de mulheres que ainda não sabe”, afirmou.
Crescimento contínuo
Os dados apresentados mostram crescimento contínuo na concessão de medidas protetivas no estado:
| Ano | Medidas protetivas |
|---|---|
| 2020 | 2.247 |
| 2021 | 2.296 |
| 2022 | 2.989 |
| 2023 | 4.101 |
| 2024 | 4.418 |
| 2025 | 5.055 |
Agilidade na concessão
Outro ponto destacado foi o tempo de resposta do Judiciário. Segundo a magistrada, o Acre está entre os tribunais mais rápidos do país na análise desse tipo de pedido.
“O Acre é um dos tribunais mais céleres. Em menos de um dia, com índice de 0,71, conseguimos deferir uma medida protetiva”, disse.
Debate e encaminhamentos
A audiência reuniu parlamentares e representantes da rede de proteção com o objetivo de discutir estratégias para o enfrentamento da violência doméstica e familiar em Rio Branco.
Durante o encontro, foi destacada a necessidade de ampliar ações práticas e fortalecer políticas públicas voltadas ao tema, incluindo a criação de grupos reflexivos para agressores no município.
“Nós não queremos ficar só no discurso. Queremos que desta reunião saiam encaminhamentos que sejam executados depois”, afirmou a coordenadora.
O debate também abordou o funcionamento da rede de acolhimento às vítimas e a importância da atuação integrada entre as instituições no enfrentamento à violência contra a mulher.

O estado do Acre é um dos tribunais mais céleres. Em menos de um dia, com índice de 0,71, conseguimos deferir uma medida protetiva. Foto: captada
Como funciona?
A medida protetiva pode ser aplicada de forma isolada ou cumulativa, sendo que as previstas na legislação para os agressores são as seguintes:
- Suspensão da posse ou restrição do porte de arma do agressor
- Afastamento do lar ou do local de convivência com a vítima
- Proibição de condutas como a aproximação e o contato com a vítima e seus familiares
- Restrição ou suspensão de visitas a dependentes menores
- Prestação de alimentos
- Comparecimento do agressor a programa de recuperação e reeducação
- Acompanhamento psicossocial do agressor
A lei não prevê um prazo de duração da medida protetiva, pois a ideia é que ela continue valendo enquanto a mulher estiver em situação de risco.
Denúncias
As denúncias também podem ser feitas pelos números 180 e 181, que encaminham as informações às delegacias.
Existe também uma rede de atendimento em todos os municípios, que acolhe as mulheres e repassa os casos à Polícia Civil para investigação e pedido de proteção.
O que acontece se a medida não for respeitada?
Segundo a delegada Juliana de Angelis, o descumprimento de uma medida protetiva é crime e pode resultar em prisão de três meses a dois anos, conforme o artigo 24-A da Lei Maria da Penha.
É importante também que a vítima acione as autoridades policiais através do Disque 190, da Polícia Militar, e registre um boletim de ocorrência no caso de descumprimento das medidas.
“Quando a decisão é desrespeitada, o caso é investigado e podem ser determinadas medidas mais severas, como o monitoramento eletrônico ou a prisão preventiva do agressor”,
A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher:
- (68) 99609-3901
- (68) 99611-3224
- (68) 99610-4372
- (68) 99614-2935
Veja outras formas de denunciar:
- Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
- Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
- Qualquer delegacia de polícia;
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
- Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos:(61) 99656- 5008;
- Ministério Público;
- Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Denuncie: Ligue 180.














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