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Esquecimento em idosos: quando é normal e quando pode ser sinal de alerta
Especialista orienta famílias a diferenciar falhas comuns da idade de possíveis sinais de demência

Esquecer nomes, compromissos ou onde deixou objetos pode ser algo comum com o avanço da idade. No entanto, é preciso atenção para identificar quando essas falhas deixam de ser naturais e passam a indicar um problema de saúde.
De acordo com a médica pós-graduada e especializada em Geriatria e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Aline Diniz, o envelhecimento pode trazer mudanças na memória, mas sem comprometer a autonomia do idoso. “Com o passar dos anos, é comum a pessoa demorar mais para lembrar de um nome ou esquecer onde colocou objetos. O importante é que, depois de um tempo, ela consiga lembrar sozinha ou reorganizar a situação”, explica.
Diferença entre esquecimento comum e demência
A principal distinção entre o esquecimento natural e doenças como o Alzheimer está no impacto na rotina. Enquanto falhas pontuais não interferem significativamente na vida diária, a demência provoca prejuízos progressivos. “No esquecimento normal, a pessoa pode até esquecer um compromisso, mas depois lembra ou consegue refazer os passos. Já na demência, ela esquece acontecimentos recentes com frequência, repete várias vezes a mesma história e pode ter dificuldade para realizar tarefas simples”, destaca a médica.
Segundo a especialista, nesses casos, o idoso pode inclusive se perder em locais conhecidos e perder a capacidade de cuidar da própria vida de forma independente.
Alguns comportamentos devem acender um sinal de atenção. Entre eles estão a desorientação em ambientes familiares, dificuldade para lidar com dinheiro, esquecimento frequente de medicamentos e confusão com datas e horários.
Mudanças de comportamento também merecem cuidado. “A pessoa pode ficar mais irritada, desconfiada, mais isolada ou perder o interesse por atividades que antes gostava. Essas alterações podem estar relacionadas a mudanças no funcionamento do cérebro”, alerta Aline Diniz.
Outro ponto importante é a repetição constante de perguntas. “Quando a pessoa faz a mesma pergunta várias vezes ao dia, com poucos minutos de intervalo, isso pode indicar que ela não lembra que já recebeu a resposta. Se for frequente, merece avaliação”, acrescenta.
Quando procurar ajuda médica
A orientação é buscar avaliação profissional assim que os sinais começarem a interferir na rotina ou gerarem preocupação na família e no próprio idoso. “O momento ideal é quando o esquecimento começa a atrapalhar a vida diária ou quando há mudanças importantes de comportamento. Quanto mais cedo for feita a avaliação, melhores são as possibilidades de intervenção”, afirma.
A médica ressalta que nem todo quadro de perda de memória está relacionado à demência. Em alguns casos, pode haver causas tratáveis, como depressão, deficiência de vitaminas ou alterações hormonais.
O diagnóstico das demências é clínico e leva em consideração o histórico do paciente, exame físico e testes cognitivos. Exames laboratoriais e de imagem também podem ser solicitados para descartar outras causas. “Não existe um único exame que confirme o Alzheimer. O diagnóstico é feito com base na avaliação médica completa e em testes de memória e atenção, além de exames complementares”, explica.
Erros comuns das famílias
Um dos principais equívocos, segundo a especialista, é considerar o problema como algo “normal da idade” e não buscar ajuda médica. Esse atraso pode comprometer o tratamento e a qualidade de vida do paciente. “Muitas famílias acabam ignorando os sinais ou achando que é apenas coisa da idade. Com isso, o paciente pode chegar a estágios mais avançados sem diagnóstico”, alerta.
Outro erro frequente é lidar com a situação de forma inadequada, com cobranças ou correções agressivas. “Brigar ou confrontar o idoso pode piorar o quadro. O ideal é acolher e buscar orientação profissional”, orienta.
Embora muitas demências não tenham cura, o acompanhamento médico pode ajudar a controlar sintomas e retardar a progressão da doença, além de melhorar a qualidade de vida do paciente. “Quanto antes a avaliação for feita, melhores são as chances de controlar os sintomas e garantir mais qualidade de vida para o idoso”, conclui a geriatra.
Afya Amazônia
A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado do Acre conta com uma instituição de graduação (Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda onze escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 4 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO) e Porto Velho (RO).
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil, e “Valor 1000” (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.
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Palácio Rio Branco reabre após revitalização: “Uma história de luta e emancipação”
Prédio histórico recebeu melhorias de acessibilidade e preserva elementos da identidade cultural acreana, como exposições indígenas e referências aos seringueiros

“A gente busca fazer as adaptações sem ferir as estruturas conceituais, garantindo aquilo que é necessário para acessibilidade”, explicou Kinpara. Foto: captada
A entrega do Palácio Rio Branco, na manhã desta sexta-feira (20), após obras de revitalização, marcou a reabertura de um dos principais patrimônios históricos do Acre, com destaque para a preservação da identidade cultural e a inclusão de melhorias de acessibilidade.
Durante a solenidade, o presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), Minoru Kinpara, afirmou que o prédio vai além de sua estrutura física e representa a trajetória histórica do povo acreano. Segundo ele, o espaço simboliza “uma história de luta, de emancipação e de organização”, construída ao longo dos anos.
Kinpara ressaltou que o Palácio Rio Branco carrega elementos que refletem a identidade regional, como exposições indígenas e referências aos seringueiros, além de influências arquitetônicas europeias. “Aqui nós temos aquilo que de mais moderno tinha na Europa, mesclado com aquilo que a gente tem na região”, afirmou.
O presidente da FEM também relembrou o longo processo de construção do prédio, que levou cerca de 20 anos para ser concluído, iniciado na gestão de Carneiro e finalizado por Guiomard Santos. Para ele, a recuperação do espaço representa respeito à história e à cultura local. “Quando a gente recupera um espaço desse, demonstra o nosso respeito e admiração pelo nosso povo”, disse.
Acessibilidade
Outro ponto destacado foi a adequação do prédio às normas de acessibilidade. Mesmo sendo um patrimônio tombado, o local recebeu intervenções para garantir inclusão, como a instalação de rampas e elevadores. “A gente busca fazer as adaptações sem ferir as estruturas conceituais, garantindo aquilo que é necessário para acessibilidade”, explicou Kinpara.

“Aqui nós temos aquilo que de mais moderno tinha na Europa, mesclado com aquilo que a gente tem na região”, afirmou. Foto: captada
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Ozempic: fim da patente gera enxurrada de pedidos para novos remédios

Termina nesta sexta-feira (20/3), no Brasil, a exclusividade da semaglutida pela indústria farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, ambas canetas emagrecedoras com a mesma substância, em diferentes concentrações. A medida permitirá que outras empresas desenvolvam remédios com a substância.
Com a queda da patente da semaglutida, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já recebeu 17 pedidos para a produção de semaglutida. Oito deles estão em análise (sete de medicamentos sintéticos e um de droga biológica, como são as canetas de Ozempic e Wegovy). Nove outros aguardam o início da análise.
A semaglutida é um medicamento análogo ao receptor GLP-1. Ela imita e potencializa o efeito de um hormônio natural produzido pelo intestino. Com isso, tira a fome, retarda o esvaziamento do estômago e auxilia na regulação da glicose.
Tratamento para diabetes e emagrecimento
- A popularidade desses medicamentos cresceu rapidamente nos últimos anos. Inicialmente desenvolvidos para o controle do diabetes, eles passaram a ser amplamente utilizados no tratamento da obesidade após estudos demonstrarem redução significativa do peso corporal em muitos pacientes.
- O medicamento atua no organismo de forma semelhante ao hormônio GLP-1, que regula a glicemia e aumenta a saciedade. O remédio é recomendado para tratamento de adultos com diabetes tipo 2, obesidade e sobrepeso.
- Os preços ainda refletem esse cenário de menor concorrência e podem variar entre cerca de R$ 825 e R$ 1.699 por mês, dependendo da dose e da indicação.
Movimentação de mercado
A expectativa é que haja três autorizações da Anvisa por semestre. Os pedidos em fase mais avançada são dos laboratórios Ávita Care e EMS. Analistas do mercado consideram possível lançamentos em julho e, com isso, espera-se uma diminuição do preço entre 30% e 40%.
A própria Novo Nordisk e sua concorrente a americana Eli Lilly, fabricante do Mounjaro (tirzepatida), cuja patente não caiu, têm reduzido seus preços no que os especialistas veem como uma resposta à movimentação do mercado.
A Novo reduziu seus preços em até 29,6%, em algumas dosagens. Já o Mounjaro, cujo preço pode beirar os R$ 3 mil, nas doses mais elevadas, tem descontos em programas do laboratório.
Apesar disso, o fim da patente pode facilitar a incorporação do medicamento ao SUS, ao reduzir o custo unitário e melhorar a relação custo-efetividade, um dos principais critério da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).
Há discussões e consultas públicas em andamento sobre o uso da semaglutida no tratamento de obesidade e diabetes pelo SUS. A inclusão no sistema público, no entanto, depende de análises de eficácia, segurança, custo-benefício e impacto orçamentário.
O mais notável e generalizado efeito adverso das canetas é o custo muito alto — passa facilmente de R$ 1 mil mensais. O preço inviabiliza ou não permite a continuidade do uso para a maioria das pessoas que precisam do medicamento. Médicos dizem que muita gente que para de usar o faz porque não consegue mais pagar.
Ciclo natural
Procurada pelo Metrópoles, a Novo Nordisk afirmou que o fim da patente faz parte do ciclo natural de qualquer inovação farmacêutica e que a companhia já se preparava para esse novo cenário.
“O encerramento de uma patente é uma etapa natural no ciclo de vida de qualquer inovação. A empresa está preparada para atuar com solidez neste novo contexto”, informou a companhia.
Segundo a farmacêutica, a estratégia continuará baseada em investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novos tratamentos para doenças crônicas.
“A inovação segue sendo um dos pilares centrais da companhia, com um portfólio de medicamentos transformadores e um pipeline robusto que pode gerar novos avanços no cuidado de doenças crônicas graves”, diz o comunicado.
A empresa também destacou que o Brasil segue como um mercado estratégico. A fábrica da companhia em Montes Claros, no estado de Minas Gerais, responde por cerca de 25% da produção mundial de insulinas da Novo Nordisk e deve ampliar a produção nacional de medicamentos injetáveis nos próximos anos.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Rui Costa critica distribuidoras após aumento de combustíveis: "Exorbitante"

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticou o aumento “exorbitante” do preço dos combustíveis no país, em meio à alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. Em entrevista na Bahia, nesta sexta-feira (20/3), o auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou as distribuidoras de elevar o valor de produtos, como diesel, gasolina e álcool, de forma injustificada.
“Elas [as distribuidoras] estão abusando do povo brasileiro e repassando aumento que não houve”, disse o ministro em entrevista à rádio Jequié.
Rui citou a decisão do governo de zerar o PIS e Cofins sobre o diesel, além da subvenção aos produtores para reduzir os impactos da guerra sobre o preço. Ainda assim, de acordo com o ministro, houve aumento nos postos.
“As três distribuidoras — que hoje é um oligopólio, controlam a distribuição — estão repassando o preço ao consumidor; por isso, a PF, a ANP e a defesa do consumidor estão autuando essas distribuidoras no país inteiro. Eles não têm moral para falar. Estão se aproveitando da guerra para tirar dinheiro do povo brasileiro com cobranças exorbitantes do preço do combustível“, criticou Rui.
Preocupado com o impacto eleitoral que o aumento nos postos pode causar, o governo também propôs aos estados zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. Até o momento, apenas o Piauí concordou em reduzir o tributo. Outros estados resistem à prosposta.
Uma força-tarefa que envolve o Ministério da Justiça, Procons e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reforçou a fiscalização sobre o preço dos combustíveis no país. Segundo balanço divulgado nessa quinta-feira (19/3), os órgãos de monitoramento fiscalizaram 1.196 postos, 52 distribuidoras e uma refinaria desde 9 de março.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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