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Brasil

Em corrida armamentista, China expande drasticamente a produção de mísseis

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CONTEÚDO EXCLUSIVO: Mais de 60% das instalações ligadas à produção de projéteis apresentaram sinais de crescimento em imagens de satélite entre 2019 e 2025

Xi Jinping e Donald Trump • Photo Illustration by Alberto Mier/CNN/Getty Images

Desde 2020, a China expandiu massivamente suas instalações ligadas à produção de mísseis, reforçando sua capacidade de potencialmente de competir com as forças armadas dos EUA e afirmar sua dominância na região.

De acordo com uma nova análise da CNN, baseada em imagens de satélite, mapas e comunicados governamentais, o acúmulo histórico de instalações contrasta fortemente com as dificuldades de abastecimento dos Estados Unidos.

Mais de 60% das 136 instalações ligadas à produção de mísseis ou à força de foguetes das Forças Armadas da China, que controla o arsenal nuclear chinês, apresentaram sinais de expansão em imagens de satélite.

Os complexos, que incluem fábricas, centros de pesquisa e testes, expandiram-se em mais de 2 milhões de metros quadrados de área construída entre o início de 2020 e o final de 2025.

Novas torres, bunkers e taludes, típicos do desenvolvimento de armamentos, surgiram em imagens de satélite desses locais em expansão.

Em alguns casos, é possível até mesmo ver componentes de mísseis nas imagens.

“A China está se posicionando como uma superpotência global. Estamos nas fases iniciais de uma nova corrida armamentista”, disse William Alberque, pesquisador sênior associado do Pacific Forum e ex-diretor de controle de armas da Otan.

“A China já está correndo a toda velocidade e se preparando para uma maratona”, disse Alberque.

Imagens mostram o desenvolvimento de mísseis:

Novos mísseis e arsenal sofisticado

Os dados revelam um esforço urgente para desenvolver capacidade de produção de mísseis novos e mais sofisticados.

Diversas instalações de produção analisadas substituíram rapidamente vilarejos e terras agrícolas, crescendo em dezenas de milhares de metros quadrados nos últimos cinco anos.

CNN identificou os locais analisando informações disponíveis publicamente sobre as duas principais empresas estatais de defesa da China e suas subsidiárias, e depois cruzando as informações com análises geoespaciais.

Desde que chegou ao poder em 2012, o líder chinês Xi Jinping investiu bilhões de dólares na compra e modernização de equipamentos militares.

A medida faz parte de uma ambição para transformar rapidamente as forças armadas do país, conhecidas como Exército de Libertação Popular (ELP), em uma força de combate de “classe mundial”.

Xi também fortaleceu a Força de Foguetes do Exército de Libertação Popular (PLARF), um ramo de elite que supervisiona o arsenal de mísseis nucleares e balísticos da China, em rápida expansão.

Ele descreveu a força como um “núcleo de dissuasão estratégica, um suporte estratégico para a posição do país como uma grande potência e uma pedra angular sobre a qual construir a segurança nacional”.

As instalações de produção de mísseis da China abastecem quase todos os ramos de suas forças armadas, que são as maiores do mundo, com mais de 2 milhões de militares na ativa.

Veículos transportam os mísseis anti navio YJ-20 no desfile militar chinês. • Lintao Zhang/Getty Images

Veículos transportam os mísseis anti navio YJ-20 no desfile militar chinês. • Lintao Zhang/Getty Images

Testes nucleares

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma visita relâmpago ao Leste Asiático, reunindo-se com líderes incluindo Xi Jinping.

As discussões comerciais dominaram esses encontros, mas houve sinais de crescentes tensões em relação ao arsenal convencional e nuclear de Pequim.

Na preparação para as conversas com o presidente chinês, Trump instruiu o Pentágono a retomar os testes nucleares em “igualdade de condições” com a China e a Rússia, inaugurando uma grande mudança na política externa dos EUA, que durava décadas.

Oficialmente, Pequim e Moscou não realizam testes nucleares há mais de 25 anos. Mas Washington tem acompanhado de perto o desenvolvimento e os testes contínuos de armas avançadas capazes de transportar ogivas nucleares por ambos os países.

Enquanto isso, a China está aumentando seu estoque de armas nucleares mais rapidamente do que qualquer outra nação, elevando seu arsenal em cerca de 100 novas ogivas anualmente desde 2023, de acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (SIPRI) em junho.

Embora expressivo, seu número total ainda esteja muito atrás do dos EUA e da Rússia, que juntos representam 90% do arsenal mundial.

Planos para um possível conflito com Taiwan

Especialistas em armamento afirmam que os projéteis produzidos pelas instalações ampliadas examinadas pela CNN seriam um componente fundamental de qualquer possível tentativa de tomada militar chinesa de Taiwan, a ilha autogovernada que Pequim reivindica como parte de seu território.

Os mísseis são fundamentais para a estratégia de manter a Marinha dos EUA à distância em caso de um conflito, o que os especialistas chamam de “bolha de negação de acesso”, com o objetivo de potencialmente impedir Washington de prestar auxílio a Taiwan.

O Exército de Libertação Popular (ELP) quer “criar as condições para a invasão de Taiwan”, disse Decker Eveleth, analista de pesquisa associado do grupo de segurança nacional sem fins lucrativos CNA e especialista em forças de mísseis da China.

“Isso significa atacar portos, bases de helicópteros, bases de suprimentos… atacar qualquer coisa que, teoricamente, possa permitir que se leve apoio a Taiwan”, disse o especialista.

“Eles querem destruir coisas no teatro e manter todo o resto de fora.”

CNN identificou 99 locais ligados à fabricação de mísseis e descobriu que 65 dessas instalações se expandiram com a construção de novas áreas, o que, segundo especialistas, pode ter um impacto exponencial na escala da produção chinesa.

CNN também analisou 37 bases pertencentes à Força de Foguetes e descobriu que 22 delas foram ampliadas nos últimos cinco anos.

China avança enquanto EUA enfrentam desabastecimento 

Fujian, o terceiro porta-aviões de propulsão convencional da China • X / @ChinaMilBugle

Fujian, o terceiro porta-aviões de propulsão convencional da China • X / @ChinaMilBugle

Em dezembro de 2024, o Pentágono estimou que a força de foguetes da China havia aumentado seu fornecimento de mísseis em 50% nos quatro anos anteriores.

A análise da CNN sobre a infraestrutura para produzir essas armas indica que os esforços chineses continuaram sem cessar e fornece mais informações sobre os locais de fabricação desses foguetes.

No início deste ano, a China aprovou um aumento de 7,2% em seu orçamento de defesa, elevando o gasto total para aproximadamente US$ 245 bilhões.

Este é o quarto ano consecutivo de crescimento superior a 7% nos gastos militares, embora muitos especialistas afirmem que os gastos reais da China provavelmente sejam muito maiores do que o valor oficial.

O aparente aumento na produção de mísseis da China ocorre em um momento em que os EUA investem em sofisticados sistemas de defesa na Ucrânia e em Israel, causando certa escassez de munição e gerando debates em Washington sobre como e onde implantar suas armas de alta tecnologia.

Embora ainda seja capaz de abater mísseis chineses, especialistas alertam que os problemas de abastecimento do Pentágono, juntamente com o esforço de Pequim para desenvolver mísseis mais avançados, representam uma ameaça crescente aos interesses dos EUA.

As conclusões da CNN também sugerem que a produção de mísseis da China aumentou drasticamente em resposta à invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia em 2022, considerada um momento decisivo na segurança global.

Segundo uma análise de imagens de satélite da CNN sobre a área construída, Pequim quase dobrou a taxa de expansão de seus locais de produção de mísseis nos dois anos que se seguiram ao início da guerra.

“Eles estão observando a Ucrânia com muita atenção”, disse Alberque.

“Eles estão assistindo a combates reais entre duas forças muito capazes, com as tecnologias mais modernas, frente a frente, e estão tomando notas detalhadas”, acrescentou.

Lições de guerra

Soldados no desfile militar que marca o 80º aniversário da vitória sobre o Japão e o fim da Segunda Guerra Mundial, na Praça da Paz Celestial, em 3 de setembro de 2025, em Pequim, China. • Lintao Zhang/Getty Images

Soldados no desfile militar que marca o 80º aniversário da vitória sobre o Japão e o fim da Segunda Guerra Mundial, na Praça da Paz Celestial, em 3 de setembro de 2025, em Pequim, China. • Lintao Zhang/Getty Images

O Exército Popular de Libertação (PLA), que não se envolve em combates desde um breve conflito com o Vietnã em 1979, extrai lições de conflitos em curso.

O ataque aéreo da Rússia à Ucrânia demonstrou que a maneira mais eficaz de atingir alvos sensíveis é sobrecarregar os sofisticados sistemas de defesa aérea ocidentais com munições mais baratas, como drones, permitindo que mísseis balísticos mais potentes atinjam seus alvos, afirmam especialistas.

Isso exige um aumento na produção de mísseis, tanto baratos quanto caros.

Segundo Alberque, a China acreditava anteriormente que precisaria de 5 ou 10 mil mísseis para derrotar Taiwan.

Após a invasão da Ucrânia pela Rússia, as estimativas de Pequim aumentaram exponencialmente, acrescentou ele.

O Exército Popular de Libertação, contudo, não está isento de dificuldades.

Uma campanha anticorrupção generalizada e contínua nos altos escalões das forças armadas chinesas tem levantado questionamentos sobre a real capacidade de combate do país.

Diversos oficiais militares de alta patente com ligações à Força de Foguetes, incluindo dois ex-ministros da Defesa, foram afastados de seus cargos apenas nos últimos dois anos, com relatórios oficiais sugerindo corrupção relacionada ao aumento da aquisição de armas pelo Exército Popular de Libertação.

“Acho que eles identificaram isso (a corrupção) como algo que realmente representou grandes riscos para a confiabilidade política e, em última análise, para a capacidade operacional do PLA”, disse um alto funcionário da defesa dos EUA em dezembro.

Peças de foguete no asfalto

Informações dos dois maiores conglomerados estatais de defesa da China – a China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC) e a China Aerospace Science and Industry Corporation (CASIC) – formaram a base da análise da CNN, que examinou uma série de documentos governamentais para localizar os locais, que de outra forma estariam ocultos.

Essas empresas, e suas subsidiárias, produzem a maioria dos foguetes e mísseis convencionais e nucleares do país.

Embora Pequim utilize codinomes para ocultar alguns de seus projetos militares, a pesquisa da CNN revelou – e posteriormente identificou – os locais.

Por exemplo, um comunicado do governo divulgado no início deste ano fez referência a um projeto de construção na província de Shaanxi, pertencente à 4ª Academia da CASC, amplamente conhecida como a principal contratada para foguetes de combustível sólido.

Outros comunicados do governo mencionaram o tamanho e a localização aproximada da construção.

Com base nessas informações, a CNN conseguiu determinar as coordenadas exatas do local.

Embora o projeto ainda esteja em fase inicial, imagens de satélite já mostram a construção de muros de contenção, semelhantes aos vistos em outras instalações de produção de mísseis.

Para todos os locais, a CNN mediu a área adicional construída por ano desde 2020 e analisou as instalações específicas observadas em imagens de satélite para determinar sua finalidade.

Especialistas afirmam que a área construída adicional pode desencadear um crescimento potencialmente exponencial na capacidade de produção de certos mísseis.

Alguns dos locais examinados pela CNN apresentam indícios visuais menos óbvios que os ligam à produção de mísseis.

No entanto, as evidências de seu envolvimento, baseadas em sua propriedade, parcerias ou na natureza frequentemente secreta de suas localizações, deixaram claro que pelo menos parte de sua finalidade está relacionada a armamentos.

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Brasil

Tabuleiro político do Acre está armado; eleições de outubro terão ao menos quatro candidatos ao governo e sete ao Senado

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Gladson Cameli, Márcio Bittar, Sérgio Petecão e Jorge Viana estão na disputa pelo Senado; articulações em Brasília ainda podem mexer no xadrez estadual

Com todas as peças posicionadas, falta pouco para o jogo político começar no Acre. Na corrida eleitoral de 2026, os bastidores já apontam nomes confirmados com pouquíssimas mudançasprevistas até o lançamento oficial das campanhas.

As articulações nos diretórios partidários e as manobras em Brasília, embora intensas, não devem alterar significativamente o tabuleiro montado nos últimos meses. A expectativa agora é pela formalização das candidaturas e o início da disputa, que promete ser uma das mais competitivas desde a redemocratização.

A lista de pré-candidatos ao governo e ao Senado, amplamente ventilada na imprensa local, permanece praticamente intacta — sinal de que as alianças se consolidaram e as definições internas foram costuradas a tempo.

Pelo governo, devem disputar:
  • Mailza Assis (PP) – atual governadora e pré-candidata à reeleição

  • Alan Rick (Republicanos) – atual senador e pré-candidato

  • Thor Dantas (PSB) – ex-deputado estadual

  • Tião Bocalom (PSDB) – ex-prefeito de Rio Branco

Para o Senado, a disputa é de “gente grande”, conforme avaliam analistas.

Os nomes cotados até agora:
  • Gladson Cameli (PP) – ex-governador

  • Márcio Bittar (PL) – ex-deputado federal e atual senador

  • Sérgio Petecão (PSD) – atual senador

  • Mara Rocha (Republicanos) – ex-deputada federal

  • Inácio Moreira (REDE) – Professor

  • Jorge Viana (PT) – ex-governador e ex-senador

  • Eduardo Veloso (Solidariedade) – empresário e deputado federal

As articulações mexem com o tabuleiro político acreano, e as manobras em Brasília ainda podem mudar composições de última hora. Resta ao eleitor acreano acompanhar os próximos movimentos e, em outubro, fazer sua escolha nas urnas.

E você, leitor? Escolha seu candidato a governador e os dois para senador. Os nomes estão aí. Os movimentos já aquecem a política do estado.

Bastidores indicam nomes confirmados para governo e Senado com pouquíssimas mudanças; cenário deve ser mantido até o início da campanha. Foto: captada 

A parti deste mês, veja abaixo, as principais datas do calendário das Eleições de 2026:

O calendário contém as principais datas de eventos a serem observadas por partidos políticos, coligações, federações partidárias, candidatas e candidatos, eleitoras e eleitores ao longo do processo eleitoral.

Abril
Registro de estatutos no TSE e domicílio eleitoral

No último dia 4 de abril (seis meses antes do 1º turno) foi a data-limite para que todas as legendas e federações partidárias obtenham o registro do respectivo estatuto no TSE. Esta também é a data final para que todos os futuros postulantes a candidatas e candidatos tenham domicílio eleitoral na circunscrição em que desejam disputar as eleições. Até esta data também devem estar com a filiação partidária deferida pela agremiação pela qual pretendem concorrer.

Desincompatibilização

Presidente da República, governadoras ou governadores e prefeitas ou prefeitos que quiserem concorrer a outros cargos em 2026 têm até esta data para renunciar aos respectivos mandatos.

Alistamento

Já nesta segunda-feira, 6 de abril é o último dia para que eleitoras e eleitores domiciliados no Brasil e que não possuam cadastro biométrico válido na Justiça Eleitoral solicitem as operações de alistamento, transferência e revisão por meio do serviço de Autoatendimento Eleitoral na internet.

As Eleições de 2026 estão marcadas para o dia 4 de outubro, quando eleitoras e eleitores vão às urnas para eleger ocupantes dos cargos. Foto: captada

Maio
Emissão do título de eleitor e outros procedimentos

Dia 6 de maio é a data final para que cidadãs e cidadãos requeiram o título de eleitor e eleitoras e eleitores realizem operações de transferência do local de votação e revisão de qualquer informação constante do cadastro eleitoral. No Brasil, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios a partir dos 18 anos e facultativos aos jovens de 16 e 17 anos, aos maiores de 70 anos e às pessoas analfabetas.

Teste de Confirmação do Teste de Urna

De 13 a 15 de maio acontece, na sede do TSE, em Brasília, o Teste de Confirmação. No evento, as investigadoras e os investigadores participantes do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais, ou Teste da Urna 2025, que ocorreu de 1º a 5 de dezembro de 2025, voltam ao Tribunal para conferir a efetividade das soluções desenvolvidas pela equipe técnica do TSE para eventuais achados encontrados durante o Teste da Urna.

Financiamento coletivo

Em 15 de maio, pré-candidatas e pré-candidatos poderão iniciar a campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamento coletivo, desde que não façam pedidos de voto e obedeçam às demais regras relativas à propaganda eleitoral na internet.

Junho
Fundo Eleitoral

O dia 16 é a data-limite para o TSE divulgar o montante de recursos disponíveis no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, observado o recebimento, pelo Tribunal, até 1º de junho de 2026, da descentralização da dotação orçamentária da União.

Vedações nas emissoras

A partir do dia 30, é vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidata ou pré-candidato.

Julho
Condutas vedadas

Já a partir de 4 de julho (três meses antes do 1º turno), ficam vedadas algumas condutas por parte de agentes públicos, como nomeações, exonerações e contratações, assim como participação em inauguração de obras públicas.

Mobilidade

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que queiram votar em outra seção ou local de votação da circunscrição têm de 18 de julho a 18 de agosto para informar a Justiça Eleitoral.

Quantitativo do eleitorado

Em julho, o TSE publicará, na internet, o número oficial de eleitoras e eleitores aptos a votar. Esse número servirá de base para fins de cálculo do limite de gastos dos partidos e de candidatas e candidatos nas respectivas campanhas.

Agosto
Convenções partidárias e registro de candidaturas  

De 20 de julho a 5 de agosto, partidos e federações realizam convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, bem como aos cargos de deputado federal, estadual e distrital nas Eleições de 2026. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Começo da propaganda eleitoral e horário gratuito

No dia seguinte, 16 de agosto, tem início a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e televisão relativo ao 1º turno das eleições passa a ser exibido a partir de 28 de agosto e termina no dia 1º de outubro.

Vedação às emissoras de rádio e TV  

A partir de 4 de agosto, emissoras de rádio e de televisão não podem, em sua programação normal e em seu noticiário, ainda que sob a forma de entrevista jornalística:

– transmitir imagens de realização de pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;

– veicular propaganda política;

– dar tratamento privilegiado a candidata, candidato, partido político, federação ou coligação, inclusive sob a forma de retransmissão de live eleitoral;

– veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica voltada especificamente a candidata, candidato, partido, federação ou coligação, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;

– divulgar nome de programa que se refira a candidata ou candidato escolhido em convenção.

Setembro
Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas  

Até 14 de setembro, os sistemas eleitorais e os programas de verificação desenvolvidos pelas entidades fiscalizadoras deverão estar lacrados, mediante apresentação, compilação, assinatura digital e guarda das mídias pelo TSE, em Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas.

Dia 14 de setembro também é o último dia para a eleitora ou o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida, bem como a população de territórios indígenas, de comunidades remanescentes de quilombos e demais comunidades tradicionais, requererem, por conta própria ou por curadora ou curador, apoiadora ou apoiador, ou procuradora ou procurador, o fornecimento de transporte especial previsto na resolução que disciplina o programa Seu Voto Importa.

Flagrante delito  

A partir de 19 de setembro (15 dias antes do 1º turno), candidatas e candidatos não poderão ser presos, salvo no caso de flagrante delito.

Já eleitoras e eleitores não poderão ser presos a partir de 29 de setembro até 6 de outubro, a não ser em caso de flagrante delito, em cumprimento de sentença judicial por crime inafiançável ou em razão de desrespeito a salvo-conduto.

O 1º turno do pleito ocorrerá no primeiro domingo de outubro, dia 4. Eventual 2º turno será realizado no dia 25 do mesmo mês. Foto: captada 

Outubro
Verificação dos sistemas

No dia 3, o TSE realiza a Cerimônia de Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização, Receptor de Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB, mediante comunicação prévia às entidades fiscalizadoras.

Transporte de armas e munições  

De 3 a 5 de outubro (um dia antes e até um dia depois do 1º turno), fica proibido a colecionadoras, colecionadores, atiradoras, atiradores, caçadoras e caçadores transportar armas e munições em todo o território nacional.

Em razão da possibilidade de 2º turno, também não podem circular armas e munições no período de 24 a 26 de outubro em todo o território nacional.

Data das eleições (1º turno)

O 1º turno do pleito ocorrerá no primeiro domingo de outubro, dia 4. Eventual 2º turno será realizado no dia 25 do mesmo mês. A votação começará às 8h e terminará às 17h, sendo a votação uniformizada pelo horário de Brasília em todos os estados e no Distrito Federal.

Em caso de 2º turno

Do dia 9 até 23 de outubro, será veiculada propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão relativa ao 2º turno.

A partir do dia 10, nenhum candidato que participará do 2º turno de votação poderá ser detido ou preso, salvo no caso de flagrante delito.

A partir do dia 19, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou por desrespeito a salvo-conduto.

No dia 24, será realizada no TSE a Cerimônia de Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização, Receptor de Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB, mediante comunicação prévia às entidades fiscalizadoras.

Eventual 2º turno das eleições será realizado no dia 25.

Novembro
Abertura do cadastro eleitoral 

Até 5 de novembro, ficam suspensos os recebimentos de solicitações de alistamento, a transferência e a revisão eleitoral em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no Autoatendimento Eleitoral na internet.

Dezembro
Justificativa eleitoral  

Eleitoras e eleitores que não votaram no 1º turno e não justificaram a falta no dia das eleições devem apresentar justificativa, até 3 de dezembro de 2026, em qualquer cartório eleitoral, pelo e-Título ou pelos portais do TSE e dos TREs na internet.

Já a ausência no 2º turno das eleições deve ser justificada até 6 de janeiro de 2027.

Diplomação 

Eleitas e eleitos serão diplomados pela Justiça Eleitoral até 18 de dezembro.

Janeiro de 2027
Posse das eleitas e eleitos

Pela primeira vez, eleita ou eleito para o cargo de presidente da República tomará posse em 5 de janeiro de 2027 e os governadores no dia seguinte.

Faixa presidencial. Foto: captada 

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Brasil

Federação PP-UB define pré-candidatos a deputado federal no Acre; chapa tem oito nomes e aguarda definição de mais uma mulher

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Socorro Neri, Zezinho Barbary e Coronel Ulysses estão entre os cotados; federação aposta em bancada forte para 2027

Nos bastidores da política acreana, a federação PP-UB formam uma chapa competitiva com reais condições de eleger a maior bancada do estado em Brasília a partir de 2027. Foto: captada 

Federação avalia que pré-candidatos têm potencial para ampliar representação do estado em Brasília; aliança entre PP e UB ganha força nos bastidores

A federação PP-UB definiu sua pré-chapa para deputado federal no Acre. Os nomes já confirmados são:

  • Socorro Neri

  • Zezinho Barbary

  • José Adriano

  • Coronel Ulysses

  • Fábio Rueda

  • Leila Galvão

  • Mazinho Serafim

  • Lucilene do Vale (vereadora)

A lista ainda aguarda a definição de mais um nome feminino para completar a cota legal e estratégica do grupo.

Nos bastidores, a federação avalia que os pré-candidatos têm bons nomes e potencial para eleger a maior bancada acreana em Brasília a partir de 2027. A expectativa é de que a chapa oficializada nos próximos meses reflita o crescimento da aliança entre PP e UB no estado.

Nos bastidores, a federação avalia que os pré-candidatos têm bons nomes e potencial para eleger a maior bancada acreana em Brasília a partir de 2027. Foto: captada 

A expectativa é de que a oficialização da lista, prevista para os próximos meses, reflita o crescimento da aliança entre PP e UB no Acre. O grupo trabalha para consolidar um projeto majoritário que também inclui a candidatura de Mailza Assis (PP) ao governo, com Jéssica Sales (MDB) como vice.

Nos bastidores, dirigentes partidários apontam que os nomes escolhidos têm capilaridade eleitoral e representatividade em diferentes regiões do estado, o que poderia garantir não apenas votos expressivos, mas também influência na próxima legislatura federal a partir de 2027.

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Brasil

Jorge Viana articula adesão do Podemos ao campo progressista e redesenha cenário político no Acre

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Partido deixa órbita de Madson Cameli e se alinha a PT, PCdoB e PV para eleições de 2026; empresário Murilo Leite deve assumir presidência da legenda

A partir de agora, o partido integra o bloco alinhado ao PT, PCdoB e PV para as eleições de 2026

O Podemos deixa a base de influência ligada ao ex-secretário Ney Amorim, sob o comando de Madson Cameli e passa a integrar o bloco alinhado ao PT, PCdoB e PV para as eleições de 2026

Uma reviravolta no cenário político acreano redefine os rumos do Podemos no estado. O ex-governador Jorge Viana (PT) confirmou à imprensa que articulou, junto à direção nacional do partido, a adesão da sigla ao campo progressista no Acre.

Com a mudança, o Podemos rompe com a base de influência ligada ao ex-secretário Ney Amorim, que vinha conduzindo a legenda para a órbita do grupo político da governadora Mailza Assis, sob o comando de Madson Cameli. A partir de agora, o partido integra o bloco alinhado ao PT, PCdoB e PV para as eleições de 2026.

Nos bastidores, a movimentação representa uma perda direta de espaço político para Madson Cameli, que era apontado como peça central na reorganização da legenda no estado.

Madson Cameli perde o Podemos no Acre após articulação de Jorge Viana. Foto: captada 

A articulação de Jorge Viana inclui ainda o convite ao empresário Murilo Leite para assumir a presidência do Podemos no Acre, com oficialização prevista para os próximos dias. A expectativa é de que a nova configuração fortaleça a oposição ao atual governo estadual e reacenda alianças históricas no estado.

A articulação de Jorge Viana inclui ainda o convite ao empresário Murilo Leite para assumir a presidência do Podemos no Acre. Foto: captada 

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