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Cientista diz que acreanos estão “indiferentes” à chegada da Delta e alerta para início da 3ª onda em setembro

Ele acredita que o Brasil e o Acre não estão imunes à chegada da variante. Ele afirmou que é temerário o desmonte dos hospitais de campanha e a desmobilização de equipes.

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Eu espero que nos próximos dois anos a população mundial vai ser vacinada com três doses e depois essa virose vai ficar conosco”, como uma doença comum entre as viroses

O médico biologista molecular Andreas Stocker, gerente técnico responsável por diagnósticos do Centro de Infectologia Charles Mérieux, disse que os acreanos estão complemente “indiferentes” à chegada da variante Delta. Ele acredita que a variante, considerada mais transmissível e agressiva, já esteja em circulação no estado.

“Nós estamos completamente indiferentes e quando Delta entra, primeiro nós não vamos mudar. Quem vai se infectar facilmente são crianças, jovens, adolescentes. Até notarmos que os primeiros casos é covid, já vai ter espalhado”, pontua o médico.

Andreas Stocker explicou em países da Europa, nos Estados Unidos, Nova Zelândia e até mesmo na China, há a possiblidade de uma nova onda da doença. Neste sentido, ele acredita que o Brasil e o Acre não estão imunes à chegada da variante. Ele afirmou que é temerário o desmonte dos hospitais de campanha e a desmobilização de equipes.

“Eu acho que sim. Tudo que nós podemos ver, nos outros países, os hospitais ficam novamente cheios. A vacina não resolve o problema. Infelizmente na variante Delta, não vamos ter nenhuma forma de imunidade de rebanho, impossível. A única chance que nós temos é vacinar todo mundo. Vacinar com 3ª dose as pessoas mais vulneráveis. No ano que vem, com certeza, vai ter vacina modificada. Já temos os primeiros testes que tem especialmente a Delta e vai ficar assim. Eu espero que nos próximos dois anos a população mundial vai ser vacinada com três doses e depois essa virose vai ficar conosco”, como uma doença comum entre as viroses.

E deixa um alerta. Para ele, daqui a dois anos é impossível deixar o uso da máscara. “Por enquanto, sem chances de deixar a máscara e as medidas”.

Ao falar sobre as vacinas, o médico biologista disse que não há uma cobertura de 100%. Andreas também alerta que é preciso a aplicação de uma 3ª dose nos trabalhadores da Saúde, que na maioria tomou a vacina CoronaVac.

“A proteção de uma vacina de uma infecção, infelizmente, não é 100%. A maioria das pessoas, trabalhadores do SUS, tomaram a vacina do Butantan. Dessa vacina já tem publicado que 100% das pessoas vacinadas vão se infectar com a Delta. Não tem proteção da infecção. Isso seria necessário [nova vacinação], mas o problema é que todas as vacinas não tem uma proteção 100%. Você tem 30% a 40% das pessoas que não vão se infectar e o resto vai se infectar. E vai ser uma carga viral na garganta, tão alta quanto de pessoas não vacinadas. A suspeita atual é que a carga viral caia mais rápida, não fica 10 dias tão infeccioso. As pessoas vacinas têm uma boa proteção de ficar doente ou ficar seriamente doente. Normalmente não acontece. Isso é a boa notícia”, salientou.

Por fim, Andreas Stocker espera um aumento considerável dos casos a partir do início de setembro. “Espero um aumento dos casos e o começo da 3ª onda ainda em setembro. Ainda estamos antes da onda. Sempre demora algumas semanas até nós notarmos”.

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Homem se entrega à polícia após atacar ex-companheira com 16 facadas em Sena Madureira

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José do Morro publicou mensagem de despedida nas redes e era considerado foragido; vítima sobreviveu e segue em recuperação; caso é tratado como tentativa de feminicídio

O homem identificado como José do Morro, principal suspeito de esfaquear a ex-companheira Ocileide Alípio Coutinho, de 40 anos, se apresentou espontaneamente às autoridades nesta quinta-feira (19) em Sena Madureira, no interior do Acre. A informação foi confirmada por veículos de imprensa locais.

O crime ocorreu na quarta-feira (18), no bairro da Invasão, em Sena Madureira. De acordo com informações apuradas, a vítima foi atingida com ao menos 16 perfurações durante o ataque. Após a agressão, Ocileide foi socorrida e encaminhada ao Hospital João Câncio Fernandes, onde recebeu atendimento médico. Apesar da gravidade dos ferimentos, ela sobreviveu e permanece em recuperação sob cuidados da equipe de saúde.

A mensagem de despedida

Horas depois do crime, o suspeito publicou uma mensagem em seu status do WhatsApp em tom de despedida. No texto, ele afirmou estar vivendo “o pior dia” de sua vida e declarou ter cometido um erro, acrescentando que não sabia se voltaria a ser visto. A publicação repercutiu entre familiares e conhecidos e passou a circular nas redes sociais.

A apresentação à polícia

A apresentação espontânea ocorreu ainda dentro do prazo legal que permite a prisão em flagrante. Desde o ataque, o suspeito não havia sido localizado e era considerado foragido, sendo alvo de buscas pelas forças de segurança.

A Polícia Civil trata o caso como tentativa de feminicídio, crime caracterizado pela violência praticada contra a mulher no contexto de violência doméstica e familiar. Após o depoimento, devem ser adotadas as medidas legais cabíveis, e a investigação prossegue para esclarecer a dinâmica da agressão e a motivação do ataque.

No texto, ele afirmou estar vivendo “o pior dia” de sua vida e declarou ter cometido um erro, acrescentando que não sabe se voltará a ser visto. Foto: captada 

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Vídeo com maus-tratos a cobra em Marechal Thaumaturgo gera revolta nas redes sociais

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Jovem aparece arrancando a cabeça do animal com a boca; crime ambiental pode levar a detenção de três meses a um ano, conforme a Lei 9.605/1998

Segundo informações divulgadas junto às imagens, o vídeo teria sido gravado no interior do município de Marechal Thaumaturgo, no Acre. Foto: captada 

Um vídeo que circula nas redes sociais tem causado indignação ao mostrar um ato de crueldade contra um animal silvestre. Nas imagens, um rapaz aparece em uma canoa, na beira de um rio, segurando uma cobra pequena com as mãos. O animal está com a boca aberta enquanto o jovem despeja um líquido que aparenta ser álcool, rindo da situação.

Em seguida, ele morde a cobra e arranca a cabeça com a própria boca. Depois, joga o corpo do animal fora e continua manipulando a cabeça, abrindo com as mãos até separar a região da mandíbula.

Segundo informações divulgadas junto às imagens, o vídeo teria sido gravado no interior do município de Marechal Thaumaturgo, no Acre.

O caso gerou revolta entre moradores e internautas, especialmente em um momento em que crescem as discussões sobre preservação ambiental na região amazônica. No Brasil, crimes ambientais são previstos na Lei nº 9.605/1998, que estabelece sanções para quem praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados. A pena para esse tipo de conduta é de detenção de três meses a um ano e multa.

Em casos envolvendo cães e gatos, a Lei nº 14.064/2020 aumentou a pena para dois a cinco anos de reclusão, mas essa majoração não se aplica a animais silvestres como cobras. Se o ato resultar na morte do animal, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

Até o momento, não há informações sobre a identificação do envolvido ou se alguma providência foi adotada pelas autoridades competentes em Marechal Thaumaturgo.

Veja vídeo:

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Operação Mulheres mobiliza Polícia Civil para cumprimento de mandados e responsabilização de agressores

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A Polícia Civil do Acre (PCAC) deflagrou nesta quinta-feira, 19, a Operação Mulheres, ação integrada de enfrentamento à violência de gênero, alinhada ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio e coordenada nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A iniciativa, que vai até o dia 5 de março, marca o reforço operacional nas delegacias especializadas da capital e do interior, com foco na ampliação do atendimento e na efetividade das medidas de responsabilização dos agressores.

PCAC reforça efetivo nas delegacias especializadas e amplia enfrentamento à violência contra a mulher. Foto: arquivo/ PCAC

Como parte da estratégia, a instituição reforçou o efetivo de profissionais nas delegacias de Tarauacá e Sena Madureira, além das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, garantindo maior celeridade e acessibilidade no registro e processamento das ocorrências. A medida visa assegurar atendimento humanizado às vítimas, além de acelerar a instauração e conclusão de inquéritos policiais e outros procedimentos correlatos vinculados à operação.

Durante o período de execução da operação, a Polícia Civil atua de forma concentrada no cumprimento de mandados de prisão em aberto relacionados a crimes de violência doméstica e familiar, feminicídio, estupro, lesão corporal no âmbito familiar, descumprimento de medidas protetivas de urgência, violência psicológica, ameaça e perseguição. Também estão entre as ações a lavratura de autos de prisão em flagrante delito, representações por medidas cautelares, cumprimento de mandados de busca e apreensão, além da intensificação das investigações.

Outro eixo estratégico da operação é o acompanhamento e a formalização das denúncias recebidas por meio do Ligue 180. A Polícia Civil do Acre mantém interlocução institucional para informar o Ministério das Mulheres acerca do tratamento dado às denúncias encaminhadas, reforçando a transparência e a integração entre os órgãos que compõem a rede de proteção.

Além das medidas repressivas, a operação contempla ações educativas e palestras voltadas à conscientização, especialmente do público masculino, com o objetivo de prevenir a reincidência e promover uma mudança cultural no enfrentamento à violência de gênero.

A representante institucional de Políticas Públicas de Proteção a Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Acre, delegada Juliana De Angelis, destacou a importância da mobilização integrada.

“Estamos transformando uma data simbólica em um marco de ação concreta. O reforço nas delegacias, especialmente nas DEAMs de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, garante atendimento mais ágil e humanizado às vítimas. Paralelamente, atuamos com rigor na responsabilização dos agressores, seja por meio de prisões em flagrante, cumprimento de mandados ou representações por medidas cautelares. Nosso compromisso é salvar vidas, interromper ciclos de violência e assegurar que cada denúncia recebida, inclusive pelo Ligue 180, tenha resposta efetiva do Estado”, afirmou a delegada.

 

Fonte: Conteúdo republicado de POLÍCIA CIVIL - GERAL

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