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Brasil e Peru se unem em ação de limpeza do Rio Acre

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Uma parceria entre governo do Estado e prefeitura de Assis Brasil proporcionou a limpeza de um grande trecho das margens do Rio Acre em Assis Brasil, a 334 quilômetros da capital.

A cidade, localizada na tríplice fronteira, é última no trecho brasileiro da Rodovia Interoceânica. É naquela região que o Rio Acre passa pelo Brasil, Peru e Bolívia e também onde o manancial, responsável pelo abastecimento de várias cidades, mais sofre com a ação humana.

Foto: Eduardo Gomes

Foi por entender a necessidade de preservação que as secretarias estadual e municipal de Meio Ambiente se juntaram em uma campanha para retirar o lixo jogado no leito e margens do Rio Acre.

Para isso, governo e prefeitura contaram com a ajuda do Exército Brasileiro, Colônia dos Pescadores Profissionais de Assis Brasil, Igreja Católica e técnicos da municipalidade de Iñapari, cidade peruana da província de Tahuamano.

O gestor do Meio Ambiente no município agradeceu o empenho do Estado em desenvolver uma parceria tão importante. “Nós tivemos o apoio da Sema na mobilização e extensão deste projeto. Essa foi a primeira de muitas ações que pretendemos realizar em Assis Brasil”, afirmou Arquileudo Matias.

Em um levantamento prévio, a prefeitura de Assis Brasil identificou as áreas com maior concentração de lixo. O trabalho também foi direcionado a partir das indicações feitas pelos pescadores da região, que navegam todos os dias e já encontram dificuldades para realizar seu trabalho.

Os barcos que transportavam os voluntários deixaram o porto da cidade bem cedo. Com sacos de lixo e luvas, homens e mulheres navegaram cerca de quatro quilômetros pelas baixas águas do rio.

Nas praias que se formam essa época do ano eles recolheram os mais variados tipos de materiais. Sacolas plásticas, copos descartáveis, restos de mobília e centenas de garrafas pet encheram os sacos levados pelas equipes.

Wagner Souza trabalha na secretaria de Assistência Social de Assis Brasil e integrou a equipe de voluntários na ação de limpeza. Segundo ele o trabalho conjunto realizado pelo poder público pode ser o início de uma mudança de atitudes.

“Os moradores não têm consciência dos danos que causam ao meio ambiente. É preciso iniciar uma atividade nas escolas, ensinando as crianças desde pequenas. As pessoas cobram e muitas vezes não fazem sua parte. Talvez com esse trabalho a população desperte e mude”, disse o servidor público.

O trabalho desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema) em Assis Brasil é fruto de um planejamento executado há pelo menos três meses e figura como mais uma das iniciativas da pasta em todo o estado.

Foto: Eduardo Gomes

Nos últimos meses a equipe do Departamento de Gestão de Recursos Hídricos (DGRH) da Sema já visitou pelo menos 16 cidades acreanas, levando o trabalho de conscientização e preservação dos rios, igarapés e lagos.

A matriz operacional prevê uma série de ações, entre elas a visitação de escolas, comunidades ribeirinhas e associações de produtores. A execução dos trabalhos ficará a cargo das prefeituras e do Estado.

“A intenção é formar uma rede de parcerias que englobe os 22 municípios do estado, para desenvolver atividades ligadas à gestão dos recursos hídricos. Nós temos realizado um trabalho desde 2011, por meio do Programa de Conservação de Nascentes e Matas Ciliares da bacia do Rio Acre, que visa recuperar essas áreas de preservação permanente”, disse Maria Antonia Zabala, coordenadora do DGRH.

A parada final da atividade foi na comunidade Porto Jaminawa, já em território peruano. A pequena vila às margens do Rio Acre é formada por 18 famílias descendentes da etnia indígena.

Por uma questão cultural, os moradores sempre jogaram todo o lixo produzido em um barranco ao lado do acesso ao povoado. Assim, todas as vezes que chovia, os detritos tinham o rio como destino final.

A partir das orientações e da limpeza realizada no local, os indígenas decidiram escolher outro local para acondicionar os resíduos de forma correta. Foram 25 sacos de lixo recolhidos na localidade.

Segundo o gerente de Gestão Ambiental de Iñapari, Pierre Arebalo, a atividade também é lúdica, pois desperta em adultos e crianças a responsabilidade pelo bem coletivo.

“Nós viemos aqui e envolvemos do mais velho ao mais novo morador da comunidade. É preciso reforçar esse trabalho, pois é participando que eles aprendem que o rio precisa ser preservado. Essas crianças vão crescer sabendo que há outras maneiras de destinar o lixo”, disse Arebalo.

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Acre

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Entre 20 de janeiro e 4 de fevereiro, universitários e profissionais podem se inscrever na maratona online de ideias, que acontece em 7 de fevereiro e distribui R$ 10 mil em prêmios 

Acidentes na rede elétrica são uma realidade em todo o país. Aqui no Acre, o número de acidentes com a comunidade tem aumentado. Apesar das campanhas de conscientização com a população e o reforço diário com orientações sobre os riscos e perigos com a rede elétrica, entre as principais causas de acidentes que, em muitos casos, levam à morte são: as ligações clandestinas, a auto religação, poda de árvore, uso bomba d’água, construções civis próximas a rede, além de ocorrências que geram riscos de segurança e interrupções no fornecimento, como pipa e objetos estranhos na rede.

Com o objetivo de mudar esse cenário, a Energisa vai realizar no dia 7 de fevereiro um Ideathon, uma maratona criativa e colaborativa em busca de ideias inovadoras e soluções. O evento será totalmente online, das 9h às 22h (horário de Brasília).

A coordenadora de Segurança da Energisa Acre, Gabriella Mendes, reforça a importância da população participar.

“Os acidentes com a comunidade têm crescido e precisamos mudar essa realidade. Por isso, convido a participarem do nosso Ideathon, é uma oportunidade de transformar ideias em soluções que salvam vidas”, afirma a coordenadora.

Em parceria com a Hackathon Brasil, organização que promove, produz e organiza eventos de hackathon, ideathons e workshops, será resolvido o seguinte desafio: Como podemos desenvolver soluções (ideias e boas práticas) eficazes para minimizar os riscos e garantir maior segurança da população no manuseio e proximidade com a rede elétrica?

“Segurança é um valor muito importante para a Energisa. Temos um compromisso com a comunidade e com a redução de acidentes envolvendo a rede elétrica, por meio de treinamentos e campanhas de conscientização.  O Ideathon é uma forma de buscar novas ideias, pensar fora da caixa e contar com o apoio da sociedade para encontrar soluções para um problema tão relevante”, explica Renato Deladea, gerente de Segurança do Grupo Energisa.

Quem pode participar?

Universitários e profissionais já formados nas mais variadas áreas, como tecnologia, inovação e engenharia.

Inscrições

De 20 de janeiro a 4 de fevereiro no site do evento. O resultado será divulgado no dia 3 de março.

Cada participante deve se inscrever individualmente, mas a participação ocorre em equipes de no mínimo três e no máximo cinco pessoas. Quem não tiver equipe será integrado a uma no momento do Ideathon. Cada participante receberá um certificado digital de participação, desde que o time tenha cumprido as atividades propostas e enviado o projeto.

O Ideathon da Energisa contará com até 150 participantes, vigorando a ordem de inscrição. Durante a maratona, profissionais da empresa estarão disponíveis para esclarecer dúvidas dos participantes e as ideias serão avaliadas por uma comissão de executivos da Energisa.

Premiação

Com premiação total de R$ 10 mil — R$ 5 mil para a equipe vencedora, R$ 3 mil para a segunda colocada e R$ 2 mil para a terceira.

O Ideathon busca ideias para solucionar os acidentes com a rede que utilizem tecnologia, como a aplicação de inteligência artificial, sensores, aplicativos ou sistemas de monitoramento; engenharia, por meio do desenvolvimento de novos materiais, equipamentos de proteção ou metodologias de segurança; educação e conscientização, como estratégias para engajar a comunidade e aumentar a percepção e prevenção dos riscos; e inovação, com ideias ou boas práticas que sejam viáveis de aplicar a curto e médio prazo.

 

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Governo do Acre muda calendário e define 23 de fevereiro como início do ano letivo

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Ensino médio da rede estadual inicia o ano letivo de 2026 no dia 23 de fevereiro, conforme novo calendário da SEE. Foto: Diego Gurgel/Secom

O governo do Acre anunciou por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), nesta terça-feira (27), a mudança na data de início do ano letivo de 2026 para o ensino médio da rede estadual para o dia 23 de fevereiro. A decisão altera o calendário inicialmente divulgado e passa a unificar o começo das aulas para todas as etapas da educação básica.

Pelo cronograma anterior, os estudantes do ensino médio retornariam às salas de aula no dia 9 de fevereiro, enquanto os alunos do ensino fundamental iniciariam o ano letivo apenas em 23 de fevereiro. Após uma reavaliação logística, a SEE optou por alinhar as datas, estabelecendo o dia 23 de fevereiro como início oficial das atividades escolares para toda a rede estadual.

AnúncioSegundo o secretário de Educação, Aberson Carvalho, a mudança está diretamente relacionada ao concurso público para professores. O processo de convocação e lotação dos novos profissionais ainda está em andamento, o que exige um prazo maior para assegurar que todas as escolas iniciem o ano letivo com o quadro de docentes completo. “A decisão busca garantir estabilidade e permitir que os estudantes tenham acesso a todas as disciplinas desde o primeiro dia de aula. É uma medida pensada para atender melhor a comunidade escolar”, destacou o secretário.

Enquanto o novo calendário não entra em vigor, as equipes gestoras das escolas estaduais participam de atividades de formação continuada, com foco na troca de experiências e no alinhamento das estratégias pedagógicas que irão orientar o trabalho ao longo do ano letivo.

Com a nova data definida, a rede estadual de ensino se prepara para receber os estudantes a partir de 23 de fevereiro, com a expectativa de iniciar 2026 em condições mais organizadas, assegurando qualidade no ensino e planejamento pedagógico adequado desde o primeiro dia de aula.

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Polícia Civil conclui inquérito sobre caso de recém-nascido dado como natimorto na Maternidade Bárbara Heliodora

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Polícia Civil do Acre apresenta conclusão de inquérito sobre caso do recém-nascido dado como natimorto na Maternidade Bárbara Heliodora. Duas profissionais de saúde foram indiciadas por homicídio culposo. Foto: assessoria/ PCAC

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira, 27, a Polícia Civil do Acre (PCAC) apresentou à imprensa a conclusão do inquérito policial que apurou o caso do recém-nascido dado como natimorto na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, ocorrido em outubro do ano passado. Ao final das investigações, duas profissionais de saúde foram indiciadas pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, nas modalidades de negligência e imperícia.

O caso foi conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio técnico do Instituto Médico Legal (IML), que desempenhou papel fundamental na elucidação dos fatos por meio de exames periciais. As investigações buscaram esclarecer as circunstâncias da morte do recém-nascido e a conduta adotada pelas profissionais envolvidas no atendimento.

Durante a coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, destacou a seriedade e a responsabilidade com que o caso foi tratado. “A Polícia Civil atuou com total rigor técnico e imparcialidade para esclarecer um fato extremamente sensível e de grande comoção social. Nosso compromisso é com a verdade dos fatos e com a responsabilização dentro dos limites da lei, sempre respeitando a dor da família e o devido processo legal”, afirmou.

O delegado titular da DHPP, Alcino Ferreira Júnior, explicou que o indiciamento ocorreu após uma análise minuciosa de todos os elementos colhidos ao longo da investigação. “As apurações demonstraram que não houve dolo, ou seja, intenção de matar, mas ficaram evidenciadas condutas que se enquadram como negligência e imperícia no exercício da atividade profissional. Com base nisso, a Polícia Civil procedeu ao indiciamento por homicídio culposo”, ressaltou.

Já o diretor do Instituto Médico Legal, Ítalo Maia, enfatizou a importância do trabalho pericial para o esclarecimento do caso. “Os exames realizados pelo IML foram essenciais para a compreensão técnica das causas da morte e para subsidiar o inquérito policial. A perícia atua de forma científica e isenta, contribuindo para que a investigação seja conduzida com base em evidências concretas”, explicou.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público, que ficará responsável por analisar o caso e adotar as providências cabíveis no âmbito judicial. A Polícia Civil reforçou que segue comprometida com a apuração rigorosa de fatos que envolvam possíveis falhas graves no exercício profissional, especialmente em situações que envolvem a vida humana.

 

Fonte: PCAC

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