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Audiência Pública na Aleac debate situação dos servidores da educação; Governo se posiciona

Foto: Jardy Lopes
Sobre o piso, a secretária disse que a lei do piso salarial nacional também é objeto de discussão dentro do governo
POR NANY DAMASCENO
Em greve, professores e demais servidores da rede estadual de Educação e da rede municipal de Rio Branco, participaram de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Acre nesta quarta-feira (9), para debater a situação dos servidores que reivindicam, entre outras pautas, a implantação do do piso salarial nacional do magistério, convocação dos 379 professores aprovados no cadastro de reserva do último concurso público, realizado em 2018, e o piso dos funcionários de escolas.
O advogado do movimento grevista, Adilson Silva, reconheceu o esforço do Governo para encontrar uma solução, mas destaca que os servidores só querem que a lei seja cumprida. “Estou acompanhando o esforço do Governo e dos aprovados também. O que estamos discutindo é uma questão constitucional, que garante a lei do piso e do Fundeb. A questão da valorização dos professores e contratação dos professores efetivos tem que ser discutida, pois é uma questão que está sendo descumprida. É possível e legal perante a lei”.
A professora Maria de Souza, de Cruzeiro do Sul, pediu o apoio dos parlamentares. “Uma causa justa e nobre que traz orgulho. Meus pais são de Porto Walter e desde pequena eles sempre sonharam que seus 10 filhos fossem professores e vejo esse sonho e luta correndo em minhas veias, pois naquela época não era fácil para um pai de família alimentar e educar os filhos e precisavam se deslocar para Cruzeiro do Sul para estudar. Hoje estou aqui lutando por esse mesmo sonho que não é só meu e quero pedir a garantia a um direito que é nosso. Essa luta já deveria ter se encerrado. Quando se trata de educação não é gasto, é investimento. Chega de desculpas”.
A presidente do Sindicato dos Professores da Rede Pública do Acre (Sinproacre), Alcilene Gurgel, agradeceu o empenho da Aleac. “São questões que não dá pra entender que em um estado que tem 8 mil professores provisórios e tem 379 concursados. Eles têm preferência na lei. Por que não investir em concursados, que iria fortalecer o Acreprevidência?”.
A audiência pública foi um requerimento conjunto dos deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Daniel Zen (PT) e debateu ainda o atraso no pagamento de empresas e trabalhadores terceirizados e o fechamento da Escola Clícia Gadelha. Além dos servidores, foram ouvidos os servidores do Estado e Município, a secretária de Educação, Socorro Neri, o secretário de Planejamento Ricardo Brandão.
O secretário Ricardo Brandão disse que o Governo é sensível ao movimento, mas que o Estado precisa se atentar á Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Não podemos nos precipitarmos a encaminhar uma lei para causar transtorno e, tecnicamente, a decisão do governo é aplicar o piso de acordo com o que a lei permite, queremos o mais rápido trazer a essa casa uma proposta com o parecer do TCE e sustentável, nos dando segurança”, disse.
Socorro Neri disse que o Governo já convocou mais de 600 professores e vem trabalhando de vacância para que “possamos identificar quais as necessidades das escolas que podem ser preenchidas pelos ocupantes do cadastro de reserva”, explicou, afirmando que vai se reunir com a comissão na próxima segunda-feira para apresentar um espelho do que já foi levantado para fazer mais convocações.
Sobre o piso, a secretária disse que a lei do piso salarial nacional também é objeto de discussão dentro do governo.
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Tadeu Hassem defende contratação de especialistas e comemora suspensão da terceirização do Hospital Raimundo Chaar
Deputado afirma que decisão é resultado da mobilização conjunta e reforça apoio ao fortalecimento do SUS na região de fronteira
O deputado estadual Tadeu Hassem (Republicanos) defendeu a contratação de médicos especialistas para o Hospital Regional Raimundo Chaar, em Brasiléia, unidade que atende toda a regional do Alto Acre, composta por quatro municípios.
Durante reunião na Assembleia Legislativa, o parlamentar destacou a iniciativa do governo do Estado em abrir diálogo sobre o modelo de gestão da unidade, o que resultou na suspensão do processo de terceirização. Para ele, a decisão representa um avanço na busca por soluções que garantam melhor atendimento à população.
Após o encerramento da reunião, Tadeu Hassem falou à imprensa e classificou o momento como uma vitória para a população do Acre, especialmente da região de fronteira. Ele ressaltou sua ligação pessoal com o hospital e reafirmou posicionamento favorável ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
O deputado afirmou que esteve na unidade há cerca de 15 dias e que foi autor da proposta de levar o debate para a Assembleia, dando mais visibilidade ao tema. Segundo ele, a suspensão do processo foi resultado da união de esforços entre sindicato, vereadores e parlamentares estaduais.
Hassem defendeu a ampliação do quadro de médicos especialistas como prioridade, mas se posicionou contra a terceirização integral do hospital nos moldes inicialmente apresentados. Para o deputado, o mais importante é garantir melhorias no atendimento sem comprometer a gestão pública da unidade.
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Vereadores de Brasiléia acompanham servidores na Aleac contra terceirização de hospital
Parlamentares defendem vigilância mesmo após anúncio de suspensão do edital pelo governo
Os vereadores de Brasiléia, Lessandro Jorge, Isabele Araújo e Lucélia Santos, estiveram na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) acompanhando servidores da saúde que se posicionam contra a proposta de terceirização do Hospital Regional do Alto Acre, apresentada pelo governo do Estado.
Durante a reunião, a vereadora Isabele Araújo destacou que, apesar do anúncio de suspensão do edital, é necessário manter atenção ao andamento do processo. Segundo ela, existe uma ação civil pública relacionada ao caso, o que exige acompanhamento constante para verificar os próximos desdobramentos e eventuais decisões judiciais.
Já o vereador Lessandro Jorge afirmou que a mobilização dos servidores, com apoio da Câmara de Brasiléia e de deputados estaduais, foi fundamental para o recuo do governo. Ele declarou que, na avaliação do grupo, a terceirização não deverá mais avançar, atribuindo o resultado à união dos trabalhadores da saúde e das lideranças políticas envolvidas.
A discussão sobre o modelo de gestão do hospital tem mobilizado servidores e dividido opiniões na região, enquanto o governo estadual afirma que a suspensão do edital permitirá novos estudos e avaliações antes de qualquer decisão definitiva.






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