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Brasil

Apenas 3,9% dos alunos do Acre concluem estudos com aprendizado adequado em português e matemática

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Dados foram divulgados pelo Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025 na última quinta-feira (26). Estado tem mais de 248 mil matrículas, mas enfrenta baixos índices de aprendizagem

Menos da metade das escolas brasileiras estão conectadas à internet, aponta levantamento. Foto: Reprodução/TV Globo

O Acre possui 1.516 escolas, 10.826 professores e 248.340 matrículas na educação básica, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, da ONG Todos Pela Educação, divulgado na última quinta-feira (25).

No entanto, apesar da rede atender milhares de estudantes, os indicadores mostram que a qualidade da aprendizagem e a infraestrutura das instituições ainda são desafios urgentes.

A situação se agrava no âmbito do ensino médio, com menos de 4% dos alunos com desenvolvimento adequado em português e matemática no término dos estudos, o equivalente a pouco mais de 1,5 mil alunos. O número está abaixo da média nacional, que é de 4,5%.

“O Ensino Médio é a etapa mais crítica da Educação Básica, com altos índices de evasão e níveis de aprendizagem ainda bastante baixos, refletindo problemas estruturais históricos que foram agravados pela pandemia de covid-19”, destacou o estudo.

Dos 248 mil alunos matriculados no Acre, 137.459 estão na rede estadual, 93.388 na municipal, 14.062 na rede privada e 3.431 em instituições federais.

Educação infantil

Na pré-escola, 82 de cada 100 crianças ingressam regularmente. O estado tem 645 escolas, 2.205 professores e 39.167 matrículas, sendo 94,7% da rede municipal.

Apesar do avanço no acesso, apenas 15,8% das escolas de educação infantil contam com parque infantil, um espaço importante para o desenvolvimento das crianças.

Distribuição de matrículas na educação infantil no Acre
Índices correspondem à fase pré-escolar

Fonte: Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025

Ensino fundamental

Nos anos iniciais (até o 5º ano), 86 de cada 100 alunos concluem até os 12 anos. Porém, só 37,5% apresentam aprendizagem adequada em português e matemática.

Atualmente, o Acre possui 1.142 escolas, 2.661 professores e 81.085 matrículas, sendo a maioria municipal (54,9%).

Distribuição de matrículas no ensino fundamental I no Acre
Índices correspondem às séries iniciais, do 1º ao 5º ano

Fonte: Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025

Já nos anos finais (até o 9º ano), a situação é ainda mais preocupante: apenas 12,5% dos estudantes têm aprendizado adequado em português e matemática.

O índice de conclusão até os 16 anos é de 76 em cada 100 alunos. São 662 escolas, 4.377 professores e 61.416 matrículas, sendo 82,6% estaduais.

Distribuição de matrículas no ensino fundamental II no Acre
Índices correspondem às séries finais, do 6º ao 9º ano

Fonte: Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025

A falta de estrutura é outro obstáculo. Somente 13% das escolas dos anos iniciais têm sala de leitura ou biblioteca, 11,8% contam com laboratório de informática e 6,7% dispõem de laboratório de ciências.

Ensino médio

Nos anos finais da educação básica, apenas 55 de cada 100 alunos concluem essa etapa até os 19 anos, e só 3,9% finalizam os estudos com aprendizado adequado em português e matemática.

O estado tem 293 escolas, 2.393 professores e 40.079 matrículas. A maioria das instituições pertence à rede estadual (89,2%).

Distribuição de matrículas no ensino médio no Acre
Índices correspondem do 1º ao 3º ano

Fonte: Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025

Em termos de infraestrutura, 25,6% das escolas oferecem laboratório de informática, 24,2% têm laboratório de ciências e 25,6% possuem quadra de esportes.

Rede e profissionais

Na docência, a rede estadual concentra o maior número de profissionais, com 5.823 professores, seguida pela municipal (4.695), privada (718) e federal (299).

Entre os gestores, são 883 municipais, 629 estaduais, 43 da rede privada e apenas 7 federais.

Estrutura básica

O levantamento também mostra problemas de infraestrutura em todas as etapas da educação básica no Acre. 15,8% das escolas não possuem banheiro, 36,1% não têm acesso à água potável e 85% não contam com rede de esgoto.

Em relação à energia elétrica, 36,7% das instituições não estão ligadas à rede. Além disso, quase metade das salas de aula (40,7%) não são climatizadas.

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Análise: EUA perdem aviões e domínio militar sobre o Irã é questionado

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Dois caças abatidos evidenciam limites do poder americano na região e riscos da guerra assimétrica

A guerra no Irã, que já enfrentava resistência entre os americanos, entrou em uma fase mais delicada após a notícia de que um caça dos EUA foi derrubado em território iraniano.

Ainda há muitas incógnitas, especialmente sobre a situação dos dois tripulantes. A CNN apurou que um deles foi resgatado e recebe atendimento médico, mas o destino do outro permanece desconhecido.

Pouco depois, o Irã atingiu uma segunda aeronave de combate americana na sexta-feira (3). O piloto conseguiu levar o avião para fora do território iraniano antes de ejetar e foi posteriormente resgatado, segundo um oficial dos EUA.

Apesar disso, esses episódios não colocam o Irã em pé de igualdade militar com os Estados Unidos. As baixas americanas seguem limitadas, sem mortes conhecidas nas últimas três semanas. Ainda assim, o caso evidencia os riscos da guerra assimétrica, cujos custos o público americano já questiona.

Os incidentes também colocam em xeque as declarações da administração Trump sobre o “controle absoluto” do espaço aéreo iraniano, questionando a imagem de invulnerabilidade que vinha sendo divulgada.

O presidente Donald Trump e o secretário de Defesa Pete Hegseth haviam afirmado que EUA e Israel tinham liberdade total para voar pelo Irã, retratando Teerã como incapaz de reagir.

Em coletiva de 4 de março, Hegseth disse que o domínio do espaço aéreo estava “a poucos dias de se concretizar”:

“Em poucos dias, as duas forças aéreas mais poderosas do mundo terão controle total do espaço aéreo iraniano”, disse, classificando-o como “incontestável”. “O Irã não poderá fazer nada”, completou.

Nas semanas seguintes, Trump reforçou essa ideia: “Temos aviões voando sobre Teerã e outras partes do país; eles não podem fazer nada”, disse em 24 de março. Ele afirmou que os EUA poderiam atacar usinas e que o Irã não teria capacidade de reagir.

O presidente chegou a afirmar que o Irã não possuía “marinha”, “forças armadas”, “força aérea” ou “sistemas antiaéreos” — chegando a declarar: “Seus radares foram 100% destruídos. Somos imparáveis como força militar.”

No entanto, estamos falando de apenas dois aviões abatidos em meio a milhares de aeronaves. A administração admitiu que poderiam ocorrer incidentes, incluindo perdas humanas. Hegseth já havia reconhecido que “alguns drones podem passar ou tragédias acontecerem”.

Mesmo assim, o discurso oficial sobre o domínio militar era absoluto, com termos como “controle total” e “espaço aéreo incontestável”, sugerindo que o Irã sequer teria armamento para reagir.

Este episódio é mais um exemplo de exagero por parte de Trump e de seus aliados sobre supostos sucessos militares.

Após os ataques a instalações nucleares iranianas em junho passado, Trump chegou a afirmar que o programa nuclear havia sido “obliterado” — o que não correspondia às avaliações de inteligência americana. Meses depois, o país voltou a ser retratado como ameaça nuclear iminente.

Logo após o início da guerra, Trump chegou a culpar o Irã por um ataque a uma escola primária, que investigações preliminares indicam ter sido causado por ação americana.

Recentemente, a CNN apurou que a destruição de lançadores de mísseis iranianos, apontada por Trump, foi fortemente exagerada. O Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica ainda mantém cerca de metade de sua capacidade.

O problema político é que o sucesso militar americano deveria ser o principal trunfo da administração. Mas os americanos demonstram pouca confiança na missão: os objetivos mudam constantemente e os custos econômicos — como o fechamento do Estreito de Ormuz e a alta nos preços de combustíveis — geram insatisfação.

Hegseth chegou a criticar a mídia por “não reconhecer os sucessos militares da campanha”: “Isso é o que a ‘fake news’ não mostra. Tomamos controle do espaço aéreo e das vias navegáveis do Irã sem tropas no solo.”

Um mês depois, o Estreito de Ormuz continua como exceção crucial, e o controle do espaço aéreo iraniano e o suposto fim do programa de mísseis não parecem tão absolutos quanto anunciado.

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Tribos iranianas disparam contra helicópteros dos EUA

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Ataques ocorrem durante busca por membro da tripulação de caça abatido sobre o Irã

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Irã permite passagem de navios com bens essenciais pelo Estreito de Ormuz

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Autorização abrange embarcações com produtos essenciais, em meio a controle reforçado da rota estratégica; Iraque terá trânsito liberado sem restrições

O Irã anunciou que permitirá a passagem de navios com “bens essenciais” pelo Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado, informou a agência estatal Tasnim. Ainda não está claro quais produtos serão considerados essenciais nem se embarcações de países considerados hostis continuarão impedidas de transitar pela rota.

Em documento enviado ao chefe da Organização de Portos e Assuntos Marítimos, Houman Fathi, o vice de desenvolvimento comercial do órgão afirmou que a permissão vale para “navios que transportam bens essenciais – principalmente alimentos básicos e insumos para criação de animais – pelo Estreito de Ormuz”.

O funcionário destacou que a medida vale para navios que se dirigem a portos iranianos ou que já operam na região.“As autoridades competentes devem tomar as providências necessárias, seguindo os protocolos estabelecidos, para garantir a travessia dessas embarcações”, acrescentou.

Além disso, uma lista das embarcações autorizadas a atravessar a rota será “enviada para coordenação”, informou Ghazali.

O comando militar conjunto Khatam al-Anbiya do Irã afirmou que o Iraque estará livre de quaisquer restrições de trânsito pelo Estreito de Ormuz, sinalizando tratamento preferencial para Bagdá, segundo a mídia iraniana neste sábado (4).

Ainda neste sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar intensificar ações contra Teerã caso o país não consiga fechar um acordo ou liberar o Estreito de Ormuz.

“Lembram quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o inferno se abater sobre eles. Glória a Deus!”, publicou Trump na rede social Truth Social.

*Com informações da Reuters e da CNN

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