Cotidiano
Acre vai ganhar policlínica construída com recursos federais no valor de R$ 30 milhões
O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira, 25, que vai construir uma nova policlínica em Rio Branco, capital do Acre. A obra faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que deve direcionar R$ 30 milhões para a nova unidade de saúde, destinada a atender a demanda estadual. A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que foram liberados inicialmente R$ 17 milhões para a construção do prédio, que vai ser localizado no bairro Belo Jardim 2, BR-364. Ainda não há previsão para o início das obras, pois, começa agora o planejamento junto à Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop) para que seja estipulado prazos.
“O que tenho dito em minhas andanças é que o Estado precisa oferecer serviço de qualidade, que se equipare à rede privada, e, para isso, eu não governo sozinho. Preciso da bancada federal, da Assembleia Legislativa e também do governo federal. Então, recebo com muita alegria a construção dessa nova unidade, que vai melhorar a vida da nossa gente e desafogar as unidades de saúde, oferecendo um serviço de qualidade para a população que merece e precisa”, afirma o governador Gladson Cameli.

Policlínicas devem seguir padrão, com atendimento de qualidade e objetivo de desafogar rede pública estadual. Imagem: reprodução
“Essa é a primeira vez que policlínicas serão construídas com recursos federais. O valor médio por unidade chegará a R$ 30 milhões entre obras, equipamentos e mobiliário”, afirma Henrique Chaves, diretor de Programa da Secretaria Executiva (SE), do Ministério da Saúde.
No total, serão construídas 55 unidades em 24 estados, beneficiando mais de 19 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. Com o projeto, as policlínicas se tornarão um centro integrado de cuidado e resolução, que contemplará núcleos de atenção integral ao homem, mulher, crianças e outros públicos que requerem acompanhamento especial. Espaços de reabilitação para pacientes com sequelas de acidente vascular cerebral (AVC) e doenças respiratórias também estão previstos no projeto.
O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, enfatizou que o Estado já tem bons exemplos desse modelo de unidade e comemorou o reforço na Saúde. “O serviço das Policlínicas é uma política nacional que visa o fortalecimento da atenção terciária, da especialidade e das subespecialidades. Nós já temos um caso de sucesso com a Policlínica do Tucumã, que aderiu a projetos e programas nacionais, como pré-natal de alto risco e o programa de atendimento a pacientes acometidos pela epilepsia. Esse investimento nesse momento vem em boa hora para justamente fortalecer e dar vazão às demandas represadas”, frisou.
Observando critérios de respeito ao meio ambiente, as policlínicas foram projetadas seguindo parâmetros de sustentabilidade, como ventilação e iluminação natural no máximo de ambientes possíveis, método de uso e reuso de água e captação de energia solar, além de priorizar o uso de materiais com pouca necessidade de manutenção, reparos e substituições. As construções devem seguir um padrão nacional.
Todos os consultórios e espaços de exames devem possuir instalações de dados e lógica para implementação da telessaúde, assim como “ilhas” multiprofissionais localizadas nos núcleos de cuidado. Terão ainda espaço específico para a tecnologia da informação, com a instalação de racks de informática e sala dedicada a equipe de saúde digital.
Investimentos na saúde
O governo do Estado também comemorou, no início deste mês, a habilitação pelo Ministério da Saúde para a construção de uma nova unidade de pronto atendimento (UPA) no bairro Apolônio Sales, em Rio Branco. A estrutura será viabilizada por meio de uma emenda parlamentar do deputado federal Roberto Duarte, com um valor estimado em mais de R$ 6,6 milhões. “A obra vai garantir atendimento de qualidade aos moradores da parte alta da cidade”, destacou o governador Gladson Cameli.
A habilitação foi formalizada por meio da Portaria GM/MS nº 4.231, de 6 de junho de 2024, que autoriza estados, municípios e o Distrito Federal a receberem recursos financeiros de capital destinados à execução de obras de construção de UPAs. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, determinou que os recursos financeiros da portaria sejam classificados como despesas de investimento, devendo onerar o Bloco de Estruturação da Rede de Serviços Públicos de Saúde.
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Prefeitura de Xapuri abre cinco seleções simplificadas com vagas para Educação, Saúde e áreas administrativas
Editais contemplam níveis fundamental, médio, técnico e superior; salários chegam a R$ 4,3 mil e inscrições vão até 11 de março

Entre os cargos previstos estão funções de apoio operacional, técnicos administrativos, profissionais da área da saúde, além de professores e outros trabalhadores vinculados à rede municipal de ensino. Foto: captada
A Prefeitura de Xapuri publicou nesta terça-feira (3) cinco editais de processos seletivos simplificados para contratação temporária e formação de cadastro de reserva em diferentes setores da administração municipal. Os documentos foram divulgados no Diário Oficial e integram um único arquivo oficial.
Os certames contemplam vagas para áreas estratégicas como Educação, Saúde e setores administrativos, com oportunidades para profissionais de níveis fundamental, médio, técnico e superior. A iniciativa busca atender demandas emergenciais do serviço público, especialmente para garantir a continuidade de atividades essenciais nas zonas urbana e rural.
Entre os cargos previstos estão funções de apoio operacional, técnicos administrativos, profissionais da área da saúde, além de professores e outros trabalhadores vinculados à rede municipal de ensino.
As seleções ocorrerão por meio de análise curricular e avaliação de títulos, conforme critérios específicos de cada edital. As contratações serão em caráter temporário, com prazo determinado e possibilidade de convocações conforme a necessidade da administração.
Os salários variam entre R$ 1.621 e R$ 4.318,18, conforme a função e a carga horária. As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, no período de 3 a 11 de março de 2026. As taxas variam de R$ 40 a R$ 80, de acordo com o nível de escolaridade exigido. Candidatos inscritos no CadÚnico poderão solicitar isenção nos dois primeiros dias do prazo de inscrição.
Confira:

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Prefeitura de Rio Branco reenvia à Câmara projeto que institui nova Lei Orgânica da Administração Tributária
Proposta em caráter de urgência disciplina carreira de auditor fiscal e estabelece normas para arrecadação e fiscalização no município; texto já havia tramitado anteriormente no Legislativo

Segundo o Executivo, os direitos e vantagens pecuniárias previstos já constam em legislações anteriores, como a Lei Geral da Fiscalização e o Regime Jurídico Estatutário dos Servidores. Foto: captada
A Prefeitura de Rio Branco encaminhou novamente à Câmara Municipal, em regime de urgência urgentíssima, o Projeto de Lei Complementar que institui a nova Lei Orgânica da Administração Tributária do Município e disciplina a carreira de Auditor Fiscal da Receita Municipal. O envio ocorre com base no artigo 39 da Lei Orgânica Municipal (LOM).
O projeto é acompanhado da Mensagem Governamental nº 59/2025, da Análise de Impacto Orçamentário-Financeiro (AIOF) e de parecer jurídico da Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos e Atos Oficiais (Sejur). A proposta estabelece normas sobre a organização da Administração Tributária, definindo competências, prerrogativas, princípios institucionais e a estrutura básica do órgão.
Entre os pontos centrais, a proposta detalha a carreira de Auditor Fiscal da Receita Municipal, com atribuições, direitos, deveres, garantias, vedações, remuneração e desenvolvimento funcional. A Administração Tributária é caracterizada como atividade essencial ao funcionamento do município, responsável pela constituição do crédito tributário, arrecadação, fiscalização e julgamento administrativo de processos fiscais.
O texto elenca como princípios institucionais a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência, justiça fiscal, equidade, autonomia técnica e preservação do sigilo fiscal. A proposta também prevê atuação integrada com administrações tributárias da União, estados e outros municípios, mas veda a terceirização de atividades privativas da carreira.

O prefeito Tião Bocalom afirma que a proposta não gera impacto financeiro aos cofres municipais. Foto: captada
Na justificativa enviada aos vereadores, o prefeito Tião Bocalom afirma que a proposta não gera impacto financeiro, uma vez que os direitos e vantagens previstos já constam em legislações anteriores. O Executivo argumenta que a medida corrige lacunas da atual Lei Complementar nº 30/2017, que não teria disciplinado adequadamente a carreira de auditor fiscal.
O texto também menciona o princípio da simetria federativa, defendendo organização própria para o Fisco municipal, assim como ocorre nas esferas federal e estadual. Segundo a mensagem governamental, a receita própria de Rio Branco tem apresentado crescimento, resultado atribuído, em parte, à atuação dos auditores fiscais.
O projeto volta a tramitar na Câmara Municipal e deve ser apreciado nas próximas sessões, em meio a debates sobre a estrutura administrativa e a organização das carreiras do serviço público municipal.

O projeto volta a tramitar na Câmara Municipal e deve ser apreciado nas próximas sessões, em meio a debates sobre a estrutura administrativa e a organização das carreiras do serviço público municipal. Foto: captada
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Acre tem o menor índice de conectividade escolar do Brasil, aponta Censo Escolar 2025
Estado registra apenas 52,5% das escolas com acesso à internet, enquanto média nacional chega a 94,5%; região Norte concentra os piores indicadores do país

Apesar do avanço nacional, o Acre registra apenas 52,5% das escolas com acesso à internet, o menor percentual do país, segundo os dados apresentados pelo MEC. Foto: captada/ilustrativa
O Acre possui o menor percentual de escolas da educação básica com acesso à internet do Brasil: apenas 52,5% das unidades de ensino estão conectadas. Os dados fazem parte do Censo Escolar 2025, divulgado na última quinta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Apesar do avanço nacional – a média brasileira saltou de 82,8% em 2021 para 94,5% em 2025 –, a região Norte ainda enfrenta desafios estruturais. O Acre aparece na lanterna do ranking, seguido por Amazonas (66,6%), Roraima (68,3%) e Amapá (69,3%). Os mapas apresentados pelo MEC mostram que, enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste se aproximam da universalização do acesso, municípios do Norte, sobretudo em áreas rurais e de difícil acesso, ainda convivem com limitações históricas.
A baixa cobertura no Acre está relacionada a entraves como logística complexa, dispersão geográfica das comunidades e infraestrutura precária de telecomunicações em diversas localidades. O acesso à internet nas escolas é considerado estratégico pelo MEC por impactar diretamente o processo de ensino-aprendizagem, a inclusão digital dos estudantes e a implementação de políticas educacionais baseadas em tecnologia.
O Censo Escolar é uma pesquisa estatística anual obrigatória, realizada em articulação com estados e municípios. Seus dados subsidiam o financiamento público da educação e a formulação de políticas para o setor em todo o país.
Acesso à Internet nas Escolas da Educação Básica (2021–2025)
| Abrangência | 2021 | 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Brasil | 82,8% | 94,5% | +11,7 p.p. |
| Acre | — | 52,5% | — |
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O país avançou de forma expressiva, aproximando-se da universalização do acesso.
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O Acre, no entanto, registra o menor percentual do país: apenas 52,5% das escolas têm acesso à internet.
Ranking da Conectividade Escolar na Região Norte (2025)
| Posição na região | Estado | % de escolas com internet |
|---|---|---|
| 1º | Tocantins | — |
| 2º | Rondônia | — |
| 3º | Pará | — |
| 4º | Amazonas | 66,6% |
| 5º | Roraima | 68,3% |
| 6º | Amapá | 69,3% |
| 7º | Acre | 52,5% |
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O Acre tem o pior índice da região Norte e do país.
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Os demais estados da região, embora abaixo da média nacional, ainda estão acima de 66%, enquanto o Acre não ultrapassa 52,5%.
Análise dos Dados
1. Desigualdade Regional Persistente
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Enquanto Sul, Sudeste e Centro-Oeste se aproximam da universalização, a Região Norte ainda enfrenta desafios estruturais.
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O Acre exemplifica essa realidade com o menor percentual de conectividade escolar do Brasil.
2. Causas Estruturais
A baixa cobertura no estado está associada a:
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Logística complexa e dispersão geográfica das comunidades;
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Dificuldade de acesso a redes de telecomunicações em áreas rurais e ribeirinhas;
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Limitações históricas de infraestrutura de energia e internet.
3. Impactos na Educação
A falta de conectividade afeta diretamente:
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O uso de plataformas pedagógicas digitais;
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A aplicação de avaliações online;
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A formação continuada de professores;
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A gestão escolar integrada e a inclusão digital dos estudantes.
Importância Estratégica da Conectividade
O MEC considera o acesso à internet nas escolas um fator estratégico para:
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A equidade educacional;
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A implementação de políticas públicas baseadas em tecnologia;
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O cumprimento de metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas.
Os dados do Censo Escolar 2025, produzido pelo Inep em parceria com estados e municípios, são fundamentais para o financiamento da educação básica (como o Fundeb) e para a formulação de políticas de inclusão digital no país.

No caso acreano, a baixa cobertura evidencia entraves históricos ligados à logística, à dispersão geográfica das comunidades e à limitada infraestrutura de telecomunicações em determinadas localidades. Foto: captada/ilustrativa

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