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Acre fica de fora da ampliação de parques tecnológicos em regiões menos desenvolvidas

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Estudo do governo federal mostra avanço dos espaços de inovação e aponta desigualdade entre unidades da federação; projeto da Universidade Federal do Acre foi rejeitado

Outro dado relevante é que os parques tecnológicos brasileiros ainda são recentes, com média de idade de 13 anos. Apenas cinco deles concentram mais de 100 empresas, enquanto um quarto possui menos de 12. Foto: captada 

Por André Gonzaga

O Brasil conta com 113 parques tecnológicos distribuídos pelas cinco regiões, considerando unidades ativas, em processo de instalação e em fase de planejamento. Os dados são de um levantamento divulgado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) na última segunda-feira (13/10), em Foz do Iguaçu (PR), durante a abertura da 35ª Conferência da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). A programação encerra na quinta (16/10).

A pesquisa, feita em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), revela que esses ambientes reúnem mais de 2.700 empresas e instituições. Apesar da expansão, a distribuição dos centros permanece desigual. Até janeiro de 2025, 11 unidades federativas não tinham nenhum parque funcionando, sendo que três delas não apresentavam qualquer iniciativa em andamento.

Para ampliar esse cenário, o governo federal lançou em 2024 um edital de R$ 100 milhões voltado aos estados não contemplados em edições anteriores. No entanto, a implantação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Acre (Ufac), única proposta apresentada na fase de habilitação, acabou rejeitada pela comissão técnica. Embora não tenha avançado em Rondônia, no Mato Grosso do Sul e por aqui, a rede nacional abraçou nove projetos divididos entre Espiríto Santo, Maranhão, Amapá, Tocantins, Alagoas, Sergipe (2) e Amazonas (2).

Segundo o MCTI, o crescimento desses e de outros espaços está relacionado aos investimentos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que destinou R$ 670 milhões ao setor nos últimos anos. A presidenta da Anprotec, Adriana Ferreira de Faria, afirmou que “as empresas instaladas nesses locais registraram aumento de receita, geração de patentes e contratação de profissionais entre 2017 e 2023”.

O estudo aponta que os ambientes mais eficientes estão conectados a universidades com forte produção científica. A presença de incubadoras, programas de pós-graduação e redes de cooperação impulsiona o desempenho desses polos. Em áreas com menor infraestrutura, a exemplo da região Norte, as soluções mais acessíveis podem ser eficazes no início, como núcleos de apoio a empreendedores.

Outro dado relevante é que os parques tecnológicos brasileiros ainda são recentes, com média de idade de 13 anos. Apenas cinco deles concentram mais de 100 empresas, enquanto um quarto possui menos de 12. As áreas mais comuns de atuação são tecnologia da informação, economia criativa, saúde, biotecnologia e agronegócio.

O levantamento ainda alerta que a criação desses espaços deve ser guiada por critérios técnicos, e não por interesses eleitorais. Segundo o documento, a credibilidade e a estrutura de gestão são fundamentais para atrair negócios e garantir o sucesso dos empreendimentos.

 

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Câmara dos Deputados reajusta verba de gabinete e cota parlamentar

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Plenário da Câmara dos Deputados

A direção da Câmara dos Deputadosreajustou nesta sexta-feira (20/2) os valores das verbas destinadas aos parlamentares para financiar despesas do mandato (cota parlamentar) e do escritório de trabalho (verba de gabinete).

Os atos, assinados pelos sete membros da Mesa Diretora da Casa, incluindo o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB), atualizam os valores com base na inflação.

No caso da cota parlamentar, o reajuste será calculado com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre fevereiro de 2023 e dezembro de 2025.

A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) é destinada ao financiamento de despesas para a atuação do deputado, como passagens aéreas, combustível e atividades de divulgação do mandato.

  • O valor da CEAP destinado a cada deputado leva em conta a distância da capital do estado representado pelo parlamentar a Brasília. Parlamentares de Roraima recebem a maior quantia mensal, que, na tabela válida até esta sexta, era de R$ 51,4 mil.

Já a verba de gabinete sofrerá um reajuste pela inflação acumulada entre fevereiro de 2025, última correção feita no valor, até dezembro do ano passado. Esses recursos são utilizados para a contratação de pessoal nos escritórios dos deputados.

Até esta sexta, o valor destinado a cada parlamentar para contratar funcionários era de R$ 133.170,54 por mês. A correção do montante foi oficializada depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar uma lei que reajusta os salários de servidores da Câmara. Com o aumento do gasto com pessoal, a medida já era esperada na Casa.

Ao justificar a medida, a direção da Câmara afirmou que o reajuste recompõe o “desgaste inflacionário verificado até esse marco temporal”.

A Casa também argumentou que, em relação à cota parlamentar, as regras internas estabelecem que a diretoria-geral pode sugerir anualmente uma correção do montante com base no IPCA.

Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL

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Grupo Arasuper rescinde contrato de patrocínio com o Vasco

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A direção do Grupo Arasuper decidiu nesta sexta, 20, rescindir o contrato de patrocínio com o Vasco. O encerramento do contrato assinado em dezembro de 2025 foi confirmado por meio de uma nota oficial nas redes sociais.

“Diante dos acontecimentos recentes envolvendo o clube, e após avaliação interna pautada exclusivamente em diretrizes administrativas e estratégicas, decidimos encerrar nossa parceria com o clube a partir desta data”, disse um trecho da nota.

Problemas extracampo

O Vasco, desde o fim de semana, tem o novo envolvido em problemas extracampo. Os atletas Bryan, Manga, Lekinho e Erick Serpa são acusados de estupro coletivo, fato com destaque em nível nacional.

Manteve a mesma decisão

O Grupo Arasuper manteve a mesma postura de 2020 quando o goleiro Bruno Souza, condenado a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação da modelo Eliza Samudio, foi anunciado como reforço do Rio Branco.

Fonte: Conteúdo republicado de PHD ESPORTES - ESPORTES

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Idaf institui Sistema de Mitigação de Risco para combater Sigatoka Negra na bananicultura acreana

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Os produtores interessados em aderir ao SMR deverão solicitar o cadastramento da unidade de produção do responsável técnico e da casa de embalagem

Idaf já vem realizando um trabalho de monitoramento de pragas regulamentadas e fiscalização em cultivos de banana em todo o Acre. Foto: Fabiana Matos/Idaf

O governo do Estado, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), publicou nesta sexta-feira, 20, no Diário Oficial, a Portaria nº 47, de 5 de fevereiro de 2026, que dispõe sobre a implementação do Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para a praga Sigatoka Negra, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, na bananicultura do estado.

A medida tem como objetivo proteger a sanidade das lavouras, garantir a sustentabilidade da produção e preservar a geração de emprego e renda do setor.

A Sigatoka Negra é considerada uma das principais doenças que afetam a cultura da banana, comprometendo a produtividade e a rentabilidade da atividade. De acordo com o Idaf, a implantação do sistema busca reduzir os impactos da praga por meio da adoção de práticas fitossanitárias padronizadas, controle rigoroso e acompanhamento técnico permanente.

Com a nova portaria, os produtores interessados em aderir ao SMR deverão solicitar o cadastramento da unidade de produção do responsável técnico e da casa de embalagem, apresentando a documentação exigida para a assinatura do termo de adesão junto ao Idaf.

Entre as exigências estabelecidas, está o cumprimento dos procedimentos previstos na instrução normativa DAS/Mapa nº 17, de 31 de maio de 2005, além das normas especificas da portaria estadual. As unidades que não aderirem ao sistema deverão adotar, obrigatoriamente, medidas fitossanitárias para minimizar a disseminação da praga.

A implementação do Sistema de Mitigação de Risco representa um avanço significativo na defesa sanitária vegetal do Acre, fortalecendo a bananicultura local, ampliando a segurança da produção e contribuindo para a competitividade do setor nos mercados regional e nacional.

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