Cotidiano
A preocupação do PT com o 7 de setembro
Partido apreensivo com a utilização de mais um símbolo pátrio por bolsonaristas após eles capturarem outras marcas nacionais

Por Matheus Leitão - Veja.com
Depois de se apropriarem da bandeira nacional, das cores verde e amarela e da camisa da seleção brasileira, os bolsonaristas se preparam para usar o dia 7 de setembro como se a data fosse um sinônimo de manifestação de todos que apoiam o governo.
O Partido dos Trabalhadores (PT) vê a estratégia com preocupação e acredita que a associação de uma data tão importante com discursos que vão contra a democracia é algo muito ruim para o Brasil.
Interlocutores da legenda afirmaram à coluna que essa apropriação de um certo discurso nacionalista é, obviamente, característico de regimes que buscam o autoritarismo.
Enquanto tentam se colocar como defensores da democracia, os apoiadores do presidente mostram, na prática, que não cumprem seu dever de proteção nacional e de proteção da constituição. Não se importam em inflamar os manifestantes a irem para o confronto para defender suas ideias.
Para o PT, quem trabalha no campo democrático não pensa em criar atritos ou embates de rua. No entanto, os discursos de quem organiza as manifestações do próximo dia 7 está cada vez mais distante disso, principalmente quando se voltam para as polícias militares.
Nesse ponto, o partido elogia a atuação dos governadores, que decidiram se reunir para conversar sobre os protestos que estão programados. Na visão do partido, eles são um contraponto público importante para mostrar que os manifestantes não farão o que quiserem.
O próprio presidente Jair Bolsonaro não pode achar que, por ter tido votos nas eleições, tem o direito de atacar instituições. Ele não foi eleito para isso. Da mesma forma, os governadores tiveram votos para protegerem a constituição e resguardarem a paz em seus estados.
Para os petistas, o ato convocado pelo presidente é uma das últimas cartadas para tentar um fôlego diante do isolamento do atual governo. Apesar da tentativa, os brasileiros – independentemente de serem de esquerda ou não – já não aguentam mais.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) afirma que o brasileiro tem tido tantas dificuldades em seu cotidiano para pagar suas contas e vencer os desafios que está cansado de ver um presidente que simplesmente não consegue resolver a situação. Pelo contrário, cria o caos permanente no país.
“Qualquer pessoa que tenha apreço pela vida, pela democracia, pelo respeito às instituições, qualquer brasileiro que queira viver em paz sabe que isso não virá com Bolsonaro, não com esta linha política no poder”, acredita a deputada.
Bolsonaro e seus apoiadores estão cansando o Brasil. Enquanto colocam a manifestação como o evento público mais importante dos últimos tempos, a população sofre com o desemprego, com a falta de perspectivas e com o descaso do poder público.
Não se sabe ainda quem vai participar dos atos de 7 de setembro, mas já se sabe que milhões de brasileiros permanecerão em suas casas com o real problema para resolver.
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Prefeito de Acrelândia renuncia para disputar vaga na Aleac; vice-prefeito assume no dia 31
Olavinho Boiadeiro protocolou carta de renúncia à Câmara Municipal; sessão solene marcará saída do gestor e posse do vice-prefeito Graia
O prefeito de Acrelândia, Olavinho Boiadeiro (Republicanos), protocolou nesta quinta-feira (26) junto à Câmara de Vereadores do município sua carta de renúncia ao mandato. O gestor informou que deixará o cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) nas eleições deste ano.
O pedido foi recebido pelo presidente do Legislativo municipal, vereador Dr. Vitor Martineli (União Brasil).
Nas redes sociais, Olavinho publicou um vídeo ao lado de Martineli, no qual comunica a decisão à população e detalha o cronograma da saída.
“Olá, meus amigos. Estamos aqui hoje na Câmara de Vereadores aqui no município de Acrelândia. Estou aqui protocolando a renúncia do meu mandato de prefeito, que acontecerá no próximo dia 31, a terça-feira, às 7 horas da noite. Estou aqui protocolando, exercendo aqui o direito democrático, seguindo aí as normas que a legislação diz, que a legislação manda. Todos vocês já sabem que a gente vai disputar a eleição para deputado estadual, então a gente está aqui cumprindo o rito que a lei diz que tem que ser seguido”, afirmou.

“Todos vocês já sabem que a gente vai disputar a eleição para deputado estadual, então a gente está aqui cumprindo o rito que a lei diz que tem que ser seguido”, afirmou prefeito. Foto: captada
O prefeito também agradeceu aos vereadores e à população pelo apoio no período em que esteve à frente da gestão municipal.
“Quero agradecer aí a todos os vereadores que nos acompanham durante esse nosso período aí, de 5 anos e 3 meses à frente da prefeitura de Acrelândia. É uma alegria grande poder estar compartilhando esse momento com vocês. Pensando em algo bem maior e bem melhor aqui pro nosso município, por isso a gente tá tomando essa decisão hoje”, declarou.
Ainda no vídeo, Olavinho informou que o vice-prefeito assumirá o comando do Executivo municipal após a efetivação da renúncia.
“A partir de quarta-feira da próxima semana, o nosso prefeito será o Graia, que é o nosso vice-prefeito hoje, ele vai estar assumindo, dando sequência aos nossos trabalhos, e a gente já deixa aqui o convite a todos vocês venham participar com a gente dessa sessão solene, que vai empossar o nosso prefeito Graia e vai oficializar aqui a minha renúncia da prefeitura do município de Acrelândia”, disse.
Agradecimento do presidente da Câmara
O presidente da Câmara, Vitor Martineli, agradeceu ao prefeito pela parceria estabelecida durante a gestão.
“Meu prefeito, muito obrigado pelo carinho, pelo compromisso que o senhor tem por Acrelândia, você fazendo um rito constitucional, convocando uma sessão solene, onde o senhor irá renunciar. É um momento histórico que a Acrelândia vive. Eu venho aqui parabenizar o senhor pelo compromisso que o senhor tem com a Acrelândia, dizer da gratidão que eu tenho ao senhor, de ter feito parte desse processo junto com o senhor que foi administrar a Acrelândia, de ajudar na área da saúde. Hoje eu estou como vereador. Então, eu desejo ao senhor muitas bênçãos sobre a sua vida, muitas vitórias se Deus quiser e que o senhor tenha sucesso nessa nova caminhada e que Deus te abençoe e lhe acompanhe. Gratidão por tudo que o senhor fez pela nossa cidade”, afirmou.
Sessão solene
A sessão solene que oficializará a renúncia e dará posse ao vice-prefeito está marcada para a próxima terça-feira (31), às 19h, no pavilhão da Igreja Católica, em Acrelândia.

Olavinho Boiadeiro (Republicanos), protocolou junto à Câmara de Vereadores do município, sua carta de renúncia ao mandato. O gestor informou que deixará o cargo para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Acre. Foto: captada
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Diretoria do Galvez contrata reforços para o Campeonato Brasileiro A3
O presidente do Galvez, Igor Oliveira, confirmou as contratações da goleira Juliana Salles, da zagueira Joana, da meia/extrema boliviana Rosália e da atacante Tawane.
“Estamos qualificando o elenco e aumentado as opções para a nossa comissão técnica. A ideia é ter todas as atletas disponíveis no jogo de sábado(28”, declarou o presidente Igor Oliveira.
Lorena joga
A zagueira Lorena tem presença certa na partida contra a Desportiva Itapuense. A atleta não jogou a estreia contra o Penarol no último fim de semana, no Amazonas, por problemas particulares.
Trabalho tático
O técnico Gustavo Rodrigues comanda um trabalho tático nesta quinta, 26, no Clube do Corpo de Bombeiros, e começa a definir as titulares para o duelo de sábado. A partida contra a Desportiva Itapuense, de Rondônia, no sábado, 28, às 18 horas, no Tonicão.
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TSE aprova por unanimidade federação União Progressista e consolida superbloco governista no Acre
Decisão sela oficialmente aliança entre União Brasil e PP, que forma maior força partidária do país e alicerça pré-candidaturas de Mailza Assis ao governo e Gladson Cameli ao Senado
Em sessão realizada nesta quinta-feira (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, por unanimidade, o registro e a homologação da Federação União Progressista, formada pela união estratégica entre o União Brasil e o Partido Progressistas (PP).
A decisão era aguardada com ansiedade pela cúpula política do Acre, pois sela oficialmente a criação de um “superbloco” que promete redesenhar as forças eleitorais para o pleito de 2026.
Ao apresentar seu voto, a relatora do processo, ministra Estela Aranha, destacou que o pedido de criação da federação foi instruído com toda a documentação exigida pela legislação eleitoral. Segundo a ministra, foram rigorosamente atendidos os requisitos previstos no artigo 11-A da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995) e na Resolução TSE nº 23.670/2021.
A magistrada ressaltou que a legislação permite que dois ou mais partidos se unam em federação, passando a atuar como uma única agremiação por, no mínimo, quatro anos. O Plenário acompanhou integralmente o voto da relatora, sem divergências, confirmando o registro da nova força política.

O presidente nacional da federação, Antonio Rueda, celebrou a decisão do tribunal e destacou que o projeto foca no desenvolvimento do país. Foto: captada
Impacto no Acre
No cenário acreano, a homologação vai muito além de uma formalidade jurídica; ela é o alicerce das pré-candidaturas majoritárias do Palácio Rio Branco. Com a decisão, o grupo consolida os nomes do governador Gladson Cameli (PP) ao Senado Federal e da vice-governadora Mailza Assis (PP) ao governo.
A união resulta em uma das chapas mais competitivas para a disputa à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), concentrando um número recorde de detentores de mandato. Com a regra das federações, o grupo lançará uma lista única, otimizando o quociente eleitoral e potencializando a ocupação das 24 cadeiras da Aleac e das vagas federais.
Força nacional
A federação entre União Brasil e PP formará a maior força partidária do país, reunindo:
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103 deputados federais — a maior bancada da Câmara
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12 senadores — a terceira maior do Senado
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cerca de 1,3 mil prefeitos em todo o país
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R$ 953,8 milhões em fundo eleitoral (números de 2024) — a maior fatia da distribuição
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R$ 197,6 milhões em fundo partidário (números de 2024)
A federação terá validade a partir do registro e deve vigorar por, no mínimo, quatro anos.
Declaração do presidente
O presidente nacional da federação, Antonio Rueda, celebrou a decisão do tribunal e destacou que o projeto foca no desenvolvimento do país.
“Essa federação nasce após um longo período de conversas e discussões pautadas pelo espírito de sempre, que é oferecer aos brasileiros os melhores projetos e os mais qualificados quadros. Agora, formalmente autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, é hora de começarmos a concretizar tudo aquilo que planejamos: fazer o Brasil se desenvolver e gerar dignidade aos brasileiros”, afirmou Rueda.

Com a decisão, o grupo consolida os nomes do governador Gladson Camelí (PP) ao Senado Federal e da vice-governadora Mailza Assis (PP) ao Governo. Foto: captada

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