Brasil
58 milhões de vacinas da Covid-19 vencem no estoque federal; desperdício nos municípios é ainda maior
O Ministério conseguiu minimizar parte desse impacto ao trocar 4,2 milhões de doses da Moderna, avaliadas em R$ 240 milhões, mas o número total de imunizantes desperdiçados ainda levanta preocupações

Grande parte das vacinas vencidas no estoque federal foi adquirida durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que comprou mais de 70% das doses descartadas. Foto: divulgação
Com assessoria
Desde o início da campanha de imunização contra a Covid-19, em 2021, o Brasil perdeu ao menos 58 milhões de doses de vacinas ainda armazenadas no estoque do Ministério da Saúde, antes mesmo de serem distribuídas a estados e municípios. O volume equivale a um prejuízo estimado em R$ 2 bilhões, segundo dados obtidos via Lei de Acesso à Informação.
O Ministério conseguiu minimizar parte desse impacto ao trocar 4,2 milhões de doses da Moderna, avaliadas em R$ 240 milhões, mas o número total de imunizantes desperdiçados ainda levanta preocupações.
Divergências entre dados federais e locais
Além das vacinas perdidas em estoque, há incertezas quanto às doses descartadas nos estados e municípios. Um cruzamento de informações indica uma discrepância de mais de 175 milhões de doses entre o número de vacinas distribuídas pelo ministério e as efetivamente aplicadas.
Por exemplo, enquanto o governo de São Paulo afirma ter aplicado 144 milhões de doses, o Ministério da Saúde registra apenas 131 milhões. Diferenças semelhantes foram identificadas em outras unidades da federação, como no Maranhão, onde o estado reporta o recebimento de 17 milhões de doses, enquanto o órgão federal aponta o envio de 20 milhões.
A falta de integração nos sistemas de logística e monitoramento das vacinas agrava a situação, dificultando uma análise precisa sobre o total de perdas.
Problemas herdados e novos desafios
Grande parte das vacinas vencidas no estoque federal foi adquirida durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que comprou mais de 70% das doses descartadas. Estas incluem lotes da AstraZeneca/Fiocruz e Janssen, que perderam validade ainda na administração anterior ou no início do governo Lula, herdando problemas de logística e adesão da população.
A gestão atual enfrenta novas críticas, principalmente devido ao atraso na compra de imunizantes e dificuldades em ampliar a campanha de vacinação. Especialistas destacam desafios técnicos, como o armazenamento de vacinas de mRNA, que exigem ultrafreezers, tecnologia ainda limitada em muitos municípios.
Determinação do TCU e falta de transparência
O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou em 2022 que estados e municípios acumulavam 54,2 milhões de doses vencidas, avaliadas em R$ 2,1 bilhões. Além disso, alertou para o risco de perda de outras 128 milhões de vacinas com validade curta à época.
Em 2023, o TCU determinou que o Ministério da Saúde aprimorasse a rastreabilidade das doses perdidas e corrigisse inconsistências nos dados de distribuição. Até o momento, os resultados dessa análise não foram divulgados.
Impactos na saúde pública
A entrada de vacinas da Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS) durante a crise sanitária intensificou os desafios de logística e gestão de imunizantes no Brasil. Com a adoção de novas vacinas para variantes do vírus, modelos antigos foram descontinuados, aumentando o desperdício.
O Ministério da Saúde destaca que fatores como resistência à vacinação, notícias falsas e mudanças nos imunizantes também contribuíram para o baixo aproveitamento. Apesar dos esforços, o cenário atual reflete uma combinação de falhas estruturais e desafios técnicos que comprometem a eficiência da imunização no país.
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Brasil
Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 13 milhões. Veja números

A Mega-Sena acumulou mais uma vez. Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 2987, sorteado na noite deste sábado (21/3), e o prêmio disparou para R$ 13 milhões.
O sorteio do concurso 2987 da Mega-Sena teve os seguintes números: 16 – 17 – 20 – 28 – 46 – 47.
Em todo país, 23 apostas acertaram cinco dezenas e vão faturar prêmios a partir de R$ 65 mil.
O próximo sorteio da Mega-Sena será realizado na terça-feira (24/3) e as apostas podem ser feitas em casas lotéricas e pela internet.
Como participar
Quanto maior o número de dezenas marcadas, maior o valor da aposta e também as chances de ganhar.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Mais de 140 cidades do RS já limitam serviços por falta de diesel

A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) realizou um levantamento que aponta que 142 prefeituras gaúchas enfrentam falta de diesel em veículos funcionais.
O número representa 45% do estado e leva à limitação de serviços nas cidades.
Segundo a federação, 315 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul responderam ao questionamento.
A Famurs apontou que, no levantamento, prefeitos afirmaram priorizar serviços na área da saúde, como o transporte de pacientes.
Obras e atividades que dependem de maquinário foram suspensas em parte das cidades por causa da escassez de combustível. A federação também registrou preocupação com a manutenção do cenário nos próximos dias.
Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que o diesel foi vendido, em média, a R$ 7,26 por litro na semana iniciada em 15 de março.
Trata-se do maior patamar desde agosto de 2022, período marcado pela alta global do petróleo após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, que também pressionou os preços no Brasil.
Neste sábado (21/3), o preço médio por litro estava em R$ 6,89.
O principal fator por trás da alta do diesel hoje é a escalada do conflito no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo no mercado internacional.
O barril do tipo Brent, referência global, voltou a superar os US$ 100 em meio às tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Com a alta do Brent, os custos de importação de combustíveis aumentam e pressionam os preços no Brasil, que depende parcialmente do diesel importado.
O movimento reflete temores de interrupção na oferta e no transporte de petróleo na região.
Fonte: Conteúdo republicado de METRPOLES - BRASIL
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Defensoria Pública do Acre empossa novas defensoras públicas e reforça compromisso com acesso à justiça
Durante a cerimônia, a subdefensora pública-geral de Gestão Administrativa, Simone Santiago, realizou a leitura do termo de posse. Em seguida, as novas defensoras assinaram o documento e receberam a carteira funcional e o broche institucional

“A Defensoria Pública tem uma missão essencial de garantir que os direitos alcancem quem mais precisa. A chegada de novas defensoras fortalece esse compromisso e amplia nossa capacidade de atuação”. Foto: captada
A Defensoria Pública do Acre empossou, na manhã de sexta-feira, 20, as novas defensoras públicas Andréa Kessler Gonçalves Volcov e Vanessa Cristina Santiago Rivero, em cerimônia realizada na sede da instituição, em Rio Branco.
A solenidade, realizada no mês em que se destacam as lutas das mulheres e no ano em que a instituição completa 25 anos, foi marcada não apenas pelo ato formal de posse, mas pelas histórias que chegam com ele e pelo compromisso que se renova a partir de agora. Em uma instituição onde mulheres são maioria entre os membros e ocupam todos os cargos da Administração Superior, o momento reforça a presença feminina na construção do acesso à justiça no estado.
Durante a cerimônia, a subdefensora pública-geral de Gestão Administrativa, Simone Santiago, realizou a leitura do termo de posse. Em seguida, as novas defensoras assinaram o documento e receberam a carteira funcional e o broche institucional, em ato conduzido pela administração superior.
Ao falar sobre o significado da posse, a presidente da Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Acre, Bárbara Araújo de Abreu, destacou o impacto coletivo da chegada de novas mulheres à instituição.
“A posse de vocês representa não apenas uma conquista individual, mas um movimento coletivo. Cada mulher que ocupa um espaço como este amplia possibilidades e inspira outras tantas a acreditarem que também podem chegar lá”, afirmou.
Entre os discursos, a fala de Vanessa Cristina Santiago Rivero trouxe à tona a dimensão mais concreta do que representa o acesso à justiça. Ao relembrar sua trajetória, marcada por origem em situação de vulnerabilidade, ela destacou o sentido da função que passa a exercer.
“Para mim, que venho de uma família em situação de extrema vulnerabilidade, esse momento tem um significado ainda mais profundo. A partir de hoje, minha atuação está voltada às pessoas que chegam à Defensoria em momentos de fragilidade, e que precisam ser atendidas com respeito, escuta e dedicação”, disse.
A nova defensora também ressaltou que, por trás de cada demanda, há histórias que precisam ser reconhecidas.
“Por trás de cada processo existe uma vida. Por trás de cada decisão existe a possibilidade de restaurar a dignidade”, afirmou.
Já a defensora pública Andréa Kessler Gonçalves Volcov conduziu sua fala a partir de um conceito central da atuação da Defensoria: o acesso à justiça. Ao recordar sua aproximação com a instituição, destacou o papel da escuta e da atuação técnica na garantia de direitos.
“O acesso à justiça começa na escuta. É a partir dela que conseguimos compreender as demandas e garantir que cada pessoa seja tratada com dignidade, tendo seus direitos efetivamente reconhecidos”, afirmou.
Ao complementar, Andréa ressaltou que a atuação da Defensoria ultrapassa o aspecto formal do processo. “A diferença está em ouvir, compreender e agir com responsabilidade, para que as pessoas não apenas tenham resposta, mas tenham seus direitos reconhecidos com dignidade”, pontuou.
Encerrando os pronunciamentos, a defensora pública-geral do Acre, Juliana Marques Cordeiro, destacou o significado institucional da posse e o fortalecimento da atuação da Defensoria.“A Defensoria Pública tem uma missão essencial de garantir que os direitos alcancem quem mais precisa. A chegada de novas defensoras fortalece esse compromisso e amplia nossa capacidade de atuação”, afirmou.
Ao reunir histórias de origem, estudo, esforço e compromisso público, a posse das novas defensoras evidencia o papel da Defensoria Pública do Acre como instrumento de transformação social. Mais do que o início de uma trajetória na carreira, o momento marca a continuidade de uma missão que se constrói diariamente no atendimento à população em situação de vulnerabilidade.

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